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  • Doenças Infectocontagiosas | Pasteur Brasil

    Voltar para os Grupos Doenças Infectocontagiosas Escola Médica de Salerno Auge entre os séculos XI e XIII "A Escola Médica de Salerno (EMS) representa marco indelével na história da medicina, na concepção de saúde e no ensino médico. Sua contribuição se sobressai para o desenvolvimento das pesquisas e a escrita de trabalhos científicos, de caráter eminentemente prático, para o tratamento das doenças". "A materialização da EMS foi processo gradativo iniciado nos primórdios da Idade Média. O mosteiro beneditino de Montecassino, fundado em 529, dá origem ao hospital em 820, embrião da Escola. Universidade. Em Salerno, a partir da fundação da Escola, se cria o primeiro estabelecimento medieval de ensino sistemático de medicina, vindo a ser a mais importante fonte de conhecimento médico e principal universidade da cristandade na Europa, em decorrência de haver, além do ensino médico, cursos de filosofia, teologia e direito". "A EMS estabeleceu currículo regular para o curso médico e passou a receber auxílio financeiro dos governantes. Com estes aportes, alcançou fama mundial, propiciando que para ela acorressem estudantes de todas as nações. O ensino era essencialmente prático e laico. Após a criação da EMS, graças a chegada à cidade, em 1065, de Constantino, o Africano, tradutor de textos árabes e medicina, fator impulsionador e empreendedor, tem início o período clássico da Escola, que alcança seu maior esplendor durante os séculos XI a XIII". "A Escola manteve a tradição cultural greco-romana, combinando-a harmoniosamente com as culturas árabe e judaica, e acolhia estudantes de todos os credos. Este encontro de diferentes culturas levou ao surgimento do conhecimento médico a partir da síntese e da comparação de diferentes experiências. A influência da igreja católica, e dos preceitos da doença entendida ao modo de punição por atos contrários às determinações divinas, declinou progressivamente na Escola de Salerno até desaparecer por completo". "Pessoas de diversas partes do mundo frequentaram a Schola Medica Salerni, tanto os doentes, na esperança de se recuperarem, quanto estudantes, para aprender as artes da medicina. Sua fama cruzou fronteiras, de acordo com os manuscritos salernitanos existentes em diversas bibliotecas europeias e os testemunhos históricos. Esta Escola contribuiu principalmente para o desenvolvimento da medicina como profissão. O curso médico exigia exames preparatórios e mais cinco anos de estudo, o último dos quais equivalente ao atual internato. Para os alunos aprovados ao final do curso, fornecia-se licença para exercer a medicina". Ref. https://homoprojector.iipc.org/index.php/homoprojector/article/view/116 Michel de Nostredame (Nostradamus) 1503-1563 Médico e astrólogo francês. Nostradamus nasceu na Provença, uma região do sul da França, em 1503. Nostradamus é a versão latinizada de seu nome de nascimento, Michel de Nostredame. Sua família era de herança judaica, mas eles se converteram ao catolicismo durante um período de intolerância religiosa. Os judeus sempre foram forasteiros na Europa Ocidental e, ao longo dos séculos, foram forçados a se converter à religião cristã. Ambos os avôs de Nostradamus foram estimados estudiosos. Um era médico e Nostradamus estudou grego e latim com o outro. Aos quatorze anos, Nostradamus saiu de casa para estudar em Avignon, o centro religioso e acadêmico da Provença. Na aula, ele às vezes expressava oposição aos ensinamentos dos padres católicos, que rejeitavam o estudo da astrologia - o estudo de como os eventos na Terra são influenciados pelas posições e movimentos do Sol, da Lua. Nicolaus Copernicus (1473–1543; Copérnico) recentemente havia ganhado fama com sua teoria de que a Terra e outros planetas giravam em torno do Sol - ao contrário da crença cristã de que a Terra era o centro do universo. A família de Nostradamus o avisou para segurar a língua, já que ele poderia ser facilmente apontado para a perseguição por causa de sua origem judaica na sociedade antijudaica da França. Anteriormente, ele havia aprendido secretamente com seus avós algumas áreas místicas (percepção espiritual da realidade que não depende dos sentidos) da sabedoria judaica, incluindo a cabala e a alquimia. Em 1525, Nostradamus graduou-se na Universidade de Montpellier, onde estudou medicina e astrologia. Durante os primeiros anos de sua carreira como médico, ele viajou para cidades e vilarejos onde pessoas morriam de peste bubônica, uma epidemia ou doença generalizada que varreu a Europa nos séculos XV e XVI. Chamada de "Peste Negra" por causa das feridas negras inflamadas que deixava nos corpos das vítimas, a epidemia mortal não tinha cura. Os médicos geralmente" sangravam" ou extraíam grandes quantidades de sangue doente" de seus pacientes e não sabiam nada sobre como prevenir novas infecções. Eles não percebiam que as condições nada higiênicas contribuíam para a propagação da doença. Nostradamus prescrevia ar fresco e água, uma dieta com baixo teor de gordura e uma nova cama para os aflitos. Ele costumava administrar um remédio feito de roseira brava (fruto das rosas), Posteriormente, descobriu-se que era rico em vitamina C. Cidades inteiras se recuperaram com esses remédios de ervas, comuns na época, mas as crenças de Nostradamus sobre o controle de infecções podem ter resultado em acusações de heresia (violação das leis da igreja) e em uma sentença de morte. Nostradamus recebeu seu doutorado em Montpellier em 1529. Ele ensinou na universidade por três anos, mas saiu quando suas ideias radicais sobre a doença foram censuradas ou oficialmente repreendidas. Ele escolheu uma esposa entre as muitas oferecidas a ele por famílias ricas e conectadas, e se estabeleceu na cidade de Agen. Então a praga matou sua esposa e dois filhos pequenos. Como o famoso médico não pôde salvar sua própria família, os cidadãos de repente o olharam com desprezo. Seus sogros pediram a devolução do dote (dinheiro ou bens fornecidos pela família da noiva) que lhe foi dado. A astrologia era popular na Europa durante a Idade Média, embora tenha sido condenado pelos líderes da igreja desde os primeiros dias do cristianismo. Como a alquimia, a astrologia acabou caindo em desuso quando os cientistas descobriram novos fatos sobre a Terra e o universo. No entanto, a astrologia gozou de considerável popularidade durante o Renascimento. Monarcas e nobres fizeram astrólogos como Nostradamus criarem mapas chamados horóscopos, que mapeiam a posição de corpos astronômicos em determinados momentos e eram usados para prever eventos futuros. Devido a acusações de heresia, ele fugiu da área quando lhe disseram para comparecer perante a temida Inquisição, um tribunal da igreja criado para procurar e punir os hereges. Nos anos seguintes, Nostradamus viajou pelo sul da Europa. Estudiosos modernos sugerem que esse período difícil provavelmente despertou seus poderes de clarividência, ou habilidade de prever o futuro. Em 1544, chuvas torrenciais estavam trazendo mais desastres para o sul da França, que já havia sido devastada pela peste (uma série de epidemias de doenças). Nostradamus apareceu em Marselha e depois em Aix, onde conseguiu conter a propagação da doença e foi novamente celebrado por suas habilidades. Mudando-se para a cidade de Salon, ele estabeleceu um consultório médico, casou-se novamente e começou uma nova família. Embora fosse aparentemente um católico praticante, ele passava secretamente as horas noturnas em seu escritório meditando sobre sua tigela de latão. A meditação o colocaria em transe. Nostradamus escreveu suas visões e, em 1550, começou a publicá-las em Centúrias (também chamadas de Almanaques e profecias ), que apareceram anualmente durante os quinze anos seguintes. Nos Almanaques, Nostradamus descreveu as fases astrológicas para o ano seguinte e ofereceu dicas de eventos futuros em versos rimados de quatro linhas chamados quadras. Os Almanaques tornaram-se imensamente populares e logo Nostradamus ficou ainda mais famoso na França. A essa altura, suas visões eram uma parte tão integrante de sua bolsa de estudos que ele decidiu canalizá-las em um grande trabalho para as gerações futuras. Ele chamaria este livro de Séculos. Cada um dos dez volumes planejados conteria cem previsões na forma de quadra (quatro versos), e os próximos dois mil anos da humanidade seriam previstos. Dentre as várias previsões de Nostradamus, destaca-se a centúria 25, em que Pasteur é citado nominalmente: "A coisa perdida recuperada, escondida por muitos séculos. Pasteur será celebrado como se fora um semideus. É aí que a lua completa seu grande círculo, mas por outros ventos será desonrado" (Cheetam, 1977, p. 30). Autora da obra As Profecias de Nostradamus, Erika Cheetham (1977, p. 30) analisa: "Outra quadrinha fascinante que, não bastasse citar o nome de Pasteur, também especifica a data, embora isso não seja logo evidente. A descoberta de Pasteur, de que germes poluem a atmosfera, foi das mais importantes da história da medicina e levou à teoria da esterilização de Lister. A Enciclopédia Britânica diz que Pasteur, o "semideus", "era agora reconhecido como o iniciador do maior movimento da química da época". Ele fundou o Instituto Pasteur em 14 de novembro de 1888; o ciclo da Lua teve lugar de 1535 a 1889. Os ventos (rumores) que o teriam desonrado podem significar a violenta oposição aos seus métodos, entre os poderosos membros da Academia, contra as novas práticas do Instituto, tais como vacinas contra a hidrofobia etc.". Mais informações: https://www.encyclopedia.com/people/philosophy-and-religion/other-religious-beliefs-biographies/nostradamus Ignaz Philipp Semmelweis 1818-1865 Médico húngaro. Semmelweis foi uma das figuras médicas mais proeminentes de seu tempo. Sua descoberta a respeito da etiologia e prevenção da febre puerperal foi um exemplo brilhante de apuração de fatos, análise estatística significativa e raciocínio indutivo agudo. A lavagem profilática das mãos, de grande sucesso, tornou-o um pioneiro na antissepsia durante a era pré-bacteriológica, apesar da oposição deliberada e da resistência desinformada. Em julho de 1846, Semmelweis tornou-se o oficial titular da Primeira Clínica, que estava então sob a direção de Johann Klein. Entre suas inúmeras funções estavam a instrução de estudantes de medicina, assistência em procedimentos cirúrgicos e a realização regular de todos os exames clínicos. Um dos problemas mais prementes que enfrentava era a alta mortalidade materna e neonatal devido à febre puerperal. Curiosamente, no entanto, a Segunda Clínica Obstétrica do mesmo hospital exibiu uma taxa de mortalidade muito mais baixa. A única diferença entre eles estava em sua função. O primeiro era o serviço docente para estudantes de medicina, enquanto o segundo fora selecionado em 1839 para a formação de parteiras. Embora todos estivessem perplexos com os números contrastantes de mortalidade, nenhuma explicação clara para as diferenças estava disponível. A doença era considerada um aspecto inevitável da obstetrícia hospitalar contemporânea, um produto de agentes desconhecidos operando em conjunto com condições atmosféricas evasivas. Após um rebaixamento temporário para permitir a reintegração de seu antecessor, que logo deixou Viena para se tornar professor em Tübingen, Semmelweis retomou seu cargo em março de 1847. Durante suas curtas férias em Veneza, a trágica morte de seu amigo Jakob Kolletschka, professor de medicina legal, ocorreu depois que seu dedo foi acidentalmente perfurado com uma faca durante um exame post-mortem. Curiosamente, a autópsia de Kolletschka revelou uma situação patológica semelhante à das mulheres que estavam morrendo de febre puerperal. Preparado por meio de seu treinamento patológico intensivo com Rokitansky, que colocara todos os cadáveres da enfermaria de ginecologia à sua disposição para dissecção, Semmelweis fez uma associação crucial. Ele prontamente ligou a ideia de contaminação cadavérica à febre puerperal e fez um estudo detalhado das estatísticas de mortalidade de ambas as clínicas obstétricas. Ele concluiu que ele e os alunos carregaram nas mãos as partículas infectantes da sala de autópsia para as pacientes que examinaram durante o trabalho de parto. Esta hipótese surpreendente levou Semmelweis a conceber um novo sistema de profilaxia em maio de 1847. Percebendo que o cheiro cadavérico que emanava das mãos dos dissecadores refletia a presença da matéria venenosa incriminada, ele instituiu o uso de uma solução de cal clorada para lavar as mãos entre o trabalho de autópsia e o exame dos pacientes. Apesar dos protestos iniciais, especialmente dos estudantes de medicina e funcionários do hospital, Semmelweis foi capaz de aplicar o novo procedimento vigorosamente; e em apenas um mês a mortalidade por febre puerperal diminuiu em sua clínica de 12,24 por cento para 2,38 por cento. Em 1861, Semmelweis publicou sua importante descoberta em forma de livro. A obra foi escrita em alemão e discutia longamente as circunstâncias históricas que cercaram sua descoberta da causa e prevenção da febre puerperal. Uma série de críticas estrangeiras desfavoráveis ao livro levaram Semmelweis a atacar seus críticos em uma série de cartas abertas escritas em 1861-1862, o que fez pouco para promover suas idéias. Depois de 1863, a crescente amargura e frustração de Semmelweis com a falta de aceitação de seu método finalmente quebrou seu espírito até então indomável. Ele tornou-se alternadamente apático e patologicamente enfurecido com sua missão de salvador de mães. Em julho de 1865, Semmelweis sofreu o que parecia ser uma forma de doença mental; e após uma viagem a Viena imposta por amigos e parentes, ele foi internado em um asilo, o Niederösterreichische Heil- und pflegeanstalt. Ele morreu lá apenas duas semanas depois, vítima de uma sepse generalizada ironicamente semelhante à da febre puerperal, que se originou de um dedo infectado cirurgicamente. A subsequente falta de reconhecimento da profilaxia de Semmelweis pode ser atribuída a vários fatores. Uma falta inicial de publicidade adequada entre os médicos visitantes vienenses e estrangeiros levou a mal-entendidos e a uma avaliação incompleta do procedimento pretendido. Além disso, rixas políticas levaram a uma identificação de Semmelweis com a facção liberal e orientada para a reforma da faculdade de medicina vienense, um grupo temporariamente frustrado em seus objetivos pela derrota esmagadora de 1848. Finalmente, a saída abrupta de Semmelweis da arena roubou-lhe a possibilidade de finalmente persuadir seus colegas vienenses da integridade das lavagens de cloro. Operando a partir de um país politicamente reprimido e cientificamente atrasado com uma universidade de segunda categoria, Semmelweis foi efetivamente prejudicado na promulgação de suas ideias. Depois dele, polêmicas um tanto violentas e apaixonadas acrescentaram pouco crédito a um método um tanto complicado que era difícil de implementar entre os funcionários do hospital satisfeitos com o status quo. O mais importante, entretanto, foi a falta de uma boa explicação para o procedimento empiricamente derivado de Semmelweis, um desenvolvimento que só foi possível por meio do trabalho de Pasteur. "Pasteur nunca fez nenhuma alusão a Semmelweis. Parece até ignorar sua existência. Mas isso não tem nada de surpreendente: o destino kafkaniano desse pioneiro da assepsia oscila, sem parar, entre a tragédia e o teatro de horrores, e seus trabalhos não foram difundidos. Na França, foi preciso esperar até 1924 para que um jovem médico, apaixonado por casos radicais e literatura, se interessasse por Semmelweis e lhe dedicasse uma tese; esse jovem praticante da medicina que se diz médico dos pobres chama-se Louis Ferdinand Destouches, mais conhecido por Céline. Semmelweis foi o primeiro a entender o mecanismo da infecção das lesões e, antes de Pasteur provar que as bactérias são a causa da putrefação, demonstrou que é possível prevenir a supuração dos pacientes operados com a lavagem das mãos dos cirurgiões. Porém, talvez porque 'sua descoberta fosse além das forças da sua grande inteligência', como escreveu Céline e, certamente porque sua natureza juntasse a falta de jeito com a obstinação, Semmelweis não foi capaz de convencer ninguém." (Debré, 1995, p. 312). Mais informações: https://www.encyclopedia.com/people/medicine/medicine-biographies/ignaz-philipp-semmelweis Rudolf Virchow 1821-1902 Médico, antropólogo e político, liberal progressista. Fundador com Reinhardt da revista "Archiv für pathologische Anatomie und Physiologie". Foi o fundador da escola de "patologia celular", que constitui a base da patologia moderna. Virchow nasceu em Schivelbein, filho único de um fazendeiro e tesoureiro da cidade. Em 1839, Virchow ingressou no Instituto Friedrich Wilhelms em Berlim para fazer estudos médicos em preparação para uma carreira como médico do exército. Ele ficou sob a forte influência de Johannes Müller, que encorajou muitos médicos alemães a usar métodos experimentais de laboratório em seus estudos médicos. Virchow se formou em medicina em 1843, já tendo demonstrado grande interesse pela patologia. Em 1845, ainda trabalhando como estagiário, Virchow publicou seu primeiro artigo científico. Nesse ano, ele havia se comprometido com uma metodologia de pesquisa baseada em uma compreensão mecanicista dos fenômenos vitais. A pesquisa médica, de acordo com Virchow, precisava usar observação clínica, experimentos em animais e exame microscópico de tecidos humanos para entender como as leis químicas e físicas comuns poderiam explicar os fenômenos normais e anormais associados à vida. Ele aceitou a teoria das células como um elemento básico nessa compreensão mecanicista da vida. Ao se comprometer com essa visão, ele se juntou a um grupo de jovens cientistas médicos radicais que estavam desafiando o vitalismo dominante de uma geração mais velha. Em 1846, Virchow começou a ministrar cursos de anatomia patológica. Em 1847 ele foi nomeado para sua primeira posição acadêmica com o posto de privatdozent. No mesmo ano, ele e um colega, Benno Reinhardt, publicaram o primeiro volume de uma revista médica, os Arquivos de Anatomia Patológica e Fisiologia e Medicina Clínica. Virchow continuou a editar este jornal até sua morte em 1902. As visões políticas radicais de Virchow foram claramente mostradas em 1848, o ano da revolução na Alemanha. No início do ano, Virchow apresentou um relatório sobre uma epidemia de tifo na Alta Silésia, no qual recomendava que a melhor maneira de evitar a repetição da epidemia seria introduzir formas democráticas de governo. Quando a revolução estourou em Berlim, Virchow juntou-se aos revolucionários que lutavam nas barricadas. Ele se jogou de todo o coração na revolução, para desgosto de seu pai. Ele participou de vários clubes democráticos e ajudou a editar um jornal semanal, Die medizinische Reform, que promoveu ideias revolucionárias em relação à profissão médica. As opiniões políticas de Virchow levaram à sua suspensão pelo restabelecido governo conservador em 1849. A suspensão foi rapidamente revogada devido à reação hostil da fraternidade médica. Mais tarde, no mesmo ano, Virchow foi nomeado professor da Universidade de Würzburg. Pouco depois, ele se casou com Rose Mayer, filha de um importante ginecologista alemão. A cadeira em Würzburg foi a primeira na Alemanha a ser dedicada à anatomia patológica. Durante os 7 anos de Virchow lá, a faculdade de medicina foi reconhecida como uma das melhores da Europa, em grande parte devido ao seu ensino. Ele desenvolveu seu conceito de "patologia celular", baseando sua interpretação dos processos patológicos na teoria celular recentemente formulada de Matthias Schleiden e Theodor Schwann. No mesmo período, ele se tornou editor adjunto de uma publicação anual que analisa o progresso do ano na ciência médica. Esta publicação mais tarde ficou conhecida como Jahresbericht de Virchow , e ele continuou a editá-la até sua morte. Ele também começou a trabalhar em 1854 em seu Handbook of Special Pathology and Therapeutics,que se tornou o modelo para "manuais" alemães posteriores em várias ciências. Embora o principal interesse de Virchow em Würzburg fosse a patologia, ele também continuou a trabalhar no campo da saúde pública e iniciou pesquisas em antropologia física. Em 1856, Virchow aceitou uma cadeira na Universidade de Berlim com a condição de que um novo prédio fosse construído para um instituto de patologia. Ele permaneceu nesta posição pelo resto de sua vida. A partir de 1859, Virchow renovou suas atividades na política. Naquele ano foi eleito membro do conselho da cidade, onde serviu até sua morte. No conselho ele se interessou principalmente por questões de saúde pública. Em 1861, Virchow foi um dos membros fundadores do Deutsche Fortschrittpartei e foi eleito no mesmo ano para a Dieta Prussiana. Ele se opôs vigorosamente aos preparativos de Bismarck para a guerra e sua política de "sangue e ferro" de unificação da Alemanha. No final dos anos 1860 e 1870, Virchow concentrou sua atenção na antropologia e nas relações médicas internacionais. Ele participou de vários congressos médicos internacionais durante este período e manteve um interesse contínuo no controle e prevenção de epidemias. Em 1873, Virchow foi eleito para a Academia Prussiana de Ciências. Todas as suas contribuições para este corpo foram no campo da antropologia, principalmente no que diz respeito à antropologia física e à arqueologia. Em seu novo campo, como em outros, ele assumiu a tarefa de editar um importante jornal, o Zeitschrift fuer Ethnologie. Os últimos anos de Virchow continuaram ativos, especialmente em relação às suas funções editoriais. Ele morreu em 5 de setembro de 1902. Virchow rejeita a teoria microbiana, dizendo que “a doença não é uma aberração enxertada num organismo sadio. Ela é uma simples desordem da saúde”. Pasteur combaterá as ideias de Virchow na patologia do mesmo modo que recusou as ideias de Liebig sobre fermentação (Debré, 1995, p. 345). Ref. https://data.bnf.fr/en/12206686/rudolf_virchow/ Ref. https://www.encyclopedia.com/people/social-sciences-and-law/crime-and-law-enforcement-biographies/rudolf-ludwig-carl-virchow Joseph Lister 1827-1912 Cirurgião inglês. Criador de antissépticos em cirurgia operatória. Lister é reconhecido como o pai da cirurgia antisséptica. Sua insistência em que o cirurgião deve proteger a ferida contra organismos externos é um dos princípios orientadores fundamentais da cirurgia moderna. Lister nasceu em 5 de abril de 1827, em Upton, Essex, Inglaterra. Seus pais, Joseph Jackson e Isabella Harris Lister, demonstraram grande interesse pela educação do filho. Eles o instruíram e o enviaram para escolas quacres que enfatizavam a história natural e a ciência. Aos 16 anos, ele decidiu que a medicina seria sua carreira. Lister se formou no King's College, em Londres, e tornou-se cirurgião doméstico no University Hospital em 1852. Edimburgo, na Escócia, foi reconhecido como um antigo centro médico, e Lister foi nomeado assistente de James Symes, o melhor cirurgião da época. Mais tarde, ele se casou com a filha de Symes. Lister recebeu uma indicação para a Enfermaria de Edimburgo em 1856 e, mais tarde, para a nova Enfermaria Real de Glasgow em 1861. Como cirurgião, Lister estava preocupado porque mais da metade dos pacientes amputados morreram. Ele notou que as fraturas ósseas simples, que apresentavam pele intacta, quase sempre cicatrizavam sem problemas; entretanto, as fraturas expostas, nas quais o osso quebrado perfurava a pele e ficava exposto, geralmente resultavam em gangrena hospitalar ou outras infecções que causavam a morte do paciente. Na década de 1860, pouco se sabia sobre os micróbios e as causas da infecção. As explicações variaram de miasma, ou ar ruim, à explosão de tecido quando exposto ao ar. Lister leu os estudos de Pasteur sobre micróbios aerotransportados e estava convencido de que não era o ar em si, mas organismos do ar. Louis Pasteur (1822-1895) usava calor para matar micróbios, mas como isso não seria prático em uma sala de cirurgia, ele começou a procurar um produto químico para usar. Ele leu sobre como o ácido carbólico (fenol) foi usado para purificar o esgoto em Carlisle, Inglaterra, e teve a ideia de usar esse composto na sala de cirurgia. Em 12 de agosto de 1865, Lister realizou uma operação histórica que inaugurou uma nova era de cirurgia. Um menino de onze anos chamado James Greenlees foi atropelado pela roda de uma carroça e teve uma fratura exposta. Lister aplicou ácido carbólico na ferida, fez um curativo e aplicou uma tala com cuidado. Seis semanas após a cirurgia, James saiu para o mundo e para a história da cirurgia. Lister não só colocou a solução de fenol nas feridas, mas também encharcou os instrumentos e tudo o que entrou em contato com a ferida. Ele até desenvolveu um atomizador de ácido carbólico para pulverizar a sala, uma ideia que mais tarde descartou. Outra contribuição para a cirurgia foi o uso de ligaduras de categute fortes e antissépticas armazenadas em ácido carbólico. Em 1867, Lister publicou uma série de casos mostrando como a mortalidade cirúrgica caiu drasticamente em sua enfermaria de acidentes masculinos. Em 1869, Lister tornou-se chefe da clínica cirúrgica em Edimburgo e os anos mais felizes de sua vida se seguiram. Os alemães haviam feito experiências com a antissepsia durante a Guerra Franco-Prussiana e suas clínicas estavam lotadas de visitantes e estudantes. Ele foi convidado a dar palestras em centros importantes da Alemanha. O trabalho de Lister não foi apreciado nos Estados Unidos e na Inglaterra, onde a oposição à teoria dos germes permaneceu inabalável. No entanto, em 1877, Lister recebeu uma oferta de um cargo no King's College, em Londres, e novamente a oportunidade de fazer história na cirurgia. Naquela época, o procedimento padrão para tratar uma patela fraturada envolvia forçar a fratura simples em uma fratura exposta, frequentemente resultando em morte por infecção. Lister realizou um procedimento espetacularmente bem-sucedido e amplamente divulgado, por meio do qual conectou a patela com antissepsia. Essa operação marcou uma virada na aceitação da teoria dos germes e na antissepsia entre os médicos. Lister desfrutou de um privilégio negado a muitos inovadores científicos; ele viu seus princípios serem aceitos durante sua vida e foi homenageado com o título de baronete em 1883. Ele também foi nomeado como um dos doze membros originais da Ordem do Mérito em 1902. O Instituto Lister de Medicina Preventiva foi fundado em 1891. Lister era um homem humilde, religioso e despretensioso, desinteressado em ganhos financeiros ou fama. Após a morte de sua esposa em 1893, ele se aposentou da cirurgia e, com sua morte em 1912, estava quase completamente cego e surdo. De acordo com Debré (1995, p. 317-318), Lister tem acesso aos relatórios de Pasteur para a Academia de Ciências de Paris por meio de Thomas Anderson e se interessa pelos problemas de putrefação. Ele compreende a ligação que pode existir entre a decomposição da matéria orgânica e a infecção pós-operatória. Ajudado pela esposa, Lister reproduz no laboratório doméstico as experiências de Pasteur e confirma a que a putrefação e a fermentação só aparecem se são introduzidos germes externos. Entende, assim como Pasteur, que o ar ambiente é uma das principais causas da propagação dos micróbios. Também inventa um modo de destruir as bactérias no tecido lesado, descobrindo então a antissepsia. Lister se corresponde com Pasteur agradecendo pelas suas pesquisas, e refere-se ao amor comum dos dois à ciência. Pasteur se surpreende com o reconhecimento de um cirurgião estrangeiro e retorna a carta de Lister dizendo-se admirado com a precisão de suas manipulações e a compreensão do método experimental, e também toma a liberdade de apresentar algumas observações críticas ao novo amigo para aumentar o rigor do método de cultura utilizado (Debré, 1995, p. 322). Em 1867, Lister anuncia no The Lancet a invenção da antissepsia e suas indicações para o tratamento. Nesta e em outras apresentações, Lister expõe primeiro as teorias de Pasteur e depois descreve seus próprios resultados (Debré, 1995, p. 319). Ref. https://data.bnf.fr/en/12006748/joseph_lister/ Mais informações: https://www.encyclopedia.com/science/encyclopedias-almanacs-transcripts-and-maps/sir-joseph-lister Armand Després 1834-1896 Médico cirurgião francês. Doutor em medicina (Paris, 1861). Associado de medicina (1866). Cirurgião hospitalar (1864). Cirurgião no hospital Cochin, depois em La Charité. Vereador, então deputado do 6º arrondissement de Paris, opositor dos radicais. Bibliófilo informado. Cirurgião do Hôpital de la Charité de Paris, falecido aos 62 anos, foi um excelente operador, que morreu, como ele havia vivido, um incrédulo penitente no evangelho da antissepsia. Nascido em 1834, estudou medicina na Faculdade de Paris, onde se formou em 1863. Tornou-se agrégé em cirurgia em 1866 e foi sucessivamente vinculado aos hospitais Lourcine e Cochin antes de se tornar membro da equipe da Charité. Ele foi por algum tempo editor do France Médicale, e sua caneta fácil e um tanto truculenta trouxe a ele uma reputação considerável como jornalista. Ele se opôs veementemente à transferência da enfermagem dos hospitais de Paris das Irmãs da Caridade para a imposição de mãos. Foi membro do Conselho Municipal de Paris e da Câmara dos Deputados, e em cada uma dessas assembleias foi figura proeminente, embora qualquer influência que pudesse ter adquirido por sua habilidade e coragem foi neutralizada por sua inviabilidade e excentricidade. Ele foi o autor de tratados sobre erisipelas (1862); sobre o diagnóstico de doenças cirúrgicas (1868); sobre a sífilis (1873) e outras contribuições para a literatura profissional. O cirurgião Armand Després nega a assepsia e antissepsia, defendendo os curativos contaminados. Demonstra franca antipatia pelos métodos de Lister e pelos princípios de Pasteur (Debré, 1995, p. 331-332). Ref. https://data.bnf.fr/en/11899889/armand_despres/ Ref. https://www2.assemblee-nationale.fr/sycomore/fiche/(num_dept)/2451 Ref. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2510318/?page=1 Jean-Baptiste-André Dumas 1800-1884 *Ver a microbiografia de Jean-Baptiste-André Dumas no grupo Primeiras Influências Científicas. Em 1877, os trabalhos de Pasteur sobre a origem das doenças infecciosas são direcionados para a medicina veterinária. Ele se dedica ao carbúnculo, a pedido do Ministro da Agricultura (Jean-Baptiste Dumas). Pasteur havia vencido o flagelo do bicho-da-seda e é indicado a encontrar o remédio desta afecção que assola os rebanhos (Debré, 1995, p. 347). Casimir Joseph Davaine 1818-1882 Médico francês. Identificou o antraz. Davaine era o sexto filho de Benjamin-Joseph Davaine, destilador, e de Catherine Vanautrève. Ele começou seus estudos no colégio paroquial de St. Amand-les Eaus, ingressou no colégio de Tournai (agora na Bélgica) em 1828 e terminou seus estudos em Lille. No final de 1830, Davaine iniciou seus cursos de medicina em Paris e, em 1834, concorreu a um estágio externo em um hospital. Em 1 de janeiro de 1835, tornou-se externo sob a direção de Pierre Rayer em La Charité. Em dezembro de 1837, ele apresentou sua tese de doutorado, sobre a hematocele da túnica vaginal, a uma comissão com Alfred Velpeau como presidente. A partir de 1838, Davaine praticou medicina em Paris, enquanto conduzia importantes pesquisas microbiológicas, parasitológicas, patológicas e biológicas gerais com Rayer. Em 23 de janeiro de 1869 ele se casou com uma inglesa, Maria Georgina Forbes, com quem teve um filho, Jules. A contribuição mais importante de Davaine para a ciência foi na microbiologia médica. Já em 1850, ele e Rayer observaram pequenos bastões, que ele mais tarde chamou de bactéridies , no sangue de uma ovelha com antraz. Ele não entendeu imediatamente o significado desta observação; mas a partir de 1863, sob a influência do trabalho de Pasteur sobre a fermentação butírica, ele demonstrou em uma série de publicações notáveis por sua lógica e método que a bactéridie ( Bacillus anthracis ) é a única causa do antraz. Entre suas descobertas estão as seguintes: (1) Coelhos e porquinhos-da-índia inoculados com sangue colhido de animal infectado com antraz apresentam sempre um grande número de bacilos no sangue, que podem ser usados para inocular e, assim, infectar outros animais. (2) O sangue contendo bacilos do antraz, quando putrefato ou aquecido, não transmite mais a doença porque os bacilos foram mortos; o mesmo sangue, quando simplesmente seco, permanece infeccioso. (3) Quando o sangue seco é misturado com água, os bacilos caem para o fundo do recipiente. Uma gota retirada da superfície do líquido não transmitirá a doença, mas uma gota retirada do fundo do recipiente infectará o sujeito experimental. (4) O sangue de um feto de uma cobaia com antraz não é infeccioso, porque a placenta atua como um filtro. (5) O poder infeccioso do sangue contendo bacilos do antraz é muito grande: um milionésimo de uma gota ainda pode matar uma cobaia. (6) O período de incubação da doença corresponde ao tempo necessário para a multiplicação da bactéria. (7) Os pássaros são resistentes ao antraz. (8) Certos tipos de insetos picadores (Diptera) contribuem para a propagação da doença. (9) A “pústula maligna” que aflige o homem é de origem antrácica, pois contém a mesma bactéria. Davaine foi capaz de reproduzi-lo experimentalmente em cobaias. (10) Várias substâncias químicas, como o iodo, podem curar o antraz, destruindo os bacilos. (11) As folhas esmagadas da noz (Juglans regia) têm uma ação antibacteriana. (Hoje sabe-se que esta planta contém uma substância antibiótica potente contra o bacilo do antraz). Durante sua pesquisa sobre o antraz, Davaine distinguiu outra doença, a septicemia bovina, mas não isolou o micróbio (1865). Em 1869, ele afirmou que (1) os micróbios da septicemia são móveis, enquanto os bacilos do antraz não; (2) o sangue septicêmico putrefato não é mais virulento, enquanto o sangue antrácico sempre o é, (3) na septicemia não há aglutinação dos glóbulos vermelhos do sangue nem esplenomegalia, enquanto o antraz sempre produz esses sintomas. Apesar de todas as suas inoculações experimentais, Davaine usou a seringa Pravaz, recentemente inventada, em vez da lanceta, o que apresentou muitos inconvenientes. As contribuições de Davaine para a microbiologia médica e veterinária foram fundamentais, pois ele foi o primeiro a reconhecer o papel patogênico das bactérias. Ele não conseguiu, no entanto, elucidar o modo exato de transmissão do antraz porque não sabia que o bacilo tinha um estágio resistente, o esporo, que o permitia sobreviver e reaparecer em uma região contaminada. Esse estágio do bacilo foi descrito em 1876 por Robert Koch; e mais tarde (1877-1881) Pasteur, Émile Roux e Chamberland provaram definitivamente o papel do bacilo na etiologia do antraz. Davaine, no entanto, foi um dos primeiros microbiologistas médicos a reconhecer o papel do bacilo e a diferenciá-lo da septicemia bovina. As muitas disputas de Davaine na Academia de Ciências de Paris e na Academia de Medicina com os inimigos da teoria dos germes das doenças - Leplat, Jaillard, Henri Bouley, André Sanson, Louis Béhier, Alfred Vulpian e, particularmente, Gabriel Colin - prenunciaram alguns conflitos de Pasteur anos depois. Na verdade, Pasteur tinha uma opinião elevada sobre o trabalho de Davaine e escreveu em 1879: “Eu me parabenizo por ter frequentemente realizado suas pesquisas inteligentes”. As outras contribuições científicas de Davaine diziam respeito aos parasitas internos do homem e de animais domésticos. Seu importante trabalho sobre o assunto, Traité des entozoaires , teve duas edições. Já em 1857, Davaine pensava em rastrear vermes intestinais procurando seus ovos nas fezes, um procedimento ainda seguido. Experimentalmente, ele especificou o modo de desenvolvimento dos Ascaridae (Ascaris lumbricoides) e do Trichocephalus (Trichuris trichiura). Entre os parasitas de plantas, Davaine estudou, de 1854 a 1856, o ciclo do verme do trigo (Anguina tritici ) e sugeriu meios de combate a esse nematóide. Ele também estava interessado no mofo que causa o apodrecimento das frutas (1866). Assim, ele deve ser considerado um pioneiro no estudo da fitopatologia. Davaine também estudou os movimentos amebianos dos leucócitos, que observou já em 1850. Em 1869, ele demonstrou que essas células podem absorver corpos estranhos introduzidos no sangue e, portanto, observou a fagocitose quatorze anos antes de Élie Metchnikoff (1883). Ele foi o primeiro a reconhecer (1852) o hermafroditismo protândrico das ostras. Várias de suas observações da teratologia animal foram escritas em seu “Mémoire sur les anomalies de l'oeuf (1860) e em seu artigo“ Monstres, Monstruosités ”(1875) para o Dictionnaire Dechambre . Os interesses de Davaine estendiam-se ainda mais à anabiose entre invertebrados como Protozoa, Nematoda e Tardigrada (1856); o órgão palatino dos Cyprinidae (1850); o osso tireo-hióideo da anoura (1849); e o mecanismo de cores da perereca (1849). Na medicina, além de suas publicações sobre antraz e septicemia, Davaine fez inúmeras contribuições - algumas em colaboração com Claude Bernard, Pierre Rayer ou A. Laboulbène - sobre lesões anatomopatológicas observadas em vários animais. Ele também publicou o importante “Mémoire sur la paralysie générale ou partielle des deux nerfs de la septième paire” (1852). Toda essa pesquisa foi realizada enquanto Davaine praticava medicina, pois ele nunca teve um laboratório próprio nem ocupou um cargo oficial na universidade. Famoso por sua humildade e modéstia, ele não buscava honras; as duas únicas que recebeu foram a cruz de um chevalier da Legião de Honra (1858) e a adesão à Academia de Medicina (1868). Sob o Segundo Império, ele também foi nomeado Médicin par quartier de l'Empereur , um título puramente honorário. Durante a Guerra Franco-Prussian , enquanto servia no corpo de ambulâncias, Davaine escreveu um pequeno livro filosófico, Les éléments du bonheur (1871). Este livro resumiu de forma bastante simplista sua serenidade interior e sua fé no homem. Seus últimos anos foram passados em Garches, onde sua propriedade é agora a Fondation Davaine. Segundo Debré (1995, p. 348-349), Davaine foi um dos primeiros a notar, no sangue carbunculoso, microorganismos na forma de bastonetes. Junto com o seu colega também médico, Pierre-François-Olive Rayer, fez um extenso estudo sobre o carbúnculo em animais de chifre em 1850. Davaine fez a seguinte pergunta: trata-se de um agente contagioso ou só de uma consequência inofensiva da doença? Na época, ele não avaliou o alcance de sua observação. Em 1863, já conhecedor dos trabalhos de Pasteur, retoma a sua observação e faz uma nova comunicação à Academia de Ciências sobre o papel mortal das bactérias do carbúnculo. Em sua nota, homenageia formalmente os trabalhos de Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/10584216/casimir_davaine/ Ref. https://www.encyclopedia.com/science/dictionaries-thesauruses-pictures-and-press-releases/davaine-casimir-joseph Pierre-François-Olive Rayer 1793-1867 Médico francês. Escreveu uma importante contribuição para a dermatologia, Tratado teórico e prático de doenças de pele (1826-1827) e um estudo de referência sobre doenças renais, Tratado de doenças renais e alterações da secreção urinária (1839-1841). Ambos os trabalhos incluem atlas patológicos gigantescos. Sua pesquisa meticulosa aprofundou o entendimento da albuminúria, hipófise, tuberculose, obesidade, diabetes, mormo humano, farsa humana, antraz, infecções bacterianas e doenças parasitárias como a esquistossomose. Escrevendo em 1932, o Dr. Raymond Molinéry descreveu o renomado médico francês Pierre-François Olive Rayer (1793-1867) como tendo a infelicidade de ter nascido e de ter vivido tempos tempestuosos, quando intrigas e revoltas violentas eram companheiros de cama. Parece apropriado então, antes de expor os detalhes da vida e das conquistas profissionais deste "homem bom, gentil, afável e digno", fazer uma breve pausa e considerar o teor geral daquele período na história da França. o clima político daqueles anos em que Rayer viveu e trabalhou com tanta energia? Esses anos, em que se dedicou incansavelmente à vida profissional e às pesquisas médicas, deixaram um belo legado para as futuras gerações de médicos. Como disse Molinéry, “A história da vida e obra de Rayer? Este é um capítulo completo da História da Medicina. ”Alguns podem apontar uma crítica“ hagiografia, não biografia! ” em declarações como esta, mas é difícil encontrar qualquer comentário verdadeiramente adverso na maioria dos relatos da vida e obra de Rayer, e certamente ninguém contestaria a erudição indubitável desse homem notável. Casimir-Joseph Davaine foi um dos primeiros a notar, no sangue carbunculoso, microorganismos na forma de bastonetes. Junto com o seu colega também médico, Pierre François Olive Rayer, fez um extenso estudo sobre o carbúnculo em animais de chifre em 1850 (Debré, 1995, p. 348). Ref. https://data.bnf.fr/en/13181254/pierre-francois-olive_rayer/ Ref. https://www.encyclopedia.com/science/encyclopedias-almanacs-transcripts-and-maps/pierre-francois-olive-rayer Ref. https://www.cambridge.org/core/journals/medical-history/article/pierrefrancois-olive-rayer-biography/E43D2B315B811D732FA89A442E3F243E Mais informações: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11616360/ Mais informações: https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/096777209500300402 Heinrich Hermann Robert Koch 1843-1910 Médico e bacteriologista alemão. Isolou várias bactérias patogênicas, incluindo a tuberculose. Prêmio Nobel de Medicina em 1905. Muitos dos princípios e técnicas básicos da bacteriologia moderna foram adaptados ou concebidos por Koch, que, portanto, é frequentemente considerado o principal fundador dessa ciência. Seu isolamento dos agentes causais do antraz, tuberculose e cólera rendeu-lhe aclamação mundial, bem como a liderança da escola alemã de bacteriologia. Direta ou indiretamente, ele influenciou autoridades em muitos países a introduzir legislação de saúde pública com base no conhecimento da origem microbiana de várias infecções e estimulou atitudes populares mais esclarecidas em relação a medidas higiênicas e imunológicas para controlar tais doenças. Koch nasceu em Clausthal, em 1843, e faleceu em Baden-Baden, em 1910. Formado em medicina pela Universidade de Göttingen (1866), trabalhou em Wollstein, aldeia do Grão-Ducado de Posen. Em Breslau, em 30 de abril de 1876, Koch realizou a primeira demonstração sobre o ciclo de vida do bacilo de antraz, cujos esporos localizara na terra onde os animais eram sepultados. Ele havia conseguido isolar os bacilos numa cultura purificada, e a demonstração causou forte impressão nos presentes. O Bacillus anthracis foi o primeiro agente microbiano cujos efeitos patogênicos foram comprovados pela bacteriologia. Koch comunicou por carta suas descobertas a Ferdinand Cohn, um dos fundadores da bacteriologia. Através dele, entrou em contato com a elite médica universitária de Breslau, especialmente Julius Cohnheim, diretor do Instituto de Patologia, e seu assistente Karl Weigert, que vinham desenvolvendo métodos de coloração para bactérias a partir de anilinas. Datam dessa época (1876-1878) os aperfeiçoamentos introduzidos por Koch na técnica microscópica e nos métodos de fixar, corar e fotografar microrganismos. Como muitos cientistas da época, Robert Koch também investigou o cólera. No século 19, a 'hidra asiática' havia estourado repetidamente na Alemanha também, especialmente nas favelas das grandes cidades. No final de 1883, Koch e uma equipe de pesquisadores viajaram, entre outros, para Calcutá, na Índia, para estudar a doença durante um surto. Lá, no início de 1884, ele conseguiu identificar a bactéria Vibrio cholerae. Embora Robert Koch tenha sido aclamado como o descobridor do patógeno da cólera durante sua vida, ele não merecia todo o crédito. O anatomista italiano Filippo Pacini já havia visto e descrito o patógeno sob um microscópio em 1854 - trabalho que encontrou pouca ressonância na Alemanha na época e que Koch