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- Equipe Extrafísica | Pasteur Brasil
Voltar para os Grupos Equipe Extrafísica Marco Antônio Ferreira de Almeida 1971- Médico pneumologista e conscienciólogo brasileiro, Marco Almeida n asceu no Rio de Janeiro, RJ, Brasil, em 30 de outubro de 1971. Formado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fez residência médica em Pneumologia na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), sendo membro da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Fez e specialização em Educação Médica na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), sendo preceptor da residência de Clínica Médica no Hospital Municipal Padre Germano Lauck. Acessou a Conscienciologia em 1991, no Rio de Janeiro, RJ, por meio de Palestra Pública do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC). Voluntário da Conscienciologia desde 2001, nas Instituições Conscienciocêntricas: IIPC, de 2001 a 2002; Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC) em 2003; Organização Internacional de Consciencioterapia (OIC) desde 2003, sendo coordenador geral de 2015 a 2019. Docente de Conscienciologia desde 2001; consciencioterapeuta desde 2003; tenepessista desde 2004; epicon desde 2017. É radicado em Foz do Iguaçu / PR desde novembro de 2002, sendo voluntário-residente no Campus da Organização Internacional de Consciencioterapia (OIC), no bairro Cognópolis, desde 08 de janeiro de 2011. Coautor de capítulo de livro: SARA / SDRA (Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo) na obra Emergências Respiratórias, organizada por Eduardo Cesar Faria, publicada no Rio de Janeiro, RJ pela Editora de Publicações Biomédicas (EPUB) em 2002. Títulos de artigos conscienciológicos: Síndrome da Banalização dos Autodiagnósticos; Fundamentos da Consciencioterapia Dessomática; Posturas Grupais visando à Desperticidade; Autoconscienciometria e Infogrupalidade; Autoprofilaxia das Irracionalidades Antiassistenciais; Apriorismose; Miniconscienciograma das Patologias Humanas; Para-Afetividade: Proposição de Técnicas Consciencioterápicas; A Evolução Histórica dos Paradigmas de Saúde. Verbetes da Enciclopédia da Conscienciologia: Autorremissibilidade Consciencioterápica (2012); Percepção de Auteficácia Consciencioterápica (2013); Síndrome da Banalização do Autodiagnóstico (2013); Parafetividade Terapêutica (2013); Ação Trafaricida (2013); Inteligência Autoconsciencioterápica (2014); Inquietação Aversiva Autocogniciofóbica (2015); Consciencioterapia Metacognitiva (2016); Atendimento consciencioterápico (2017); Antiofensividade Interconsciencial (2018); Ferida Emocional (2019); Superação da Tanatofobia (2020); Traumastenia Consciencial (2020); Interação Coronavírus-Coronochacra (2020); Negacionismo da Autorrealidade (2020); Cicatriz Evolutiva (2020). Tertúlias Matinais: Fisiologia da Autocognição (2017); Alegria: Tonalidades e Sutilezas (2019); Autexposição Interassistencial (2020); Aspectos Autoconsciencioterápicos da Ortodessomaticidade (2023); Expedição Seriexológica Interassistencial (2024). Epicentrismo em Debate: Biparatranse Heurístico (2021); Diligência Assistencial Parapsíquica (2022); P rofilaxia da Iatrogenia Consciencial (2022); Megadesafios Homeostaticológicos do Epicon (2022); Saúde Somática do Epicon (2023); Saúde Energossomática do Epicon (2023); Saúde Psicossomática do Epicon (2023); Saúde Mentalsomática do Epicon (2023); Autocognição Energoterapeuticológica (2023); Saúde Holossomática do Epicon (2024); Síndrome de Cassandra (2024); Expedição Parapsíquica de Desassédio (2024). Ref. https://www.icge.org.br/?page_id=1417 Ref. https://www.conselhodeepicons.org.br/?page_id=651 Ref. Faria, Eduardo Cesar. Emergências Respiratórias. Rio de Janeiro, RJ: EPUB, 2002, p. 97-106. Ref. Vieira, Waldo (org). 500 Verbetógrafos da Enciclopédia da Conscienciologia. Foz do Iguaçu, PR: Editares, 2016, p. 393. Waldo Vieira 1932-2015 Waldo Vieira nasceu em Monte Carmelo, Minas Gerais, em 12 de abril de 1932, filho do dentista Armante Vieira e da professora Aristina Rocha. Pesquisador independente, escritor e professor, graduou-se em Odontologia (1954) e em Medicina (1960), com pós-graduação em Plástica e Cosmética em Tóquio, Japão. Foi o propositor das neociências Projeciologia e Conscienciologia, sistematizadas nos tratados “Projeciologia: Panorama das Experiências da Consciência Fora do Corpo Humano” (1986) e “700 Experimentos da Conscienciologia” (1994). Sensitivo, ainda na infância iniciou seus estudos sobre as habilidades parapsíquicas (percepção extrassensorial, mediunidade, paranormalidade) e tornou-se, posteriormente, membro das principais instituições internacionais e nacionais de pesquisa do parapsiquismo, a exemplo da SPR – Society for Psychical Research (Londres, Reino Unido), ASPR – American Society for Psychical Research (Nova York, EUA), Associação Brasileira de Parapsicologia (Rio de Janeiro – RJ) e CEAEC – Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (Foz do Iguaçu – PR). O pesquisador escreveu dezenas de livros e centenas de artigos relacionados à pesquisa da consciência, de caráter científico, porém sempre apontando a necessidade de um paradigma que considerasse o fenômeno consciencial (e, portanto, o parapsiquismo humano) para além da matéria ou do cérebro biológico apenas. Antes disso, nas décadas de 1950 e 1960, atuou no Movimento Espírita. A psicografia (escrita mediúnica), manifesta aos 13 anos, foi aperfeiçoada e, já com 23 anos, quando conheceu o famoso médium Chico Xavier, já estava plenamente desenvolvida. Desde o início, o encontro de Vieira e Xavier sinalizava ser promissor: o primeiro livro psicografado em coautoria foi “Evolução em Dois Mundos”, publicado em 1958. No Espiritismo, Vieira psicografou dezenas de obras solo ou em parceria com Chico Xavier, além de várias outras ações assistenciais, como a fundação do centro “Comunhão Espírita Cristã”, na cidade de Uberaba (MG). Em 1966, desliga-se do Movimento Espírita e passa a dedicar-se à pesquisa independente, radicando-se na cidade do Rio de Janeiro. Projetor consciente desde os nove anos, o que equivale a dizer que tinha experiências lúcidas fora do corpo desde o início da década de 1940, tornou-se a referência mundial quando o assunto é Projeciologia, o estudo técnico deste fenômeno, principalmente após a publicação, em 1981, do livro “Projeções da Consciência”, onde propõe publicamente, de maneira inédita, a especialidade. Ainda na década de 80, é um dos fundadores do IIP, atual IIPC – Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia, instituição de educação e pesquisa reconhecida como de utilidade pública federal a partir de 1998 e que completou 27 anos de existência no último mês de janeiro. Em 2000, Vieira muda residência para Foz do Iguaçu e passa a morar no campus do CEAEC. A partir de então, concentrou os esforços pessoais na aglutinação de pesquisadores interessados na expansão dos trabalhos da Conscienciologia na Tríplice Fronteira, visando à instalação do bairro Cognópolis, também conhecido por Bairro do Saber ou Cidade do Conhecimento, de modo semelhante ao que havia feito em Uberaba décadas atrás com o Parque das Américas. O bairro Cognópolis foi oficialmente criado através do Decreto Municipal 18.887, de 20 de maio de 2009. Em 2018, o bairro possui, quatro campus conscienciológicos com laboratórios de autopesquisa e auditórios para cursos e palestras, sete condomínios residenciais, instituições de pesquisa da Conscienciologia (várias delas fundadas pelo próprio Vieira), o Hotel Mabu Interludium Iguassu Convention, além de projetos em construção, a exemplo da Ágora Cognopolita e o Megacentro Cultural Holoteca, projeto arquitetônico assinado por Oscar Niemeyer. Na sustentação destes megaempreendimentos, está o aporte humano de mais de 800 voluntários, que transferiram domicílio para Foz do Iguaçu, afora os iguaçuenses com colaboração diária. Com a vida inteira dedicada à pesquisa, docência, autorado e interassistência, nos últimos meses de vida dedicava-se às minitertúlias conscienciológicas, que aconteciam diariamente no Tertuliarium, no campus do CEAEC, e ao terceiro volume de sua obra “Léxico de Ortopensatas”, que deixou no prelo. Conforme sempre fazia questão de enfatizar, todas as atividades intelectuais que desenvolvia eram inteiramente orientadas pelo Princípio da Descrença, que enuncia que “não se deve acreditar em nada”, pois o mais importante para cada indivíduo é usar o senso crítico, o raciocínio e aprender com as próprias experiências. Waldo Vieira veio a óbito no dia 02 de julho de 2015, em Foz do Iguaçu (PR) depois de sofrer um AVC. Síntese das ponto ações de Waldo Vieira: 23 Livros Conscienciológicos, sendo 7 tratados. 89 Artigos nas Revistas Científicas. 2.220 Verbetes da Enciclopédia da Conscienciologia. 19 Livros Psicografados no Espiritismo, sendo 13 solo ou em parceria com o médium Chico Xavier e 6 obras atribuídas ao espírito André Luiz. 14.100 Temos do Dicionário de Neologismos da Conscienciologia, termos neológicos e orismológicos. 101 Cursos Idealizados. 2.191 Tertúlias Conscienciológicas realizadas. 822 Minitertúlias no Tertuliarium no período de março de 2013 a junho de 2015 (atividade diária – número aproximado). 116 Círculos Mentaissomáticos realizados. Ref. https://www.icge.org.br/?page_id=3940 Ref. https://www.icge.org.br/?page_id=6820 Ref. Vieira, Waldo (org). 500 Verbetógrafos da Enciclopédia da Conscienciologia. Foz do Iguaçu, PR: Editares, 2016, p. 25-74. Zéfiro Desde a Antiguidade A consciência Zéfiro é o epíteto que identifica, nas dimensões extrafísicas desde a Antiguidade, a paraidentidade intermissiva de Waldo Vieira (1932-2015). Detalhes acerca da trajetória evolutiva de Zéfiro, considerando retrovidas (vidas pretéritas) e períodos intermissivos (entre vidas), podem ser obtidos no livro "Zéfiro: a paraidentidade intermissiva de Waldo Vieira" (Teles, 2014). De acordo com registros de Minitertúlias Conscienciológicas realizadas no Tertuliarium do CEAEC, "A equipex do Zéfiro atuava dando inspiração e segurando a barra no caso do Pasteur: segurança de melhoria do holopensene de onde ele pensava mais, onde a pessoa desenvolvia os melhores pensamentos dela. É o que eles fazem com o Waldo hoje. A melhor coisa que os amparadores podem fazer é melhorar o holopensene de quando a pessoa está fazendo um bom pensamento, isso é o resumo da assistência. Este era o trabalho básico do Zéfiro: dando inspiração e segurando a barra, para não haver excesso, as besteiras da pessoa (ex. pensatas erradas, excessivas, bobeiras, aquelas que mais tarde pode se arrepender). Porque, às vezes, a pessoa pode se entusiasmar com a ideia e aparecer no manuscrito distorcida. O processo dele (Pasteur) não foi só de holopensene, mas também para sossegar o temperamento, ver o neurovegetativo. Ele (Pasteur) levou isso (germes) a sério e conseguiu comprovar. Os castelos não tinham banheiro, era sujeira demais. Muita gente não queria saber disso, pois dá trabalho demais limpar tudo. Ele (Pasteur) começou a raciocinar nisso com clareza, bem claro. Quando se está mexendo com uma coisa nova, se quer saber de tudo" (anotações de Minitertúlia Conscienciológica em 25/09/2013). Nesta mesma Minitertúlia de 25/09/2013, ao ser questionado sobre a holobiografia de Pasteur, Waldo Vieira responde: “Ele é ligado aos nossos processos, é ligado ao Transmentor, é de casa. Tudo é da mesma equipe, ele (Pasteur) e o Littré. É preciso saber onde estão estes foragidos. Semmelweis morreu louco no hospício, porque possivelmente os germes entraram na cabeça dele. É um monte de gente deste jeito. Ampliação da longevidade na Terra, isso está na ficha dele (Pasteur). Naquela época tudo era uma favela, um lixão”. Ref. Teles, Mabel. Zéfiro: a Paraidentidade Intermissiva de Waldo Vieira. Foz do Iguaçu, PR: Editares, 2014. Mais informações: https://www.shopcons.com.br/produto/zefiro-a-paraidentidade-intermissiva-de-waldo-vieira-5874 Mais informações: https://editares.org.br/livro/zefiro-a-paraidentidade-intermissiva-de-waldo-vieira/ Sandro Botticelli, O Nascimento de Vênus (1485). Recorte da parte superior esquerda do quadro, com a representação de Zéfiro (vento oeste). Transmentor De acordo com Teles (2014, p. 154-155), Transmentor "é o evoluciólogo mais atuante no grupo dos intermissivistas da Conscienciologia. É holobiógrafo e especialista em Paragenética, conhecendo profundamente a retrogenética de cada integrante do grupo que orienta. Apresenta mentalidade enciclopédica, multicultural e universalista. Costuma apresentar-se extrafisicamente com paravisual de homem, tipo inglês, dolicocéfalo, de pele clara e cabelos castanhos, quase louro. Usa roupas ocidentais, estilo casual. É sério, austero, com grande força presencial e capacidade de aglutinação interconsciencial, estado geral- mente acompanhado por chusma de consciexes. Na atual existência, apresentou-se a Vieira ainda na infância, em Monte Carmelo, tendo sido trazido pela Serenona Monja. Desde então, tem assistido o pesquisador em distintas conjunturas de vida, sempre visando a maxiproéxis grupal. Quando o pesquisador decidiu mudar residência para Foz do Iguaçu, o Transmentor se prontificou em estar mais presente nos arre dores extrafísicos da Cognópolis, de modo a auxiliar o encaminhamen to do grupo de intermissivistas. Na juventude de Vieira, em Uberaba, auxiliou o então rapaz a posicionar-se perante os colegas de colégio contra os idiotismos culturais e as automimeses dispensáveis da juventude, através da seguinte inspiração extrafísica: isso não é para você. A partir deste dia, Vieira passa a adotar enquanto princípio evolutivo o bordão isso não é para mim, principalmente nos momentos de decisões críticas de destino, onde se faz necessário aplicar a omissão superavitária. No passado, o Transmentor