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  • Parapsiquismo | Pasteur Brasil

    Voltar para os Grupos Parapsiquismo Paul Gibier 1851-1900 Médico e cientista francês. Naturalista assistente na cadeira de patologia comparada do Museu Nacional de História Natural (em 1882). Dirigiu o Instituto Pasteur de Nova York em 1891. Interessou-se pela história comparada das religiões. Paul Gibier interessou-se pela pesquisa psíquica em 1885 e encontrou um médium notável na Sra. Salmon (pseudônimo de Carrie M. Sawyer), com quem conduziu experimentos por dez anos tanto em seu laboratório em Nova York quanto em sua casa de campo. Gibier estabeleceu a realidade de alguns fenômenos surpreendentes e planejou levar a médium para a Inglaterra, França e Egito, mas seus planos foram interrompidos quando ele foi morto por um cavalo em fuga. Na noite anterior ao acidente, ele teria sonhado que cavalgou sozinho, foi jogado de seu carrinho e morreu; ele contou seu sonho à esposa e riu de seus medos. No obituário da US National Library of Medicine de 14 de julho de 1900 consta, em tradução livre: “Dr. Paul Gibier, Diretor do Instituto Pasteur de Nova York em 1879, cujo falecimento em resultado de um acidente foi o recentemente anunciado no British Medical Journal, nasceu na França em 1851. Formou-se em Paris. Por suas investigações sobre o cólera na Espanha, ele recebeu uma medalha de ouro, e por seu trabalho sobre a mesma doença no sul da França e foi nomeado Cavaleiro da Legião de Honra. O governo francês o enviou para a Flórida e Havana em 1888 para estudar a febre amarela, e dois anos depois ele estabeleceu o Instituto Pasteur para a inoculação de pessoas mordidas por animais em Nova York. Dr. Gibier era um membro do New York Academy of Medicine e da Medical Association of New York, e foi o editor do Therapeutic Review. Ele estava muito interessado em fenômenos psíquicos e escreveu um livro intitulado Spiritisme: Analyze des Choses, que foi traduzido para o inglês sob o título Psychism: Analysis of Things Eristing. Ele foi um escritor volumoso. O Banner of Light diz que com a ‘transição’ do Dr. Gibler, o espiritualismo perdeu um de seus amigos mais verdadeiros. Por testamento, ele deixou 4.000 francos para o Instituto Pasteur, em Nova York”. Gibier pesquisou e escreveu sobre o tratamento da raiva e estudos sobre a cólera, como pode ser consultado no site da Biblioteca Nacional Francesa, indicado abaixo. O governo francês havia confiado a Gibier o estudo local de duas epidemias de cólera (Antilhas) e duas epidemias de febre amarela (Antilhas e Flórida). Ele era muito estimado por Pasteur, que considerava bastante a sua pessoa e suas pesquisas. Paul Gibier foi à Nova Iorque, onde fundou um Instituto Pasteur. Após a publicação da sua primeira obra, denominada “Espiritismo” em 1886, os inimigos do Espiritismo acusaram-no de fraude, de ser cúmplice de prestidigitadores, que o teriam usado. Paul Gibier, impulsionado pela necessidade de se defender, publicou relatórios de serviços, indícios de as faculdades de observação e também uma carta de Louis Pasteur, para cortar pela raiz as polêmicas. A carta dizia: “Caro Sr. Gibier, Conhecendo os novos métodos aplicados ao estudo das doenças contagiosas, o senhor poderá abordar as difíceis pesquisas que irá empreender. Desconfie sobretudo, de uma coisa: a precipitação no desejo de concluir. Seja um inimigo vigilante e tenaz consigo mesmo. Pense sempre que está em erro... Meus parabéns e um cordial aperto de mão. L. Pasteur” (Gibier, 2001, p. 12-13). Ref. https://data.bnf.fr/en/13002175/paul_gibier/ Ref. https://www.encyclopedia.com/science/encyclopedias-almanacs-transcripts-and-maps/gibier-paul-1851-1900 Ref. