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Família Nuclear

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Jean-Joseph Pasteur

1791-1865

Origem. O pai de Louis Pasteur era francês, nascido em 16 de março de 1791 na região do Jura. Tornou-se órfão na primeira infância. Sua mãe, Gabrielle Jourdan faleceu em 1792, aos 20 anos. Seu pai, Jean-Henri Pasteur, dessomou aos 27 anos. Jean-Joseph foi filho único, sendo criado pela avó e tias (Vallery-Radot, 1951, p. 6; Viñas, 1991, p. 23-25). 

Guerra. Aos 21 anos, convocado para a guerra da Espanha (1812-1813), foi denominado “bravo entre os bravos”, sendo nomeado sargento-mor. Recebeu a cruz de Cavalheiro da Legião de Honra pelo imperador Napoleão Bonaparte (Debré, 1995, p. 28-29). Ele foi descrito como um soldado corajoso, disciplinado e atencioso (Keim & Lumet, 1913, p. 8).

​Ofício. Após a guerra, retornou à cidade de Salins. Igualmente ao pai, seu ofício era de curtidor de peles (Debré, 1995, p. 28). Logo depois, casou-se com Jeanne-Etienette Roqui, de uma antiga família de classe baixa (Keim & Lumet, 1913, p. 8).

Casal. A vida financeira do casal era difícil, e eles decidem se mudar para Dole, estabelecendo-se em uma pequena casa na Rue des Tanneurs, onde Pasteur nasceu (Debré, 1995, p. 30; Keim & Lumet, 1913, p. 8). O interior da casa foi descrito como de uma simplicidade que se aproximava da pobreza (Debré, 1995, p. 31).

​Caráter. Quanto às características pessoais, Jean-Joseph dava a impressão de que vivia uma vida interior, e apresentava espírito ponderado (Vallery-Radot, 1951, p. 9). Era reservado e taciturno (Viñas, 1991, p. 25). Tinha caráter firme, meditativo e corajoso (Garozzo, 1974, p. 50). Resmungão, às vezes causava medo aos seus netos (Debré, 1995, p. 149).

​Preceptoria. O genitor de Louis zelava pela educação do filho, tornando-se seu professor particular, seu primeiro preceptor, fazendo-se todos os dias o seu explicador (Vallery-Radot, 1951, p. 10).

Livros. Jean-Joseph adquiriu o primeiro dicionário da família “Novo Vocabulário ou Dicionário Portátil da Língua Francesa com Pronúncia”, publicado por Rolland e Rivoire em 1803 (Pasteur Vallery-Radot, 1956, p. 52).

História. O pai de Pasteur passava as suas próprias noites, depois de dias difíceis no curtume, lendo livros de história, atos de glórias francesas passadas e adquirindo a educação que lhe parecia o símbolo da mais alta linhagem humana (Dubos, 1967a, p. 27).

Autoridade. Vuillame, vizinho da família, relata: “o pai exercia sobre todos os seus uma autoridade absoluta, porém sábia e raciocinada” (Debré, 1995, p. 33).

Educação. O patriarca tinha a reputação de ser pouco comunicativo, mas honesto e leal, sempre disposto a educar os filhos no respeito às grandes virtudes adequadas para elevar suas almas (Chanlaine, 1966, p. 9).

Anseios. Jean-Joseph Pasteur ansiava pelo conhecimento e encorajava os estudos do filho. Naquela época, o que gostaria era vê-lo diretor do Collège d´Arbois. Louis compartilhava com o pai seus progressos nos estudos, dúvidas e preocupações (Vallery-Radot, 1951, p. 99).

Amigos. O chefe da família tinha poucos amigos, mas eruditos, a exemplo de professores e o médico da cidade de Arbois, Dr. Dumont, um ex-médico militar que se tornou médico do Hospital desta urbe (Debré, 1995, p. 34).