conviveu com Zéfiro ressomado em várias retrovidas, tendo sido inclusive integrante da mesma família nuclear, na posição de irmão. Vieira o considera seu melhor amigo (Amizade Raríssima)". Em registro de Minitertúlia Conscienciológica no dia 25/09/2013, ao ser questionado sobre a holobiografia de Louis Pasteur, Waldo Vieira responde: “Ele é ligado aos nossos processos, é ligado ao Transmentor, é de casa. Tudo é da mesma equipe, ele (Pasteur) e o Littré. É preciso saber onde estão estes foragidos. Semmelweis morreu louco no hospício, porque possivelmente os germes entraram na cabeça dele. É um monte de gente deste jeito. Ampliação da longevidade na Terra, isso está na ficha dele (Pasteur). Naquela época tudo era uma favela, um lixão”. Ref. Teles, Mabel. Zéfiro: a paraidentidade intermissiva de Waldo Vieira. Foz do Iguaçu. PR: Editares, 2014. Mais informações: https://www.icge.org.br/?page_id=1677 Everton Souza dos Santos 1961- Everton Santos nasceu em Porto Alegre, RS, Brasil. Atualmente está radicado na Cognópolis Foz do Iguaçu, PR. Graduado em Arquitetura e Urbanismo. Especialização em Projeto de Arquitetura Habitacional, Expressão Gráfica, Gestão de Recursos Humanos e Dinâmica de Grupos. Arquiteto, Urbanista e Professor Universitário. Acessou a Conscienciologia em 1991, em Porto Alegre, RS, por meio de Palestra Pública do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC). Voluntário da Conscienciologia desde 1994, nas Instituições Conscienciocêntricas: IIPC, de 1994 a 1996; Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC) desde 1996. Docente de Conscienciologia desde 2000; tenepessista desde 1996; epicon desde 2011; assumiu a Desperticidade na 2ª turma do PROAD. Coautor do livro Manual de Verbetografia da Enciclopédia da Conscienciologia (2012). Títulos de artigos conscienciológicos: Criatividade Evolutiva; Inversão Mesológica. Verbetes da Enciclopédia da Conscienciologia: Criatividade Evolutiva; Edificação Conscienciocêntrica; Assertividade Cosmoética. De acordo com registros de Minitertúlias Conscienciológicas realizadas no Tertuliarium do CEAEC, "A equipex do Zéfiro variou de acordo com o período e o objetivo da assistência que era feita. As modalidades de assistência variam de elemento para elemento. Às vezes vai ter equipex com 10 que atuam na mesma linha de assistencialidade, mas nem sempre é assim. A temporada que teve mais gente foi da época do Everton” (anotações de Minitertúlia Conscienciológica em 16/10/2014). Ainda de acordo com registros da fala de Waldo Vieira em Minitertúlia, “Everton auxiliou a personalidade de Littré e Pasteur. O ponto principal de ajuda é no paracérebro, o processo de interlocução, de comunicação, de transmissão do pensamento” (anotações de Minitertúlia Conscienciológica em 24/09/2013). Ref. https://www.conselhodeepicons.org.br/?page_id=556 Ref. Vieira, Waldo (org). 500 Verbetógrafos da Enciclopédia da Conscienciologia. Foz do Iguaçu, PR: Editares, 2016, p. 221. Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier) 1910-2002 Médium brasileiro nascido em Pedro Leopoldo / MG no dia 02 de abril de 1910. Chico Xavier era filho do operário João Cândido Xavier e da lavadeira Maria João de Deus, que morreu quando ele tinha apenas cinco anos. Chico e seus oito irmãos tiveram que ser distribuídos por vários familiares e amigos. Quando estava com nove anos, seu pai casou-se novamente, com dona Cidália, que fez questão de reunir todos os filhos do primeiro casamento do esposo e ainda lhe deu mais cinco filhos. Chico frequentava a escola primária pública pela manhã e depois trabalhava numa indústria de fiação e tecelagem, mal tendo aprendido a ler e a escrever. Depois foi empregado como caixeiro numa loja e, mais tarde, como ajudante de cozinha. Em 1933 o dr. Rômulo Joviano, administrador da Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura em Pedro Leopoldo, ofereceu a Chico um emprego modesto. A carreira de funcionário público foi até a década de 1950, quando Chico Xavier se aposentou por invalidez, na função de escrevente datilógrafo, devido a uma doença nos olhos. Mudou-se então para Uberaba, a conselho médico, onde permaneceu até a sua morte. A mediunidade de Chico Xavier manifestou-se aos quatro anos de idade, pela clarividência e clariaudiência. Incompreendido pelo pai, ao se queixar das vozes que o atormentavam, foi repreendido e levado aos cuidados de um padre. Aos 17 anos, no grupo espírita Luiz Gonzaga, desenvolveu a psicografia. Foi nessa época que se desligou da Igreja Católica (onde não encontrava explicação para os fenômenos que se manifestavam nele) e procurou seguir os preceitos do espiritismo. Psicografou poemas de famosos escritores falecidos: Artur Azevedo, Olavo Bilac, Castro Alves, António Nobre, João de Deus e outros. A nove de julho de 1932, publicou "Parnaso De Além-Túmulo", uma coletânea de 259 poesias, ditadas por 56 poetas mortos. Durante a vida, Chico recebeu mais de mil entidades espirituais, entre eles Emmanuel, que foi o seu protetor espiritual e manifestou-se pela primeira vez em 1931, acompanhado-o desde então. Entre as muitas dezenas de obras mediúnicas de Emmanuel, destacam-se "Há 2 mil Anos", "50 Anos Depois", "Ave, Cristo", "Renúncia" e "Paulo e Estevão". Em 1943, uma nova entidade espiritual assinaria algumas de suas mensagens, com o nome André Luiz. Esses relatos começam com o livro "Nosso Lar". Chico Xavier se considerava humildemente apenas uma ponte entre o mundo material e o espiritual. Todos os seus direitos autorais foram cedidos a instituições espíritas e de solidariedade social. O médium atendeu, no seu centro em Uberaba, multidões de pessoas que chegavam de todas as partes do Brasil e do exterior para ouvir conselhos, receber tratamentos e conforto espiritual. Em 1981, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz. Morreu em 2002 aos 92 anos. Especificamente no livro "Libertação" psicografado por Chico Xavier, pelo espírito André Luiz, pode-se ler: "Pasteur, o cientista, defende a saúde do corpo humano, devotando-se, abnegado, ao combate silencioso contra a selva microbiana: todavia, não pode evitar que seus contemporâneos se destruam reciprocamente em disputas incompreensíveis e cruéis" ( Xavier, 2010, p. 15-16). Ref. https://educacao.uol.com.br/biografias/chico-xavier.htm Ref. Xavier, Francisco Cândido. Libertação. Rio de Janeiro, RJ: Federação Espírita Brasileira, 2010, p. 15-16. Ref. Campetti Sobrinho, Geraldo. A Vida no Mundo Espiritual: estudo da obra de André Luiz. Brasília, DF: FEB, 2018, p. 18, 181, 478. Mais informações: Hirsch, Daniela. 12 Grandes Médiuns Brasileiros: conheça a história de personalidades que viveram com a missão de fazer o bem e de divulgar a doutrina espírita. Rio de Janeiro, RJ: HarperCollins Brasil, 2016, p. 69-85. André Luiz André Luiz é o nome atribuído por Francisco Cândido Xavier à consciência extrafísica que ditou diversos textos psicografados. Segundo Chico Xavier, André Luiz se apresentou informando que escreveriam alguns livros juntos. "Desde o início, o encontro de Vieira e Xavier sinalizava ser promissor, principalmente quando descobriram que ambos recebiam mensagens de espírito em comum: a consciex Carlos Chagas, acostumada a assinar os textos psicografados com o nome André Luiz" ( Teles, 2014, p. 76). Na obra "Libertação", ditada por André Luiz e psicografada por Francisco Cândido Xavier, há menção à Pasteur: "Pasteur, o cientista, defende a saúde do corpo humano, devotando-se, abnegado, ao combate silencioso contra a selva microbiana: todavia, não pode evitar que seus contemporâneos se destruam reciprocamente em disputas incompreensíveis e cruéis" (Xavier, 2010, p. 15-16). Ref. Teles, Mabel. Zéfiro: a paraidentidade intermissiva de Waldo Vieira. Foz do Iguaçu. PR: Editares, 2014. Ref. Xavier, Francisco Cândido. Libertação. Rio de Janeiro, RJ: Federação Espírita Brasileira, 2010. Mais informações: https://super.abril.com.br/historia/quem-foi-o-espirito-andre-luiz/ Análise dos Grupos
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Louis Pasteur Vida e obra do cientista e seus contemporâneos Biografia resumida Conheça a trajetória de vida do cientista Em 27 de dezembro de 1822 nasce Louis Pasteur. A cidade natal, Dole, no Jura, surgiu no século XI, às margens do rio Doubs, na região de Bourgogne-Franche-Comté, no leste da França. Pasteur nasceu em família modesta. O pai, Jean-Joseph Pasteur, era curtidor e a mãe, Jeanne-Etienette Roqui, provinha de família de jardineiros. Continue lendo Principais Descobertas O cientista em ação Cristalografia Primeiras descobertas Fermentação Início da microbiologia científica Teoria dos Germes Extensão do método experimental Imunologia Estabelecimento da vacinação "No campo da experimentação, o acaso favorece as mentes preparadas". "A grandeza dos atos humanos mede-se pela intenção de que se originam". Louis Pasteur Louis Pasteur Mais Citações Instagram @PasteurBrasil
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Voltar para os Grupos Instituto Pasteur Edmond Jurien de la Gravière 1812-1892 Natural de Brest, França, Edmond Gravière exerceu grandes comandos marítimos, foi vice-almirante em 1862 e ajudante-de-ordens de Napoleão III em 1864; em 1871, diretor de mapas e plantas do Ministério da Marinha; nomeado Grã-Cruz da Legião de Honra em 1876. Colaborador da Revue des Deux Mondes, publicou trabalhos na marinha e foi nomeado membro da Académie des Sciences em 1866 e da Academia Francesa (eleito em 1888). Gravière exerceu grandes comandos marítimos, foi vice-almirante em 1862 e ajudante-de-ordens de Napoleão III em 1864; em 1871, diretor de mapas e plantas do Ministério da Marinha; nomeado Grã-Cruz da Legião de Honra em 1876. Colaborador da Revue des Deux Mondes, publicou trabalhos na marinha e foi nomeado membro da Académie des Sciences em 1866. Eleito para a Académie Française em 26 de janeiro de 1888 para substituir o Barão Charles de Viel-Castel, foi recebido por Charles de Mazade em 24 de janeiro de 1889. Pasteur recusa o dinheiro do estado e da cidade de Paris para ter a certeza de o Instituto Pasteur ser independente. Para financiar este projeto, uma subscrição é aberta e um comitê é criado, dirigido por Edmond Jurien de La Gravière. "O almirante Jurien de la Gravière, que preside a sessão, levanta-se e felicita o cientista, não mais em nome da Academia, ele diz, mas em nome da humanidade inteira" (Debré, 1995, p. 513-514). Ref. https://data.bnf.fr/fr/12137851/edmond_jurien_de_la_graviere/ Ref. http://www.academie-francaise.fr/les-immortels/edmond-jurien-de-la-graviere Léonel-Antoine Mouchet de Battefort Laubespin 1810-1896 O Conde Léonel de Laubespin era natural da mesma região da França que Pasteur. Foi Senador de Nièvre (1888-1896), Cavaleiro da Legião de Honra. Laubespin, político e filantropo do Jura, destina espontaneamente 40.000 francos ao Instituto Pasteur. Ele havia perdido seu único filho na infância. Queria mostrar seu apoio a Pasteur, quem ele admirou, nos últimos anos de sua vida ( Lima; Marchand, 2005, p. 41; Debré, 1995, p. 513 ). A cerimônia de inauguração foi realizada na biblioteca do Instituto Pasteur, que havia sido transformada em sala de recepção para a ocasião, completa com um pódio cercado por bustos de mármore dos principais doadores. Na sala dos principais doadores, lado a lado, estão Dom Pedro do Brasil e a senhora Boucicaut, o barão Rothschild e o czar da Rússia, sem esquecer aquele que foi o primeiro benfeitor do Instituto, o conde de Laubespin (Debré, 1995, p. 520). Ref. https://data.bnf.fr/de/17050670/leonel_de_laubespin/ Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/130-years-ago-institut-pasteur-opened-its-doors-first-time Ref. Marchand, Marie-Hélène. The Story of the Pasteur Institute and Its Contributions to Global Health. 