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2463115/?page=1 e https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2463115/?page=2 Mais informações: https://www.scientificamerican.com/article/death-of-dr-paul-gibier/ Mais informações: https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJM190006141422408 Charles Robert Richet 1850-1935 Fisiologista francês. Membro da Academia de Ciências. Professor de fisiologia na Faculdade de Medicina de Paris (1887-1925). Prêmio Nobel de Medicina em 1913. Richet era filho de Alfred Richet, um ilustre cirurgião. Enquanto frequentava o Lycée Bonaparte, ficou indeciso se se dedicava à literatura ou à ciência. Ele entrou na faculdade de medicina, mas estava entediado com anatomia e cirurgia, e escrevia poesia e drama para se divertir. Servindo como estagiário em 1873, ele foi colocado à frente de uma enfermaria feminina, onde testemunhou um experimento hipnótico. Nos dois anos seguintes, ele produziu inúmeros transes hipnóticos em seus pacientes, publicando um resumo de suas experiências em 1875. O comportamento característico dos sujeitos hipnóticos, argumentou ele, não pode ser explicado como simulação. Os fenômenos básicos de um transe hipnótico seguiram um curso tão regular quanto uma doença. Quanto mais frequentemente uma pessoa é colocada em um estado hipnótico, observou Richet, mais distintos se tornam os fenômenos hipnóticos. A experiência de Richet com o hipnotismo estimulou um interesse vitalício nas associações entre fenômenos psíquicos e fisiológicos e ajudou a persuadi-lo a abandonar a carreira de cirurgião e voltar-se para a fisiologia. Charles Richet nasceu em 26 de agosto de 1850, em Paris. Ele era filho de Alfred Richet, Professor de Cirurgia Clínica na Faculdade de Medicina de Paris, e de sua esposa Eugenie, nascida Renouard. Ele estudou em Paris, tornando-se Doutor em Medicina em 1869, Doutor em Ciências em 1878 e Professor de Fisiologia a partir de 1887 na Faculdade de Medicina de Paris. Durante 24 anos (1878-1902) foi Editor da Revue Scientifique, e a partir de 1917 foi co-editor do Journal de Physiologie et de Pathologie Générale. Ele publicou artigos sobre fisiologia, química fisiológica, patologia experimental, psicologia normal e patológica e numerosas pesquisas, todas feitas no laboratório fisiológico da Faculdade de Medicina de Paris, onde tentou estudar fatos normais e patológicos juntos. Em fisiologia, ele trabalhou o mecanismo de termorregulação em animais homoiotérmicos. Antes de suas pesquisas (1885-1895) sobre polipneia e tremores devido à temperatura, pouco se sabia sobre os métodos pelos quais animais privados de transpiração cutânea podem se proteger do superaquecimento e como os animais gelados podem se aquecer novamente. Em terapêutica experimental, Richet mostrou que o sangue de animais vacinados contra uma infecção protege contra essa infecção (novembro de 1888). Aplicando esse princípio à tuberculose, ele aplicou a primeira injeção soroterapêutica no homem (6 de dezembro de 1890). Em 1900, Charles Richet mostrou que alimentar com leite e carne crua (zomoterapia) pode curar cães tuberculosos. Em 1901, ele estabeleceu que, ao diminuir o cloreto de sódio nos alimentos, o brometo de potássio se torna tão eficaz no tratamento da epilepsia que a dose terapêutica cai de 10 g para 2 g. Em 1913, ele recebeu o Prêmio Nobel por suas pesquisas sobre anafilaxia. Ele inventou essa palavra para