​Presença. A presença paterna foi marcante na vida de Louis Pasteur, dando-lhe conselhos, ensinando sobre honra, justiça e dever. Possivelmente o pai influenciou no patriotismo do filho. Pasteur dirá: “Ensinando-me a ler, tiveste o cuidado de ensinar-me a grandeza da França” (Debré, 1995, p. 33).

​Lema. Jean-Joseph era um homem atencioso e trabalhador, que tinha como lema: "Nunca pense em nada além do que você está dizendo ou fazendo no momento" (Pasteur Vallery-Radot, 1956, p. 8). Inclusive, há uma tira de couro que ele carregava consigo, junto aos livros de contabilidade do curtume, com dizeres “Só pensar no que se está fazendo no momento” (Debré, 1995, p. 39).

Gratidão. À época dos estudos iniciais em Paris, Louis, sabendo que seu pai sofreu a vida toda por falta de educação e, sem fazê-lo perceber, com delicadeza, e sob o pretexto de que é Josephine, sua irmã, quem precisa se expandir sua riqueza de conhecimentos, envia uma abundante bibliografia, que se torna material de estudo para seu pai. É assim que, à distância, Louis cumpre seu papel de instrutor do pai e das irmãs, mantendo intacto o sentimento de gratidão para com aqueles que o apoiaram nos seus primórdios (Vinãs, 1991, p. 54).

Falecimento. Em 1865, um telegrama endereçado a Louis chama-o a Arbois, para perto de seu pai, que se encontrava bastante doente. Louis não chegou a tempo. Viu o corpo do pai já no caixão mortuário. Na tarde daquele dia, escreveu à esposa:

“Minha querida Marie, meus caros filhos, o pobre avô já não existe e nós levamo-lo esta manhã para sua derradeira morada. Ele está aos pés da pobrezinha da Jeanne. Em meio à minha dor, senti-me feliz pelo bom pensamento de Virginie, que o fez colocar lá, e espero que um dia poderei reuni-los a minha terna mãe e a minhas irmãs, até o momento em que eu mesmo vá reunir-me a eles. Até o último instante, esperei tornar a vê-lo, abraçá-lo uma última vez, dar-lhe o consolo de apertar em seus braços o filho que ele tanto amou; mas, chegando à estação, vi uns primos, que vinham de Salins, todos de preto. Só então foi que compreendi que podia apenas acompanhá-lo ao cemitério.

Ele morreu no dia de tua primeira comunhão, minha querida Cécile: duas lembranças que não sairão do teu coração, minha filhinha. Tive o pressentimento disto quando, na mesma manhã, na hora em que ele foi atingido para não mais se levantar, eu te pedia para rezares a Deus pelo avô de Arbois. Tuas orações devem ter sido bem agradáveis a Deus, e quem sabe se o próprio avô não as ouviu e não se alegrou, junto da pranteada Jeanne, com os sagrados fervores de Cécile.

Durante todo o dia, repassei em minha memória as provas de afeto de meu pobre pai. De trinta anos para cá, fui sua constante e quase única preocupação. Devo-lhe tudo. Jovem, ele me afastou das más companhias e deu-me o hábito do trabalho e o exemplo da vida mais leal e mais bem empregada. Pela distinção do espirito e de caráter, este homem estava muito acima de sua posição, a julgar pelas coisas que se fazem neste mundo. Ele não se enganava a este respeito: bem sabia que é o homem que honra sua posição, e não a posição que honra o homem. Não o conheceste, minha querida Marie, no tempo em que minha mãe e ele trabalhavam tão arduamente por seus filhos queridos que tanto amavam por mim sobretudo, por mim cujos livros, cujas taxas de colégio, cuja pensão em Besançon custavam caríssimo. Vejo-o ainda, o meu pobre pai, nas folgas que lhe deixava o trabalho manual, lendo muito, instruindo-se sem descanso, outras vezes desenhando ou esculpindo a madeira. Não há muito tempo ainda, ele mostrava-me um desenho meu no qual fez uma cruz; neste desenho, de bom só há isto. Tinha a paixão do saber e do estudo. Vi-o estudando gramáticas, caneta na mão, comparando-as, comentando-as, a fim de aprender aos quarenta ou cinquenta anos aquilo que lhe recusaram os infortúnios de seus primeiros anos. Mas, os livros de que gostava e que procurava mais que tudo, eram aqueles que lhe rememoravam os feitos da grande época imperial, a que ele servira em seu tempo, e que renovara a sociedade.