desconhecia. Graças ao seu conhecimento sobre a propagação da cólera e os métodos de higiene apropriados, Koch ajudou a conter um sério surto de cólera em Hamburgo em 1892. Em 1882, Koch descobriu o bacilo da tuberculose. Além de cultivá-lo fora do organismo humano, conseguiu provocar a doença em animais com o produto dessa cultura, postulando, então, as exigências que julgava necessárias para a demonstração da etiologia bacteriana de qualquer moléstia: isolar o microrganismo em culturas puras, inoculá-lo em animais de experiência e produzir uma doença cujos sintomas e lesões fossem idênticas ou equiparáveis às da doença “típica” no homem. Em viagem ao Egito e à Índia, em 1883-1884, Robert Koch descobriu também o Vibrio cholerae, agente etiológico do cólera. Em 1885, fundou a cátedra de higiene na Universidade de Berlim e, entre 1891 e 1904, dirigiu o Instituto Real Prussiano para Doenças Infecciosas (Königlich Preussisches Institut für Infektionskrankheiten), atual Robert Koch Institut. Na década de 1890, organizou uma expedição a vários países para estudar a transmissão da malária. Pesquisou várias outras enfermidades do homem e dos animais, entre elas a hanseníase, a peste bovina, a peste bubônica e a doença do sono. Em 1885, Friedrich-Wilhelms-Universität em Berlim fundou o Instituto de Higiene sob a direção do primeiro professor titular de Higiene, Robert Koch. Aqui, ele continuou a desenvolver a nova disciplina científica da bacteriologia. O número de funcionários e alunos de Koch cresceu; o Hygiene Institute tornou-se o centro de concentração de médicos interessados em bacteriologia de todo o mundo. A tuberculose e a cólera continuariam a ser importantes áreas de pesquisa. Koch procurou maneiras de conter doenças infecciosas especificamente ou de evitar que elas ocorressem. Seu sonho de descobrir um agente terapêutico ou mesmo uma vacina contra a tuberculose, porém, não se concretizou. O remédio que ele desenvolveu, a "tuberculina" - uma mistura de componentes da bactéria da tuberculose desvitalizada, que Koch apresentou no Décimo Congresso Médico Internacional em Berlim em 1890 - mais tarde provou ser ineficaz. As curas de longo prazo falharam e alguns pacientes até morreram após o tratamento. Hoje, a tuberculina ainda é usada junto com procedimentos mais recentes para diagnosticar infecções de tuberculose. No entanto, as conquistas científicas de Koch e a crescente importância da bacteriologia no final do século XIX foram razão suficiente para o governo prussiano construir seu próprio instituto de pesquisa para Robert Koch. O Instituto Real Prussiano de Doenças Infecciosas abriu suas portas em 1º de julho de 1891 e até 1904, Robert Koch dirigiu o instituto. Além da pesquisa, a equipe também contratou serviços para cidades e autoridades imperiais, respondeu a consultas internacionais e redigiu relatórios de especialistas. O 'Koch's Institute' foi um dos primeiros institutos de pesquisa biomédica do mundo. Inicialmente, o instituto localizava-se em Berlin-Mitte, próximo ao Charité, o maior e mais antigo hospital da cidade. O departamento científico foi instalado em um edifício residencial convertido conhecido como 'Triângulo', devido ao seu formato. A enfermaria foi alojada em cabanas de campo individuais no site Charité. De 1897 a 1900, um novo edifício foi construído para o instituto na Nordufer em Berlin-Wedding. Robert Koch estava envolvido no planejamento. No extenso local havia estábulos para animais de laboratório, como cavalos, ovelhas e, ao mesmo tempo, até camelos. Nas imediações, o Hospital Rudolf Virchow foi inaugurado em 1906; o chefe do departamento de infecção também era membro da equipe do Koch's Institute. O prédio de tijolos na Nordufer ainda é a sede do Instituto Robert Koch até hoje. De 1896 em diante, Robert Koch passou vários meses por ano em expedições para investigar doenças tropicais - sua segunda esposa, Hedwig Freiberg, quase sempre o acompanhava. Em primeiro lugar, ele se concentrou em doenças animais no sul da África, como peste bovina, febre do Texas e febre da Costa Leste. Mais tarde, ele se voltou para as doenças tropicais que afetam os humanos, especialmente a malária e a doença do sono, para descobrir como eram transmitidas. Em 1906 e 1907, uma comissão liderada por Koch foi enviada à África Oriental para experimentar maneiras de tratar a doença do sono. Koch teve algum sucesso inicial ao tratar pacientes com Atoxyl, uma droga que contém arsênico. Mas o parasita que causou a infecção só foi suprimido na corrente sanguínea do doente por um curto período de tempo, então, embora ele estivesse ciente dos riscos associados à droga, Koch dobrou a dose de Atoxyl. Muitos pacientes sofriam de dores e cólicas, alguns até ficaram cegos. Apesar disso, Koch ainda estava convencido de que Atoxyl poderia ser eficaz. Sua jornada final de pesquisa foi o capítulo mais sombrio de sua carreira. Em 1905, Robert Koch foi agraciado com o Prêmio Nobel de Medicina . Junto com Louis Pasteur, Robert Koch é agora considerado o pioneiro da microbiologia. No início de abril de 1910, Robert Koch sofreu um forte ataque cardíaco em Berlim. Ele morreu durante uma estada subsequente em um sanatório em Baden-Baden em 27 de maio de 1910. A urna contendo suas cinzas foi colocada em um mausoléu especialmente construído em seu instituto em 4 de dezembro de 1910. O legado científico de Robert Koch - incluindo 1.500 cartas, certificados de prêmios, manuscritos de palestras e publicações, fotografias e lâminas preparadas para microscópio - é preservado no Instituto Robert Koch. Na Alemanha, aparecem as experiências de Robert Koch (Debré, 1995, p. 350, 388, 391), que tem 33 anos quando se interessa pelo problema do carbúnculo. Ele foi aluno de Jacob Henle que o instruiu sobre a teoria microbiana e os seus obstáculos teóricos e experimentais (Debré, p. 344, 350). Num laboratório primitivo que organiza em casa, Koch, sozinho se dedica ao problema, procurando repetir e ir além das observações de Davaine. Pasteur toma conhecimento da publicação de Koch sobre o carbúnculo e está de acordo com sua tese de que há esporos nos campos, mas acha suas provas insuficientes e propõe uma demonstração mais rigorosa. Há relatos de que o artigo de Koch foi um empurrão para Pasteur estudar as enfermidades nos animais e posteriormente em humanos. "As investigações de Koch e Pasteur seguiram rumos diferenciados. O primeiro teve como principal preocupação o desenvolvimento de métodos e técnicas para o cultivo e estudo das bactérias, erigindo normas que davam coerência teórica ao processo de descoberta de um microorganismo e atribuição de seu papel na etiologia de determinada doença. Pasteur e, em seguida, seus colaboradores voltaram-se, desde cedo, para os mecanismos de infecção, criando ou possibilitando a criação de técnicas de prevenção das doenças - como a assepsia, a antissepsia - e desenvolvendo profiláticos e terapêuticos biológicos de uso animal e humano" (Teixeira, 1995, p. 15). Cabe ressaltar que Paul Ehrlich (1854-1915) foi colaborador de Koch no Instituto de Doenças Infecciosas. Ref. https://data.bnf.fr/en/12026546/robert_koch/ Ref. http://www.bvsalutz.coc.fiocruz.br/html/pt/static/trajetoria/origens/estudos_robert.php Mais informações: https://www.rki.de/EN/Content/Institute/History/rk_node_en.html Mais informações: https://www.encyclopedia.com/people/medicine/medicine-biographies/robert-koch Documentário: Pasteur e Koch: Duelo de Gigantes no Mundo dos Micróbios: https://www.youtube.com/watch?v=f406c8rZ6xw Antoine-François-Daniel Boutet 1820-1891 Veterinário francês. Conselheiro municipal e geral, prefeito de Chartres, oficial da Legião de Honra. Daniel Boutet (1820-1891), de Chartres, foi considerado o melhor especialista em carbúnculo, trouxe sua colaboração não somente a Pasteur, Roux, Chamberland, etc., mas a Rayer e Davaine (1850) e também, posteriormente, a Tousaint e a Collin. Durante as pesquisas, Pasteur, com a ajuda do veterinário Daniel Boutet, que o acompanha, consegue uma amostra de sangue de um animal morto recentemente de carbúnculo e constata que a inoculação de uma cultura, ainda que diluída deste sangue, mata. Deste modo, conclui que a doença com certeza é transmitida pela bactéria (Debré, 1995, p. 351). Pasteur vai além e descobre que há outra doença associada (assim como no bicho-da-seda) e batiza o micro-organismo de vibrião séptico (Debré, 1995, p. 353). Ref. https://www.persee.fr/doc/rhs_0151-4105_1977_num_30_3_1517 Ref. https://www.perche-gouet.net/histoire/personne.php?personne=8881 Mais informações: https://books.google.com.br/books?id=_iAHAQAAIAAJ&pg=PA696&lpg=PA696&dq=DANIEL+BOUTET+veterinaire&source=bl&ots=06XXcUckal&sig=ACfU3U1iSmPlljHC59d4eh1OTTmqwsPVPw&hl=pt-BR&sa=X&ved=2ahUKEwiJqser-bLvAhUrLLkGHTNeD5MQ6AEwDnoECBUQAw#v=onepage&q=DANIEL%20BOUTET%20veterinaire&f=false Charles-Édouard Chamberland 1851-1908 Físico e biólogo francês, pioneiro da bacteriologia, especialista em doenças do antraz. Colaborador de Pasteur, então Diretor Adjunto do Instituto (1904-1908), membro titular da Academia de Medicina (1904). Deputado do Jura (1885-1889), é um dos autores da lei de proteção da saúde pública. Um dos associados mais famosos de Pasteur, Chamberland viria a se tornar um especialista, enriquecendo as técnicas de bacteriologia com importantes aparatos, além de estabelecer regras úteis para a saúde pública. Depois de estudar os clássicos no liceu em Lons-le-Saunier e um período no Collège Rollin em Paris, Chamberland foi admitido em 1871 na École Polytechnique e na École Normale Supérieure. Escolheu este último e foi nomeado professor do liceu de Nímes em 1874. Um ano depois regressou à École Normale e aí permaneceu até 1888, primeiro como assistente no laboratório de Pasteur e depois como um dos directores assistentes do laboratório. Em 1885 foi eleito deputado do Jura. Assim que Chamberland voltou a Paris em 1875, a polêmica entre Pasteur e Bastian sobre a geração espontânea irrompeu. Pasteur pediu a seu novo assistente para investigar as causas do erro nos experimentos de Bastian. Logo depois, Chamberland foi capaz de explicar por que os líquidos orgânicos ácidos aqueciam a 100 ° C. podiam ser preservados sem mudança, mesmo que estivessem cheios de micróbios, quando potássio estéril suficiente era adicionado para torná-los alcalinos. Ele também mostrou que, para matar certos esporos, é necessário primeiro aquecer o líquido a uma temperatura de 115 ° C. por vinte minutos. Esta importante observação o levou a aperfeiçoar as regras e novos métodos para a esterilização de meios de cultura. Seu trabalho resultou na autoclave, que logo se tornou uma ferramenta indispensável em departamentos de bacteriologia, hospitais e estações de desinfecção. Em seguida, Chamberland mostrou como as paredes porosas são capazes de reter partículas finas em suspensão e substituir o processo de filtração então em uso pelo filtro de porcelana levemente aquecido. Ao fazer isso, ele estabeleceu um excelente procedimento de esterilização para líquidos que podiam ser trocados pelo calor. O filtro, de uso imediato em laboratórios, alguns anos depois facilitou a descoberta das exotoxinas microbianas e dos primeiros vírus. Por possibilitar a purificação da água potável, foi de grande valor para a saúde pública. Enquanto estava na École Normale, Chamberland participou dos estudos de Pasteur: a atenuação de vírus e inoculações preventivas, a etiologia e profilaxia do antraz e a vacinação contra cólera suína e raiva. Em 1888, quando foi inaugurado o Instituto Pasteur em Paris, tornou-se diretor de um dos seis departamentos então criados: o de microbiologia aplicada à higiene; uma de suas principais funções era preparar, em grande escala, várias vacinas Pasteur. Chamberland chefiou o departamento até sua morte (a partir de 1904 também foi diretor assistente do Instituto Pasteur e membro da Academia de Medicina). Na rue Dutot ele estudou as possibilidades de desinfetar lugares e objetos com compostos contendo cloro (com E. Fernbach) e as propriedades anti-sépticas das essências e do peróxido de hidrogênio. Seus estudos com Jouan sobre micróbios do tipo Pasteurella permaneceram clássicos. Chamberland achava que a atmosfera não desempenhava o papel principal na transmissão de germes infecciosos. Ele esperava que houvesse mais preocupação com objetos sujos, roupas e as mãos dos médicos e seus assistentes. O bom senso e a mente criativa de Chamberland têm sido frequentemente enfatizados. Calmette disse a seu respeito: “Ele era um mestre em seu ofício e um amigo cheio de charmoso bom humor, com extraordinária bondade e inteligência excepcionalmente penetrante. Sua morte prematura - ele tinha apenas 57 anos - foi uma perda dolorosa para o Instituto. ” Ele era alto e esguio, com traços bonitos. Ele era casado e tinha um filho. Nas pesquisas em campo, junto ao rebanho, colaboram Charles Chamberland (na época, estagiário titular do momento), Auguste Vinsot (veterinário) e Émile Roux (médico de 25 anos na época e um dos mais assíduos ouvintes de Pasteur na Academia de Medicina). Pasteur encontra a explicação para a propagação do carbúnculo e orienta os criadores (Debré, 1995, p. 362-363). Ref. https://data.bnf.fr/en/13185013/charles_chamberland/ Ref. https://www.encyclopedia.com/science/dictionaries-thesauruses-pictures-and-press-releases/chamberland-charles-edouard Mais informações: https://www.pasteur.fr/fr/institut-pasteur/notre-histoire/charles-chamberland-inventeur Pierre-Paul-Émile Roux 1853-1933 Doutor em medicina (Paris, 1883). Bacteriologista francês, colaborador de Pasteur. Diretor do Instituto Pasteur, Paris (1904-1933). Roux foi um dos principais fundadores da bacteriologia médica, tanto por meio de sua colaboração com Pasteur quanto por suas próprias realizações. Depois de frequentar a escola secundária em Aurillac e em Puy, ele começou seus estudos de medicina em Clermont-Ferrand. Lá ele conheceu Émile Duclaux, que transmitiu a Roux seu entusiasmo por Pasteur. Para completar seus estudos, Roux foi para Paris, onde em novembro de 1878 foi aceito como assistente no laboratório de Pasteur. Com Chamberland e Thuillier, ele se associou à pesquisa de Pasteur sobre a etiologia do antraz e depois sobre a atenuação dos vírus, a base para a preparação das vacinas de Pasteur. Após o aperfeiçoamento das vacinas contra a cólera das galinhas e o antraz, foram iniciadas as pesquisas de prevenção da raiva. As dificuldades eram particularmente grandes, uma vez que o agente patogênico, ou vírus da raiva, permanecia desconhecido. Roux conseguiu produzir casos experimentais de raiva (especialmente em coelhos), que exibiam uma sequência regular de desenvolvimento (selecionando um vírus fixo ). A virulência de uma medula rábica pode então ser diminuída sob certas condições. Quando o Instituto Pasteur foi criado em 1888, Roux foi encarregado do ensino de microbiologia. Ao mesmo tempo, ele se tornou diretor do Service de Microbie Technique e começou seu trabalho original mais importante. Primeiro, ele confirmou o papel patológico do bacilo da difteria, descoberto pouco antes na Alemanha por Klebs e Loeffler. Com o bacilo, ele conseguiu reproduzir experimentalmente a paralisia em porquinhos-da-índia. Finalmente, e talvez o mais importante, ele demonstrou com AEJ Yersin que o poder patogênico desse bacilo depende não apenas de sua presença, mas, sim, de um veneno, ou toxina, que ele produz. Essa toxina se espalha por todo o organismo e, nas palavras de Roux, "os próprios venenos de cobra não são tão letais". Logo depois, uma toxina análoga, produzida pelo bacilo do tétano. No curso de sua pesquisa para transformar toxinas bacterianas em vacinas, uma descoberta fundamental foi feita em Berlim por Behring e Kitasato: um contra-veneno (ou antitoxina) se forma no soro de animais que receberam quantidades de toxinas fracas demais para matá-los e isso o soro pode ser usado para proteger outros animais contra uma injeção de uma quantidade que de outra forma certamente seria fatal. Parecia curioso, entretanto, que entre os seres humanos a proteção obtida dessa maneira provasse ser comparativamente fraca. Por isso Roux voltou a estudar o assunto. Pondo de lado por enquanto a soroterapia antitetânica, ele dedicou todos os seus esforços à investigação da difteria. Trabalhando com cavalos, ele determinou as melhores condições (1892–1893) para obter um soro antidiftérico; e em 1894, com a ajuda de Louis Martin e Auguste Chaillou, ele tratou crianças diftéricas com este soro. Os resultados, apresentados no final daquele ano no Décimo Congresso Internacional de Higiene em Budapeste, evocaram uma resposta famosa por seu entusiasmo. A doença foi totalmente vencida com a descoberta da vacina de Gaston Ramon, a anatoxina. O trabalho pessoal de Roux foi quase totalmente interrompido quando, com a morte de Duclaux (1904), ele se tornou diretor do Instituto Pasteur. Ele ocupou este cargo até a morte, subordinando seu próprio trabalho a fim de ser mais útil para os seus subordinados. Sobre a cólera, Pasteur propõe ao Comitê Consultor de Higiene enviar uma missão francesa ao Cairo, no Egito. Três voluntários se declaram prontos para partir: Émile Roux, Edmond Nocard e Isid ore Straus (Debré, 1995, p. 388). Ref. https://data.bnf.fr/en/12011715/emile_roux/ Ref. https://www.encyclopedia.com/people/medicine/medicine-biographies/pierre-paul-emile-roux Mais informações: https://www.pasteur.fr/fr/institut-pasteur/notre-histoire/emile-roux-pilier-aventure-pasteur Edmond Isidore Etienne Nocard 1850-1903 Veterinário e biólogo francês. Membro da Academia de Medicina (eleito em 1886). Diretor da Escola Nacional de Veterinária de Alfort (de 1889 a 1891). Em 1868, Edmond Nocard ingressou na Escola Veterinária de Alfort, onde teve grande parte de sua carreira. Seus estudos foram interrompidos por seu alistamento no exército em 1870, durante a guerra com a Prússia. Importante após sua promoção em 1873, ele se tornou veterinário e chefe do serviço clínico em Alfort. Três anos depois, ele encontra um encontro decisivo: o de Émile Roux, o médico colaborador de Louis Pasteur. “As ideias dos pastores então começaram a agitar a medicina, e nesta primeira entrevista falamos de doenças contagiosas em animais. "Graças a Roux, Edmond Nocard ingressou no laboratório de Louis Pasteur rue d'Ulm em 1880."Trouxe seus conhecimentos veterinários, seu rápido entendimento (...) e esse admirável senso crítico que logo o tornou um conselheiro indispensável.Nocard assiste às famosas experiências de Louis Pasteur sobre a vacinação de ovelhas contra o antraz em Pouilly-le-Fort. Pasteur o enviou em 1883 com Roux, Thullier e Straus ao Egito para estudar uma epidemia de cólera. Em seu retorno, Nocard montou um verdadeiro anexo do laboratório de Pasteur na Escola de Veterinária de Alfort, uma escola que dirigiu de 1887 a 1891. Aplicando os preceitos pasteurianos e ensinando-os a seus alunos, ele foi originalmente um número impressionante de avanços (veja abaixo ), e vai construir pontes entre a medicina veterinária e a medicina humana: investida em pesquisas de prevenção da tuberculose, exibirá "É proibido cuspir no chão" nos ônibus e bondes. Ele participará das novidades do Institut Pasteur, como o desenvolvimento da soroterapia para difteria, e em 1895 foi nomeado membro da sua Assembleia. Este "primeiro Pasteuriano" morreu prematuramente em 1903, aos 53 anos. Um edifício agora leva seu nome no Instituto Pasteur. As muitas obras de Edmond Nocard lhe renderam reconhecimento internacional durante sua vida. Ele desenvolveu métodos de coleta de soro sanguíneo ou cultura do bacilo da tuberculose, estudou as bactérias responsáveis pela mastite em vacas e descobriu os micoplasmas ao encontrar a causa da pleuropneumonia bovina. Ele fez da tuberculina e do mallein as principais armas na luta contra a tuberculose bovina e o mormo equino, duas doenças bacterianas transmissíveis ao homem que dizimaram o gado ... Um gênero bacteriano foi chamado de Nocardia em sua homenagem, após sua morte. Descoberta do agente na carne bovina farcin ( N. farcinia) Outro Nocardia causa uma doença humana - a nocardiose - que afeta os imunocomprometidos. Nocard também contribuiu para um grande avanço médico ocorrido após sua morte, ao fornecer a seu pupilo Camille Guérin a cepa do bacilo da tuberculose bovina da origem do BCG (Bacille de Calmette et Guérin). Sobre a cólera, Pasteur propõe ao Comitê Consultor de Higiene enviar uma missão francesa ao Cairo, no Egito. Três voluntários se declaram prontos para partir: Émile Roux, Edmond Nocard e Isid ore Straus (Debré, 1995, p. 388). Ref. https://data.bnf.fr/en/12572660/edmond_nocard/ Ref. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11625609/ Mais informações: https://www.pasteur.fr/fr/institut-pasteur/notre-histoire/edmond-nocard-disciple-alfort Isidore Straus 1845-1896 Doutor em medicina (Estrasburgo, 1868). Francês. Membro da Academia de Medicina, seção de patologia médica (eleito em 1893). Sobre a cólera, Pasteur propõe ao Comitê Consultor de Higiene enviar uma missão francesa ao Cairo, no Egito. Três voluntários se declaram prontos para partir: Émile Roux, Edmond Nocard e Isid ore Straus (Debré, 1995, p. 388). Ref. https://data.bnf.fr/en/13003219/isidore_straus/ Louis Thuillier 1856-1883 Físico e biólogo francês. Sobre a cólera, Pasteur propõe ao Comitê Consultor de Higiene enviar uma missão francesa ao Cairo, no Egito. Três voluntários se declaram prontos para partir: Émile Roux, Edmond Nocard e Isidore Straus. Louis Thuillier inicialmente hesita e depois decide que fará parte da viagem. Infelizmente, Thuillier morre de um ataque fulminante de cólera, em Alexandria, aos 26 anos (Debré, 1995, p. 388). Robert Koch, que na mesma época dirigia uma equipe alemã, vai até a cabeceira de Thuillier e lhe presta as homenagens fúnebres. Pasteur fica devastado, pois um dos seus assistentes é vítima do dever. Sente-se torturado pelas lembranças das hesitações de Thuillier em embarcar nesta missão (Debré, 1995, p. 388). Ref. https://data.bnf.fr/en/13003219/isidore_straus/ Ref. https://phototheque.pasteur.fr/fr/asset/fullTextSearch/search/thuillier,%20louis/page/1 Próximo Grupo