2018, p. 16-18. Dom Pedro II 1825-1891 *Ver a microbiografia de Dom Pedro II no grupo Políticos. O imperador brasileiro ajudou na fundação do Instituto Pasteur. Anos antes, em uma reunião da Académie des Sciences, Dom Pedro II manifestou preocupação com a febre amarela no Brasil. Em busca de entender as causas da doença, iniciou contato com Louis Pasteur. Do interesse científico nasceu uma admiração, que o levou a subscrever e financiar a inauguração da entidade, que foi pioneira no mundo na pesquisa de doenças infecciosas. O Imperador Dom Pedro II doa 1.000 francos (Debré, 1995, p. 514; ; Lima; Marchand, 2005, p. 41-42 ). A cerimônia de inauguração foi realizada na biblioteca do Instituto Pasteur, que havia sido transformada em sala de recepção para a ocasião, completa com um pódio cercado por bustos de mármore dos principais doadores. Na sala dos principais doadores, lado a lado, estão Dom Pedro do Brasil e a senhora Boucicaut, o barão Rothschild e o czar da Rússia, sem esquecer aquele que foi o primeiro benfeitor do Instituto, o conde de Laubespin (Debré, 1995, p. 520). Ref. https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Historia/noticia/2020/09/como-dom-pedro-ii-ajudou-desenvolver-ciencia-no-brasil-e-no-mundo.html Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/130-years-ago-institut-pasteur-opened-its-doors-first-time Alexander III 1845-1894 Imperador da Rússia de 1881 a 1894. Alexander III foi oponente do governo representativo e defensor do nacionalismo russo. Ele adotou programas, baseados nos conceitos de ortodoxia, autocracia e narodnost (uma crença no povo russo), que incluíam a russificação das minorias nacionais no Império Russo, bem como a perseguição aos grupos religiosos não ortodoxos. Alexander III, czar da Rússia, natural de São Petersburgo, doa quase 98.000 francos para a criação do Instituto (Debré, 1995, p. 514; Lima; Marchand, 2005, p. 41-42). A cerimônia de inauguração foi realizada na biblioteca do Instituto Pasteur, que havia sido transformada em sala de recepção para a ocasião, completa com um pódio cercado por bustos de mármore dos principais doadores. Na sala dos principais doadores, lado a lado, estão Dom Pedro do Brasil e a senhora Boucicaut, o barão Rothschild e o czar da Rússia, sem esquecer aquele que foi o primeiro benfeitor do Instituto, o conde de Laubespin (Debré, 1995, p. 520). Ref. https://www.britannica.com/biography/Alexander-III-emperor-of-Russia Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/130-years-ago-institut-pasteur-opened-its-doors-first-time Mais informações: https://www.alexanderpalace.org/palace/alexbio.php Mais informações: https://www.newworldencyclopedia.org/entry/Alexander_III_of_Russia Marguerite Boucicaut 1816-1887 Empresária e benfeitora francesa. Proprietária do Bon Marché. Madame Boucicaut participou da criação e prosperidade da primeira loja de departamentos, Au Bon Marché , em Paris. Ela se tornou uma filantropa mais tarde na vida. Para juntar a quantia necessária, muitas vezes Pasteur vai pessoalmente de porta em porta. Uma delas é a da Madame Boucicaut. Pasteur se surpreende com a doação da quantia de 250.000 de francos (Lima; Marchand, 2005, p. 41-42). A cerimônia de inauguração foi realizada na biblioteca do Instituto Pasteur, que havia sido transformada em sala de recepção para a ocasião, completa com um pódio cercado por bustos de mármore dos principais doadores. Na sala dos principais doadores, lado a lado, estão Dom Pedro do Brasil e a senhora Boucicaut, o barão Rothschild e o czar da Rússia, sem esquecer aquele que foi o primeiro benfeitor do Instituto, o conde de Laubespin (Debré, 1995, p. 520). Ref. https://data.bnf.fr/fr/12459891/marguerite_boucicaut/ Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/130-years-ago-institut-pasteur-opened-its-doors-first-time Alphonse James de Rothschild 1827-1905 Alphonse James Rothschild foi um financista francês, filantropo, membro da família de banqueiros Rothschild da França. Rothschild contribui para o Instituto Pasteur. A cerimônia de inauguração foi realizada na biblioteca do Instituto Pasteur, que havia sido transformada em sala de recepção para a ocasião, completa com um pódio cercado por bustos de mármore dos principais doadores. Na sala dos principais doadores, lado a lado, estão Dom Pedro do Brasil e a senhora Boucicaut, o barão Rothschild e o czar da Rússia, sem esquecer aquele que foi o primeiro benfeitor do Instituto, o conde de Laubespin (Debré, 1995, p. 520). Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/130-years-ago-institut-pasteur-opened-its-doors-first-time Mais informações: https://family.rothschildarchive.org/people/47-mayer-alphonse-alphonse-de-rothschild-1827-1905 Cécile Furtado-Heine 1821-1896 Filantropa francesa. Mlle Cécile Charlotte Furtado era filha de Elie Furtado, o rabino-chefe de Bayonne, e Rose Fould, filha de Beer Léon Fould, banqueiro e prefeito de Rocquencourt. Casou-se em 1838 com Charles Heine (1810-1865), descendente de uma rica dinastia de banqueiros e primo-irmão do poeta Heinrich (Henri) Heine (1797-1856). Mme Furtado-Heine era conhecida principalmente por sua filantropia nas áreas da medicina, educação e religião. Durante a guerra franco-prussiana de 1870-71, ela apoiou a Cruz Vermelha e os serviços de ambulância; e em 1895 ela deixou sua villa em Nice como um hospital e sanatório para soldados feridos e convalescentes. Em 1884, ela fundou e doou um orfanato no 14º Arrondissement na rua, que foi renomeado Rue Furtado-Heine em sua homenagem após sua morte, bem como estabelecimentos infantis semelhantes em Bayone e Montrouge. Ela foi uma doadora generosa para o Instituto Pasteur, e seu busto comemorativo ainda adorna os corredores do Instituto. Mme Furtado-Heine também contribuiu generosamente para numerosas instituições de caridade judaicas e organizações benevolentes; e apoiou financeiramente a construção de novas sinagogas na França e na Bélgica. Seus esforços de caridade e filantropia foram reconhecidos pelo Governo da França e, em 1896, ela se tornou a oficial da Legião de Honra, uma distinção muito rara para uma mulher no século XIX. A cerimônia de inauguração foi realizada na biblioteca do Instituto Pasteur, que havia sido transformada em sala de recepção para a ocasião, completa com um pódio cercado por bustos de mármore dos principais doadores. Ref. https://franzxaverwinterhalter.wordpress.com/2013/04/06/cecile-furtado-heine-biographical-note/ Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/130-years-ago-institut-pasteur-opened-its-doors-first-time Jules Lebaudy 1826-1892 Francesa. Proprietária de grande número de edifícios. A família Lebaudy inclui um grupo de personalidades francesas que construíram uma grande fortuna no refino de açúcar no século XIX, o que teve repercussões no mundo das finanças e da política entre 1860 e 1950. A sociedade civil "Groupe des maisons ouvrières" foi fundada em 31 de outubro de 1899 e reconhecida como fundação de utilidade pública em 22 de março de 1906. Objetivo: fornecer moradias populares em Paris e nos subúrbios. 1170 unidades habitacionais foram construídas até 1913, tornando o Groupe des Maisons Ouvrières (GMO) o principal construtor de habitação social antes da guerra. Alguns anos depois, pouco antes da morte de Pasteur, a senhora Jules Lebaudy se oferece para comprar as propriedades de frente ao Instituto Pasteur para criar um hospital, onde Albert Calmette organizará uma unidade para tuberculose (Debré, 1995, p. 520). Ref. https://data.bnf.fr/fr/12323022/fondation_de_madame_jules_lebaudy/ Ref. https://phototheque.pasteur.fr/birt_viewer/run?__format=pdf&__report=reports/orphea/f_getmetadata.rptdesign&__resourceFolder=https://phototheque.pasteur.fr/birt_viewer/ressources/orphea/&Title=Madame+Lebaudy&__locale=fr_FR&gw_url=https://phototheque.pasteur.fr/dotgateway/index.pgi&callfrom=frontoffice&function=f_getmetadata&cache_ref=28109b750afb71c95a252b4951b1ca38&function1=f_getassetsurl&cache_ref1=9d79eed5a812a5715f835f9076265316&logo_file=https://phototheque.pasteur.fr/images/header-logo.png Mais informações: https://www.fondationlebaudy.fr/ Clara de Hirsh 1833-1899 Baronesa belga. Quando jovem, a Baronesa Clara de Hirsch (nascida Bischoffsheim, nascida na Antuérpia, 13 de junho de 1833; faleceu em Paris em 1 de abril de 1899) auxiliou seu pai em seu trabalho, tornando-se conhecedora de negócios, legislativos e assuntos filantrópicos. Após seu casamento com o Barão Maurice de Hirsch em 1855, ela guiou seus interesses para a filantropia e, especificamente, para ajudar os pobres, perseguidos e oprimidos de seus correligionários. Designada como sua única administradora, ela distribuiu quinze milhões de dólares em caridade para organizações ao redor do mundo após sua morte. A Baronesa Clara de Hirsh também doou quantias para a construção de um prédio destinado aos laboratórios de química (Lima; Marchand, 2005, p. 43). Quando Duclaux sucede a Pasteur no Instituto Pasteur, empreende a construção de um prédio destinado aos laboratórios de química, graças aos donativos da baronesa Hirsh (Debré, 1995, p. 520). Ref. https://jwa.org/encyclopedia/article/clara-de-hirsch-home-for-working-girls Bessie Wallis Warfield 1896-1986 Socialite americana que se tornou a esposa do Príncipe Edward, duque de Windsor (Eduardo VIII), após este último ter abdicado do trono britânico para se casar com ela. Em 1986, a Duquesa de Windsor, casada com o rei Eduardo VIII (Inglaterra – que renunciou ao trono), designou o Instituto Pasteur como seu herdeiro universal, reservando numerosas doações para seus empregados e diversas associações (Lima; Marchand, 2005, p. 43-44). Ref. https://www.britannica.com/biography/Wallis-Simpson Mais informações: https://www.biography.com/personality/wallis-simpson Daniel Iffla "Osiris" 1825-1907 Financista e filantropo francês. Pseudônimo de Daniel Iffla, alterado para Iffla-Osiris por decreto de 1861. Conhecido apenas pelo nome de Osíris. Daniel Iffla-Osiris nasceu em Bordeaux em 1825 em uma família judia local; seu avô se ofereceu para as forças armadas em 1791 e, depois de ter lutado como segundo-tenente nos Alpes e no cerco de Toulon, serviu com distinção nos Pireneus orientais durante a Batalha de Boulou. Osris era grande admirador de Pasteur, e doou todos os seus bens ao Instituto Pasteur, aproximadamente 80 milhões de euros. Esta doação permitiu ao Instituto Pasteur funcionar durante várias décadas e ampliar a área de seu terreno ( Lima; Marchand, 2005, p. 43-44 ). Foi um dos maiores filantropos do século XIX. Ao morrer em 1907, ele deixou para trás o maior legado já recebido pelo Instituto Pasteur. O pagamento do legado, o maior da história do Instituto Pasteur, representando um total de 36 milhões de francos ouro, foi supervisionado pelos executores, entre eles o ex-presidente francês Émile Loubet. Converter o valor na moeda moderna é um exercício hipotético, mas podemos estimar que equivale a aproximadamente € 130 milhões. Ele explicou em seu testamento: "Sempre tive um grande desejo de promover descobertas científicas que pudessem ajudar a aliviar o sofrimento dos outros, e por meio deste lego meu legado universal e responsabilidade por sua execução à memória do grande Pasteur, um dos mais maravilhosos e dignos representantes de meu país". A praça conhecida como "Place Daniel Iffla-Osiris", na junção do boulevard Haussmann com o boulevard des Italiens em Paris, foi inaugurada oficialmente em 27 de junho de 2018 em Paris. Ref. https://data.bnf.fr/fr/12558050/osiris/ Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/daniel-iffla-osiris-great-19th-century-philanthropist-and-institut-pasteur-s-most-generous-donor Mais informações: https://www.bordeaux.fr/p131210/daniel-iffla-dit-osiris Paola Marchetti ? A utora italiana de peças de teatro de sucesso para a televisão italiana. "Por gostar muito da França, onde se tratou, fez do Instituto Pasteur seu herdeiro universal e legou-lhe toda sua fortuna, de 50 milhões de francos, composta essencialmente de apartamentos em Roma. Como reconhecimento, e em sua homenagem, várias peças escritas por Paola Marchetti foram representadas por ocasião do Ano Pasteur (em 1995) em Roma e em Nápoles, mas também em Praga, Nova York, Buenos Aires e Sydney, cidades onde vivem importantes colônias italianas" ((Lima; Marchand, 2005, p. 45). Mais informações: http://www1.adnkronos.com/Archivio/AdnAgenzia/1994/12/16/Spettacolo/TEATRO-OMAGGIO-A-PAOLA-MARCHETTI_163000.php Félicien Brébant 1843-1907 Arquiteto francês. Félicien Brébant foi o arquiteto do Instituto Pasteur e recusou qualquer remuneração pelo seu trabalho (Debré, 1995, p. 523). Endereço aproximado de coordenadas GPS (latitude e longitude): 25 Rue du Docteur Roux 75015 Paris. Elementos protegidos: Os 1900 edifícios compreendendo nomeadamente o edifício da Direcção e os do hospital com estufa (cad. 15:02 CI 6): registo por decreto de 13 de Novembro de 1981 - O edifício de 1888, na sua totalidade, incluindo a cripta, a biblioteca e o museu (cad. 15:02 CJ 1): classificação por decreto de 13 de novembro de 1981. História: Estabelecimento de saúde construído em 1888 pelo arquiteto Félicien Brébant, financiado por uma assinatura pública inaugurada em 1886 após a descoberta da vacina por Louis Pasteur. O estudioso, falecido em 1895, está sepultado na cripta de uma capela funerária construída em 1895 pelo arquiteto Charles Girault e decorada com mosaicos de Luc-Olivier Merson. Em 1900, graças às doações da Baronesa Hirsch e Madame Lebaudy, novos edifícios foram erguidos: os escritórios da administração, uma estufa e um hospital, devido ao arquiteto M. -F. Martin, com leitos para 90 pacientes. Desde 1936, o apartamento de Pasteur e seu laboratório abrigam um museu. Períodos de construção: Século XIX, século XX. Arquiteto ou gerente de projeto: Brebant Félicien (arquiteto), Girault Charles (arquiteto), Merson Luc-Olivier (mosaicista), Martin M. -F. (arquiteto). Ref. https://monumentum.fr/institut-pasteur-pa00086655.html Ref. https://www.pop.culture.gouv.fr/notice/merimee/PA00086655 Ref. http://www.calames.abes.fr/pub/#details?id=Calames-2019181615482912 Marie Corelli (Mary Mackay) 1855-1924 Escritora inglesa de best-sellers. Corelli foi uma das mais bem sucedidas escritoras de sua geração, tendo vendido mais livros do que alguns de seus contemporâneos, como Arthur Conan Doyle, H. G. Wells e Rudyard Kipling. Seu primeiro livro, A Romance of Two Worlds (1886), tratou da experiência psíquica - um tema em muitos de seus romances posteriores. Seu primeiro grande sucesso foi Barrabás: Um Sonho da Tragédia do Mundo (1893), em que seu tratamento da Crucificação foi projetado para apelar ao gosto popular. The Sorrows of Satan (1895), também baseado em um tratamento melodramático de um tema religioso, teve uma voga ainda mais ampla. Ao longo de sua carreira de imenso sucesso, ela foi acusada de sentimentalismo e mau gosto. Mais tarde na vida, ela desempenhou um papel às vezes controverso nos esforços para preservar edifícios históricos em Stratford-upon-Avon. Marie Corelli, pseudônimo de Mary Mackay, em seu romance The Treasure of Heaven , refere: "Há um professor culto no Instituto Pasteur que declara que todos devemos viver até os cento e quarenta anos. Se ele estiver certo, você ainda é bastante jovem (p. 14)". Ref. https://www.gutenberg.org/files/18449/18449-h/18449-h.htm#CHAPTER_II) Ref. https://www.britannica.com/biography/Marie-Corelli Florence Nightingale 1820-1910 Florence Nightingale, conhecida como Lady with the Lamp, nasceu em Florença, Itália. Foi uma destacada enfermeira britânica, fundadora da enfermagem moderna. Criou a primeira Escola de Enfermagem da Inglaterra no Hospital Saint Thomas, em Londres. Recebeu a Ordem do Mérito, em 1901, durante a Era Vitoriana. Muitas vezes foi dito que Florence Nightingale se recusou a aceitar