E o que há de tocante em sua afeição por mim, é que ela nunca se poluiu de ambição. Recordas-te de que, segundo suas palavras, ele me veria com prazer regente do colégio de Arbois. É que, por trás de meu adiantamento possível, via o trabalho que isto me traria, e por trás deste trabalho, minha saúde que poderia ser afetada. E no entanto, tal como ele era, tal como o vejo melhor hoje, alguns dos sucessos de minha carreira científica deviam tê-lo orgulhado imensamente, enchendo-o de alegria. Era seu filho, era seu nome. Ah! meu pobre pai! Sinto-me bem feliz ao pensar que pude dar-te algumas alegrias (...)” (Vallery-Radot, 1951, p. 98-99).

Homenagem. Em 1883, Louis Pasteur, relembrando a memória de seus pais na frente da casa onde nasceu, disse: "Ó meu pai e minha mãe! Ó meus queridos falecidos que viveram tão modestamente nesta casinha, é a vocês que devo tudo! (...) Você, meu querido pai, cuja vida foi tão difícil quanto sua árdua profissão, me mostrou o que a paciência pode fazer em longos esforços. É a você que devo a tenacidade em meu trabalho diário. Você não só tinha as qualidades perseverantes que tornam a vida útil, mas também tinha a admiração de grandes homens e grandes coisas. Olhe para cima, aprenda além, busque sempre se elevar, foi isso que você me ensinou. Ainda posso vê-lo, depois de seu dia de trabalho, lendo, à noite, alguma história de batalha de um daqueles livros de história contemporânea que o lembrava de tempos gloriosos que você testemunhou. Enquanto me ensinava a ler, você teve a preocupação de ensinar-me a grandeza da França. Sejam abençoados ambos, meus queridos pais, pelo o que vocês foram” (Pasteur Vallery-Radot, 1956, p. 8). 

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Jeanne-Etienette Roqui

1793-1848

Origem. A mãe de Pasteur era uma mulher francesa simples e trabalhadora, proveniente de família de jardineiros (Vallery-Radot, 1951, p. 8; Garozzo, 1974, p. 25).

Características. Possuía bom senso, imaginação e entusiasmo. Apresentava características contrastantes e complementares ao marido, mostrando-se entusiasta e imaginativa (Vallery-Radot, 1951, p. 9; Debré, 1995, p. 30; Viñas, 1991, p. 28). Foi descrita também como uma pessoa gentil, com uma inteligência intuitiva e um amor pelas artes e poesia (Chanlaine, 1966, p. 9).

Pintura. Aos 13 anos, Louis Pasteur faz o desenho de sua mãe, em pastel (Debré, 1995, p. 37).

​Teses. No dia 23 de agosto de 1847, aos 24 anos, Louis Pasteur apresentou duas teses de doutoramento em química e em física: Recherches sur la Capacité de Saturation de l'Acide Arsénieux - Étude des Arsenites de Potasse de Soude et d'Ammoniaque para a primeira matéria; e Étude des Phénomènes Relatifs à la Polarisation Rotatoire des Liquides, para a segunda (Garozzo, 1974, p. 61). A primeira tese de Pasteur, dedica-a ao pai. A segunda tese, dedica-a à mãe (Viñas, 1991, p. 56).