  • Parapsiquismo | Pasteur Brasil

    Voltar para os Grupos Parapsiquismo Paul Gibier 1851-1900 Médico e cientista francês. Naturalista assistente na cadeira de patologia comparada do Museu Nacional de História Natural (em 1882). Dirigiu o Instituto Pasteur de Nova York em 1891. Interessou-se pela história comparada das religiões. Paul Gibier interessou-se pela pesquisa psíquica em 1885 e encontrou um médium notável na Sra. Salmon (pseudônimo de Carrie M. Sawyer), com quem conduziu experimentos por dez anos tanto em seu laboratório em Nova York quanto em sua casa de campo. Gibier estabeleceu a realidade de alguns fenômenos surpreendentes e planejou levar a médium para a Inglaterra, França e Egito, mas seus planos foram interrompidos quando ele foi morto por um cavalo em fuga. Na noite anterior ao acidente, ele teria sonhado que cavalgou sozinho, foi jogado de seu carrinho e morreu; ele contou seu sonho à esposa e riu de seus medos. No obituário da US National Library of Medicine de 14 de julho de 1900 consta, em tradução livre: “Dr. Paul Gibier, Diretor do Instituto Pasteur de Nova York em 1879, cujo falecimento em resultado de um acidente foi o recentemente anunciado no British Medical Journal, nasceu na França em 1851. Formou-se em Paris. Por suas investigações sobre o cólera na Espanha, ele recebeu uma medalha de ouro, e por seu trabalho sobre a mesma doença no sul da França e foi nomeado Cavaleiro da Legião de Honra. O governo francês o enviou para a Flórida e Havana em 1888 para estudar a febre amarela, e dois anos depois ele estabeleceu o Instituto Pasteur para a inoculação de pessoas mordidas por animais em Nova York. Dr. Gibier era um membro do New York Academy of Medicine e da Medical Association of New York, e foi o editor do Therapeutic Review. Ele estava muito interessado em fenômenos psíquicos e escreveu um livro intitulado Spiritisme: Analyze des Choses, que foi traduzido para o inglês sob o título Psychism: Analysis of Things Eristing. Ele foi um escritor volumoso. O Banner of Light diz que com a ‘transição’ do Dr. Gibler, o espiritualismo perdeu um de seus amigos mais verdadeiros. Por testamento, ele deixou 4.000 francos para o Instituto Pasteur, em Nova York”. Gibier pesquisou e escreveu sobre o tratamento da raiva e estudos sobre a cólera, como pode ser consultado no site da Biblioteca Nacional Francesa, indicado abaixo. O governo francês havia confiado a Gibier o estudo local de duas epidemias de cólera (Antilhas) e duas epidemias de febre amarela (Antilhas e Flórida). Ele era muito estimado por Pasteur, que considerava bastante a sua pessoa e suas pesquisas. Paul Gibier foi à Nova Iorque, onde fundou um Instituto Pasteur. Após a publicação da sua primeira obra, denominada “Espiritismo” em 1886, os inimigos do Espiritismo acusaram-no de fraude, de ser cúmplice de prestidigitadores, que o teriam usado. Paul Gibier, impulsionado pela necessidade de se defender, publicou relatórios de serviços, indícios de as faculdades de observação e também uma carta de Louis Pasteur, para cortar pela raiz as polêmicas. A carta dizia: “Caro Sr. Gibier, Conhecendo os novos métodos aplicados ao estudo das doenças contagiosas, o senhor poderá abordar as difíceis pesquisas que irá empreender. Desconfie sobretudo, de uma coisa: a precipitação no desejo de concluir. Seja um inimigo vigilante e tenaz consigo mesmo. Pense sempre que está em erro... Meus parabéns e um cordial aperto de mão. L. Pasteur” (Gibier, 2001, p. 12-13). Ref. https://data.bnf.fr/en/13002175/paul_gibier/ Ref. https://www.encyclopedia.com/science/encyclopedias-almanacs-transcripts-and-maps/gibier-paul-1851-1900 Ref. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2463115/?page=1 e https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2463115/?page=2 Mais informações: https://www.scientificamerican.com/article/death-of-dr-paul-gibier/ Mais informações: https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJM190006141422408 Charles Robert Richet 1850-1935 Fisiologista francês. Membro da Academia de Ciências. Professor de fisiologia na Faculdade de Medicina de Paris (1887-1925). Prêmio Nobel de Medicina em 1913. Richet era filho de Alfred Richet, um ilustre cirurgião. Enquanto frequentava o Lycée Bonaparte, ficou indeciso se se dedicava à literatura ou à ciência. Ele entrou na faculdade de medicina, mas estava entediado com anatomia e cirurgia, e escrevia poesia e drama para se divertir. Servindo como estagiário em 1873, ele foi colocado à frente de uma enfermaria feminina, onde testemunhou um experimento hipnótico. Nos dois anos seguintes, ele produziu inúmeros transes hipnóticos em seus pacientes, publicando um resumo de suas experiências em 1875. O comportamento característico dos sujeitos hipnóticos, argumentou ele, não pode ser explicado como simulação. Os fenômenos básicos de um transe hipnótico seguiram um curso tão regular quanto uma doença. Quanto mais frequentemente uma pessoa é colocada em um estado hipnótico, observou Richet, mais distintos se tornam os fenômenos hipnóticos. A experiência de Richet com o hipnotismo estimulou um interesse vitalício nas associações entre fenômenos psíquicos e fisiológicos e ajudou a persuadi-lo a abandonar a carreira de cirurgião e voltar-se para a fisiologia. Charles Richet nasceu em 26 de agosto de 1850, em Paris. Ele era filho de Alfred Richet, Professor de Cirurgia Clínica na Faculdade de Medicina de Paris, e de sua esposa Eugenie, nascida Renouard. Ele estudou em Paris, tornando-se Doutor em Medicina em 1869, Doutor em Ciências em 1878 e Professor de Fisiologia a partir de 1887 na Faculdade de Medicina de Paris. Durante 24 anos (1878-1902) foi Editor da Revue Scientifique, e a partir de 1917 foi co-editor do Journal de Physiologie et de Pathologie Générale. Ele publicou artigos sobre fisiologia, química fisiológica, patologia experimental, psicologia normal e patológica e numerosas pesquisas, todas feitas no laboratório fisiológico da Faculdade de Medicina de Paris, onde tentou estudar fatos normais e patológicos juntos. Em fisiologia, ele trabalhou o mecanismo de termorregulação em animais homoiotérmicos. Antes de suas pesquisas (1885-1895) sobre polipneia e tremores devido à temperatura, pouco se sabia sobre os métodos pelos quais animais privados de transpiração cutânea podem se proteger do superaquecimento e como os animais gelados podem se aquecer novamente. Em terapêutica experimental, Richet mostrou que o sangue de animais vacinados contra uma infecção protege contra essa infecção (novembro de 1888). Aplicando esse princípio à tuberculose, ele aplicou a primeira injeção soroterapêutica no homem (6 de dezembro de 1890). Em 1900, Charles Richet mostrou que alimentar com leite e carne crua (zomoterapia) pode curar cães tuberculosos. Em 1901, ele estabeleceu que, ao diminuir o cloreto de sódio nos alimentos, o brometo de potássio se torna tão eficaz no tratamento da epilepsia que a dose terapêutica cai de 10 g para 2 g. Em 1913, ele recebeu o Prêmio Nobel por suas pesquisas sobre anafilaxia. Ele inventou essa palavra para designar a sensibilidade desenvolvida por um organismo após ter recebido uma injeção parenteral de um coloide, substância proteica ou toxina (1902). Mais tarde, ele demonstrou os fatos de anafilaxia passiva e anafilaxia in vitro. As aplicações da anafilaxia na medicina são extremamente numerosas. Já em 1913, mais de 4000 memórias foram publicadas sobre esta questão e ela desempenha um papel importante hoje em dia na patologia. Ele mostrou que de fato a injeção parenteral de substância proteica modifica profunda e permanentemente a constituição química dos fluidos corporais. A maioria dos trabalhos fisiológicos de Charles Richet espalhados em várias revistas científicas foram publicados no Travaux du Laboratoire de la Faculté de Médecine de Paris (Alcan, Paris, 6 vols. 1890-1911) (Trabalhos do Laboratório de Fisiologia da Faculdade de Medicina de Paris). Entre suas outras obras estão: Suc Gastrique chez l'Homme et chez les Animaux, 1878 (Suco gástrico no homem e nos animais); Leçons sur les Muscles et les Nerfs, 1881 (Palestras sobre os músculos e nervos); Leçons sur la Chaleur Animale, 1884 (Palestras sobre o calor animal); Essai de Psychologie Générale, 1884 (Ensaio sobre psicologia geral); Souvenirs d'un Physiologiste, 1933 (Memórias de um fisiologista). Ele também foi o editor do Dictionnaire de Physiologie, 1895-1912 (Dicionário de Fisiologia), do qual apareceram 9 volumes. Entre seus interesses estava o espiritualismo e a escrita de algumas obras dramáticas. Em 1877, Charles Richet casou-se com Amélie Aubry. Tiveram cinco filhos, Georges, Jacques, Charles (que, como seu pai, foi professor na Faculdade de Medicina de Paris e foi, por sua vez, sucedido por seu filho Gabriel), Albert e Alfred, e duas filhas, Louise (Mme Lesné) e Adèle (Mme le Ber). Charles Richet era filho de Alfred Richet, reconhecido cirurgião e professor da Faculté de Médecine de Paris, de quem Pasteur era colega (Debré, 1995, p. 384, 394). Na época do levantamento de fundos para a construção do Instituto Pasteur, em que muitas ações foram feitas, Charles Richet também contribuiu sugerindo a organização de uma noite de gala, que ocorre em 11 de maio de 1886 (Debré, 1995, p. 515). Dentre as várias obras (dentre artigos, livros e tratados) de Fisiologia, Psicologia e Metapsíquica, Charles Richet escreveu o livro “L´Oeuvre de Pasteur” (A obra de Pasteur: Aulas Ministradas na Faculdade de Medicina de Paris) em 1923, em homenagem ao centenário do nascimento de Pasteur. Também escreveu “La Gloire de Pasteur”, a qual ganhou prêmio de poesia na Academia Francesa. Ref. https://data.bnf.fr/en/11921904/charles_richet/ Ref. https://www.nobelprize.org/prizes/medicine/1913/richet/biographical/ Mais informações: https://www.encyclopedia.com/people/medicine/medicine-biographies/charles-robert-richet Mais informações: https://www.britannica.com/biography/Charles-Richet Mais informações: https://www.interparadigmas.org.br/wp-content/uploads/2019/01/Interparadigmas-Chiesa-N5.pdf Michel de Nostredame (Nostradamus) 1503-1563 *Ver microbiografia de Nostradamus no grupo Doenças Infectocontagiosas. Nas Profecias de Nostradamus - Centúria 25, chama a atenção a citação nominal de Pasteur (Cheetham, 1977, p. 24). “Perdu trouvé, caché de si long siecle, Perdido recuperado, escondido por muitos séculos. Sera Pasteur demi Dieu honoré: Pasteur será celebrado como semideus. Ains que la lune acheve son grand siecle, E assim que a lua complete seu grande ciclo, Par autres vents sera deshonoré”. Por outros ventos será desonrado. “Não bastasse citar o nome de Pasteur, também especifica a data, embora isso não seja logo evidente. A descoberta de Pasteur, de que germes poluem a atmosfera, foi das mais importantes da história de medicina e levou à teoria da esterilização de Lister. A Enciclopédia Britânica diz que Pasteur, o “semi-deus”, “era agora reconhecido como o iniciador do maior movimento da química da época”. Ele fundou o Instituto Pasteur a 14 de novembro de 1888; o ciclo da lua teve lugar de 1535 a 1889. Os ventos (rumores) que o teriam desonrado podem significar a violenta oposição aos seus métodos, entre os poderosos membros da Academia, contra as novas práticas do Instituto, tais como, vacinas contra a hidrofobia, etc.” (Cheetham, 1977, p. 24). Edgard Pereira Armond 1894-1982 Militar brasileiro. Médium. Aos 21 anos, ingressa na Força Pública de São Paulo, onde inicia a carreira que lhe daria o um título, pelo qual é conhecido até hoje: “Comandante”. Participou de vários movimentos militares, atuando nas revoluções de 1922 e 1924 onde fez parte das tropas de ocupação nas nossas fronteiras com o Paraguai e Argentina. Em 1926 diploma-se como dentista pela Escola de Farmácia e Odontologia do Estado de São Paulo. Paralelamente, começa a estudar e trabalhar no Espiritismo. Em 1939, já considerado inválido para o serviço militar após um acidente de carro, é convidado a ocupar o cargo de secretário-geral da Federação Espírita do Estado de São Paulo, após reestruturar seus trabalhos espirituais. Em 1950, após a criação da Escola de Aprendizes do Evangelho, Edgard cria também o Curso de Médiuns, visando à melhoria do intercâmbio com o mundo espiritual e a Fraternidade dos Discípulos de Jesus, como órgão de agrupamento dos trabalhadores do campo religioso. Uma destas Fraternidades, chamada Fraternidade dos Irmãos Humildes, é por hipótese, o agrupamento de médicos e cientistas, orientando trabalhos de cura e pesquisa. Colaboram neste setor: Bezerra de Menezes, Louis Pasteur, André Luiz, Eurípedes Barsanulfo, e ainda, Hilarion e Ramatis, em caráter pessoal (Armond, 2000, p. 140). Por hipótese, Pasteur orientou o Comandante Armond na criação dos atendimentos personalizados. A padronização do passe Pasteur foi introduzida na FEESP por iniciativa de Edgard Armond, por meio do livro “Passes e Radiações: Métodos Espíritas de Cura”, de 1950 (Valenti, 2005, p. 41). Na Federação Espírita, os agrupamentos de médiuns experientes e selecionados para processos avançados, são denominados Grupos Pasteur, em homenagem ao espírito chefe da equipe que atua no plano espiritual, sendo os passes conhecidos como Pasteur 1 (P1), Pasteur 2 (P2), Pasteur 3 (P3) e Pasteur 4 (P4) (Armond, 1950, p. 138-144; Zühlke, 2002, p. 109). Edgard Armond escreveu mais de 20 livros. Ref. https://feesp.com.br/edgard-pereira-armond/ Martha Gallego Thomaz (Vó Martha) 1915-2014 Médium brasileira. Martha teve sua primeira experiência mediúnica aos 3 anos, em 1918, e desenvolveu uma extensa carreira na área. Autora de dois livros ditados e três psicografados, ela dirigiu trabalhos na Federação Espírita do Estado de São Paulo, desde 1956, e no Grupo Noel, casa que ajudou a fundar em 1977 e que oferece atendimento social e doutrinário a mais de 3 mil pessoas por mês. Autora de 5 obras, dentre elas “O Instituto de Confraternização Universal e as Fraternidades do Espaço”, em que explica que as “Fraternidades” são agrupamentos espirituais dedicados ao bem (Thomaz, 1994, p. 29). Martha escreve sobre a ajuda de Pasteur, orientando Edgard Armond, na criação dos atendimentos padronizados, e que Pasteur trouxe consigo, para esta mesma tarefa, Santo Agostinho, ambos dedicados a harmonizar os tratamentos existentes (Thomaz, 1994, p. 46). Ref. https://www.revistaplaneta.com.br/martha-gallego-thomaz/ Neide Prado Zühlke ? Médium e autora brasileira. Em sua obra, "O Mestre Louis Pasteur", Zühlke (2002, p. 103-112 ) afirma que a implantação dos trabalhos espirituais aconteceu a partir de 1936, data da Fundação da Federação Espírita do estado de São Paulo (FEESP). Por volta de 1940, o cientista Pasteur agrupou-se à Fraternidade dos Irmãos Humildes. Com os cooperadores encarnados, entre eles Edgard Armond, foram fundados os Trabalhos Especializados Pasteur, para o atendimento de moléstias e curas magnéticas, de obsessão profunda, males físicos, doenças graves (câncer, Aids), tabagistas, toxicômanos, alcoolistas, pessoas com ideação / tentativa de suicídio, crianças e adolescentes, etc. Próximo Grupo

  • Trabalho na ENS | Pasteur Brasil

    Trabalho na ENS Pasteur consegue uma transferência à Paris e uma promoção: em 1857 é nomeado administrador da École Normale Supérieure (ENS) e diretor de estudos científicos, a pedido do diretor da instituição, Désiré Nisard (1806-1888). Instala-se na Rua d’Ulm, localidade onde futuramente funcionará seu laboratório, berço do vindouro Instituto Pasteur. As funções administrativas daquela época demandam diplomacia, o que convém pouco ao temperamento inflexível de Pasteur, que professa um gosto, quase militar, pela ordem e hierarquia. Tomadas de posições autoritárias o privam de simpatias, o que não o preocupa. Os alunos do científico, mais chegados a Pasteur, aceitam melhor o seu caráter, mas os de literatura suportam mal a sua tutela. Em uma das situações em que procura instalar a ordem, Pasteur pronuncia um discurso no refeitório anunciando que quem for surpreendido fumando nas dependências da École, será excluído. “Mas a falta não será por ter fumado, mas por ter desrespeitado a injunção que vocês estão recebendo agora” (Debré, 1995, p. 144). Não obstante esta falta de jeito, a história da École vai guardar o seu nome. O papel de diretor de estudos científicos é certamente mais dotado do que o administrador. Pasteur intervém nos programas, e inova ao incluir a história do processo experimental, recordando os esforços individuais dos principais inventores. Duas ações administrativas importantes são a atribuição de cargos de estagiários agrégés e a criação dos Annales scientifiques de l´École Normale, em que propõe redação gratuita, o que é aceito apesar dos riscos de não receber subvenções nem do Ministério nem da École Normale. “Possam esses Annales tornar-se uma honra e uma força para um estabelecimento cuja prosperidade caminha par a par com a instrução pública do nosso país” (Debré, 1995, p. 147). Pasteur compreendeu que só formaria professores de valor se houvesse a possibilidade de eles exercerem uma função científica. Esta nova medida, ainda atual hoje em dia, liga o ensino acadêmico à prática da pesquisa, sendo L. Pasteur um pioneiro da dupla vinculação. As instalações modestas do laboratório na Rua d´Ulm foram conquistadas a duras penas. No seu retorno à École Normale, a preocupação científica de Pasteur foi poder continuar suas pesquisas sobre as fermentações. Naquela época, fazer pesquisa era feito que o professor de ensino superior consagrava o tempo que podia, com meios bastante escassos. O orçamento das faculdades só concedia mínimos recursos, destinados majoritariamente à preparação das aulas. Não sobrava quase nada para as pesquisas. Mesmo em Paris, as condições de trabalho eram tais que se faziam ironias a respeito dos laboratórios, como se fossem os túmulos dos cientistas. Claude Bernard, por exemplo, efetuava seus trabalhos num laboratório estreito, onde a umidade transudava, o que o levou a adoecer. Pasteur teve que se contentar com os últimos metros quadrados disponíveis na Rua d´Ulm: um recanto sob os escombros, inutilizado por ser julgado incômodo demais, em particular no calor do verão. Além disso, os cômodos eram invadidos por ratos e foi preciso começar por desinfectá-los. Pasteur não tinha nenhuma subvenção para instalar-se. Escreveu a Gustave Rouland, então ministro da Instrução Pública e acabou obtendo alguns subsídios. Mas, para equipar e manter o seu laboratório com estufa, microscópio, produtos químicos e recipientes de vidro, o cientista utilizou o seu próprio salário. Pasteur também não tinha o direito de ser assistido por estagiários, que eram concedidos com parcimônia draconiana. Depois de inúmeras andanças aos chefes de gabinetes do Ministério, com uma tenacidade a toda prova, acabou por obter ganho de causa. Com o primeiro estagiário, Jules Raulin, o cientista dividia um espaço bastante incômodo. A pequenez do local tornava difícil instalar uma estufa. Foi preciso colocá-la em local que só era acessível por meio de uma escada, pondo-se de joelhos. Pasteur, entretanto, passou horas neste local. “Foi deste pequeno pardieiro, de que hoje hesitaríamos fazer uma gaiola de coelhos”, testemunhará Émile Duclaux, o sucessor de Raulin, “que surgiu o movimento que revolucionou, sob todos os aspectos, a ciência da física” (Debré, 1995, p. 163). Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. DUBOS, René J. Louis Pasteur. Barcelona, Espanha: Grijalbo, 1967a. Désiré Nisard (1806-1888). Claude Bernard Gustave Rouland Jules Raulin. Émile Duclaux. Continue lendo a biografia