a "teoria dos germes", muito depois da descoberta de que as doenças são disseminadas por microorganismos, ou que alternativamente ela era "inconsistente" em sua atitude para com os germes. Após examinar objetivamente as evidências, o autor Hugh Small em seu livro Florence Nightingale, Avenging Angel mostra pela primeira vez que essas acusações contra Florence Nightingale não têm base em fatos. Repetidamente, em suas cartas e escritos, Nightingale estabelece a lei sobre esterilização de equipamentos usados em hospitais para matar germes. Uma versão comum do mito afirma que Nightingale "nunca" aceitou a teoria dos germes até sua morte em 1910. O suporte mais explícito e de alto nível que Nightingale deu à teoria dos germes foi em um capítulo escrito no final da década de 1870 para o Quain's Medical Dictionary, publicado pela primeira vez em 1882. Nightingale recomenda especificamente o uso de precauções anti-sépticas (o uso de produtos químicos contra os germes) . “Ter sempre refrigerante clorado para o enfermeiro lavar as mãos, principalmente depois de curar ou cuidar de um caso suspeito. Pode destruir os germes à custa da cutícula, mas se tirar a cutícula, deve fazer mal para os germes”. Quando ela começou a ouvir sobre os métodos assépticos (excluindo germes em vez de matá-los com produtos químicos), que estavam tornando os métodos anti-sépticos obsoletos, ela se tornou uma grande entusiasta da assepsia. Ellen Ekblom, Irmã Cirúrgica Chefe do Hospital Cirúrgico Helsingfors, na Finlândia, contou a Nightingale em 1896 sobre os métodos assépticos usados naquele hospital, incluindo a fervura de cotonetes em papel absorvente que a enfermeira abriu sem tocar no cotonete, aquecendo cateteres a 120 graus, etc. Nightingale disse "Eu gostaria de ter sabido disso quando escrevemos para Quain". Em Quain, ela recomendou desinfetar cateteres com anti-séptico, usando ácido carbólico. Ref. http://www.florence-nightingale-avenging-angel.co.uk/Germs.htm Alguns dos críticos de Lister argumentaram que boa higiene e limpeza eram tudo o que era necessário para controlar a infecção, e que o elaborado sistema anti-sepsia de Lister era simplesmente outra forma de saneamento. Lister respondeu produzindo evidências estatísticas de suas enfermarias na enfermaria de Glasgow para demonstrar a eficácia do sistema de antissepsia, mas seus dados eram limitados e não conseguiram convencer muitos de seus críticos. A maioria dos cirurgiões preferia esperar até que houvesse evidências mais fortes para a teoria do germe e a antissepsia antes de se comprometer. Mas uma pessoa que convenceu os administradores do hospital sobre a importância da prevenção de infecções hospitalares foi Florence Nightingale. Ela usou evidências estatísticas com base nos dados que reuniu em hospitais de hospitais militares durante a Guerra da Crimeia para demonstrar que as infecções, e não os ferimentos de guerra, eram as maiores causas de morte de soldados em hospitais do exército. Quando Nightingale retornou à Grã-Bretanha, ela colaborou com o epidemiologista William Farr na preparação de estatísticas hospitalares para seu livro Notes on Hospitals (1859). Como muitos médicos da época, Nightingale acreditava na visão tradicional de que os miasmas (ar ruim), e não os germes, propagam a infecção. Sua campanha foi baseada em evidências empíricas ao invés de provas científicas. No entanto, sua campanha para limpar hospitais melhorou os padrões de cuidado e higiene e resultou em menos mortes por infecção. Ela também montou uma escola de treinamento em Londres, onde enfermeiras eram instruídas sobre os princípios da boa higiene. Ref. https://www.sciencemuseum.org.uk/objects-and-stories/medicine/hospital-infection) Ref. Florence Nightingale - Royal Statistical Society - https://rss.onlinelibrary.wiley.com Nightingale de fato mudou para a teoria dos germes em 1884 ou 1885, embora continuasse a enfatizar a prevenção por meio de medidas rigorosas de limpeza e 'assepsia' em vez de 'antissepsia'. O que a convenceu foi a demonstração de Robert Koch em 1883 do bacilo da cólera como a causa da cólera. Mais informações: https://www.britannica.com/biography/Florence-Nightingale Ref. https://cwfn.uoguelph.ca/short-papers-excerpts/nightingale-100-years-on Mary Fairfax Grieg Somerville 1780-1872 Escritora e divulgadora científica, matemática e astrônoma inglesa. Mary Somerville foi estudante voraz e autodidata, defensora da educação das mulheres e do sufrágio feminino, contrariando os valores da família e da época. Em 1816, mudou-se para Londres, onde manteve contato com importantes cientistas e matemáticos. Em 1827, apresentou o paper “As propriedades magnéticas dos raios violetas do espectro solar para a Royal Society. Traduziu para o inglês a obra Traité Mécanique Céleste (Tratado de Mecânica Celeste) de Pierre Simon Laplace (1749–1827) e popularizou a sua edição (1831) sob o título The Mechanism of the Heavens (O Mecanismo dos Céus). Em 1834, publicou The Connection of the Physical Sciences (A Conexão das Ciências Físicas). Em 1835, foi eleita, junto com Caroline Herschel, membro honorário da Sociedade Real Astronômica, sendo as primeiras mulheres a receberem tal distinção. Em 1848, publicou Physical Geography (Geografia Física - 1848), utilizado como livro didático nas escolas e universidades até início do século XX. Em 1869, publicou Molecular and Microscopic Science (Ciência Molecular e Microscópica) aos 89 anos de idade. Nesse mesmo ano, completou a autobiografia, da qual partes foram publicadas postumamente por sua filha Martha (Lavor, 2015, p. 252). Em sua obra "On Molecular and Microscope Science", Mary Somerville se refere às pesquisas de Pasteur, cujos trechos são indicados a seguir, em tradução livre: "Os fermentos podem ser formados no mosto da cerveja, nas soluções de uva e cana-de-açúcar, no suco de groselhas, groselhas, etc., por meio dos esporos submersos do Uredines segetum e Rosæ, de Ascophora elegans, Mucor Mucedo, Periconia hyalina e outros. Há trocas ativas acontecendo continuamente entre o conteúdo do glóbulos de fermentos e do líquido exterior, portanto, uma ação química contínua. Os experimentos de M. Pasteur sobre a nutrição dos Mucedines coincidem com o observações de outros em mostrar que essas plantas são a origem de toda fermentação apropriadamente assim chamado" (Somerville, Mary. On Molecular and Microscope Science, volume the fist, p. 150). "M. Pasteur, Diretor da Escola Normal de Paris, em uma série de palestras publicadas em o ‘Comptes Rendus’, não só provou que a atmosfera é abundante em esporos de fungos e bolores criptogâmicos, mas com infusórios na forma de mônadas globulares, o Bactérias e vibrios, que são como pequenos bastonetes redondos em suas extremidades e extremamente ativo. As Bacteria mona e especialmente as Bacteria terma são excessivamente numerosas. Esses seres minúsculos são os principais agentes na decomposição da matéria orgânica" (Somerville, Mary. On Molecular and Microscope Science, volume the second, p. 45). Ref. http://www.gutenberg.org/files/55886/55886-h/55886-h.htm Ref. http://www.gutenberg.org/files/57566/57566-h/57566-h.htm Próximo Grupo
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Biografia Resumida Cronologia Biógrafos Da origem simples nas montanhas do Jura às contribuições científicas que marcaram a História da Medicina Dole Cidade natal Arbois Lar por toda a vida Infância e juventude Primeiros amigos e início dos estudos Beneméritos Professores e benfeitores Besançon Estudos e novos amigos Arte Pinturas realizadas até a juventude École Normale Supérieure Ingresso na ENS em Paris Cristalografia Despontar científico Estrasburgo Capital universitária e comercial Casamento Esposa e filhos Academia de Ciências Contatos produtivos Viagem científica Em busca do ácido racêmico Fermentação Vida dos microorganismos Trabalho na ENS Gestão e pesquisas Absorção reflexiva Silêncio olímpico Pasteurização Patente entregue ao público Orçamento da ciência Crítica ao subfinanciamento Gerações ditas espontâneas Teoria dos germes Doenças do Bicho-da-seda Micróbios em seres vivos Doenças Infectocontagiosas Animais e humanos Início da Vacinação Precursores e experimentos Vacinação: Raiva Imunoterapia ativa Pasteurianos Colaboradores multiprofissionais Academia de Medicina Preleções e contestações Academia Francesa "Honra suprema"
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Saúde e Morte Em 1868, aos 45 anos, durante as pesquisas com o bicho-da-seda, na manhã em que Pasteur deve ir se apresentar em uma sessão na Academia de Ciências, ele se sente mal e tem um formigamento em todo o lado esquerdo do corpo. Em vez de ficar de repouso, segue até o local, acompanhado pela esposa, e retorna após o fim da sessão, a pé, com Balard e Sainte-Claire Deville. Depois do jantar, deita cedo, mas o mal-estar se agrava e ele não consegue mais falar e mexer os membros do lado esquerdo. Os médicos Godélier, Guéneau de Mussy e Andral acompanham sua recuperação. Apesar do AVC, Pasteur continua consciente e lúcido, o que confunde os médicos. Os amigos cientistas de Pasteur acorrem à sua cabeceira: Sainte-Claire Deville, Dumas, Bertin, Gernez, Duclaux, Raulin. Além destes, o imperador e a imperatriz enviam um lacaio encarregado de se informar do seu estado de saúde (Debré, 1995, p. 235). Claude Bernard é um dos primeiros a comparecer à cabeceira de Pasteur para trazer, afetuosamente, seu apoio moral (Debré, 1995, p. 398). Nos dias seguintes, há uma lenta melhora. A fala retorna, e oito dias após começa a ditar uma nota a Gernez para a Academia sobre um procedimento para a prevenção da flacidez. Também dita à Marie Pasteur uma carta direcionada ao imperador de que possivelmente está morrendo com o desgosto de não ter feito o suficiente para honrar o reino (Debré, 1995, p. 235). O primeiro pensamento de Pasteur é para o laboratório que Napoleão III havia prometido mandar construir na Rua Ulm. Da janela da sala de jantar que dá para o jardim da École Normale, ele vigia o canteiro de obras. Os operários desaparecem ao primeiro sinal da doença. Por intermédio do general Favé, Pasteur manda dizer que estão com muita pressa de enterrá-lo. Napoleão III e Victor Duruy se desculpam por tal precipitação, e é dada uma ordem para que a construção seja retomada (Debré, 1995, p. 236). Pasteur perde o uso da mão esquerda a ponto de depender de seus colaboradores para as experiências mais delicadas. Em janeiro de 1869 Pasteur consegue andar novamente e retorna ao sul com alguns dos seus colaboradores para retomar o trabalho com o bicho-da-seda. De sua cadeira ou de sua cama, Pasteur aconselha e orienta seus discípulos. Na primavera, retornam para Pont-Gisquet e a partir de então são organizadas missões para cada um dos alunos, transformados em “apóstolos”: Duclaux e Gernez. Um ano antes da inauguração do Instituto Pasteur, em 23/10/1887 Pasteur sofre um novo AVC seguido de afasia e recupera a fala. Alguns dias depois sofre novo ataque, mais difícil de reabsorver, então sua fala se torna fraca e embaralhada (Debré, 1995, p. 522-523). Em 01/11/1894 quando se preparava, como fazia diariamente para ver os netos, Pasteur é tomado por um terrível mal-estar e desmaia. Só volta a si à noite para pedir que fiquem a seu lado. Durante 3 meses não sai da cama. Seus filhos e netos se instalam no Instituto Pasteur. Organizam turnos para lhe fazer companhia. Em grupos de 2, pasteurianos e membros da família se revezam na cabeceira de Pasteur, noite e dia. Roux e Chantemesse ficam nos turnos da noite. Quando tem algum tempo livre, Metchnikoff o visita, não importa a hora. O mesmo acontece com Grancher. Em 1º de janeiro de 1895, Pasteur recebe todos os seus alunos e colaboradores para exprimir-lhes seus votos de fim de ano. Neste dia, também aparece Alexandre Dumas (filho) para cumprimentá-lo. No Instituto Pasteur, Louis Pasteur passa muitas horas durante a tarde sob os castanheiros conversando em voz baixa com seus colaboradores ou com o fiel amigo desde à infância, Charles Chappuis (Debré, 1995, p. 546-547). Em maio recebe a notícia que a Academia de Ciências de Berlim quer conceder-lhe a medalha da Ordem do Mérito da Prússia pelo imperador Guilherme II, mas sua raiva ainda está presente, pela perda da Alsácia e Lorena em 1870, e recusa a honr a. No dia 13 de junho de 1895, Pasteur deixa o Instituto Pasteur e vai para Villeneuve-l´Etang, para passar a primavera, mas está cada vez mais fraco e não aproveita o parque. Suas forças declinam. Depois de um novo ataque, falece em 28 de setembro de 1895 às 16h40. De acordo com a vontade da família, é sepultado em uma cripta construída no subsolo de seu Instituto (Debré, 1995, p. 547-552). Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. PASTEUR VALLERY-RADOT, Louis. Images de la Vie et de l´Œuvre de Pasteur. Paris, França: Flammarion, 1956. Com quase 46 anos Pastuer sofre um AVC que o deixa hemiplégico. Pouco a pouco recupera a fala, mas continua a mancar e perde definitivamente o uso da mão esquerda. Casa em Villeneuve-l´Etang onde Pasteur passa os últimos meses de vida. As janelas do quarto de Pasteur tinham vista para o parque. Um recanto do parque de Villeneuve-l´Etang. Em frente à fonte havia faias roxas sob as quais Pasteur descansava todas as tardes. Quarto de Pasteur, com aparência monacal (monástica), em Villeneuve-l'Etang. Acima da cama foi afixado na parede um desenho de Maurice Leloir representando Pasteur em seu leito de morte. Obséquias Nacionais a Pasteur. Capa do Le Petit Journal de 13 de outubro de 1895. Contra-capa do Le Petit Journal de 13 de outubro de 1895. Cripta no subsolo do Instituto Pasteur. Estátua de Pasteur em Paris. Saguão de entrada da Expo Pasteur no Palais de la Découverte em Paris, 2018. Retorne para a biografia
- Besançon | Pasteur Brasil