designar a sensibilidade desenvolvida por um organismo após ter recebido uma injeção parenteral de um coloide, substância proteica ou toxina (1902). Mais tarde, ele demonstrou os fatos de anafilaxia passiva e anafilaxia in vitro. As aplicações da anafilaxia na medicina são extremamente numerosas. Já em 1913, mais de 4000 memórias foram publicadas sobre esta questão e ela desempenha um papel importante hoje em dia na patologia. Ele mostrou que de fato a injeção parenteral de substância proteica modifica profunda e permanentemente a constituição química dos fluidos corporais. A maioria dos trabalhos fisiológicos de Charles Richet espalhados em várias revistas científicas foram publicados no Travaux du Laboratoire de la Faculté de Médecine de Paris (Alcan, Paris, 6 vols. 1890-1911) (Trabalhos do Laboratório de Fisiologia da Faculdade de Medicina de Paris). Entre suas outras obras estão: Suc Gastrique chez l'Homme et chez les Animaux, 1878 (Suco gástrico no homem e nos animais); Leçons sur les Muscles et les Nerfs, 1881 (Palestras sobre os músculos e nervos); Leçons sur la Chaleur Animale, 1884 (Palestras sobre o calor animal); Essai de Psychologie Générale, 1884 (Ensaio sobre psicologia geral); Souvenirs d'un Physiologiste, 1933 (Memórias de um fisiologista). Ele também foi o editor do Dictionnaire de Physiologie, 1895-1912 (Dicionário de Fisiologia), do qual apareceram 9 volumes. Entre seus interesses estava o espiritualismo e a escrita de algumas obras dramáticas. Em 1877, Charles Richet casou-se com Amélie Aubry. Tiveram cinco filhos, Georges, Jacques, Charles (que, como seu pai, foi professor na Faculdade de Medicina de Paris e foi, por sua vez, sucedido por seu filho Gabriel), Albert e Alfred, e duas filhas, Louise (Mme Lesné) e Adèle (Mme le Ber). Charles Richet era filho de Alfred Richet, reconhecido cirurgião e professor da Faculté de Médecine de Paris, de quem Pasteur era colega (Debré, 1995, p. 384, 394). Na época do levantamento de fundos para a construção do Instituto Pasteur, em que muitas ações foram feitas, Charles Richet também contribuiu sugerindo a organização de uma noite de gala, que ocorre em 11 de maio de 1886 (Debré, 1995, p. 515). Dentre as várias obras (dentre artigos, livros e tratados) de Fisiologia, Psicologia e Metapsíquica, Charles Richet escreveu o livro “L´Oeuvre de Pasteur” (A obra de Pasteur: Aulas Ministradas na Faculdade de Medicina de Paris) em 1923, em homenagem ao centenário do nascimento de Pasteur. Também escreveu “La Gloire de Pasteur”, a qual ganhou prêmio de poesia na Academia Francesa. Ref. https://data.bnf.fr/en/11921904/charles_richet/ Ref. https://www.nobelprize.org/prizes/medicine/1913/richet/biographical/ Mais informações: https://www.encyclopedia.com/people/medicine/medicine-biographies/charles-robert-richet Mais informações: https://www.britannica.com/biography/Charles-Richet Mais informações: https://www.interparadigmas.org.br/wp-content/uploads/2019/01/Interparadigmas-Chiesa-N5.pdf Michel de Nostredame (Nostradamus) 1503-1563 *Ver microbiografia de Nostradamus no grupo Doenças Infectocontagiosas. Nas Profecias de Nostradamus - Centúria 25, chama a atenção a citação nominal de Pasteur (Cheetham, 1977, p. 24). “Perdu trouvé, caché de si long siecle, Perdido recuperado, escondido por muitos séculos. Sera Pasteur demi Dieu honoré: Pasteur será celebrado como semideus. Ains que la lune acheve son grand siecle, E assim que a lua complete seu grande ciclo, Par autres vents sera deshonoré”. Por outros ventos será desonrado. “Não bastasse citar o nome de Pasteur, também