  • Casamento | Pasteur Brasil

    Casamento e filhos Pasteur escreve ao amigo Chappuis dizendo que quando viu Marie pela primeira vez, sentiu que havia encontrado a sua companheira de vida. “Creio que serei muito feliz com ela. Tem todas as qualidades que eu poderia desejar em uma mulher” (Báez, 1995, p. 463). O casamento ocorre em 1849 na Igreja de Santa Madalena. O casal residirá alguns anos em Estrasburgo, na Rue des Veaux. Marie devota-se ao marido e cria, em torno dele, uma vida familiar tranquila, removendo as preocupações materiais. Desde os primeiros dias, a esposa não somente admitiu, mas aprovou que o laboratório vinha acima de tudo. Madame Pasteur era discreta, comedida, circunspecta e autoritária. Caracterizada como uma mulher de ordem e dever, porém alegre e sólida (Perrot & Schwartz, 2017). À noite, escrevia sob o ditado do cientista e lhe provocava explicações, pois se interessava realmente pelas facetas hemiédricas e demais pesquisas em andamento, às quais colaborou. O casal teve 5 filhos, dos quais somente 2 sobreviveram até a idade adulta: Jean-Baptiste e Marie-Louise. A primogênita, Jeanne, falece aos 9 anos de febre tifoide. Jean-Baptiste (1851-1908) é o segundo filho, cujo nome foi escolhido em homenagem ao amigo cientista Jean-Baptiste Biot, o qual também foi seu padrinho. Aos 18 anos, este filho contrai febre tifoide, mas sobrevive. Torna-se diplomata em Roma, Copenhague, Madrid e Atenas. Cécile falece aos 12 anos, também de febre tifoide, doença infecciosa que levou a morte de incontáveis pessoas no curso da história. Marie-Louise (1858-1934), apelidada Zizi, recebe o nome da junção dos pais. Será grande companheira e colaborará, assim como a mãe, em futuros experimentos e atividades de laboratório de Pasteur. Camille, a última filha, não sobrevive a um tumor de fígado, aos 2 anos de idade. O falecimento de três filhos, em plena infância, abalou Pasteur. Ao longo dos anos, observa-se o quanto o cientista irá se dedicar à identificação dos agentes patogênicos e ao combate às doenças infectocontagiosas. Referências: BÁEZ, Manuel Martínez. Vida y Obra de Pasteur. 2ª ed. México, DF: 1995. DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. DUBOS, René. Pasteur e a Ciência Moderna. São Paulo, SP: Edart, 1967. GAROZZO, Filippo. Louis Pasteur. Rio de Janeiro, RJ: Três, 1974. PASTEUR VALLERY-RADOT, Louis. Images de la Vie et de l´ Œ uvre de Pasteur. Paris, França: Flammarion, 1956. PERROT, Annick; SCHWARTZ, Maxime. Louis Pasteur le Visionnaire. Paris, França: Éditions de la Martinière, 2017. Webgrafia: https://phototheque.pasteur.fr/ Retrato de Marie Pasteur exposto na Maison Pasteur na cidade de Arbois, França. Sinalização em frente à Igreja Santa Madalena, na cidade de Estrasburgo, onde ocorreu o casamento do casal Pasteur em 29/05/1849. Placa sinalizadora da Rue des Veaux, em Estrasburgo, onde o casal residiu naquela cidade. Fachada da moradia do casal, composto por conjunto de apartamentos. Sinalização na fachada residencial. Três dos filhos de Pasteur, em fotografia do ano de 1862. Da esquerda para a direita: Jean-Baptiste, Cécile e Marie-Louise. Cécile Pasteur, em algum ano antes de sua morte, aos 12 anos, devido à febre tifoide. Madame Pasteur e Camille em 1864. A criança faleceu aos 2 anos de idade, devido a um tumor no fígado. Marie-Louise Pasteur, na época do seu casamento com René Vallery-Radot, em 1879. Jean-Baptiste Pasteur, filho do casal, em uniforme militar. Engajou-se voluntariamente em 1870 na guerra Franco-Alemã. Continue lendo a biografia

  • Academia de Medicina | Pasteur Brasil

    Academia de Medicina Apesar de ser químico, Pasteur foi admitido na Academia Médica de Paris em 25 de março de 1873, onde desde o início defendeu seus pontos de vista sobre os microrganismos e os fenômenos de putrefação que ocorriam no homem. Assim, são poucos os que vêm Pasteur sentar-se na Academia de Medicina de bom grado, mas graças à sua reputação e conexões, o cientista torna-se membro. Sua eleição é disputada por um voto, o que novamente mostra quão grande é a desconfiança do químico. Pasteur foi escolhido para ser ouvido como um especialista. Raros foram os que imaginaram Pasteur intervindo nos debates, ousando aconselhar e até a dar ordens sobre a arte de curar (Debré, 1995, p. 340). Claude Bernard vê em Pasteur um aliado contra médicos que desprezam a fisiologia (Debré, 1995, p. 327). Eles sentam-se lado a lado e conversam familiarmente (Debré, 1995, p. 392). Bernard defende as experiências de Pasteur e reconhece sua originalidade, concedendo-o o prêmio de fisiologia experimental. Bernard é mais cientista do que médico, pois a seus olhos, o trabalho de laboratório é que fundamenta a medicina experimental e permite às antigas terapias se transformarem em ciências (Debré, 1995, p. 395). Durante muito tempo o bisturi ficou separado do microscópio. Só as lições de Pasteur e de Claude Bernard, juntos, na Academia de Medicina conseguirão mudar essa mentalidade. Por chocar com os hábitos de uma casta médica, as contribuições conceituais da microbiologia levarão mais de ¼ de século para penetrar nos costumes e práticas médicas (Debré, 1995, p. 301). Bernard preparou o terreno e foi Pasteur quem redesenhou a paisagem médica onde evoluímos há 1 século (Debré, 1995, p. 550). Bernard fala pouco, não sorri e raramente faz algum comentário. Faz inúmeras experiências com animais, relata as observações feitas e redige comunicações extensas para os padrões das Academias. Nunca faz propaganda de si mesmo e diferentemente de Pasteur, nunca quis sair falando de suas teorias e resultados. Apesar de ser reconhecido em toda a Europa como o primeiro fisiologista de sua época, Bernard só se sente à vontade em seu laboratório (Debré, 1995, p. 395). Uma estima recíproca vai unir estes dois amigos, em laços verdadeiramente pessoais. Bernard, uns 10 anos mais velho, sempre apoiou Pasteur prontamente, sobretudo na época da eleição de Pasteur para a Academia de Ciências. Eles se encontravam regularmente e participaram juntos de um pequeno grupo de peritos encarregado por Napoleão III para fazer um relatório sobre a situação do ensino científico na França (Debré, 1995, p. 397). Na ocasião do adoecimento por enterite de Bernard, Pasteur, para apoiar seu amigo em convalescença e em repouso afastado de Paris, publica o artigo “Claude Bernard, importância de seus trabalhos, seus ensinamentos e de seu método”. Para isso, releu todos os trabalhos do amigo fisiologista. Bernard fica emocionado e agradecido, e lhe escreve “a admiração que o senhor demonstra por mim é recíproca”. Quando, por sua vez, Pasteur é atingido por um AVC, Bernard é um dos primeiros a comparecer à sua cabeceira para lhe trazer, afetuosamente, o seu apoio moral (Debré, 1995, p. 398). Mais adiante, em 1878, Bernard fica gravemente doente. Acamado, é assistido pelo seu aluno Arsène d´Arsonval, a quem revela suas dúvidas sobre as teorias de Pasteur a respeito das fermentações. Ele acha que o fenômeno independe das leveduras, negando o papel da bactéria como organismo vivo, e diz ter anotações de resultados preliminares confirmando suas hipóteses. Neste mesmo ano, Bernard falece e seu aluno encontra seus papéis no quarto, e percebe que não são resultados, mas um esboço de trabalhos a realizar. D´Arsonoval e seus amigos optam pela publicação e enviam os papéis a Marcellin Berthelot, que não acredita no papel do ser vivo na fermentação, e publica as notas de Bernard em revista científica. A curiosidade é grande por esta publicação, pois Bernard não era amigo de Pasteur? (Debré, 1995, p. 399). Pasteur inicialmente não sabe se deve reagir publicamente, pois sabia ser uma atitude inerente de Bernard a de questionar tudo, a fim de não deixar passar nenhum erro de raciocínio. Pasteur consulta então a opinião de colegas na Academia. Alguns aconselham a não se deixar incomodar pelo que seria uma volta ao passado; outros pensam que o respeito à memória de Bernard obriga a responder apenas com fatos, já que Bernard não está presente para sustentar uma discussão. O que mais choca a retidão de Pasteur é polemizar com um morto, no entanto, após ler os documentos por inteiro, decide se posicionar sugerindo que a publicação de Berthelot não é fiel ao pensamento de Bernard e anuncia que está começando uma nova série de experiências sobre fermentação, não para defender sua teoria, mas para dar continuidade aos trabalhos que Bernard não teve tempo de terminar. Naquele ano, as férias de Pasteur são consagradas a estas experiências e consegue resultados taxativos: a levedura é indispensável para a fermentação. Pasteur publica suas conclusões sob a forma de um exame crítico de um escrito póstumo de Claude Bernard sobre a fermentação, onde afirma no final que “a glória do nosso ilustre colega não foi diminuída” (Debré, 1995, p. 401). Michel Peter afirma que um médico não precisa se sobrecarregar com os saberes de um químico, de um físico ou de um fisiologista. Dirigindo-se a Pasteur, fala a respeito da febre tifoide: “O que me importa o seu micróbio?”. Em resposta, Pasteur denuncia o que para ele é uma “blasfêmia médica” e insiste que o médico deve não só curar, mas prevenir a doença, e recomenda a profilaxia e a higiene (Debré, 1995, p. 301). Peter é um dos mais influentes membros da Academia, e afirma que “as descobertas das bactérias são curiosidades da história moderna (...) quase sem nenhum proveito para a Medicina”. "Na Academia, Peter se arvora de promotor e transforma a assembleia em uma audiência de acusação: 'A desculpa do senhor Pasteur é a de ser um químico, que inspirado no desejo de ser útil, quis dar força à medicina, ciência que lhe é totalmente estranha" (Debré, 1995, p. 460). Peter e Pasteur se desprezam, mas são parentes afastados do lado de suas esposas, por meio de um ancestral comum, Joseph Loir, que foi veterinário do exército do Egito. Ele havia se casado sob as ordens de Napoleão Bonaparte. Seu neto é Adrien Loir, sobrinho de Pasteur, que trabalha de manhã com Peter e de tarde com Pasteur. Deste modo, participa da briga dos dois “patrões” (Debré, 1995, p. 459). Gabriel Constant Colin se revela um adversário da teoria de Pasteur. Este veterinário se apoia em 12 anos de trabalho com o carbúnculo para afirmar que Pasteur está errado em acreditar que o bacilo é o responsável pela doença. Colin também se recusa a admitir o fenômeno de incubação de certas doenças. Pasteur se esforça em vão em convencê-lo apesar das explicações. Colin conserva vários adeptos entre os médicos. Diante de vários debates contraditórios na Academia, Pasteur exclama aos jovens que assistem às sessões: “jovens, vocês que se sentam no alto destas arquibancadas provavelmente são a esperança do futuro médico do nosso país. Não venham aqui para procurar a excitação da polêmica; venham se instruir com os métodos” (Debré, 1995, p. 356-358). Henri-Marie Bouley, veterinário, se declara impressionado com a interpretação de Colin e embora partidário de Pasteur, convida-o a examinar de perto as objeções que lhe são feitas, as quais Pasteur replica vigorosamente. Porém, cabe ressaltar que Bouley é um dos grandes apoios de Pasteur (Debré, 1995, p. 355, 448, 460, 495). Na Academia, cada vez que Bouley tenta louvar os méritos de Pasteur, Peter intervém e é aplaudido em nome da medicina tradicional (Debré, 1995, p. 460). Alphonse Guérin cria o laboratório de anatomia e química patológica para observar os benefícios do uso dos curativos acolchoados. Ele associa o abcesso às febres infecciosas (Debré, 1995, p. 327). Pasteur constata que os curativos de Guérin, assim como os de Lister, são os verdadeiros responsáveis pelos sucessos cirúrgicos constatados, graças à filtragem dos germes por essa separação acolchoada e a consequente destruição destes pela solução anti-séptica (Debré, 1995, p. 328). Quando Pasteur faz uma comunicação à Academia de Medicina dizendo que pretende produzir vacinas, mas ainda sem relatar o processo (que ainda iria dar início), os adversários de Pasteur, encabeçados por Jules Guérin o censuram por não comunicar os detalhes de sua técnica e conseguem que a Academia repreenda a conduta de Pasteur. Ele fica furioso e abatido, pois naquele mesmo período sua irmã Virginie acaba de falecer. Pasteur faz diversos rascunhos de uma carta de demissão da Academia, mas volta atrás. Mais adiante, Pasteur estará apto a revelar em detalhes o seu processo experimental de virulência atenuada (vacinação), que marcará o nascimento de uma nova disciplina, a imunologia (Debré, 1995, p. 427-428). As discussões sobre a varíola e a vacina continuam na Academia, o que se torna cansativo para Pasteur. O conflito entre os dois se agrava e Pasteur o responde grosseiramente e recusando-se a responder a Jules Guérin, e acrescenta: “Doravante, seremos dois no combate e veremos qual de nós sairá ferido e machucado desta luta”. A sessão é suspensa por um grande tumulto. Guérin furioso se precipita sobre Pasteur e é impedido pelo barão Larrey, que se interpõe. Na época, Guérin tem quase 80 anos e Pasteur quase 60 anos. Depois de alguns dias, o conflito vai se extinguir e Pasteur aceita se desculpar, cujas palavras ficaram registradas na ata: “Se, no calor do debate, pronunciei alguma palavra ou julgamento que pudesse prejudicar o renome do senhor Jules Guérin, eu as retiro e declaro que nunca desejei ferir nosso sábio colega. Em nossas discussões, só tive uma preocupação, a de defender, energicamente, a exatidão dos meus trabalhos” (Debré, 1995, p. 441-442). Gabriel Colin e Jules Guérin continuam a atacar Pasteur, mesmo após o sucesso do experimento em Poilly-le-Fort. Não raro, Pasteur deixa a sala, com raiva contra os que não compreendem o valor de suas experiências. Finalmente, resigna-se a não mais assistir às sessões da Academia. Sua ausência, no entanto, não impede as controvérsias sobre a teoria microbiana, a teoria do contágio e sobre as terapias propostas (Debré, 1995, p. 459). Charles-Emmanuel Sédillot (não era membro da Academia) era um fervoroso partidário de Pasteur. Com 64 anos, foi um dos primeiros a aceitar e encorajar os trabalhos de Pasteur e suas aplicações cirúrgicas. Ele lê uma nota na Academia resumindo a evolução positiva do tratamento das lesões, com curas mais frequentes e redução de gangrenas e amputações. Se relatório termina com uma apologia à palavra micróbio (em vez de animálculo), dizendo: “a palavra micróbio tem a vantagem de ser mais curta e de possuir um significado mais geral e, tendo meu ilustre amigo Littré, o linguista mais competente da França, aprovado esse nome, nós o adotaremos” (Debré, 1995, p. 408). Maximilien-Paul-Émile Littré era unanimemente respeitável, sendo descrito como uma das grandes mentes do século, e pela sagacidade de sua mente, Ernest Renan disse ser “uma das consciências mais completas do universo”. Foi autor do célebre Dictionnaire, e mesmo deixando de praticar a medicina, torna-se um erudito na área. Deste modo, torna-se a autoridade mais competente para batizar os pequenos organismos que Pasteur detectou em seu microscópio. Em resposta a Sédillot, afirma: “para designar os animálculos, eu daria preferência a ‘micróbio’; primeiro, porque, como você diz, é mais curto, depois porque ele destina ´microbia´, substantivo feminino, para a designação de estudo do micróbio” (Debré, 1995, p. 410). Pasteur e Littré se respeitam, mas existem entre eles diferenças: Littré é republicano, franco-maçon e positivista. Para Pasteur, os positivistas não entenderam o sentido do método científico, e afirma “Para julgar o valor do positivismo, meu primeiro pensamento foi procurar nele a invenção. Não achei. Como não me oferece nenhuma ideia nova, o positivismo me deixa reservado e desconfiado” (Debré, 1995, p. 413). As profundas razões que levam Pasteur a se opor à filosofia positivista são mais específicas, por exemplo, o positivismo rejeita o uso do microscópio, e separa a química da biologia, por exemplo. Entretanto, é a questão da existência de Deus, que Pasteur chama de infinito, que o afasta do positivismo. Pasteur diz: “aquele que proclama a existência do infinito reúne mais sobrenatural nessa afirmação do que o existente em todos os milagres de todas as religiões. (...) Vejo em toda a parte a inevitável expressão da noção do infinito no mundo. A ideia de Deus é uma forma da ideia do infinito” (Debré, 1995, p. 414). "Nos bancos da antiga Casa de Caridade, Pasteur encontra cinco dos maiores positivistas: Claude Bernard, Émile Littré e, é claro, Marcelin Berthelot; também Paul Broca, o célebre neurologista a quem se deve a primeira descrição anatômica do cérebro e Charles Robin, colaborador de Littré, inventor das palavras "hemácias" e "leucócitos" para designar os glóbulos vermelhos e brancos do sangue. Como revelam as atas das sessões, depois da morte de Claude Bernard, esses cientistas deixam Pasteur lutar sozinho. Por ocasião da famosa comunicação de maio de 1880, quando Pasteur descreve o estafilococo do furúnculo como sendo também responsável pela osteomielite, nenhum deles toma a palavra para destacar a importância da descoberta" (Debré, 1995, p. 416). Alfred Vulpian é um dos médicos mais respeitados de sua época. Se torna membro da Comissão Oficial da Raiva, criada pelo governo, a pedido de Pasteur, para controlar e avaliar as pesquisas em curso sobre a doença. Diante do exame do paciente Joseph Meister, diz a Pasteur que acha o caso sério o suficiente para que se justifique esta primeira tentativa de vacinação. Após o sucesso do tratamento e diante da Academia de Ciências, Vulpian pede a palavra dizendo que Pasteur trabalhou durante anos, com uma série de pesquisas feitas sem interrupção até criar um tratamento do qual não duvida do sucesso (Debré, 1995, p. 489, 494). Após a descoberta da vacina da raiva, Jean-Martin Charcot aproveita para posicionar-se perante os inimigos de Pasteur na Academia de Medicina: “o inventor da vacina antirrábica hoje, com mais razão do que nunca, pode andar com a cabeça erguida e prosseguir o cumprimento de seu glorioso labor sem deixar-se desviar dele, no mínimo pelos clamores da contradição sistemática ou pelas insidiosas murmurações da difamação” (Viñas, 1991, p. 156). Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. VIÑAS, David. Louis Pasteur. Barcelona, Espanha: Labor, 1991. https://www.ccih.med.br/wp-content/uploads/2014/07/capitulo7-As-bases-do-hospital-contempor%C3%A2neo-a-enfermagem-os-ca%C3%A7adores-de-micr%C3%B3bios-e-o-controle-de-infec%C3%A7%C3%A3o.pdf https://www.pourlascience.fr/sd/histoire-sciences/la-mort-par-les-microbes-3896.php Fachada da Academia de Medicina. Frente da Academia de Medicina. Detalhe da inscrição da Academia de Medicina em Paris. Biblioteca da Academia de Medicina. Interior da Academia de Medicina. Continue lendo a biografia