Besançon Após o retorno da breve passagem por Paris, Pasteur dará continuidade a seus estudos no Collège Royal de Besançon, dos 15 aos 17 anos. A cidade, próxima a Arbois, era conveniente para que o jovem pudesse manter contato com a família. Nesta urbe, Pasteur estuda Filosofia, Letras, Matemática e Ciências. O reservado jovem aproveita os momentos de lazer para realizar suas pinturas em pastel. Pasteur faz novos amigos, dentre os quais Jules Marcou (1824-1898), de quem faz um retrato. Este futuro geólogo participará da exploração científica das Montanhas Rochosas nos Estados Unidos, e lecionará em Harvard. Além de Charles Chappuis e Jules Vercel, Pasteur se tornará também grande amigo de Pierre-Augustin Bertin (1818-1884), sendo este um dos únicos companheiros capazes de divertir o introvertido Louis, se tornando companhia inseparável. Bertin estudará com Pasteur na École Normale Supérieure em Paris e se tornará professor de Física na Faculdade de Estrasburgo. Será quem receberá o cientista na cidade e o apresentará ao reitor da Universidade, o futuro sogro de Pasteur. Em Paris, também ajudará Louis na seleção dos estagiários para o laboratório na Rua Ulm. Pasteur se torna bachelier em Letras em Besançon em 1840, mas para ingressar na École Normale é preciso o baccalauréat em Ciências. Além da preparação para os exames, recebe a proposta de ser professor suplementar, inicialmente sem remuneração. O Sr. Répécaud, provedor deste Collège, fica atento a este aluno, que mesmo não sendo brilhante, sabia como aprender e demonstrava ter um cérebro ordenado e classificador. Louis aceitou o cargo, aos 18 anos. Enfrentou a displicência dos alunos, que não o levavam muito a sério, pela sua pouca idade. Gradativamente, conseguiu que o respeitassem, foi ganhando prática e com o tempo se tornou um dos professores mais queridos do Collège. Futuramente, receberá 300 francos anualmente por este trabalho, o que lhe permitirá pagar por si próprio os seus estudos. Nas ruas de Besançon, além das referências a Pasteur, observa-se também memórias da cidade natal de Victor Hugo (1802-1885), escritor francês eleito membro da Academia Francesa em 1841, na qual Pasteur também ingressará em 1881. Em um manuscrito datado de 07/02/1885, pouco antes da morte do grande poeta, Pasteur escreve “O menino sublime como Chateaubriand o chamou, merece ser chamado de velho sublime. Diante desta longevidade gloriosa, a França dá um espetáculo lindo. Sua aclamação é um grito de patriotismo”. Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. GAROZZO, Filippo. Louis Pasteur. Rio de Janeiro, RJ: Três, 1974. https://www.abebooks.com/signed-first-edition/DEDICATED-PASTEUR-VICTOR-HUGO-Examen-critique/19603200427/bd Jules Marcou, amigo de Louis Pasteur no Royal Collège em Besançon e depois na École Normale Supérieure em Paris. Tornou-se geólogo. Pastel realizado por Louis Pasteur em 1842. Jules Marcou torna-se geólogo. Participa da exploração científica das Montanhas Rochosas nos EUA. Ainda jovem, publicou o primeiro Mapa Geológico dos Estados Unidos (1853) e posteriormente o Mapa Geológico da Terra (1861 e 1875), que teve grande sucesso. Torna-se professor na Universidade de Harvard. Pasteur e Marcou correspondem-se até o final da vida. Pierre-Augustin Bertin, amigo desde o Collège Royal de Besançon, onde Pasteur vai estudar aos 17 anos, diplomando-se bacharel em Letras. Companheiro jovial e agradável. Bertin também estudou com Pasteur na École Normale. Torna-se professor de Física na Faculdade de Estrasbusgo. Recebe Pasteur em sua casa, em Estrasburgo em 22/01/1849. Apresenta-o ao reitor da Universidade, Aristide Laurent, que o convida a jantar em sua casa (Sr. Laurent se tornará sogro de Pasteur). Victor Hugo, escritor e membro da Academia Francesa (eleito em 1841). Há relato de que “Louis Pasteur era sem dúvida um grande admirador de Victor Hugo. Em um manuscrito datado de 07/02/1885, pouco antes da morte do grande poeta, Pasteur escreve ´O menino sublime como Chateaubriand o chamou, merece ser chamado de velho sublime. Diante desta longevidade gloriosa, a França dá um espetáculo lindo. Sua aclamação é um grito de patriotismo” (Ref. www.abebooks.com/signed-first-edition/DEDICATED-PASTEUR-VICTOR-HUGO-Examen-critique/19603200427/bd). Continue lendo a biografia
- Estrasburgo | Pasteur Brasil
Estrasburgo Em 1846 Pasteur obteve a agrégation em Física. Em 1847 defendeu suas teses em Química e Física na Faculdade de Paris e, em 1848, realiza sua primeira comunicação na Academia de Ciências. A pós o doutoramento em Física e Química, Pasteur é nomeado professor secundário de física no Liceu de Dijon, onde atua por pouco tempo. Com a ajuda de Jérôme Balard e Jean-Baptiste Biot, consegue um cargo de professor de química na Faculdade de Estrasburgo. Chega à cidade alsaciana em 22/01/1849, e instala-se na casa do grande amigo Pierre-Augustin Bertin, que exalta as qualidades desta capital universitária e comercial, com numerosas indústrias. Prontamente, Louis Pasteur envia uma carta ao industrial Charles Kestner (1803-1870), para solicitar a gentileza de ceder alguns quilos de ácido racêmico para continuar suas pesquisas sobre a cristalografia. Este industrial fornecerá apoio fundamental para o aprofundamento das pesquisas de Pasteur. No 4º dia em Estrasburgo, o amigo Bertin o apresenta ao reitor da Universidade, Aristide Laurent (1795-1862). Pasteur não era um jovem professor desconhecido, pois seus estudos cristalográficos já haviam lhe rendido reconhecimentos por parte da Academia de Ciências e apoio dos respeitados químicos Biot, Dumas e Balard. Nos domingos à tarde, Laurent realizava reuniões familiares em casa, recebendo professores universitários. Ao visitar a sua residência, Pasteur se sente imediatamente cativado por uma das filhas do reitor, Marie Anne Laurent (1826-1910). A jovem, criada em ambiente intelectual, era educada e séria, com inflexão vocal doce e macia. Ela lhe contou sobre as origens desta que era uma das mais velhas cidades da Europa, mesmo antes da fundação romana. Marie tocou Chopin ao piano e ambos interagiam de modo fluido. No dia seguinte, em uma decisão relâmpago, Pasteur escreve ao pai dizendo-se apaixonado e que faria uma carta respeitosa ao Sr. Laurent com um pedido de casamento à filha do reitor. Pasteur havia completado 26 anos. Após o retorno do pai, despachou a carta ao Sr. Laurent e aguardou ansiosamente pela resposta. Neste ínterim, escreveu às irmãs: “Temo que Marie dê muita importância às primeiras impressões (...) Nada tenho que possa agradar a uma jovem. Mas minhas lembranças me dizem, todavia, que quando as pessoas me conhecem bem, passam a gostar de mim” (Garozzo, 1974, p. 74). Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. DUBOS, René. Pasteur e a Ciência Moderna. São Paulo, SP: Edart, 1967. GAROZZO, Filippo. Louis Pasteur. Rio de Janeiro, RJ: Três, 1974. PASTEUR VALLERY-RADOT, Louis. Images de la Vie et de l´ Œ uvre de Pasteur. Paris, França: Flammarion, 1956. PICHOT, André. Louis Pasteur: écrits scientifiques et médicaux. Paris, França: Flammarion, 2012. RICHET, Charles. L´Œuvre de Pasteur. Paris, França: Félix Alcan, 1923. Webgrafia: https://phototheque.pasteur.fr/ Pasteur em 1852 em Estrasburgo. Pasteur defende duas teses em 1847. A tese de Química trata sobre a capacidade de saturação do ácido arsenioso; a de Física sobre a capacidade das soluções de desviar o plano de polarização de uma onda luminosa que os atravessa (poder rotatório). Teses de Física e Química. Primeiros trabalhos de envergadura de Pasteur expostos na Academia de Ciências. Graças aos experimentos sobre o poder rotatório das soluções e sobre os cristais, Louis Pasteur mostra que os mesmos átomos podem se organizar espacialmente de diversas maneiras, formando assim substâncias de propriedades distintas. "Pesquisa sobre as propriedades específicas de dois ácidos que compõem o ácido racêmico por ML Pasteur." Annals of Chemistry and Physics, 3rd series. (Janeiro de 1850). Charles Kestner, industrial alsaciano que produziu acidentalmente o ácido tartárico. Esta segunda forma de ácido tartárico foi descoberta em 1819 no vinho por esse industrial da Alsácia. Gay-Lussac visitou a sua fábrica em 1826 e recolheu amostra e depois deu o nome de ácido racêmico. Universidade de Estrasburgo. Marie Pasteur, nascida Laurent (1826-1910), por volta de 1854. Desenhado por sua prima Adèle Laurent. Exibido no museu Pasteur, quarto de Madame Pasteur. Continue lendo a biografia
- Contato | Pasteur Brasil
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- Primeiros Beneméritos | Pasteur Brasil
Voltar para os Grupos Primeiros Beneméritos Jean-Joseph Pasteur 1791-1865 *Ver a microbiografia de Jean-Joseph Pasteur no grupo Família Nuclear. O pai de Pasteur foi seu primeiro preceptor. Ele gostaria de ver o filho diretor do Collège d´Arbois. Tinha poucos amigos, mas eruditos: professores, o médico da cidade (Dr. Dumont – ex-médico militar que se tornou médico do hospital de Arbois) e outros (Debré, 1995, p. 33-34). Etienne Renaud ? Renaud era um jovem e ardente professor francês que se apegava aos alunos e sabia como diverti-los. Foi o primeiro professor de Louis Pasteur na escola primária, em 1831, na cidade de Arbois. Gostava de contar seus atos heroicos durante as campanhas bonapartistas. Mais tarde, na época das honras e dos discursos, Pasteur sempre citará, com reconhecimento, este docente que ministrou suas primeiras aulas (Debré, 1995, p. 32-33; Garozzo, 1974, p. 29-30). Emmanuel Bousson de Mairet 1796-1871 Amigo do pai de Pasteur, Mairet era homem de letras, filósofo e historiador francês. É autor de pelo menos 30 textos, dentre estes, sobre a história de Arbois, batalha de Alésia de Júlio César, escreveu uma tragédia sobre Joana d´Arc, dentre outros. Foi devido a este erudito local que a família de Pasteur se instalou em Arbois. Emmanuel foi professor no Collège d´Arbois, mas, vítima de surdez, teve de se aposentar prematuramente. Torna-se tutor de Louis Pasteur, ajudando-o a progredir consideravelmente, inclusive em retórica, onde amealha vários prêmios (Debré, 1995, p. 34-35; Viñas, 1991, p. 34; Garozzo, 1974, p. 32). Ref. https://data.bnf.fr/en/12251066/emmanuel_bousson_de_mairet/ Romanet ? Diretor do Collège d´Arbois, o francês Romanet teve influência decisiva na carreira de Louis Pasteur. Na época, Louis Pasteur o escuta enaltecer os benefícios da educação e descrever o único lugar que lhe parece digno das capacidades que vê no infante Louis: a École Normale Supérieure (Debré, 1995, p. 35, 39; Viñas, 1991, p. 36; Garozzo, 1974, p. 32-33). Barbier ? Amigo do pai de Pasteur, o capitão Barbier provinha de Arbois, na França. Era Oficial da Guarda Municipal de Paris. Propõe ao pai de Louis ser o correspondente do jovem caso fique decidido que ele prossiga os estudos em Paris. Barbier fala de uma instituição no Quartier Latin onde se preparam os alunos para as Écoles, dirigida por uma pessoa também do Franco-Condado, o sr. Barbet (Debré, 1995, p. 35-36, 39; Viñas, 1991, p. 36). Barbet ? Barbet, proveniente de Pagnoz, cidade do Franco-Condado, na França. Era dono do internato onde Louis Pasteur vai, primeiro aos 15 anos com Jules Vercel, e depois aos 17 anos com Cahrles Chappuis, se preparar para o concurso da École Normale Supérieure. Este senhor cortou pela metade as mensalidades de Pasteur e Jules. Aconselhou os rapazes e explicou o sistema de estudo. Aos 17 anos, Pasteur é recebido novamente neste internato. Logo, prontificou-se a dar aulas aos rapazes mais atrasados e conseguiu desconto de dois terços no valor da mensalidade. Barbet permitiu, desde que não lecionasse nos horários dedicados aos seus estudos, e assim decidiu-se por fazê-lo todos os dias das 6h às 7h da manhã. Depois de alguns meses, o Sr. Barbet resolveu isentá-lo de qualquer taxa, por toda sua dedicação e ajuda ao internato (Debré, 1995, p. 36; Viñas, 1991, p. 34, 36; Garozzo, 1974, p. 37, 39). Répécaud ? *Mais informações sobre os autores Droz e Pellico podem ser encontradas no grupo Leituras Iniciais. Répécaud era provedor do Colège de Besançon. Depois da formatura de Louis Pasteur, ofereceu-lhe o cargo de professor suplementar neste mesmo colégio, mas sem remuneração (Garozzo, 1974, p. 47-49). Louis aceitou a proposta, aos 18 anos, ganhando prática e com o tempo se tornando um dos professores mais queridos do colégio. Foi nesta época que achou indispensável aperfeiçoar o seu caráter, e algumas obras ajudaram bastante neste período, dentre elas a de Joseph Droz e de Silvio Pellico. Jean-Marie-Napoléon-Désiré Nisard 1806-1888 *Ver microbiografia de Désiré Nisard no grupo Academia Francesa. Crítico acadêmico e literato francês. Membro da Academia Francesa (eleito em 1850). Deputado (em 1842) e depois senador (em 1867). Publicou a "Coleção de autores latinos com tradução francesa" com muitos colaboradores, incluindo seus irmãos: Nisard, Auguste (1809-1892) e Nisard, Charles (1808-1889). Désiré Nisard nomeia Pasteur como Diretor de Estudos Científicos da École Normale Supérieure. Ref. https://data.bnf.fr/en/12052360/desire_nisard/ Próximo Grupo
- Relações Políticas | Pasteur Brasil