Correspondência. Em última carta direcionada à Louis Pasteur, no início de 1848, Jeanne-Etienette parece se despedir para sempre do filho ao escrever "Meu querido menino, desejo-lhe um bom ano. Cuide de sua saúde. Às vezes me consolo de sua ausência pensando quanto me foi reconfortante ter um filho que conquistou uma posição que o tem feito feliz, como você mesmo nos disse em sua última carta" (Viñas, 1991, p. 59). E despede-se da seguinte forma: "O que quer que te aconteça, não fiques triste; na vida, tudo não passa de quimeras..." (Debré, 1995, p. 68; Dubos, 1967a, p. 28). 

Falecimento. Estas palavras parecem pressagiar um evento que não tardará a ocorrer: a mãe de Pasteur falece em 21 de maio daquele ano aos 55 anos de um fulminante ataque de apoplexia (AVC) (Debré, 1995, p. 68). Pasteur escreve ao amigo Charles Chappuis: "Ela sucumbiu em poucas horas, e quando cheguei não estava mais entre nós. Vou pedir uma licença" (Viñas, 1991, p. 61).

 Vínculo. Fica evidente que o vínculo com a mãe era muito intenso já que, durante semanas após o falecimento da mãe, Pasteur se fecha em um mutismo total e suspende toda a atividade científica (Viñas, 1991, p. 61). “Durante semanas, sua vida intelectual ficou interrompida” (Vallery-Radot, 1951, p. 33). Báez (1995, p. 22) afirma que a dor de Pasteur foi imensa; durante vários dias parecia não encontrar consolo, mas conseguiu controlar seus sentimentos e encontrar no trabalho um calmante para as suas dores.

Homenagem. Em 1883, na época da inauguração da placa comemorativa em sua casa natal na cidade de Dole, Pasteur dirá sobre a mãe: “Os teus entusiasmos, minha valente mãe, tu os passaste para mim. Se sempre associei a grandeza da ciência à grandeza da pátria foi porque eu estava impregnado dos sentimentos que tu me inspiraras” (Debré, 1995, p. 34).

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Jean-Denis Pasteur

1816-1816

Primogênito. Primeiro filho do casal Pasteur, Jean-Denis falece nos primeiros meses de vida (Debré, 1995, p. 30; Chanlaine, 1966, p. 9).

Jeanne-Antoine Pasteur (Virginie)

1818-1880

Segunda filha. Irmã mais velha de Pasteur, Viginie, como era apelidada, casa-se com seu primo Gustave Vichot, que será sócio de Jean-Joseph antes de o suceder à frente do curtume. Falecerá em Arbois, em 1880 (Debré, 1995, p. 30).

Cartas. As primeiras cartas de Pasteur à família, recomenda que a mãe não dedique às irmãs trabalhos domésticos demasiados, aconselhando-as bom comportamento e estudo diligente, e complementa: “Trabalho é amor mútuo (...) Pode causar repulsa e tédio no início; mas quem começou a se acostumar com o trabalho não pode mais viver sem ele (...) Com o conhecimento se é feliz, com o conhecimento se eleva muito acima dos outros (...) A atividade e o trabalho seguem sempre a vontade, e o trabalho quase sempre vem acompanhado de sucesso. Essas três coisas, vontade, trabalho e sucesso, dividem toda a existência humana uma da outra; a vontade abre as portas de carreiras brilhantes e felizes; o trabalho nos permite passar por essas portas e, quando se chega ao fim do dia, o sucesso vem coroar nossos esforços” (Dubos, 1967a, p. 29).

Joséphine Pasteur

1825-1850

Quarta filha. A irmã mais nova de Pasteur, Joséphine sofria dos pulmões e morreu aos 25 anos (Debré, 1995, p. 31).

Correspondências. Antes do falecimento de Joséphine, quando Pasteur tinha 18 anos e era estudante em Besançon, ele se correspondia com a família. Em uma das cartas, Louis recomenda às suas irmãs leituras de obras que ele considerava edificantes. Destacou a narrativa de Silvio Pellico, denominada Minhas prisões, na qual Louis proferiu: “Gostaria que elas lessem essa obra interessante em que se respira, a cada página, um perfume religioso que eleva e enobrece a alma” (Debré, 1995, p. 40).