  • Amigos de Infância e Adolescência | Pasteur Brasil

    Voltar para os Grupos Amigos de Infância e Adolescência Alexandre Charrière, Guillemin e Ferdinand Coulon ? Junto a estes três amigos franceses de infância em Arbois, Pasteur e os irmãos Vercel (descritos a seguir) pescavam no rio Cuisance, onde banhavam-se no verão. Gostavam de escorregar na neve no inverno em pequenos trenós, além dos jogos da época: bolinhas de gude, jogo da péla (ancestral do tênis) (Debré, 1995, p. 32). Os meninos também participavam da colheita e das festas da uva. Gostavam de matar passarinhos, mas Pasteur se recusava (Garozzo, 1974, p. 31). Louis Pasteur junta-se às propostas de brincadeiras dos amigos, mas afasta-se desgostoso quando se trata de ferir ou apanhar um pássaro (Viñas, 1991, p. 33). Jules Vercel e Altin Vercel 1819-1894 / 1820-1901 Os irmãos Vercel se tornaram amigos de Pasteur desde à infância em Arbois. Eram franceses, filhos de vinhateiros. Pasteur faz o retrato, em pastel, de Altin Vercel. Aos 15 anos Pasteur e Jules vão à Paris para estudar. Alojam-se no Instituto Barbet (senhor do Franco-Condado). Jules era divertido e alegre, de modo que tudo era bom e agradável em Paris. Porém, Pasteur fica sem dormir, não come direito e só fala do Jura. Então, retorna para a casa dos pais logo depois. Jean-Joseph, o pai, vai até Paris buscá-lo (Garozzo, 1974, p. 30, 40-42). Mais tarde, em 1870, em pesquisas sobre os microorganismos, Pasteur visita diferentes localidades, dentre elas Arbois, onde, acompanhado pelo amigo de infância Jules Vercel, carregou vinte frascos e adentrou os campos para a coleta do ar ambiente (Garozzo, 1974, p. 97-98). Em fevereiro de 1894, Pasteur recebe com tristeza a comunicação da morte de seu querido amigo de infância Jules Vercel (Debré, 1995, p. 546). Ao saber do falecimento, Pasteur escreve à esposa de Jules: “Minha esposa e meus filhos esconderam de mim por alguns dias a perda cruel que você acabou de sofrer, sabendo bem a profunda tristeza que eu experimentaria. Durante todo o inverno este querido amigo passou por uma cruel provação. Eu senti muito, do fundo do meu coração. Agora eu choro por ele, o melhor dos homens e o mais fiel dos amigos” (Ref. https://ader.auction.fr/_fr/lot/louis-pasteur-las-paris-27-fevrier-1894-a-mme-jules-vercel-a-arbois-frac34-page-13987739#.YC96I-hKjnY ). Mais informações: https://www.confrerie-royal-vin-jaune.fr/Mystn-rieux-vin-jaune-17.html Charles Chappuis 1822-1897 Filósofo francês. Inspetor Geral Honorário da Educação Primária em 1894. Amigo de Pasteur desde a época dos estudos no Collége Royal de Besançon. “É o único capaz de tirar Pasteur do mutismo e diverti-lo” (Debré, 1995, p. 41). Este grande amigo de Pasteur é filho do tabelião de Saint-Vit. Pasteur sente-se bem com "esse camarada pouco expansivo e aprecia sua tenacidade e autoridade, quando ambos mergulham em seus deveres de filosofia" (Debré, 1995, p. 41). Pasteur e Chappuis têm uma excelente relação afetiva e intelectual. Compartilham leituras e deveres de filosofia. Aos 17 anos, Pasteur vai com Chappuis para Paris estudarem no Liceu Saint-Louis e se prepararem para o concurso da École Normale Superieure. Aloja-se novamente no Instituto Barbet (senhor do Franco-Condado). Gostavam de passar os finais de semana em uma biblioteca, lendo obras filosóficas. Fizeram raros passeios pela cidade. Chappuis torna-se filósofo, doutor em Letras, professor de Filosofia da Faculdade de Letras de Besançon e escritor. “Chappuis vai tornar-se, na vida, o amigo privilegiado e confidente de Pasteur, respeitando suas escolhas e guiando as suas ambições” (Debré, 1995, p. 41). Ref. https://data.bnf.fr/en/10429857/charles_chappuis/ Pierre-Augustin Bertin 1818-1884 Físico francês. Amigo de Pasteur desde o tempo do Collège Royal de Besançon, onde Pasteur vai estudar aos 17 anos, diplomando-se bacharel em Letras. Bertin estudará com Pasteur na École Normale Supérieure em Paris e se tornará professor de Física na Faculdade de Estrasburgo. Bertin foi companheiro jovial e agradável, sempre fiel ao amigo. Foi um dos únicos amigos capazes de divertir o introvertido Louis Pasteur, se tornando companhia inseparável. Torna-se professor de Física na Faculdade de Estrasburgo. Pasteur chega a Estrasburgo em 22/01/1849. "Assim que desembarca, instala-se na casa de Pierre-Augustin Bertin, no cais des Pêcheurs, a alguns passos da faculdade" (Debré, 1995, p. 79). Bertin receberá o cientista na cidade e o apresentará ao reitor da Universidade, Aristide Laurent, o futuro sogro de Pasteur. Em Paris, também ajudará Louis na seleção dos estagiários para o laboratório na Rua Ulm. Jules Marcou 1824-1898 Geólogo francês. Trabalhou vários anos com Louis Agassiz (1807-1873) nos Estados Unidos. Jules Marcou nasceu no Jura, colega de classe em Besançon, amigo por toda vida de Louis Pasteur. Pasteur faz seu desenho em pastel, de uniforme escolar. Como geólogo, Marcou participa da exploração científica das Montanhas Rochosas nos EUA. Ainda jovem, publicou o primeiro Mapa Geológico dos Estados Unidos (1853) e posteriormente o Mapa Geológico da Terra (1861 e 1875), que teve grande sucesso. Torna-se professor na Universidade de Harvard. Em fevereiro de 1893, devido às sequelas do AVC, Marie Pasteur escreve a Jules Marcou: "Caro senhor Marcou, seu amigo Pasteur continua a passar bem, mas precisa se resignar a deixar de lado todo o trabalho cansativo. Ele se interessa pelo trabalho dos outros. É com prazer que ainda comparece às Academias. Solícito, observa seus netos crescerem, e, com os cuidados que deve dispensar à saúde, o tempo passa sem muita dificuldade" (Debré, 1995, p. 546). Próximo Grupo

  • Referências | Pasteur Brasil

    Referências Bibliográficas 137 livros organizados em 3 seções, discriminadas a seguir. Idiomas: 66 em português, 54 em francês, 9 em espanhol e 8 em inglês. I. Biografias e Obras sobre Pasteur (75) ATHIAS, Armand et al. Autour de Louis Pasteur. Dole, França: Cahiers Dolois, 1995. BÁEZ, Manuel Martínez. Vida y Obra de Pasteur. 2ª ed. México, DF: 1995. BARBE, Noël et al. Caricaturer Pasteur. Besançon, França: Sekoya, 2014. BAZIN, Hervé. Mémoire en Images: Louis Pasteur. Tours, França: Alan Sutton, 2009. BESSON, André. Louis Pasteur: um aventurier de la science. França: Éditions du Rocher, 2013. BIRCH, Beverley. Louis Pasteur. São Paulo, SP: Globo, 1993. BIRCH, Beverley. Pasteur: a luta contra os micróbios. Blumenau, SC: Eko, 1994. BLARINGHEM, L. Pasteur et le Transformisme. Paris, França: Masson et Cie Editeurs, 1923. BRUNET, Jean-Pierre. La Rage Envers Pasteur: de la sanctification à la diabolisation? Besançon, França: Éditions Graine d´Auteur, 2017. BRUNIAUX, Phillippe; PRÉVOST, Marie-Laure. Pasteur à l´ Œuvre . Besançon, França: Sekoya, 2018. CHANLAINE, Pierre. Pasteur et ses Découvertes. Paris, França: Fernand Nathan, 1966. CUNY, Hilaire. Louis Pasteur et le Mystère de la Vie . Paris, França: Pierre Seghers, 1963. CUNY, Hilaire. Louis Pasteur: the man and his theories. Londres, Grã-Bretanha: The Camelot Press, 1965. DAGOGNET, François. Pasteur san la Legende. Paris, França: Géraldine Billon, 1994. DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. DELAUNAY, Albert. L´Institut Pasteur des Origines a Aujourd´hui. Paris, França: France-Empire, 1962. DELAUNAY, Albert. Pasteur e os Micróbios. Lisboa, Portugal: Publicações Europa-América, [ca. 1950]. DROUIN, Henri. La Vie de Louis Pasteur. Paris, França: Librairie Gallimard, 1929. DUBOS, René J. Louis Pasteur: free lance of science. Boston, Estados Unidos: Little, Brown and Company, 1950. DUBOS, René J. Louis Pasteur. Barcelona, Espanha: Grijalbo, 1967a. DUBOS, René. 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Colheita Intermissiva. Dividendo da Personalidade Consecutiva. Duplocarma. Gatilho Retrocognitivo. Grupocarmograma. Grupocarmograma Retrocognitivo. Inseperabilidade Grupocármica. Intermissão Mudancista. Intermissiometria. Marca Parapsíquica. Materpensene. Nódulo Holomnemônico. Paramicrochip. Personalidade Consecutiva. Olhar Seriexológico. Raiz do Temperamento. Retrossenha Pessoal. Seriéxis Alheia. Seriexograma. Seriexometria. Webgrafia Específica Academie des Sciences. Academie Nationale de Médecine. Academie Française. Bibliothèque Nationale de France (BNF). Google Arts & Culture: Institut Pasteur. Institut Pasteur. Nobel Prize. Palais de la Découverte: Pasteur l'expérimentateur. Phototeque Pasteur. Societé des Amis de Pasteur. Terre de Louis Pasteur. Filmografia Específica Louis Pasteur, Portrait d'un Visionnaire. Pasteur e Koch: Duelo de Gigantes no Mundo dos Micróbios. Que reste-t-il de Pasteur? The Story of Louis Pasteur (A História de Louis Pasteur).

  • Citações | Pasteur Brasil

    Citações Excertos de escritos e declarações de Louis Pasteur, agrupados por temas. Acesse as referências utilizadas nesta compilação. Foi utilizada tradução livre de trechos extraídos de outros idiomas. Ciência e Pesquisa "O grande segredo consiste em fazer experiências que não deixem lugar à fantasia do observador. No começo das pesquisas em torno de um determinado objetivo, a força da imaginação deve dar asas ao pensamento. No momento de se tirar uma consequência e da demonstração de fatos colhidos pelas observações, a fantasia deve, pelo contrário, ser dominada pelos resultados concretos das experiências e a eles submetida" (Unger, [196-], p. 24). “Na ciência, algumas pessoas têm convicções; outros têm apenas opiniões. A convicção supõe prova; as opiniões são frequentemente baseadas em hipóteses" ( Cuny, 1963, p. 172) . "Acreditar que se descobriu um fato científico importante, ansiar anunciá-lo e ainda assim esperar dias, semanas ou até anos; esforçar-se para invalidar as próprias experiências; publicar as descobertas só depois de exaustivas verificações - sim, a tarefa é dura. Mas, quando se consegue a certeza, a recompensa é um dos melhores bálsamos para a alma humana" (Birch, 1993, p. 32; Cuny, 1963, p. 172 ). "Sempre duvide de si mesmo, até que os fatos se apresentem de forma indubitável" (Birch, 1993, p. 7). "Não apresente nada que não possa ser comprovado de forma simples e decisiva" ( Cuny, 1963, p. 172) . "Vamos, revolucionemos o mundo com os nossos descobrimentos!"(Unger, [196-], p. 97). "Nada é mais gratificante para um cientista do que aumentar o número de descobertas, mas o máximo é ver suas observações colocadas em prática" (Birch, 1993, p. 33). "Para quem dedica sua vida à ciência, nada pode dar-lhe mais felicidade do que aumentar o número de suas descobertas, mas sua alegria transborda quando os resultados de seus estudos encontram imediatamente aplicações práticas" (Dubos, 1967a, p. 76). "Não há ciência pura e ciência aplicada - há apenas ciência, e as aplicações da ciência" (Dubos, 1967b, p. 51). "Não existe uma categoria de ciências que possa ser chamada de ciências aplicadas. Existe a ciência e as aplicações da ciência, ligadas entre si como o fruto à árvore que o gerou" (Cuny, 1963, p. 173 ). "Sem teoria, a prática nada mais é do que rotina nascida do hábito. Somente a teoria pode trazer o avanço e o desenvolvimento do espírito de invenção" (Dubos, 1967a, p. 22). "Quando medito sobre uma doença nunca penso encontrar um remédio para ela, porém, em vez disso procuro meios de preveni-la" (Dubos, 1967b, p. 106). "A cultura das ciências em sua expressão mais elevada talvez seja ainda mais necessária para o estado moral de uma nação do que sua prosperidade material" ( Cuny, 1963, p. 174) . "O papel dos infinitamente pequenos na Natureza é infinitamente grande" (Dubos, 1967b, p. 57). "As concepções mais elevadas, as especulações mais legítimas, ganham corpo e alma apenas no dia em que são consagradas pela observação e pela experiência. Acabem com o trabalho, as ciências físicas se tornarão a imagem da esterilidade e da morte. Não serão mais do que ciências da educação, limitadas e impotentes, e não ciências do progresso e do futuro" ( Cuny, 1963, p. 175) . "O verdadeiro sábio tem um só dever e uma única tarefa: procurar aquilo que existe" (Unger, [196-], p. 66). Vida "A vida não tem valor, quando não se pode ser útil a outrem" (Unger, [196-], p. 12). "Há na vida de todo homem, na carreira das ciências experimentais, uma idade em que o emprego do tempo é inestimável: a idade rápida em que floresce o espírito de invenção, na qual cada ano deve ser marcado por um progresso" (Debré, 1995, p. 162). "Gostaria de ser mais jovem para me dedicar com novo ardor ao estudo de novas doenças" ( Cuny, 1963, p. 171) . "Se eu tivesse outra vida para viver, tentaria sempre me lembrar do admirável preceito de Bossuet: 'A pior atitude que podemos tomar é acreditar que as coisas são como são porque queremos que elas assim sejam´" (Birch, 1993, p. 36; Cuny, 1963, p. 171). "O único consolo, quando começamos a sentir que as nossas próprias forças se esvaem, é dizer a nós mesmos que podemos ajudar quem nos segue a fazer mais e melhor do que nós, caminhando com os olhos fixos nos grandes horizontes que só podemos vislumbrar" ( Cuny, 1963, p. 172) . Personalidade "Deixe-me contar-lhe o segredo que me fez chegar a meu objetivo. Minha única força reside em minha tenacidade" (Birch, 1993, p. 6). "No campo da experimentação, o acaso favorece as mentes preparadas" (Birch, 1993, p. 52). "Não basta amar a verdade, é preciso defendê-la também" (Unger, [196-], p. 49). "Sou o mais hesitante dos homens, o que mais teme se comprometer quando não tem provas. Mas, ao contrário, nenhuma consideração pode me impedir de defender o que penso ser a verdade quando posso contar com sólidas provas científicas" (Birch, 1993, p. 6). "Querer é muito, porque do querer se segue sempre uma ação, um trabalho, a maioria das vezes coroado de êxito. Destas três coisas, vontade, trabalho e êxito é que se compõe a vida humana. A vontade abre as portas de uma carreira feliz; o trabalho tudo vence; e o êxito coroa a obra" (Unger, [196-], p. 74). "Seria aos meus próprios olhos um ladrão, se passasse um dia inteiro sem trabalhar" (Unger, [196-], p. 112). "Meu trabalho, minha família, minha pátria, isso é o que sempre amei" (Vallery-Radot, 1994, p. 58). Residindo em Lille, Pasteur escreve ao amigo Charles Chappuis: "Tenho, finalmente, o que sempre quis, um laboratório que posso ir a qualquer hora, no andar térreo do meu aposento; e, por vezes, enquanto estou dormindo, principalmente nestes dias, o gás queima toda a noite e as operações continuam em curso (...) Trabalhemos todos, só isso é que diverte" (Debré, 1995, p. 111). "É na leitura das obras dos inventores que a chama sagrada da invenção se acende e se mantém unida" (Blaringhem, 1923, p. vii). "Seria muito interessante e proveitoso se dos progressos da ciência participasse também o coração" (Unger, [196-], p. 84). "A grandeza dos atos humanos mede-se pela intenção de que se originam" (Unger, [196-], p. 123). "Frequentemente, uma observação do homem mais inculto, mas que faz bem o que faz, é infinitamente preciosa" ( Cuny, 1963, p. 174) . "O cientista que se entrega à tentação das aplicações industriais deixa assim de ser o homem da ciência pura, complica a sua vida e a ordem normal dos seus pensamentos de preocupações que paralisam nele qualquer inventividade para o futuro" ( Cuny, 1963, p. 174) . "Mantenha o seu entusiasmo, mas dê a este companheiro um controle severo" (Cuny, 1963, p. 175) . "Cultive o pensamento crítico. Reduzido apenas a ele, não será um despertador de ideias, nem um estimulante de grandes coisas, mas sem ele, tudo é nulo e vazio. Ele sempre tem a última palavra" (Cuny, 1963, p. 175) . "Quando me aproximo de uma criança, ela me inspira dois sentimentos: o de ternura pelo presente, e o de respeito por aquilo que um dia pode se tornar"(Cuny, 1963, p. 175) . Religião e Espiritualidade "Não há aqui nenhuma questão religiosa, filosófica, materialista ou espiritualista. Posso até acrescentar que o fato de eu ser um cientista não teve a menor importância. Trata-se apenas da realidade. Quando comecei as experiências, estava pronto para ser convencido que a geração espontânea existe, como estou certo agora de que aqueles que acreditam nela são cegos" (Birch, 1993, p. 37). "Os gregos nos deram uma das mais belas palavras de nossa linguagem, a palavra 'entusiasmo' um deus interno. A grandeza dos atos dos homens é medida pela inspiração que lhes dá origem. Feliz é aquele que tem um deus interno" (Dubos, 1967a, p. 25; Dubos, 1967b, p. 119). "A ciência é incapaz de resolver a questão da origem e do fim das coisas" (Vallery-Radot, 1994, p. 377). "Além desta abóbada estrelada, o que há? Novos céus estrelados, que assim seja! E além? ... Além... é infinito". "Aquele que proclama a existência do infinito, e ninguém pode escapar disso, acumula nesta afirmação mais sobrenatural que não há em todos os milagres [religiosos], porque a noção de infinito tem esse duplo caráter de ser imposta e de ser incompreensível" (Vallery-Radot, 1994, p. 399-400). "Pretender introduzir a religião na ciência é um equívoco da mente. Ainda mais falsa é a mente de quem afirma introduzir a ciência na religião, porque é obrigada a respeitar o método científico" ( Cuny, 1963, p. 173-174) . "Onde estão as verdadeiras fontes da dignidade humana, da liberdade e da democracia moderna, senão na noção do infinito perante o qual todos os homens são iguais?" ( Cuny, 1963, p. 174) . Pátria / Nação "A ciência não tem pátria" (Vieira, 2014, p. 885). "A ciência não tem pátria, ou melhor, a pátria da ciência é o mundo inteiro" (Unger, [196-], p. 7). "Estou imbuído de duas profundas impressões; a primeira, que a ciência não conhece países; a segunda, que parece contradizer a primeira, embora seja na realidade uma consequência direta dela, que a ciência é a mais alta personificação da nação. A ciência não conhece país, porque o conhecimento pertence à humanidade, e ela é a tocha que ilumina o mundo. A ciência é a mais alta personificação de uma nação porque a primeira dentre as nações será aquela que levar mais longe os trabalhos do pensamento e da inteligência. A convicção de ter alcançado a verdade é uma das maiores alegrias do homem, e a ideia de ter contribuído para a honra do nosso país torna esta alegria ainda mais profunda. Se a ciência não tem país, o homem de ciência tem. E é ao seu país que deve dedicar sua influência para que sua obra tenha impacto no mundo" (Dubos, 1967a, p. 76; Dubos, 1967b, p. 118-119). "Quem sofre não é questionado sobre qual é o seu país e qual é a sua religião. Diz-se simplesmente: 'Você sofre, isso me basta: você me preocupa e eu o ajudarei" (Dubos, 1967a, p. 76-77). "Estou absolutamente convencido de que a Ciência e a Paz triunfarão sobre a Ignorância e a Guerra. Que as nações finalmente se unirão, não para destruir, mas para construir, e que o futuro pertencerá àqueles que trabalharam mais para o benefício da humanidade sofredora" (Dubos, 1967a, p. 77). Política "Não tenho e não quero ter nenhuma coloração política. Não quero ser nada senão um cidadão, um trabalhador dedicado ao seu país" ( Cuny, 1963, p. 171) . "A ciência, em nosso século, é a alma da prosperidade das nações e a fonte viva em todo o progresso. Sem dúvida, a política, com suas discussões cansativas e diárias parecem ser a nossa guia. Aparência vã! O que nos conduz são as descobertas científicas e suas aplicações... É a ciência que representarei no Senado" ( Cuny, 1963, p. 22-23). "Uma das grandes desgraças da França é que existem muitos políticos nas Assembleias. A política com suas fatigantes e cotidianas discussões parece ser nosso guia. Vã aparência! O que nos governa são algumas descobertas científicas e suas aplicações. No século atual, a ciência é a alma da prosperidade dos povos e a fonte festejada de todo o progresso" (Debré, 1995, p. 337). "É a Ciência na sua pureza, sua dignidade, sua independência que representarei no Senado" (Debré, 1995, p. 336). "A verdadeira democracia é aquela que permite a cada indivíduo dar o seu máximo esforço no mundo. Por que é necessário que ao lado desta fecunda democracia haja outra, estéril e perigosa, que, não sei sob que pretexto de igualdade quimérica, sonha em absorver ou aniquilar o indivíduo no Estado? Esta falsa democracia tem o gosto, atrevo-me a dizer o culto, da mediocridade ... Poderíamos definir esta democracia: a liga de todos aqueles que querem viver sem trabalhar, consumir sem produzir, chegar ao trabalho sem estar preparados para isso, para honrar sem ser digno..." ( Cuny, 1963, p. 29). Pasteur, enquanto candidato ao Senado confessa não aderir a nenhum partido, e seu discurso suscita indignação tanto da direita quanto da esquerda. Para o cientista, enquanto a ciência e a política estiverem separadas, o progresso será impossível: "Se, na nossa infeliz França, há trinta ou quarenta anos, os governos e as grandes corporações do Estado não se tivessem desinteressado das instituições próprias para fazer florescer as ciências, a Alemanha teria sido vencida. Ignoram vocês que, enquanto a política nos irrita por suas divisões insensatas que fazem a alegria satânica de nossos inimigos, o vapor, a telegrafia e tantas outras maravilhas transformam as sociedades modernas?" (Debré, 1995, p. 336). Arte "Grandes artistas quase sempre têm grandes corações" ( Cuny, 1963, p. 171). Animais " O sofrimento de um animal me impressiona o suficiente para que eu nunca quisesse matar um animal enquanto caçava (pescava). O gemido de uma cotovia ferida iria rasgar meu coração. Mas se se trata de escrutinar os mistérios da vida e adquirir uma nova verdade, a soberania da meta carrega tudo consigo (Em resposta a um protesto antiviseccionista) ( Cuny, 1963, p. 173). Com cães, você nunca deve começar. É muito difícil separar-se de um cachorro que você ama. Tudo bem não começar a amar um. Nunca tenha um (Resposta a uma pergunta feita durante a pesquisa sobre raiva) ( Cuny, 1963, p. 172 ). Exposições orais Após os desastres franceses na Guerra Franco-Prussiana de 1870-71, quando o governo italiano ofereceu-lhe uma cadeira de Química na Universidade de Pisa, com um alto salário: "O pensamento da França sustentou minha coragem durante as horas difíceis que foram uma parte inevitável dos prolongados esforços. Associei sua grandeza à grandeza da Ciência". "Eu me sentiria como um desertor se procurasse, fora de meu país em desgraça, uma situação material melhor do que aquela que ele pode oferecer-me (Dubos, 1967b, p. 116-117). Conferência pública na Sorbonne: "Na imensidão da criação, peguei minha gota de água, cheia de um alimento rico - ou seja, para usar a linguagem científica, cheia de elementos apropriados para o desenvolvimento de pequenos seres. E espero, observo, interrogo-a, peço-lhe mais uma vez que tenha a gentileza de começar, só para me agradar, o ato primário da criação. Seria tão lindo se ela me atendesse! Mas ela é muda! Permaneceu muda por anos. Ah! Isso aconteceu porque eu a mantive longe, e ainda a mantenho, da única coisa que o homem não pode produzir. Eu a mantive protegida dos micróbios que flutuam no ar; eu a protegi da vida, da vida de um micróbio, pois um micróbio é uma vida. A teoria da geração espontânea jamais se recuperará do golpe mortal que sofreu com esta simples experiência" (Birch, 1993, p. 10). Em discurso na Academia de Medicina: "Essa água, essa esponja, esse algodão com o qual vocês lavam ou cobrem uma ferida, podem depositar germes que têm o poder de se multiplicar rapidamente dentro dos tecidos... Se eu tivesse a honra de ser um cirurgião, impressionado como estou com os perigos a que o paciente está sujeito pelos micróbios presentes sobre as superfícies de todos os objetos, particularmente nos hospitais, não apenas usaria somente instrumentos perfeitamente limpos, como limparia minhas mãos com o maior cuidado e as sujeitaria a um rápido flambar... Eu usaria algodão, ataduras e esponjas previamente expostas a uma temperatura de 130 a 150º C." (Dubos, 1967b, p. 106-107). Para jovens cientistas no Instituto Pasteur: "Aquele entusiasmo que vocês mostraram desde o início, meus queridos colaboradores, conservem-no, mas deixem que a checagem precisa seja sua companheira de viagem. Jamais emitam uma opinião que não possa ser provada, cultuem o espírito crítico. Ele sozinho não pode despertar ideias nem levar a mente a fazer coisas brilhantes. Mas, sem ele, tudo é precário. Invariavelmente, ele dá a última palavra" (Birch,1993, p. 63). No discurso de seu jubileu: "Jovens, confiem no método científico, cujos primeiros segredos nós mal desvendamos. Não percam a coragem. Vivam no sereno ambiente dos laboratórios e das bibliotecas. No fim da vida, que vocês possam dizer: 'Fiz o que pude'." (Birch, 1993, p. 63; Dubos, 1967a, p. 52 ). "Jovens, tenham fé nos métodos eficientes e seguros dos quais ainda não conhecemos todos os segredos. E, qualquer que seja vossa carreira, não vos deixei desencorajar pela tristeza de certas horas que passam sobre as nações. Vivam na paz serena dos laboratórios e bibliotecas..." (Dubos, 1967b, p. 121). Sobre os laboratórios: "Tomem interesse, eu lhes imploro, naquelas sagradas instituições que designamos sob o expressivo nome de laboratórios. Peçam que elas sejam multiplicadas e adornadas; eles são os templos da riqueza e do futuro. Lá é que a humanidade cresce, torna-se mais forte e melhor. Lá é que ela aprende a ler nos trabalhos da Natureza, símbolos do progresso e da harmonia universal, enquanto que os trabalhos do ser humano são muito frequentemente aqueles do fanatismo e da destruição" ( Dubos, 1967a, p. 71; Dubos, 1967b, p. 119-120 ). Um dia, disse a seus alunos: "Vocês me trazem toda a alegria que pode sentir um homem cuja crença inabalável é a de que a ciência e a paz triunfarão sobre a ignorância e a guerra (...) que o futuro pertence àqueles que mais trabalharem para amenizar o sofrimento da humanidade" (Birch, 1993, p. 59). No discurso de inauguração do Instituto Pasteur: "Duas leis contrárias parecem estar lutando entre si atualmente: a primeira, a lei do sangue e da morte, sempre imaginando novos meios de destruição e forçando as nações a se encontrarem constantemente prontas para a batalha; a outra, a lei da paz, trabalho e saúde, sempre desenvolvendo novos meios para libertar o homem dos flagelos que o assolam" ( Dubos, 1967b, p. 120 ). Ao olhar pelo microscópio pela última vez em vida (micróbio da peste bubônica descoberto por Alexandre Yersin), comentou: "Ah, quanta coisa ainda há por fazer!" (Birch, 1993, p. 58). Em construção