Relações Políticas No final de 1859, Pasteur não tinha a mínima subvenção para instalar-se na Rua Ulm. Escreveu a Gustave Rouland, então ministro da Instrução Pública a fim de chamar a atenção para os benefícios que poderiam ser extraídos de um estudo completo sobre a doença dos vinhos, solicitando fundos necessários para a instalação e experimentos no laboratório na rua Ulm em Paris: "Acho que obedeço, senhor ministro, a uma parte de suas instruções, consagrando todo o tempo de que disponho aos progressos da ciência." Era uma maneira indireta de pedir os fundos necessários destinados à instalação de um rico material. Responderam-lhe que os créditos deveriam ser "inteiramente consagrados à conservação dos edifícios e não à execução dos trabalhos que a conveniência das pessoas alojadas nesse edifícios reclama". De tanto insistir, Pasteur acabou, entretanto, obtendo alguns subsídios. Mas só podia tratar-se de uma instalação provisória. Todavia, o equipamento de que Pasteur precisava na época era modesto. Suas pesquisas sobre a fermentação só exigiam uma estufa, um microscópio, produtos químicos, recipientes de vidro. Mas, se o Ministério quisesse dar algum dinheiro para a reparação da água-furtada, claro estava que era impensável assegurar os respectivos equipamentos ou o funcionamento: "Não há orçamento ad hoc que nos permita subvencionar cinquenta cêntimos para os seus gastos com experiências." Foi, portanto, com seu próprio salário que Pasteur teve de equipar e manter seu laboratório. Tal instalação lhe custou cerca de dois mil francos, soma considerável para a época (Debré, 1995, p. 161, 551). Em 1863, ano seguinte à sua eleição para a Academia de Ciências, Pasteur é apresentado a Napoleão III, por Jean-Baptiste Dumas, segundo o costume da época ao ingressar na Academia. Naquele mesmo ano, Ildephonse Favé, oficial da ordem de Napoleão III, sugere que o imperador proponha a Pasteur um estudo sobre as doenças do vinho. Pasteur aceita o pedido, mas recusa qualquer ajuda financeira (Debré, 1995, 245-246, 254). Dois anos depois, Napoleão III disse ter muito interesse em se manter informado do andamento das pesquisas e o convida para passar 1 semana no castelo de Compiègne (Debré, p. 246). É realizada uma demonstração aos imperadores ao microscópio, com amostras de vinho (Debré, 1995, p. 251). Em 1863, Pasteur escreve a Napoleão III dizendo que “é chegado o tempo de libertar as ciências experimentais das misérias que as entravam” (Debré, 1995, p. 166). No dia seguinte, o imperador pede a Victor Duruy, Ministro da Instrução Pública, que empreenda a construção de um novo laboratório na Rua Ulm. Contudo surgem obstáculos para a continuidade da obra, pois os créditos suplementares que a construção exige são recusados pela administração. Encontra-se dinheiro para levantar a Ópera Garnier, mas não para a pesquisa científica. Pasteur fica indignado e, em 1868, prepara um artigo denominado “O orçamento da ciência” para o jornal Le Moniteur a fim de mobilizar a opinião pública. Em um dos trechos ele diz: “suprimam os laboratórios, e as ciências físicas se tornarão a imagem da esterilidade da morte”. Algumas semanas depois, o imperador reúne todos os membros do governo e um conjunto de cientistas, inclusive Pasteur. Napoleão III convida cada um a se exprimir. Pasteur recorda a criação da função de estagiário e fala em seguirem o exemplo da Alemanha, onde inclusive eles moram nas proximidades do seu laboratório (Debré, 1995, p. 166-168). Victor Duruy foi um interlocutor muito próximo de Pasteur, construindo uma verdadeira relação de amizade. Inclusive, a filha de Duruy, Hélène, era colega de Cécile, filha de Pasteur que faleceu ainda criança. A passagem de Duruy no Ministério da Instrução Pública ficará marcada pela atenção e ajuda concedida aos cientistas, não só a Pasteur. Ele é responsável por criar o decreto generalizando a criação de laboratórios de pesquisa nas faculdades, devido à forte influência de Pasteur. Ambos tinham a convicção de que a ciência constitui uma parte essencial do patrimônio nacional, e Duruy ajuda a vencer obstáculos administrativos para desbloquear o crédito para a finalização do laboratório de química fisiológica (Debré, 1995, p. 168-170). Duruy vela pelo ingresso de Pasteur na Legião de Honra e faz com que seja atribuído um prêmio pelos seus trabalhos sobre a fermentação do vinho, por ocasião da Exposição Universal de 1867. Nesta ocasião, Pasteur divide as honras com 63 outras pessoas, dentre as quais Ferdinand de Lesseps, que recebe uma imensa ovação pelo seu projeto de um canal ligando o Mar vermelho ao Mediterrâneo. Pasteur naquela época, ainda não era conhecido (Debré, 1995, p. 170-171). Por volta de 1863, Pasteur vai ao salão da princesa Mathilde. Lá fala da necessidade de uma reforma na produção do vinho ou do vinagre e queixa-se da pouca consideração de que dispõem os laboratórios e da inércia dos poderes públicos. No fundo esta é a intenção de Pasteur ao comparecer nestas ocasiões. O resultado obtido é a criação de uma cátedra de física e química aplicadas na École de Belas Artes, onde leciona para estudantes de arquitetura, onde fala bastante de higiene e do mal emprego da ventilação (Debré, 1995, p. 152-153). Pasteur é nomeado senador em 1870, mas o decreto não pôde ser oficialmente promulgado (devido à guerra), e portanto, o nome de Pasteur não figura na lista de senadores do Império (Debré, 1995, p. 271, 336-337). No início de 1876, após sua aposentadoria, Pasteur vai concorrer ao Senado Republicano. Ele está com 53 anos. Ele não adere a nenhum partido e diz que enquanto a ciência e a política estiverem separadas, o progresso será impossível. É atacado tanto pela esquerda quanto pela direita e fica em último lugar. Escreve a esposa dizendo-se muito feliz por ter sido derrotado, pois o sucesso o teria atrapalhado. Mesmo não tomando parte diretamente dos debates sobre a reforma do ensino superior, seu recado foi entendido e 3 meses depois toma conhecimento de que o Ministro da Instrução Pública vai conceder novos laboratórios ao Collége de France, aumentar e modernizar a Sorbonne (Debré, 1995, p. 335 a 338). D. Pedro II acompanhava com grande interesse os trabalhos de Pasteur, e desejava que o Brasil seguisse os passos do cientista. Durante os anos 1880 eles trocam algumas cartas. Pedro II preocupa-se particularmente com a febre amarela e em uma carta de 1882 escreve “espero que não se esqueça das pesquisas de micróbios da febre amarela, descobrindo-lhe uma vacina”. O imperador brasileiro desejava muito a vinda de Pasteur para o Brasil, o que não ocorreu devido à idade avançada de Pasteur e as sequelas do AVC. Em 1886, Pedro II confere a Pasteur a “Ordem da Rosa” pelo serviço prestado à humanidade (Lima; Marchand, 2005, p. 17, 25). Em 1884, em carta a Dom Pedro II, Pasteur participa ao imperador do Brasil que até aquele momento ainda não havia efetuado nenhuma experiência com humanos. Verifica a possibilidade de no dia da execução da sentença de morte dos condenados (que ele pensava existir), ser oferecida a escolha de ter uma morte iminente ou a possibilidade de participar de um experimento científico que consistiria em inoculações preventivas da raiva, de modo a tornar-se refratário à doença. Disse: “No caso de ser salvo, e estou persuadido de que isso aconteceria, como garantia para a sociedade que condenou o criminoso, eu o submeteria a uma vigilância para o resto da vida” (Debré, 1995, p. 484). Frederick Hamilton-Temple-Blackwood, conhecido por Lord Dufferin, enquanto embaixador britânico em Paris, escreveu às autoridades britânicas na Índia sugerindo que fossem oferecidas instalações a Waldemar Haffkine, bacteriologista ucraniano do império da Rússia, que iniciou os seus experimentos sobre a cólera no Instituto Pasteur, para continuar seus estudos de cólera naquele local. Lord Dufferin se destacou como diplomata, especialmente como embaixador britânico em São Petersburgo e como governador-geral do Canadá, o que levou à sua nomeação como vice-rei da Índia. Após, foi embaixador britânico em Paris (1891 – 1896). Sadi Carnot, presidente da França, comparece à cerimônia de inauguração do Instituto Pasteur (1888) e ao Jubileu de 70 anos de Pasteur (1892). Carnot disse “não faltarei, vosso Instituto é uma honra para a França” (Masi, 1999, p. 111). Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. MASI, Domenico de (org.). A Emoção e a Regra: os grupos criativos na Europa de 1850 a 1950. Rio de Janeiro, RJ: José Olympio, 1999. https://www.encyclopedia.com/international/encyclopedias-almanacs-transcripts-and-maps/dufferin-lord Gustave Rouland. Jean-Baptiste Dumas. Napoleão III e Eugénia de Montijo. Victor Duruy. Dom Pedro II. Lord Dufferin Sadi Carnot. Continue lendo a biografia
- Família Nuclear | Pasteur Brasil
Voltar para os Grupos Família Nuclear Jean-Joseph Pasteur 1791-1865 O pai de Louis Pasteur era francês e tornou-se órfão na 1ª infância. Era filho único e foi criado pela avó e tias. Aos 21 anos foi convocado para a guerra da Espanha (1812-1813) e foi denominado “bravo entre os bravos”, sendo nomeado sargento-mor. Recebeu a cruz de Cavalheiro da Legião de Honra pelo imperador Napoleão Bonaparte. Como o pai, seu ofício era de curtidor. Era reservado e taciturno (Viñas, 1991, p. 25). Tinha caráter firme, meditativo e corajoso (Garozzo, 1974, p. 50). Zelava pela educação do filho, tornando-se seu professor particular, seu primeiro preceptor. Adquiriu o primeiro dicionário da família “Novo Vocabulário ou Dicionário Portátil da Língua Francesa com Pronúncia”, publicado por Rolland e Rivoire em 1803. Jean-Joseph Pasteur ansiava pelo conhecimento e encorajava os estudos do filho. Naquela época, o que gostaria era ver o filho diretor do Collège d´Arbois. L. Pasteur compartilhava com o pai seus progressos nos estudos, dúvidas e preocupações. Jean-Joseph tinha poucos amigos, mas eruditos, a exemplo de professores e o médico da cidade de Arbois, Dr. Dumont, um ex-médico militar que se tornou médico do Hospital desta urbe. Teve presença marcante na vida de Louis Pasteur, dando-lhe conselhos, ensinando sobre honra, justiça e dever. Possivelmente influenciou no patriotismo do filho. Jean-Joseph era um homem atencioso e trabalhador, que tinha como lema: "Nunca pense em nada além do que você está dizendo ou fazendo no momento" (Pasteur Vallery-Radot, 1956, p. 8). Resmungão, às vezes causava medo aos netos (Debré, 1995, p. 149). Em 1883, Pasteur, relembrando a memória de seus pais na frente da casa o nde nasceu, disse: "Ó meu pai e minha mãe! Ó meus queridos falecidos que viveram tão modestamente nesta casinha, é a vocês que devo tudo!" (...) Você, meu querido pai, cuja vida foi tão difícil quanto sua árdua profissão, me mostrou o que a paciência pode fazer em longos esforços. É a você que devo a tenacidade em meu trabalho diário. Você não só tinha as qualidades perseverantes que tornam a vida útil, mas também tinha a admiração de grandes homens e grandes coisas. Olhe para cima, aprenda além, busque sempre se elevar, foi isso que você me ensinou. Ainda posso vê-lo, depois de seu dia de trabalho, lendo, à noite, alguma história de batalha de um daqueles livros de história contemporânea que o lembrava de tempos gloriosos que você testemunhou. Enquanto me ensinava a ler, você teve a preocupação de ensinar-me a grandeza da França. Sejam abençoados ambos, meus queridos pais, pelo o que vocês foram (Pasteur Vallery-Radot, 1956, p. 8). Jeanne-Etienette Roqui 1793-1848 A mãe de Pasteur era uma mulher francesa simples e trabalhadora, proveniente de família de jardineiros. Possuía bom senso, imaginação e entusiasmo. Apresentava características contrastantes e complementares ao marido, mostrando-se entusiasta e imaginativa. Aos 13 anos, Pasteur faz o desenho de sua mãe, em pastel. A primeira tese de Pasteur, dedica-a ao pai. A segunda tese, dedica-a à mãe. Em última carta direcionada à Louis Pasteur, no início de 1848, Jeanne-Etienette parece se despedir para sempre do filho ao escrever "Meu querido menino, desejo-lhe um bom ano. Cuide de sua saúde. Às vezes me consolo de sua ausência pensando quanto me foi reconfortante ter um filho que conquistou uma posição que o tem feito feliz, como você mesmo nos disse em sua última carta" (Viñas, 1991, p. 59). E despede-se da seguinte forma: "O que quer que te aconteça, não fiques triste; na vida, tudo não passa de quimeras..." (Debré, 1995, p. 68). Estas palavras parecem pressagiar um evento que não tardará a ocorrer: a mãe de Pasteur falece em 21 de maio daquele ano aos 55 anos de um fulminante ataque de apoplexia (AVC) (Debré, 1995, p. 68). Pasteur escreve ao amigo Charles Chappuis: "Ela sucumbiu em poucas horas, e quando cheguei não estava mais entre nós. Vou pedir uma licença" (Viñas, 1991, p. 61). Fica evidente que o vínculo com a mãe era muito intenso já que, durante semanas, "Pasteur se fecha em um mutismo total e suspende toda a atividade científica” (Viñas, 1991, p. 61). Jean-Denis Pasteur 1816-1816 Primeiro filho do casal Pasteur. Falece nos primeiros meses de vida (Debré, 1995, p. 30). Jeanne-Antoine Pasteur (Virginie) 1818-1880 Irmã mais velha de Pasteur. Ela se casa com seu primo Gustave Vichot, que será sócio de Jean-Joseph antes de o suceder à frente do curtume, e morrerá em Arbois, em 1880 (Debré, 1995, p. 30). Joséphine Pasteur 1825-1850 Irmã mais nova de Pasteur. Joséphine sofria dos pulmões e morreu aos 25 anos (Debré, 1995, p. 31). Émilie Pasteur 1826-1853 Caçula da família. Émile contrai uma encefalite aos 3 anos de idade, o que acarreta um "retardo mental". Viveu no convento das Ursulinas em Voiteur, na região do Jura na França. Falece aos 26 anos (Debré, 1995, p. 31, 556). Próximo Grupo
- Academia de Ciências | Pasteur Brasil