Conselhos. Durante as férias de verão em Arbois, o jovem Louis ficava conversando com a família à noite, e especialmente quanto à irmã Joséphine, gostava-lhe de dar sábios conselhos sobre as leituras e a maneira de se comportar no mundo (Garozzo, 1974, p. 61).

Obra. Pasteur escreveu para a família recomendando que o pai fizesse o possível para que as irmãs, especialmente Joséphine lesse a obra Ensaio sobre a arte de ser feliz, de Joseph Droz, que via na vaidade dos homens o maior obstáculo para um mundo de paz e amor. Louis redige, em seu entusiasmo de jovem: “Nunca li nada de mais sábio, de mais moral e tão virtuoso! Esse livro deveria ser obrigatório a todo e qualquer habitante do Franco-Condado” (Garozzo, 1974, p. 48).

Carta. Em 1841, aos 18 anos de idade, Pasteur começa a ganhar os seus primeiros francos como professor interino - trezentos por ano. Pasteur parecia se sentir incomodado por ser o único na família a ter o privilégio de receber estudos formais. Este sentimento aparece refletido na carta enviada a seus pais em 9 de maio daquele ano: “Meus queridos pais, vocês me disseram em sua última carta que esta semana decidiriam colocar minha irmã Josephine em um internato ou não. É absolutamente necessário que ela seja instruída, e se no ano que vem vocês não quiserem colocá-la em um colégio interno, serei eu quem pagarei por ela (Viñas, 1991, p. 42-43).

Estudos. Nesta mesma carta se prontifica a pagar os estudos da irmã, dizendo: "Eu vivo gratuitamente, pois minha pensão é paga pelo colégio", dizia aos pais. "E dando aulas particulares, conseguirei talvez dobrar esse meu estipêndio inicial. Já estou acostumado a trabalhar. E quando uma pessoa está acostumada com isso, torna-se impossível viver sem. Tudo no mundo depende do trabalho! Portanto, o que acham? Não é uma boa ideia a minha?". O pai respondeu-lhe: "Não, não é uma boa ideia. Você não poderá dar aulas particulares e estudar ao mesmo tempo. Você necessita de todo tempo livre para estudar mais e se aprimorar, para enfrentar um dia os exames de admissão à Escola Normal. A melhor coisa a fazer, portanto, é continuar a estudar. Fazendo isso, eu, sua mãe e suas irmãs ficaremos muito satisfeitos” (Garozzo, 1974, p. 49).

Apoio. Ao conhecer Marie Anne Laurent, futura esposa de Louis, a quem se refere ter encontrado todas as qualidades que poderia desejar em uma esposa, o cientista escreve ao amigo Charles Chappuis, dizendo: “Está apaixonado, dirás tu. Sim, mas parece-me que não exagero em nada, e minha irmã Joséphine é inteiramente de minha opinião” (Vallery-Radot, 1951, p. 41).

Casamento. Em 1849, quando propôs e casou-se com Marie, Louis não havia se atentado para todos os preparativos indispensáveis para a nova residência. Ao ser questionado pelo pai sobre a casa, móveis e tudo o que era necessário para iniciar a vida doméstica, Pasteur percebeu que precisava de ajuda. Jean-Joseph julgou conveniente que Joséphine se encarregasse de auxiliar o irmão a encontrar uma casa cômoda e pequena, condizente ao seu orçamento, cuidando de mobiliá-la da melhor maneira possível (Garozzo, 1974, p. 77-78).

Émilie Pasteur

1826-1853

Caçula. Émilie, caçula da família, contrai uma encefalite aos 3 anos de idade, o que lhe acarreta um "retardo mental". Viveu no convento das Ursulinas em Voiteur, na região do Jura na França. Faleceu aos 26 anos (Debré, 1995, p. 31, 556).

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