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    Voltar para os Grupos Políticos Charles-Louis-Napoléon Bonaparte (Napoléon III) 1808-1873 Napoleão III, também chamado (até 1852) Louis-Napoléon, nome completo Charles-Louis-Napoléon Bonaparte, nascido Paris e falecido em Chislehurst, Kent, Inglaterra, sobrinho de Napoleão I, foi presidente da Segunda República da França (1850 a 1852) e imperador dos franceses (1852 a 1870). Devido à extensão da biografia de Napoleão III, sugere-se consultar os links referentes a "mais informações". Em ano seguinte à sua eleição para a Academia de Ciências, Pasteur é apresentado a Napoleão III, por Jean-Baptiste Dumas, segundo o costume da época ao ingressar na Academia. Naquele mesmo ano, Ildefonse Favé, oficial da ordem de Napoleão III, sugere que o imperador proponha a Pasteur um estudo sobre as doenças do vinho. Pasteur aceita o pedido, mas recusa qualquer ajuda financeira (Debré, 1995, p. 245-246, 254). Dois anos depois, Napoleão III disse ter muito interesse em se manter informado do andamento das pesquisas e o convida para passar uma semana no castelo de Compiègne (Debré, 1995, p. 246). É realizada uma demonstração aos imperadores ao microscópio, com amostras de vinho (Debré, 1995, p. 251). Em 1863, Pasteur escreve a Napoleão III dizendo que “é chegado o tempo de libertar as ciências experimentais das misérias que as entravam” (Debré, 1995, p. 166). No dia seguinte, o imperador pede a Victor Duruy, Ministro da Instrução Pública, que empreenda a construção de um novo laboratório na Rua Ulm. Contudo surgem obstáculos para a continuidade da obra, pois os créditos suplementares que a construção exige são recusados pela administração. Encontra-se dinheiro para levantar a Ópera Garnier, mas não para a pesquisa científica. Pasteur fica indignado e, em 1868, prepara um artigo denominado “O orçamento da ciência” para o jornal Le Moniteur a fim de mobilizar a opinião pública. Em um dos trechos ele diz: “suprimam os laboratórios, e as ciências físicas se tornarão a imagem da esterilidade da morte”. Algumas semanas depois, o imperador reúne todos os membros do governo e um conjunto de cientistas, inclusive Pasteur. Napoleão III convida cada um a se exprimir. Pasteur recorda a criação da função de estagiário e fala em seguirem o exemplo da Alemanha, onde inclusive eles moram nas proximidades do seu laboratório (Debré, 1995, p. 166-168). Ref. https://data.bnf.fr/fr/12462544/napoleon_3/ Mais informações: https://www.britannica.com/biography/Napoleon-III-emperor-of-France Mais informações: https://www.napoleon.org/en/young-historians/napodoc/napoleon-iii-emperor-of-the-french-1808-1873/ Ildefonse Favé 1812-1894 General francês de artilharia. Ajudante de campo do imperador Napoleão III. - Membro da Academia das Ciências (eleito em 1876). Natural de Dreux, França, foi general de artilharia, comandante da Escola Politécnica Imperial, ajudante de campo do imperador e membro da Academia das Ciências (eleito em 1876). Favé passou pela Escola de Aplicação Metz e se tornou tenente de artilharia. Em 1841, ele publicou um Novo Sistema para a Defesa de Fortalezas e foi destacado para a Manufatura de Armas de Tule. Em 1845, foi vice-diretor das oficinas de precisão do depósito central de artilharia; ele publicou uma História Tática das Três Armas. Em 1846, ele publicou o primeiro volume de Estudos sobre o Passado e o Futuro da Artilharia, escrito por Louis-Napoleón durante sua detenção em Fort Ham; em 1847, ele estudou um novo modelo de rifle. Louis-Napoléon, que se tornou Presidente da República em 1848, chamou Favé que publicou seu Novo Sistema de Artilharia em 1850. Em seguida, foi enviado em uma missão de estudos à Inglaterra, Holanda e Bélgica para avaliar seus equipamentos. Artilharia (fabricação de explosivos e organização de fábricas de armas). Em seu retorno, nomeado professor de arte militar na École Polytechnique, ele se tornou o oficial ordenado de Luís Napoleão em 1852 e depois o líder de seu esquadrão. Em 1853, durante a Guerra da Crimeia, ele desenvolveu navios de guerra flutuantes a vapor para o ataque ao porto de Kronstadt, três dos quais foram usados em Sebastopol em 1855. Chefe do gabinete militar de Napoleão III durante a campanha da Itália, ele depois trabalhou na artilharia de canhão rifled e criou as primeiras metralhadoras. Coronel em 1859, general de brigada em 1865, Favé foi nomeado comandante da École Polytechnique em 1865 e juntou-se ao estado-maior do imperador em 1870, onde participou na defesa de Paris. Ele mudou-se para o quadro da reserva em 1874. Em 1876, foi eleito para a Academia de Ciências. Professou arte militar na Polytechnique de 1874 a 1882. Publicou, além das obras citadas acima, entre outras: O exército francês desde a guerra, 1874-1875; Curso de Arte Militar, 1877 e 1878-1879. Em 1870, Favé, comandante da Escola, participou da defesa de Paris. Em 1855, Ildefonse Favé, então oficial ordenado do imperador e professor na École Polytechnique, apoiou o trabalho de Henri Sainte-Claire Deville (1818-1881) com o imperador. Ildefonse Favé apoiará outros cientistas, que também contarão com a ajuda financeira do imperador, incluindo dois próximos a Sainte-Claire Deville, Louis Pasteur (1822-1895) e Léon Foucault (1819-1868). Ildefonse Favé, oficial da ordem de Napoleão III, sugere que o imperador proponha a Pasteur um estudo sobre as doenças do vinho. Pasteur aceita o pedido, mas recusa qualquer ajuda financeira (Debré, 1995, p. 245-246, 254). Ref. https://data.bnf.fr/fr/13486599/ildefonse_fave/ Mais informações: https://www.polytechnique.edu/bibliotheque/fr/1865-fave-ildefonse-dreux-1812-paris-1894 Jean-Victor Duruy 1811-1894 Político e historiador francês. Agrégé d'histoire (1833). Doutor em Letras (1853). Professor de História no Lycée Henri IV em Paris. Inspetor Geral da Educação Secundária (1862). Ministro da Instrução Pública (1863-1869). Senador (1869-1870). Membro da Académie des Inscriptions et Belles-Lettres (eleito em 1873), Academy of Moral and Political Sciences (eleito em 1879), Académie française (eleito em 1884). Victor Duruy, natural de Paris, França foi um acadêmico francês e funcionário público que, como ministro nacional da educação ( 1863-69), iniciou reformas extensas e controversas. Ele foi professor em Reims e Paris e, como ministro da instrução pública (1863-1869) sob Napoleão III, incentivou a adoção do princípio da educação primária obrigatória gratuita. Sua obra mais conhecida é sua Histoire des Romans (7 vol., 1870-85; tr., 8 vol., 1883), mas ele também escreveu outras histórias populares, notadamente da Grécia e da França. Victor Duruy foi um interlocutor muito próximo de Pasteur, construindo uma verdadeira relação de amizade. Inclusive, a filha de Duruy, Hélène, era colega de Cécile, filha de Pasteur que faleceu ainda criança. A passagem de Duruy no Ministério da Instrução Pública ficará marcada pela atenção e ajuda concedida aos cientistas, não só a Pasteur. Ele é responsável por criar o decreto generalizando a criação de laboratórios de pesquisa nas faculdades, devido à forte influência de Pasteur. Ambos tinham a convicção de que a ciência constitui uma parte essencial do patrimônio nacional, e Duruy ajuda a vencer obstáculos administrativos para desbloquear o crédito para a finalização do laboratório de química fisiológica (Debré, 1995, p. 168-170). Duruy vela pelo ingresso de Pasteur na Legião de Honra e faz com que seja atribuído um prêmio pelos seus trabalhos sobre a fermentação do vinho, por ocasião da Exposição Universal de 1867. Nesta ocasião, Pasteur divide as honras com 63 outras pessoas, dentre as quais Ferdinand de Lesseps, que recebe uma imensa ovação pelo seu projeto de um canal ligando o Mar vermelho ao Mediterrâneo. Pasteur naquela época, ainda não era conhecido (Debré, 1995, p. 170-171). Ref. https://data.bnf.fr/en/12453369/victor_duruy/ Ref. https://www.encyclopedia.com/reference/encyclopedias-almanacs-transcripts-and-maps/duruy-victor Mais informações: https://www.britannica.com/biography/Victor-Duruy Mais informações: https://www.jstor.org/stable/286006?seq=1 Mathilde Laetitia Wilhemine Bonaparte 1820-1904 Mathilde Bonaparte, filha de Jerônimo Bonaparte (1784–1860), rei da Westfália (irmão mais novo de Napoleão) e Catarina de Wurttemberg (1783–1835); irmã do Príncipe Napoleão (Plon-Plon) e sobrinha de Napoleão I, imperador da França. Casou-se em 1840 com o Príncipe Anatole Demidoff, Príncipe de San Donato (1813-1870). Ela passou os primeiros anos de sua infância em Roma e quase se casou com seu primo Luís Napoleão em 1836, mas o noivado foi rompido após o fracasso do golpe de Estrasburgo. Casada em 1840 com o príncipe russo Anatoli Demidoff de San Donato, ela se separou dele em 1845 e se estabeleceu em Paris. Lá ela manteve um salão de renome frequentado pela elite intelectual e artística do Segundo Império. Ela organizava jantares de homens de letras às quartas-feiras, onde se podia conhecer escritores como Sainte-Beuve, Ernest Renan, Émile Littré, Guy de Maupassant, Gustave Flaubert, Théophile Gautier, Alexandre Dumas ou François Coppée. Também convidou jornalistas como Émile de Girardin, Doutor Véron, diretor do Constitutionnel, ou Villemessant, fundador do Le Figaro. Os cientistas não foram esquecidos: Louis Pasteur, Claude Bernard ou Marcelin Berthelot. A princesa Mathilde foi extremamente influente durante o Segundo Império por causa de sua estreita amizade com seu primo Napoleão III. Por volta de 1863, Pasteur vai ao salão da princesa Mathilde. Lá fala da necessidade de uma reforma na produção do vinho ou do vinagre e queixa-se da pouca consideração de que dispõem os laboratórios e da inércia dos poderes públicos. No fundo esta é a intenção de Pasteur ao comparecer nestas ocasiões. O resultado obtido é a criação de uma cátedra de física e química aplicadas na École de Belas Artes, onde leciona para estudantes de arquitetura, onde fala bastante de higiene e do mal emprego da ventilação (Debré, 1995, p. 152-153). Ref. https://data.bnf.fr/en/12071715/mathilde_bonaparte/ Ref. https://histoire-image.org/fr/etudes/salon-princesse-mathilde Mais informações: https://www.encyclopedia.com/women/encyclopedias-almanacs-transcripts-and-maps/mathilde-1820-1904 Pedro de Alcântara... de Bragança (Dom Pedro II) 1825-1891 Dom Pedro II foi o segundo e último Imperador do Brasil. Nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, no dia 02 de dezembro de 1825. Filho do Imperador Dom Pedro I e da Imperatriz Dona Maria Leopoldina, recebeu o nome de Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bebiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança. Tornou-se príncipe regente aos cinco anos de idade, quando seu pai, Dom Pedro I, abdicou do trono. Aos 15 anos foi declarado maior e coroado Imperador do Brasil. Seu reinado teve início no dia 23 de julho de 1840 e terminou no dia 15 de novembro de 1889, quando foi proclamada a República. D. Pedro II acompanhava com grande interesse os trabalhos de Pasteur, e desejava que o Brasil seguisse os passos do cientista. Durante os anos 1880 eles trocam algumas cartas. Pedro II preocupa-se particularmente com a febre amarela e em uma carta de 1882 escreve “espero que não se esqueça das pesquisas de micróbios da febre amarela, descobrindo-lhe uma vacina”. O imperador brasileiro desejava muito a vinda de Pasteur para o Brasil, o que não ocorreu devido à idade avançada de Pasteur e as sequelas do AVC. Em 1886, Pedro II confere a Pasteur a “Ordem da Rosa” pelo serviço prestado à humanidade ( Lima; Marchand, 2005, p. 17, 25 ) . Em 1884, em carta a Dom Pedro II, Pasteur participa ao imperador do Brasil que até aquele momento ainda não havia efetuado nenhuma experiência com humanos. Verifica a possibilidade de no dia da execução da sentença de morte dos condenados (que ele pensava existir), ser oferecida a escolha de ter uma morte iminente ou a possibilidade de participar de um experimento científico que consistiria em inoculações preventivas da raiva, de modo a tornar-se refratário à doença. Disse: “No caso de ser salvo, e estou persuadido de que isso aconteceria, como garantia para a sociedade que condenou o criminoso, eu o submeteria a uma vigilância para o resto da vida” (Debré, 1995, p. 484). Mais informações: https://www.encyclopedia.com/humanities/encyclopedias-almanacs-transcripts-and-maps/pedro-ii-brazil-1825-1891 Mais informações: https://www.ebiografia.com/dompedro_ii/ Frederick Hamilton-Temple-Blackwood (Lord Dufferin) 1826-1902 Frederick Hamilton-Temple-Blackwood, nasceu em Florença, Itália, e faleceu perto de Belfast, Irlanda. Foi primeiro marquês de Dufferin e AVA. Ele se destacou como diplomata, especialmente como embaixador britânico em São Petersburgo e como governador-geral do Canadá, o que levou à sua nomeação como vice-rei da Índia (1884 - 1896). Após, foi embaixador britânico em Paris (1891 – 1896). Lord Dufferin, enquanto embaixador britânico em Paris, escreveu às autoridades britânicas na Índia sugerindo que fossem oferecidas instalações a Waldemar Haffkine, bacteriologista ucraniano do império da Rússia, que iniciou os seus experimentos sobre a cólera no Instituto Pasteur, para continuar seus estudos de cólera naquele local. Mais informações: https://www.britannica.com/biography/Frederick-Temple-Hamilton-Temple-Blackwood-1st-Marquess-of-Dufferin-and-Ava Mais informações: https://www.encyclopedia.com/international/encyclopedias-almanacs-transcripts-and-maps/dufferin-lord Gustave Rouland 1806-1878 Gustave Rouland, nascido em França, foi deputado por Dieppe, Seine-Maritime (1846), vice-presidente do Senado (1863) Ministro da Educação Pública (1856-1863), Advogado-Geral no Tribunal de Cassação, Presidente do Conselho de Estado (1863) e Governador do Banque de France (1863-1878). Deputado de 1846 a 1848, senador do segundo império, ministro senador de 1876 a 1878, nascido em Yvetot (Seine-Inférieure) em 1º de fevereiro de 1806, falecido em Paris em 12 de dezembro de 1878, estudou no colégio de Rouen, seu direito a Paris, foi admitido como advogado em 1827, entrou no judiciário como juiz no tribunal des Andelys e, sucessivamente, tornou-se procurador-adjunto do rei em Louviers (1828), em Evreux (1º de junho de 1831), procurador do rei em Dieppe (1º de outubro após), procurador-geral adjunto em Rouen, procurador-geral adjunto no tribunal (17 de janeiro de 1835), advogado-geral (1 de novembro de 1838) na mesma cadeira, procurador-geral em Douai (28 de abril de 1843). Eleito em 1º de agosto de 1846, deputado do 7º colégio de Seine-Inférieure (Dieppe) por 268 votos em 490 eleitores e 517 registrados, contra 221 do senhor Levavasseur, foi majoritário, falou sobre questões legislativas, e foi nomeado, em 23 de maio de 1847, advogado-geral no Tribunal de Cassação: nesta ocasião, os seus eleitores renovaram o seu mandato legislativo por 314 votos em 441 eleitores. M. Rouland renunciou ao cargo de magistrado na revolução de fevereiro de 1848, foi reintegrado em suas funções em 10 de julho de 1849 e foi nomeado procurador-geral no tribunal de Paris em 10 de fevereiro de 1853. Ele falou, nesta qualidade, em negócios de os enredos da Opéra-comique e do Hipódromo, no dos correspondentes estrangeiros, de Pianori, etc. Com a morte de M. Fortoul, o imperador confiou-lhe a pasta de Educação Pública e Culto (13 de agosto de 1856-24 de junho de 1863): ele modificou o chamado sistema de bifurcação, inaugurou a educação profissional, fundada por M. Renan assumiu a cadeira de lingüística comparada no Collège de France (11 de janeiro de 1862) e suspendeu o curso no dia seguinte à aula de abertura (18 de janeiro) por "ataques às crenças cristãs". Como Ministro da Religião, ele tentou impedir o movimento dos bispos em favor do Papa (1860); ao Senado, onde havia sido convocado pelo Imperador em 14 de novembro de 1857, respondeu ao Arcebispo de Bordéus, em 1865, na discussão do Discurso, que a camarilha da Ency e o Syllabus eram apenas uma resposta à convenção de 25 de setembro, a vingança do partido ultramontano, cuja influência crescia a cada dia; em 1867, discursou contra o ensino gratuito, dizendo que "o professor deveria ser amigo da ordem pública, amigo do governo", e que era preciso deixar aos prefeitos o direito de escolher e nomeá-los. Na mesma discussão, em uma alusão ao Sr. Renan, o Sr. Rouland afirmou que este último, antes de sua nomeação, havia feito compromissos condicionais com o Ministro que não havia cumprido; M. Renan se opôs a esta alegação, no Journal des Débats no dia seguinte, uma negação formal. M. Rouland foi nomeado Ministro que preside o Conselho de Estado (18 de outubro de 1863 - 27 de setembro de 1864), membro do Conselho Superior da Educação Pública (7 de novembro), Governador do Banque de France (28 de setembro de 1864) ; ele foi vice-presidente do Senado desde o ano passado. Em 5 de junho de 1871, foi chamado ao cargo de Procurador-Geral do Tribunal de Contas. Mas o Sr. Ernest Picard, nomeado em seu lugar Governador do Banque de France, tendo recusado este cargo, o Sr. Rouland foi reintegrado nessas funções no dia 29 de dezembro seguinte. Conselheiro geral do cantão de Yvetot, secretário e presidente da assembleia departamental, foi eleito, em 30 de janeiro de 1876, senador de Seine-Inferior por 495 votos em 868 eleitores; sentou-se à direita bonapartista, concedeu a dissolução da Câmara solicitada pelo gabinete de 16 de maio, lutou contra os ministérios republicanos com seus votos e morreu durante a legislatura. Grã-cruz da Legião de Honra (14 de agosto de 1862). Temos dele: Discursos e acusações (1804). No final de 1859, Pasteur não tinha a mínima subvenção para ins talar-se na Rua Ulm. Escreveu a Gustave Rouland, então ministro da Instrução Pública a fim de chamar a atenção para os benefícios que poderiam ser extraídos de um estudo completo sobre a doença dos vinhos, solicitando fundos necessários para a instalação e experimentos no laboratório na rua Ulm em Paris : "Acho que obedeço, senhor ministro, a uma parte de suas instruções, con sagrando todo o tempo de que disponho aos progressos da ciência." Era uma maneira indireta de pedir os fundos necessários destinados à instala ção de um rico material. Responderam-lhe que os créditos deveriam ser "inteiramente consagrados à conservação dos edifícios e não à execução dos trabalhos que a conveniência das pessoas alojadas nesse edifícios reclama". De tanto insistir, Pasteur acabou, entretanto, obtendo alguns subsídios. Mas só podia tratar-se de uma instalação provisória. Todavia, o equipamento de que Pasteur precisava na época era modes to. Suas pesquisas sobre a fermentação só exigiam uma estufa, um micros cópio, produtos químicos, recipientes de vidro. Mas, se o Ministério quises se dar algum dinheiro para a reparação da água-furtada, claro estava que era impensável assegurar os respectivos equipamentos ou o funcionamento: "Não há orçamento ad hoc que nos permita subvencionar cinqu enta cêntimos para os seus gastos com experiências." Foi, portanto, com seu próprio salá rio que Pasteur teve de equipar e manter seu laboratório. Tal instalação lhe custou cerca de dois mil francos, soma considerável para a época (Debré, 1995, p. 161, 551). Ref. https://data.bnf.fr/fr/15587634/gustave_rouland/ Ref. https://www.senat.fr/senateur-3eme-republique/rouland_gustave1602r3.html Marie-François-Sadi Carnot 1837-1894 Político francês. Presidente da República Francesa (1887-1894). Ex-aluno da École Polytechnique. Filho de: Carnot, Hippolyte (1801-1888). Sadi Carnot, nome completo Marie-François-Sadi Carnot, natural de Limoges, França foi um engenheiro e político francês que se tornou estadista e serviu como presidente (1887-94) da Terceira República. Carnot era um engenheiro que se tornou estadista que serviu como quarto presidente (1887-94) do Terceiro República até ser assassinado por um anarquista italiano. Carnot era filho de um deputado de esquerda (Hippolyte Carnot) que era um vigoroso oponente da Monarquia de Julho (depois de 1830) e neto de Lazare Carnot, o famoso “Organizador da Vitória” da Revolução Francesa. Ele se formou como engenheiro na École Polytechnique e depois na École des Ponts et Chaussées (Escola de Pontes e Rodovias). Sadi Carnot comparece à cerimônia de inauguração do Instituto Pasteur (1888) e ao Jubileu de 70 anos de Pasteur (1892). Carnot disse “não faltarei, vosso Instituto é uma honra para a França” (Masi, 1999, p. 111). Ref. https://data.bnf.fr/en/12466621/sadi_carnot/ Ref.: https://www.britannica.com/biography/Sadi-Carnot María Eugénia Ignacia Augustina de Montijo de Guzmán 1826-1920 Eugénia ou Eugénie (em francês), condessa de Teba, era natural de Granada, Espanha. Esposa de Napoleão III e imperatriz da França (1853-70), que passou a ter uma influência importante na política externa de seu marido. Eugénie era filha de um nobre espanhol que lutou ao lado da França durante a Guerra Peninsular de Napoleão I na Espanha, Eugénie foi para Paris quando Luís Napoleão se tornou presidente da Segunda República em dezembro de 1848. Eles se casaram em janeiro de 1853, depois que ele se tornou imperador Napoleón III. A estada de Pasteur na propriedade imperial em parte da tempo de pesquisa das doencças do bicho-da-seda, coroa, simbolicamente, um estudo empreendido pelo governo de Napoleão III, e por isso, o cientista dedica a publicação de seu trabalho à imperatriz Eugénia, escrevendo “a imperatriz dignou-se a se interessar pelas minhas primeiras observações e convidou-me a continuá-la ao me dizer que a maior grandeza da ciência está em seus esforços para estender o círculo de suas aplicações benéficas. Fiz, então, Vossa Majestade, uma promessa que procurei cumprir durante cinco anos de perseverantes pesquisas” (Debré, 1995, p. 243). Ref. https://data.bnf.fr/en/13013975/eugenie/ Ref.: https://www.britannica.com/biography/Eugenie Ferdinand Marie de Lesseps 1805-1894 Natural de Versailles, França, foi diplomata e administrador, presidente da Compagnie de l'isthme de Suez e membro da Academia Francesa (eleito em 1884). Ferdinand de Lesseps nasceu em 19 de novembro de 1805 em uma família de diplomatas de carreira franceses. Ele seguiu a mesma profissão e, no início de sua carreira, foi enviado para a Tunísia e o Egito. No Egito, ele fez amizade com Said Pasha, filho do vice-rei. De Lesseps ficou fascinado com as culturas do Mediterrâneo e do Oriente Médio e com o crescimento do comércio da Europa Ocidental. Depois de postagens na Espanha e na Itália, em 1849 ele se aposentou após um desentendimento com o governo francês. Em 1854, seu amigo Said Pasha tornou-se o novo vice-rei do Egito. De Lesseps retornou imediatamente ao Egito, onde foi recebido calorosamente e, logo em seguida, permissão para iniciar as obras no Canal de Suez. De Lesseps inspirou-se lendo sobre Napoleão ' O esquema de De Lesseps foi apoiado por uma comissão internacional de engenheiros, mas não conseguiu obter o apoio do governo britânico, apesar de De Lesseps fazer uma série de viagens a Londres. Ele perseverou e acabou atraindo apoio financeiro do imperador francês Napoleão III e de outros. De Lesseps não era um engenheiro - sua conquista consistiu em organizar o apoio político e financeiro necessário e em fornecer o suporte técnico necessário para um projeto tão grande. A construção começou em abril de 1859 e o Canal de Suez foi inaugurado em novembro de 1869. As atitudes britânicas mudaram quando o canal foi considerado um sucesso e de Lesseps foi tratado como uma grande celebridade em sua visita subsequente à Grã-Bretanha. Em 1875, o governo egípcio vendeu suas ações no canal e o primeiro-ministro britânico, Benjamin Disraeli. Em seu 74º ano, de Lesseps começou a planejar um novo canal no Panamá. Em 1879, um congresso internacional foi realizado em Paris, que escolheu o caminho para o Canal do Panamá e nomeou de Lesseps como líder do empreendimento. O trabalho começou em 1881, mas o canal revelou-se muito mais complicado de construir do que o Canal de Suez. Depois de oito anos, pouco progresso parecia ter sido feito (acabou sendo concluído em 1914). Um tribunal francês considerou De Lesseps e seu filho Charles culpados de má administração. Ambos foram multados pesadamente e condenados à prisão. No caso, de Lesseps não foi para a prisão, mas seu filho pagou pelos erros de julgamento do pai idoso com um ano de prisão. De Lesseps morreu em 7 de dezembro de 1894. Na ocasião da Exposição Universal de 1867, Pasteur divide as honras com 63 outras pessoas, dentre as quais Ferdinand de Lesseps, que recebe uma imensa ovação pelo seu projeto de um canal ligando o Mar vermelho ao Mediterrâneo. Pasteur naquela época, ainda não era conhecido (Debré, 1995, p. 170-171). Em 1881, Pasteur parece não duvidar da própria eleição para a Academia Francesa, quaisquer que sejam os outros candidatos. Vários nomes são citados para ocupar a vaga, a exemplo de Ferdinand de Lesseps (Debré, 1995, p. 419-420). Ref.: https://data.bnf.fr/fr/12068024/ferdinand_de_lesseps/ Ref. http://www.bbc.co.uk/history/historic_figures/de_lesseps_ferdinand.shtml Mais informações: https://www.britannica.com/biography/Ferdinand-vicomte-de-Lesseps Jean-Baptiste-André Dumas 1774-1862 *Ver a microbiografia de Jean-Baptiste-André Dumas no grupo Primeiras Influências Científicas. Ao ingressar na Academia de Ciências, é Dumas quem apresenta Pasteur a Napoleão III. Dumas consegue a subvenção à viagem de pesquisa de Pasteur 1852, que foi considerada uma missão oficial aos laboratórios alemães. Na volta, Pasteur escreve agradecendo ao amigo, pois a viagem teria sido impossível sem esse apoio financeiro. Afirma que para agradecer-lhe a confiança, vai trabalhar “tanto quanto lhe for humanamente possível” (Debré, 1995, p. 93). Em 1865, a pedido de Jean-Baptiste Dumas, Pasteur vai se dedicar às pesquisas do bicho-da-seda. Dumas era Ministro da Agricultura e Comércio e precisava redigir um relatório para o Senado sobre o flagelo que dizimava a indústria sericícola na França. Dumas solicita então a cooperação de Pasteur para salvar a seda. Pasteur inicialmente hesita. Entende que o objetivo da pesquisa é nobre, mas se sente embaraçado, pois nunca havia antes tocado em um bicho-da-seda. De todo modo, escreve que teria remorsos em recusar a proposta devido a toda bondade que Dumas já havia dispensado a ele, e se dispõe a enfrentar este desafio (Debré, 1995, p. 202; Dubos, 1967a, p. 184). Próximo Grupo