Voltar para os Grupos Academia de Ciências Jean-Baptiste Biot 1774-1862 *Ver a microbiografia de Jean-Baptiste Biot no grupo Primeiras Influências Científicas. Jean-Baptiste-André Dumas 1800-1884 *Ver a microbiografia de Jean-Baptiste-André Dumas no grupo Primeiras Influências Científicas. Antoine-Jérôme Balard 1802-1876 *Ver a microbiografia de Antoine-Jérôme Balard no grupo Primeiras Influências Científicas. Eilhardt Mitscherlich 1794-1863 *Ver a microbiografia de Eilhardt Mitscherlich no grupo Primeiras Influências Científicas. Em 1852, Mitscherlich vai a Paris para ser recebido como correspondente estrangeiro na Academia de Ciências, em companhia do mineralogista Gustav Rose, professor na Faculdade de Berlim. Ambos quiseram se encontrar com Pasteur para ouvir de sua própria boca as circunstâncias detalhadas de suas descobertas sobre o tártaro (Debré, 1995, p. 86). Os três cientistas (Pasteur, Mitscherlich e Rose) passam duas longas horas juntos discutindo as circunstâncias da observação, refletindo sobre as consequências. “Estudamos tanto e tanto esses cristais que estamos persuadidos de que se você não encontrasse, ao observá-los de novo, esse fato tão notável, nossa descoberta ficaria ignorada durante um tempo considerável” (Debré, 1995, p. 87). Gustav Rose 1798-1873 Mineralogista alemão. Presidente da Sociedade Geológica Alemã. A família de Rose tinha uma forte tradição científica. Seu avô, Valentin Rose, o mais velho, inventou a liga de baixo ponto de fusão ainda conhecida como metal de Rose. Klaproth, um amigo próximo da família até sua morte em 1817, havia anteriormente (1771-1780) encarregado da farmácia da família antes que o pai de Gustav, Valentin Rose, o mais jovem, um colaborador original da metodologia de análise química inorgânica, viesse de idade. Quando tinha apenas dezessete anos, Gustav e seus irmãos lutaram na campanha contra Napoleão em 1815. No ano seguinte, seu aprendizado em uma mina na Silésia foi interrompido por uma doença. Ele voltou para Berlim, onde estudou mineralogia com CS Weiss. Sua dissertação, De sphenis atque titanitae systematae crystallino, foi apresentada na Universidade de Kiel em dezembro de 1820. Neste trabalho, a primeira monografia sobre a morfologia do cristal de uma espécie mineral baseada em medições precisas com um goniômetro refletivo, Rose estabeleceu a identidade do esfênio e da titanita. Seguindo seu irmão mais velho Heinrich, mais tarde professor de química em Berlim, e Eilhard Mitscherlich , cuja descoberta do isomorfismo, anunciada em 1819, foi apoiada pelas medições goniométricas precisas de Rose, ele então passou vários anos no laboratório de Berzelius em Estocolmo. Rose voltou a Berlim em 1823 para se tornar um Dozent sob Weiss e professor extraordinário em 1826. Ele se tornou professor ordentlicher em 1839, sucedeu Weiss como diretor do Museu de Mineralogia em 1856 e permaneceu ativo nesses cargos até sua morte. Em 1829, Rose, com CG Ehrenberg, foi escolhido para acompanhar Humboldt em uma viagem científica encomendada pelo czar aos Urais, Altai e Mar Cáspio . Isso o levou até a fronteira da China. A crônica da viagem em dois volumes de Rose inclui extensas observações sobre geologia, mineralogia e recursos minerais das regiões percorridas que foram amplamente citadas e por muito tempo foram a principal fonte de informações sobre esses assuntos. Rose publicou cerca de 125 artigos, abordando quase todos os aspectos da mineralogia conhecidos em sua época. Muito de seu trabalho estava relacionado a minerais ou grupos de minerais específicos. Ele descobriu cerca de quinze novos minerais, todos ainda considerados espécies válidas, sendo o mais importante a anortita; e ele também fez contribuições significativas em muitos outros campos. Através de suas meticulosas medidas goniométricas contribuiu para o desenvolvimento do conceito de isomorfismo, acrescentando alguns exemplos importantes. Com Riess (1843), em seu único artigo com um co-autor, ele introduziu os termos ainda atuais “polo análogo” e “polo antilógico” em conexão com a correlação dos efeitos piroelétricos com a morfologia. Ele distinguiu adequadamente entre romboedros positivos e negativos no quartzo e estabeleceu sua classe de cristal correta. Experimentos de James Hall em mármore. Um de seus últimos artigos (1871) tratou das relações entre termoeletricidade e morfologia na pirita. A obra Elemente der Krystallographie de Rose, na primeira e na segunda edições, representou os últimos avanços da ciência na época. No entanto, o primeiro volume da terceira edição, que foi preparado por Alexander Sadebeck sob a direção de Rose e apareceu logo após a morte de Rose, praticamente não mostra nenhum sinal do progresso da ciência nos trinta e cinco anos após o lançamento da segunda edição. Em contraste, Rose's Mineralsystem (1852) era estritamente moderno e muito influente. Acabou com as “classificações naturais” que haviam impedido o progresso da mineralogia e se tornou um modelo para classificações posteriores. Com uma dezena de outros, entre eles Humboldt e Mitscherlich, Rose fundou a Deutsche Geologische Gesellschaft em julho de 1848, exatamente na época em que foi iniciada a publicação do mapa geológico 1: 100.000 da Silésia, de Rose e Beyrich. Rose era muito ativo na sociedade, servindo como secretário e, posteriormente, repetidamente como presidente. Em 1852, ele apresentou cinquenta seções finas de rochas em uma reunião da sociedade, sete anos antes do aparecimento do clássico artigo de Sorby, que normalmente é considerado o marco do início da petrografia microscópica. Todos os biógrafos de Rose enfatizam que ele era excepcionalmente modesto e gentil e desfrutava da estima duradoura de seus colegas e alunos. Entre os mais distintos destes últimos estavam o explorador Ferdinand von Richthofen, G. vom Rath, Paul von Groth e seu sucessor, CFM Websky. Ref. https://www.encyclopedia.com/people/science-and-technology/metallurgy-and-mining-biographies/gustav-rose Friedrich Christian Fikentscher 1799-1864 Industrial alemão. Foi também vereador, membro saxão do parlamento estadual. Trabalhou cedo na fábrica de produtos químicos de seu pai sob a direção do mesmo. Em 1817, frequentou o famoso instituto de ensino de JB Trommsdorff em Erfurt e lá aperfeiçoou seus conhecimentos de química. As várias viagens que fez pela França e Inglaterra serviram ao mesmo propósito. Ainda jovem, dirigiu uma fábrica de vidro que pertencia a seu pai perto de Marktredwitz, onde foi o primeiro a introduzir o sulfato de sódio mais barato em vez de refrigerante na produção de vidro. Em 1822 ele conheceu Goethe em Marktredwitz. Para isso, ele fez óculos especiais “entópticos” para experimentos em sua teoria das cores. Após a morte de seu pai, ele e seu irmão Matthäus Wilhelm dirigiram a fábrica de produtos químicos. As diferenças de caráter tornavam a colaboração desagradável. Portanto, em 1845 fundou sua própria fábrica em Zwickau, uma vidraria para vidro oco e laminado, um departamento químico no qual eram produzidos ácido sulfúrico, ácido clorídrico, preparações de mercúrio, ácido tartárico, cal clorada, ácido arsênico e outros. Em 1848, ele deixou a empresa Redwitz por completo. Para se tornar independente das importações da Inglaterra, fez tentativas bem-sucedidas na produção de grés à prova de ácido e desenvolveu uma importante produção a partir dela, que mais tarde se tornou o principal ramo da fábrica. Os produtos gozavam de reputação mundial. Ref. https://www.deutsche-biographie.de/sfz39224.html Louis-Jacques Thénard 1777-1857 Químico francês. Professor no Collège de France e na École Polytechnique. Membro da Academia das Ciências. Membro Titular da Academia de Medicina. Barão. Foi professor e autor de um influente texto de quatro volumes sobre teoria e prática química básica (1813- 1816). Filho de um camponês, Thénard suportou dificuldades extremas para obter sua educação científica. Seus vários cargos de professor foram obtidos por influência de Nicolas-Louis Vauquelin, que também organizou a sucessão de Thénard para sua própria cadeira de química no Collège de France em 1802. Mais tarde, ele lecionou na École Polytechnique e na Sorbonne e eventualmente se tornou chanceler do Universidade de Paris. Em 1799 ele descobriu o azul de Thénard, pigmento usado na coloração de porcelanas. Ele fez muitas pesquisas notáveis com seu amigo Joseph-Louis Gay-Lussac. Suas realizações independentes incluíram estudos de ésteres (1807), a descoberta do peróxido de hidrogênio (1818) e o trabalho em compostos organofosforados. Tornou-se barão (1825), membro da Câmara dos Deputados (1828-32) e nobre (1832). Sua aldeia natal foi rebatizada de La Louptière-Thénard em sua homenagem (1865). Em 1852, Thénard era o químico mais coberto de honra do momento. Descobriu a água oxigenada, fez uma classificação dos metais. Foi também colaborador de Gay-Lussac. Era um bom-vivant, grande comilão (Debré, 1995, p. 86-87). Neste ano de 1852, o químico ofereceu um jantar em honra ao cientista alemão Eilhard Mitscherlich, que inventou o isomorfismo. Pasteur é convidado. Thénard ouviu a apresentação de Pasteur na Academia e se interessa por este jovem pesquisador, especialmente pelo fato de Pasteur se preocupar com as aplicações industriais de suas pesquisas. Assim como vários outros membros da Academia de Ciências, Thénard encoraja e parabeniza Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/12402277/louis-jacques_thenard/ Ref. https://www.britannica.com/biography/Louis-Jacques-Thenard Henri-Victor Regnault 1810-1878 Professor de química na École Polytechnique e de física no Collège de France. Membro da Academia de Ciências (eleito em 1840). Diretor da Manufacture de Sèvres (1852-1871). Fotógrafo, membro fundador e presidente da Sociedade Francesa de Fotografia. Este químico e físico francês ficou conhecido por seu trabalho sobre as propriedades dos gases. Depois de estudar com Justus von Liebig, em Giessen, Regnault tornou-se professor de química sucessivamente na Universidade de Lyon, na École Polytechnique (1840) e no Collège de France (1841). Seu trabalho em quatro volumes sobre química apareceu em 1847. Enquanto diretor da fábrica de porcelana de Sèvres (desde 1854), ele continuou seu trabalho em ciências . Durante a Guerra Franco-Alemã (1870-71), seu laboratório foi destruído e seu filho Henri, o pintor, foi morto. Regnault projetou aparelhos para um grande número de medições físicas e redeterminou cuidadosamente os calores específicos de muitos sólidos, líquidos e gases. Ele mostrou que dois gases não têm exatamente o mesmo coeficiente de expansão e provou que a lei de Boyle da elasticidade de um “gás perfeito” é apenas aproximadamente verdadeira para gases reais. Ao apresentar seu termômetro de ar, ele determinou a expansão absoluta do mercúrio. Ele também desenvolveu um higrômetro. Em 1853, em jantar oferecido por Thénard, Victor Regnault, assim como vários outros membros da Academia de Ciências, encoraja e parabeniza Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/12537530/victor_regnault/ Ref. https://www.britannica.com/biography/Henri-Victor-Regnault Michel-Eugène Chevreul 1786-1889 Químico francês. Membro da Academia de Ciências (1826). Chevreul elucidou a composição química das gorduras animais e cujas teorias da cor influenciaram as técnicas da pintura francesa. A pesquisa da Chevreul levou a melhorias e maior uniformidade de produto na indústria de sabão e a um novo tipo de vela. Em 1825 ele obteve uma patente para a preparação de velas de ácido esteárico a partir de gordura. As velas de Chevreul, ao contrário das velas de sebo amplamente utilizadas, eram duras, inodoras e emitiam uma luz brilhante. As velas comerciais de estearina surgiram em Paris na década de 1830 e rapidamente se tornaram as velas mais populares da França. O fruto dos seus estudos das cores foi De la loi du contraste simultané des couleurs (1839; The Laws of Contrast of Color ), o seu livro mais influente. Ele forneceu muitos exemplos de como as cores justapostas podem aumentar ou diminuir a intensidade umas das outras e descreveu muitas maneiras de produzir os efeitos de cor desejados, como pontos monocromáticos em massa. Para representar as cores por padrões definidos, ele reuniu todas as cores do espectro visível, relacionando-as entre si em um sistema circular, e também produziu escalas de milhares de tons. Ele aplicou suas descobertas a tapeçarias e tecidos Gobelin, papel de parede, horticultura, cartografia, impressão em cores, mosaicos e pintura. Na verdade, ele “escreveu o livro” para artistas, designers e decoradores. Esta obra, com traduções para o inglês e o alemão, tornou-se o manual de cores mais usado do século XIX. Em 1853, em jantar oferecido por Thénard, Chevreul, assim como vários outros membros da Academia de Ciências, encoraja e parabeniza Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/12109972/eugene_chevreul/ Mais informações: https://www.britannica.com/biography/Michel-Eugene-Chevreul Théophile-Jules Pelouze 1807-1867 Químico francês. Professor no Collège de France e na École Polytechnique. Pelouze era filho de Edmond Pelouze, cujos interesses em tecnologia industrial e invenção se refletiram em muitas publicações. Pelouze decidiu inicialmente seguir a carreira de farmacêutico e depois de servir como aprendiz em farmácias de La Fère e Paris, foi nomeado para estágio de farmácia hospitalar no Salpêtrière de Paris. Um encontro acidental com Joseph-Louis Gay-Lussac, cujo aluno e assistente de laboratório ele mais tarde se tornou, mudou o curso de sua vida. Pelouze, destemido pelas dificuldades financeiras, impressionou tanto Gay-Lussac com seu zelo e talento que Gay-Lussac se tornou patrono e amigo do jovem químico por toda a vida. Em 1830, Pelouze garantiu um cargo de professor de química em Lille e, pouco depois, competiu com sucesso pelo cargo de analisador na casa da moeda de Paris. Mais reconhecimento e sucesso vieram rapidamente: foi eleito para a Academia de Ciências (1837); ele ensinou e foi professor de química na École Polytechnique (1831-1846) e no Collège de France (1831-1850); foi membro do Conselho Municipal da Casa da Moeda de Paris (1848); foi membro do Conselho Municipal de Paris (1849); e ele sucedeu Gay-Lussac como químico consultor na fábrica de vidro da Saint-Gobain (1850). A partir de 1830, Pelouze rapidamente se estabeleceu como um notável químico analítico e experimental. Suas primeiras investigações incluíram estudos da salicina (1830), com Jules Gay-Lussac; beterraba