  • Jubileu: 70 Anos | Pasteur Brasil

    Voltar para os Grupos Jubileu: 70 Anos Jacques-Joseph Grancher 1843-1907 *Ver a microbiografia de Joseph Grancher no grupo Vacinação: Raiva. No início de 1892 a saúde de Pasteur deteriora bruscamente, e ele não sai do quarto. Em maio deste ano é formado na Dinamarca um comitê que anuncia a intenção de festejar os 70 anos do cientista e abre uma subscrição nacional para conseguir fundos para enviar uma medalha comemorativa. O movimento se estende à Noruega, Suécia. Na França, a Academia de Ciências forma um comitê e Joseph Grancher é nomeado secretário (Debré, 1995, p. 543-544) Marie-François-Sadi Carnot 1837-1894 *Ver a microbiografia de Sadi Carnot no grupo Políticos. O reitor da Academia de Paris abre as portas do grande anfiteatro da Sorbonne. 4.000 convites são distribuídos. A cerimônia acontece em 27 de dezembro, dia do aniversário de Pasteur. Da França, comparecem os Membros do Instituto Pasteur (pasteurianos), professores de faculdades, delegados das academias, representantes de sociedades científicas (francesas e estrangeiras), delegações da École Normale Supérieure, da École Polytechnique, da École Central, da École Vétérinaire, bem como estudantes de Medicina e Farmácia. Pasteur entra pelo braço do Presidente da República, Sadi Carnot. Os dois usam a grã-cruz da Legião de Honra (Debré, 1995, p. 543-544). Joseph Lister 1827-1912 *Ver a microbiografia de Joseph Lister no grupo Doenças Infectocontagiosas. Na cerimônia, estão presentes representantes da Suécia, Turquia, Alemanha, Itália, Áustria-Hungria, Bélgica, Inglaterra, entre outros. Pasteur se levanta para abraçar Lister (Debré, 1995, p. 544). Émile Gallé 1846-1904 Vitralista e ebanista francês. Émile Gallé foi um dos expoentes da art nouveau. Trabalhou com vidros opacos e semitransparentes, ganhando fama internacional pelos motivos florais. Em termos de mobiliário reinaugurou a tradição da marchetaria. A principal temática de seus artefatos são flores e folhagens, realizadas em camadas sobrepostas de vidro, técnica por ele desenvolvida, trabalhando com maestria a opacidade e translucidez do material. Uma produção de fins de século XIX e início do Século XX, traz especificamente paisagens tropicais, inspiradas no Rio de Janeiro. Gallé fabrica uma taça única para “cristalizar o pensamento” de Pasteur. Este vitralista encontrou um meio de incluir micróbios na transparência do cristal (Debré, 1995, p. 544). Jean-Baptiste Pasteur 1851-1908 *Ver microbiografia de Jean-Baptiste Pasteur no grupo Família Louis Pasteur. O filho de Pasteur, é quem lê o discurso de Louis Pasteur, assim como o fez na inauguração do Instituto Pasteur, devido às sequelas dos AVCs do pai. As palavras são dirigidas aos jovens para não se deixarem dominar pelo “ceticismo difamante e estéril” e para viverem na “paz serena dos laboratórios e bibliotecas”. Prossegue aconselhando “Digam a vocês mesmos: o que fiz pela minha instrução? Depois, à medida que forem avançando: o que fiz pelo meu país? Até o momento em que, talvez, tenham essa imensa felicidade de pensar que contribuíram alguma coisa para o progresso e o bem da humanidade” (Debré, 1995, p. 544-545). Próximo Grupo

  • Infância e Juventude | Pasteur Brasil

    Infância e Juventude Pasteur cresceu entre o cheiro do curtume da família e o aroma da uva das viticulturas locais de Arbois, no Jura. Essas primeiras sensações olfativas serão fundamentais para seus futuros trabalhos sobre as leveduras e seus preceitos higiênicos. Dois dos melhores amigos de infância, os irmãos Jules e Altin Vercel, são filhos de vinhateiros, e residem em frente à sua casa. Pasteur produz o retrato de Altin em pastel. O amigo do pai de Pasteur, capitão Barbier, fala de uma instituição no Quartier Latin, onde se preparam os alunos para as Écoles, dirigida por uma pessoa também do Franco-Condado, o sr. Barbet. Aos 15 anos, Pasteur e Jules vão à Paris para estudar e alojam-se neste local, Instituto Barbet, situado na Rua des Feuillantines, sem saída. Jules era divertido e alegre, de modo que tudo era bom e agradável em Paris. Porém, Pasteur fica sem dormir, não come direito e só fala do Jura. O Sr. Barbet faz tudo o que pode para ajudar na nostalgia do jovem Pasteur, que se encontra mudo e triste pela distância da família e saudades de Arbois. No entanto, vendo a situação não mudar, o dono do internato escreve ao pai para vir buscá-lo. Futuramente, aos 17 anos, Pasteur retornará a este mesmo internato em Paris para se preparar para as provas da École Normale Supérieure. Desta vez irá com o amigo Charles Chappuis, conhecido desde o período em que estudou na cidade de Besançon, dos 15 aos 17 anos. Logo, Pasteur prontificou-se a dar aulas particulares aos colegas mais atrasados, e conseguiu desconto de dois terços no valor da mensalidade. O sr. Barbet permitiu, desde que o jovem não lecionasse nos horários dedicados aos estudos, e assim decidiu-se por fazê-lo todos os dias, das 6h às 7h da manhã. Depois de alguns meses, o Sr. Barbet resolveu isentá-lo de qualquer taxa, pela sua dedicação e ajuda ao internato. Pasteur e Chappuis eram amigos próximos, compartilhavam leituras e mergulhavam em seus deveres de Filosofia. Gostavam de passar os finais de semana em uma biblioteca, lendo obras filosóficas. Os passeios na cidade eram raros. Futuramente, Chappuis torna-se filósofo, doutor em Letras, professor e escritor, atuando como professor de Filosofia da Faculdade de Letras de Besançon. Uma das principais obras de Chappuis é sobre a Travessia dos Alpes por Aníbal (247 a.e.c-184 a.e.c), um dos primeiros eventos da Segunda Guerra Púnica. Uma litografia deste amigo é feita por Pasteur em 1841, na época em que estudaram juntos em Besançon. “Chappuis vai tornar-se, na vida, o amigo privilegiado e confidente de Pasteur” (Debré, 1995, p. 41). Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. PASTEUR VALLERY-RADOT, Louis. Images de la Vie et de l´ Œ uvre de Pasteur. Paris, França: Flammarion, 1956. Pintura em pastel de Altin Vercel, amigo de infância, feita por Louis Pasteur em 1839, aos 16 anos. Altin e Jules eram filhos de vinhateiros. Este último acompanhou Louis Pasteur em sua primeira estada na cidade de Paris. Jules Vercel, amigo de infância de Pasteur. Eles mantiveram contato por toda a vida. Cartas ao amigo Jules Vercel. Placa sinalizadora da Maison Vercel em Arbois. Maison Vercel em Arbois, situada em frente à Maison Louis Pasteur. Charles Chappuis, em litografia realizada por Louis Pasteur e dedicada: "Retrato do meu amigo da filosofia, Ch. Chappuis. Feito em Besançon em 1841", Chappuis foi amigo e confidente de Pasteur até o fim da vida. Obra de Charles Chappuis. Continue lendo a biografia

  • Orçamento da ciência | Pasteur Brasil

    Orçamento da Ciência Em 1867, na qualidade de diretor do laboratório na Rua d´Ulm, Pasteur dirige uma carta ao imperador Napoleão III: “Senhor, minhas pesquisas sobre as fermentações e sobre o papel dos microorganismos microscópicos abriram à química fisiológica novas vias de que as indústrias agrícolas e os estudos médicos começam a recolher frutos. Porém o campo que resta percorrer é imenso. Meu maior desejo seria explorar com novo ardor, sem estar à mercê da insuficiência de recursos materiais (...) É chegado o tempo de libertar as ciências experimentais das misérias que as entravam” (Debré, 1995, p. 166). No dia seguinte, Napoleão III pede a Victor Duruy que empreenda a construção de um novo laboratório na Rua Ulm. Contudo, em dezembro de 1867 surgem obstáculos que fazem parar a obra. Os créditos para a construção do novo prédio são recusados. Encontra-se dinheiro para levantar o novo Ópera de Charles Garnier, mas não há mais dinheiro nos cofres imperiais para a pesquisa científica. Furioso, Pasteur publica um artigo para o jornal Le Moniteur Universel, intitulado “O Orçamento da Ciência” a fim de sacudir a opinião pública: “Laboratório e descoberta são termos correlatos. Suprimam os laboratórios e as ciências físicas se tornarão a imagem da esterilidade da morte (...) Deem-lhe os laboratórios e com eles reaparecerá a vida, sua fecundidade, e seu poder” (Debré, 1995, p. 166). Algumas semanas depois, o imperador reúne todos os membros do governo e um areópago de cientistas: Louis Pasteur, Henri Milne-Edwards, Claude Bernard e Henri Sainte-Claire Deville. Pasteur recorda ainda a criação da função de estagiário, demonstrando a necessidade de iniciar os melhores alunos à pesquisa, e diz: “Olhem para os cientistas alemães. Eles moram nas cercanias de seu laboratório. Sigamos o exemplo!” (Debré, 1995, p. 168). Indo além, pensa que as próprias cidades deveriam se interessar pelos trabalhos científicos. A passagem de Victor Duruy como Ministro da Instrução Pública ficará marcada pela atenção e ajudas concedidas aos homens de ciência, além de desenvolver uma amizade verdadeiramente pessoal com Louis Pasteur. Uma decisão de Duruy vai ser particularmente cara a Pasteur: um decreto generalizando a criação de laboratórios de pesquisa nas faculdades. A convicção de ambos os amigos de que a ciência constitui uma parte essencial do patrimônio nacional, assim como o apoio de Napoleão III, vão vencer os obstáculos administrativos: o desbloqueio de créditos para a continuação da construção do laboratório na Rua Ulm, o berço de prodigiosas descobertas. Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. DUBOS, René J. Louis Pasteur. Barcelona, Espanha: Grijalbo, 1967a. Ópera Garnier Jornal Le Moniteur Universel. Henri Milne-Edwards. Claude Bernard. Henri Sainte-Claire Deville. Laboratório na Rue d´ Ulm em Paris. Victor Duruy. Continue lendo a biografia

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