sacarina (1831); fermentação (1831), com Frédéric Kuhlmann; conversão de ácido cianídrico em ácido fórmico; e decomposição do formato de amônio em ácido cianídrico e água (1831). Mais tarde, ele investigou o ácido pirogálico (1833); ácido etil fosfórico(1833); descobriu o cianeto de etilo (1834); e encontraram a fórmula correta para dinitrosulfito de potássio (1835). Em 1836, Pelouze e Liebig, com quem Pelouze havia trabalhado em Giessen, publicaram um longo livro de memórias tratando de várias substâncias orgânicas, incluindo a descoberta do éster enântico e do ácido correspondente. Digno de nota, também, foram a descoberta de nitrocelulose de Pelouze (1838); oxidação de borneol para obtenção de cânfora (1840); síntese de butirina (1843), com Amédée Gélis; produção de ácido glicerofosfórico (1845); trabalho sobre o curare (1850), com Claude Bernard ; e investigação do petróleo americano (1862-1864), com Auguste Cahours. Interessado principalmente em fatos empíricos, Pelouze era, infelizmente, indiferente às teorias químicas seminais de sua época. Em Paris, Pelouze fundou a escola de laboratório particular de química mais importante da França. Ele treinou muitos alunos e disponibilizou suas instalações de laboratório para a pesquisa pessoal de Claude Bernard e de outros químicos franceses e estrangeiros. Pelouze publicou pelo menos 90 artigos, sozinho ou com outros químicos eminentes. Em 1853, em jantar oferecido por Thénard, Chevreul, assim como vários outros membros da Academia de Ciências, encoraja e parabeniza Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/12529341/jules_pelouze/ Mais informações: https://www.encyclopedia.com/science/dictionaries-thesauruses-pictures-and-press-releases/pelouze-theophile-jules Eugène Melchior Péligot 1811-1890 Químico francês. Administrador da Monnaie de Paris. Professor de Química no Instituto Agronômico (Debré, 1995, p. 87). A vida de Péligot vida foi dedicada ao ensino de química. Foi considerado um mestre despretensioso e trabalhador incansável. Como conferencista era conhecido pelo seu método, a clareza de posição, a amplitude de suas opiniões e a simplicidade da dicção. Depois de completar seus estudos no Colégio de Henrique IV ingressou como "elevè ingénieur" na Ecole Centrale des Arts et Manufactures, em 1829. A influência das palestras de Jean-Baptiste Dumas, professor de química daquela escola, foi logo sentida por Péligot, sendo decisiva a partir dessa data. Dedicou-se inteiramente à química e mal havia saído da escola quando Dumas percebeu sua capacidade e o admitiu em seu laboratório. Suas primeiras pesquisas envolveram o estudo do composto cromo. Ele descobriu e descreveu o monóxido deste elemento sulfato, oxalato e cloreto, o dióxido de cromo e dicromato de cloreto de potássio. Em 1841, Peligot produziu urânio puro a partir do óxido de urânio. Naquela época, não se sabia que o urânio era radioativo. Na verdade, a radioatividade não foi descoberta até 1898. Em sua vida, Peligot pesquisou uma ampla gama de assuntos, entre eles açúcares e suas reações, cromo, urânio, ferro e seus sais, a composição e estrutura do vidro, o bicho-da-seda, fertilizantes e água potável. Ele foi o primeiro a preparar o urânio, estudar suas propriedades e determinar sua massa atômica. Juntamente com Dumas, isolou o álcool metílico da aguardente de madeira, estudou suas reações e introduziu o termo metileno na química. Ele descobriu trioxocloro cromato de potássio (sal de Peligot) e suas propriedades especiais. Ele mostrou que o vidro deve ser composto de uma mistura de silicatos em proporções indefinidas para evitar sua cristalização. Ele obteve o vidro dicroico pela adição de óxido de urânio. Em 1853, em jantar oferecido por Thénard, Peligot, assim como vários outros membros da Academia de Ciências, encoraja e parabeniza Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/12544505/eugene_peligot/ Mais informações: https://www.encyclopedia.com/science-and-technology/chemistry/compounds-and-elements/uranium Mais informações: https://pubs.acs.org/doi/pdf/10.1021/ja02125a012 Mais informações: http://www.revistas.unam.mx/index.php/req/article/view/64364 Louis Constant Prévost 1787-1856 Geólogo francês. Professor de Geologia da Faculdade de Ciências (Debré, 1995, p. 87). Depois de se decidir contra a carreira de advogado, a profissão de seu padrasto, Prévost estudou medicina, mas sob a influência de Cuvier e Brongniart se voltou para a geologia. Em 1830, Prévost foi um dos fundadores da Société Géologique de France (servindo como presidente em 1834, 1839 e 1851); e em 1831 foi nomeado, com o apoio de Cuvier, para uma nova cátedra de geologia na Sorbonne. No mesmo ano, ele acompanhou uma expedição oficial para estudar uma nova ilha vulcânica na Sicília. Retornando pela Itália, ele se convenceu, como Lyell, que os vulcões são formados apenas pelo acúmulo de material ejetado e não, como Leopold von Buch e seus seguidores sustentaram, pela elevação de baixo. Suas opiniões sobre sedimentação e vulcanismo o colocaram em uma posição pouco ortodoxa, especialmente dentro da geologia francesa. Em 1853, em jantar oferecido por Thénard, Prévost, assim como vários outros membros da Academia de Ciências, encoraja e parabeniza Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/10644776/louis_constant_prevost/ Mais informações: https://www.encyclopedia.com/science/dictionaries-thesauruses-pictures-and-press-releases/prevost-louis-constant Alexandre Antoine Brutus Bussy 1794-1882 Médico e farmacêutico francês. Membro da Academia de Medicina. Diretor da Escola de Farmácia (Debré, 1995, p. 87). Realizou seus estudos secundários no Lycée de Lyon aos 19 anos. Entrou na École Polytechnique. Junto com seus colegas de classe, participou da defesa de Paris contra os Aliados, após a queda de Napoleão. Ele lutou em Buttes-Chaumont e Vincennes, onde foi ligeiramente ferido pela lança de um cossaco. Desanimado com a mudança de regime político, abandonou a carreira que poderia ter seguido na École Polytechnique e aceitou um cargo em uma farmácia de Lyon, onde permaneceu por três anos. Em 1818 mudou-se para Paris para continuar os seus estudos e ocupou um cargo na farmácia de Félix Henri Boudet (1806-1878) e depois mudou-se para a de Pierre-Jean Robiquet (1780-1840), com quem colaborou em muitas das suas pesquisas, e tornou-se diretor do laboratório que Robiquet tinha em sua fábrica de produtos químicos e farmacêuticos. Em 1821, foi nomeado préparateur de chimie na École de Pharmacie de Paris; em 1823, após graduar-se como farmacêutico, foi nomeado professor adjunto e sete anos depois (1830) promovido a professor titular. Em 1844, assume a direção da escola (1844-1873), substituindo Edme Jean-Baptiste Bouillon-Lagrange (1764-1844). Ele permaneceu nesta posição até sua aposentadoria em 1873, quando foi nomeado directeur honorário da escola. Durante a sua administração foi responsável por uma reorganização fundamental do currículo. Ele adicionou cursos práticos aos teóricos no Departamento de Engenharia Química , uma novidade na França da época, contra muita oposição do meio acadêmico. Ele foi encarregado pela Assembleia da École de apresentar os resultados de uma escola prática. A prova original foi realizada em uma caverna, com turma de 20 alunos, divididos em dois anos, selecionados por concurso. Após sua aposentadoria, Bussy se ocupou dos planos de construção da nova École, sede da Enclos des Chartreux e também fundada no laboratório École para os jovens farmacêuticos que desejassem terminar seus estudos com uma tese, que seria publicada no Journal de Pharmacie. Infelizmente, ele não viveu o suficiente para ver os frutos de seus esforços: Bussy faleceu em Paris em 1º de fevereiro de 1882, com a idade de 88 anos. Sendo um homem muito simples, ele pediu que nenhum discurso fosse feito em seu funeral e nenhuma honra militar fosse paga. Bussy possuía uma capacidade incomum para o trabalho. Enquanto servia na École de Pharmacie, lecionou química no Athénée de Paris e na École de Commerce, e também começou os estudos na Faculté de Médicine de Paris, onde se formou em 1832. Em 1829 publicou um livro importante sobre a pureza das drogas, que foi o precursor das leis modernas de pureza de alimentos e drogas. Em 1853, em jantar oferecido por Thénard, Bussy, assim como vários outros membros da Academia de Ciências, encoraja e parabeniza Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/10673696/alexandre_antoine_brutus_bussy/ Mais informações: https://revista.cnic.cu/index.php/RevQuim/article/view/473/395 Henri-Marie Bouley 1814-1885 Veterinário francês. Professor de patologia cirúrgica, inspetor de escolas veterinárias. Foi um dos principais autores da legislação sobre saúde animal. Membro da Academia de Medicina (em 1855) e da Academia de Ciências (em 1868). Nasceu em Paris em 17 de maio de 1814. Eleito correspondente estrangeiro em 8 de maio de 1852 (seção sexta). Sócio honorário estrangeiro em 26 de outubro de 1867 (seção sexta). Professor da Escola de Veterinária de Alfort, Inspetor Geral das Escolas de Veterinária. Especialidades: patologia cirúrgica e medicina operatória. Henri Bouley foi laureado da École d'Alfort em 1836, chefe do serviço hospitalar em 1837, professor assistente em 1839, professor catedrático em 1845 e nomeado inspetor geral das escolas veterinárias imperiais em 1866. Foi professor de teoria da cirurgia de patologia, manual de operação, acessórios e terapia. Ele também ensinou clínica médica e cirúrgica. É membro titular da Academia Imperial de Medicina, honorário da Sociedade de Biologia, honorário da Sociedade Imperial de Cirurgia, titular da Sociedade Antropológica, da Comissão de Higiene Equestre estabelecida no Ministério da Guerra, comitê de higiene e saneamento no Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. Ele estava encarregado de várias missões científicas e foi o autor de inúmeras publicações. Cirurgião veterinário, inicialmente muito crítico da tese da origem microbiana das doenças contagiosas, ele rapidamente se tornou um defensor vigoroso de Pasteur antes mesmo da experiência de Pouilly-le-Fort. As medidas sanitárias prescritas por sua iniciativa permitem, ao travar o avanço das mais terríveis epizootias, proteger os agricultores franceses das calamidades que afligem ao mesmo tempo a maior parte das outras nações da Europa. Foi um dos mais fiéis apoios de Pasteur na Academia de Ciências. Bouley falece no mesmo dia que Louise Pelletier, terceira paciente tratada por Pasteur devido à hidrofobia (Debré, 1995, p. 495). Ref. https://data.bnf.fr/en/12159571/henri_bouley/ Ref. http://www.armb.be/index.php?id=1813 Mais informações: http://cths.fr/an/savant.php?id=651# Mais informações: http://www.armb.be/index.php?id=1813 Henri Hureau de Sénarmont 1808-1862 Mineralogista e físico francês. Professor de mineralogia na École des mines e de física na École polytechnique. Membro da Academia de Ciências (eleito em 1852). Sénarmont foi um renomado mineralogista francês do século XIX que se tornou o engenheiro-chefe das minas. Foi professor de mineralogia e diretor de estudos na École des Mines de Paris, destacando-se especialmente por suas pesquisas sobre polarização e estudos sobre a formação artificial de minerais. Ele também contribuiu para o Geological Survey of France, preparando mapas e ensaios geológicos. Talvez a contribuição mais significativa feita por de Sénarmont para a óptica foi o compensador de retardamento de luz polarizada que leva seu nome. A pedido de Sénarmont, nenhum obituário apareceu após sua morte; portanto, pouco se sabe de sua vida privada. Ele era filho de Amèdeè Hureau Sènarmont, um proprietário de terras em Badonville, na comuna de Brouè, e de Amèlie Rey. Depois de frequentar o Collège Rollin e o Collège Charlemangne em Paris, ele ingressou na École Polytechnique em 1826. Três anos depois, ingressou na administração estatal de mineração como eleve-ingenieur. Nesta posição, ele visitou (1831) o arsenal em Toulouse e foi designado para as siderúrgicas em Rive-de-Gier e LeCreusot. Em 1833 trabalhou temporariamente com o engenheiro Conte, que desempenhava funções especiais na bacia de Autun. Em 1835 tornou-se engenheiro de minas. O trabalho de Sénarmont o trouxe para Nantes e Angers em 1835-1836. No verão do último ano, ele foi designado para preparar mapas geológicos de Aube e Seine-et-Oise. (Seine-et-Marne foi adicionado em 1837, e o mapa de Aube foi cancelado em 1839.) Em 1843 ele publicou Sur la geologie des departements de Seine-et-Oise et Seine-et-Marne , que apareceu em duas seções do ano seguinte. De 1840 a 1847, Sénarmont se dedicou à inspeção de motores a vapor no departamento de Sena. Foi promovido a engenheiro de minas de primeira classe em 1841 e depois, em 1848, a engenheiro-chefe adjunto. Em 1847 foi nomeado examinador na École Polytechnique; mas no mesmo ano ele foi transferido para a École des Mines, onde recebeu a cadeira de mineralogia. Em 1849, Sénarmont juntou-se à redação dos Annales des mines. Mais tarde, ele foi nomeado reitor de estudantes, bibliotecário e secretário do conselho na École des Mines. Em 1852, após a morte de Beudant, Sénarmont tornou-se membro da seção de mineralogia como vice-presidente em 1858 e como presidente em 1859. Em 1854 ele se tornou editor dos Annales de chimie et de Physiquee manteve este cargo até sua morte. Ele também recebeu a cadeira de física na École Polytechnique (1856-1862). Ref. https://data.bnf.fr/en/12109887/henri_de_senarmont/ Mais informações: https://www.encyclopedia.com/science/dictionaries-thesauruses-pictures-and-press-releases/senarmont-henri-hureau-de Mais informações: https://www.cambridge.org/core/journals/microscopy-today/article/pioneers-in-optics-henri-hureau-de-senarmont/3A15C8B879A1F0E542CA5A957F2855FF Próximo Grupo