especifica a data, embora isso não seja logo evidente. A descoberta de Pasteur, de que germes poluem a atmosfera, foi das mais importantes da história de medicina e levou à teoria da esterilização de Lister. A Enciclopédia Britânica diz que Pasteur, o “semi-deus”, “era agora reconhecido como o iniciador do maior movimento da química da época”. Ele fundou o Instituto Pasteur a 14 de novembro de 1888; o ciclo da lua teve lugar de 1535 a 1889. Os ventos (rumores) que o teriam desonrado podem significar a violenta oposição aos seus métodos, entre os poderosos membros da Academia, contra as novas práticas do Instituto, tais como, vacinas contra a hidrofobia, etc.” (Cheetham, 1977, p. 24). Edgard Pereira Armond 1894-1982 Militar brasileiro. Médium. Aos 21 anos, ingressa na Força Pública de São Paulo, onde inicia a carreira que lhe daria o um título, pelo qual é conhecido até hoje: “Comandante”. Participou de vários movimentos militares, atuando nas revoluções de 1922 e 1924 onde fez parte das tropas de ocupação nas nossas fronteiras com o Paraguai e Argentina. Em 1926 diploma-se como dentista pela Escola de Farmácia e Odontologia do Estado de São Paulo. Paralelamente, começa a estudar e trabalhar no Espiritismo. Em 1939, já considerado inválido para o serviço militar após um acidente de carro, é convidado a ocupar o cargo de secretário-geral da Federação Espírita do Estado de São Paulo, após reestruturar seus trabalhos espirituais. Em 1950, após a criação da Escola de Aprendizes do Evangelho, Edgard cria também o Curso de Médiuns, visando à melhoria do intercâmbio com o mundo espiritual e a Fraternidade dos Discípulos de Jesus, como órgão de agrupamento dos trabalhadores do campo religioso. Uma destas Fraternidades, chamada Fraternidade dos Irmãos Humildes, é por hipótese, o agrupamento de médicos e cientistas, orientando trabalhos de cura e pesquisa. Colaboram neste setor: Bezerra de Menezes, Louis Pasteur, André Luiz, Eurípedes Barsanulfo, e ainda, Hilarion e Ramatis, em caráter pessoal (Armond, 2000, p. 140). Por hipótese, Pasteur orientou o Comandante Armond na criação dos atendimentos personalizados. A padronização do passe Pasteur foi introduzida na FEESP por iniciativa de Edgard Armond, por meio do livro “Passes e Radiações: Métodos Espíritas de Cura”, de 1950 (Valenti, 2005, p. 41). Na Federação Espírita, os agrupamentos de médiuns experientes e selecionados para processos avançados, são denominados Grupos Pasteur, em homenagem ao espírito chefe da equipe que atua no plano espiritual, sendo os passes conhecidos como Pasteur 1 (P1), Pasteur 2 (P2), Pasteur 3 (P3) e Pasteur 4 (P4) (Armond, 1950, p. 138-144; Zühlke, 2002, p. 109). Edgard Armond escreveu mais de 20 livros. Ref. https://feesp.com.br/edgard-pereira-armond/ Martha Gallego Thomaz (Vó Martha) 1915-2014 Médium brasileira. Martha teve sua primeira experiência mediúnica aos 3 anos, em 1918, e desenvolveu uma extensa carreira na área. Autora de dois livros ditados e três psicografados, ela dirigiu trabalhos na Federação Espírita do Estado de São Paulo, desde 1956, e no Grupo Noel, casa que ajudou a fundar em 1977 e que oferece atendimento social e doutrinário a mais de 3 mil pessoas por mês. Autora de 5 obras, dentre elas “O Instituto de Confraternização Universal e as Fraternidades do Espaço”, em que explica que as “Fraternidades” são agrupamentos espirituais dedicados ao bem (Thomaz, 1994, p. 29). Martha escreve sobre a ajuda de Pasteur, orientando Edgard Armond, na criação dos atendimentos padronizados, e que Pasteur trouxe consigo, para esta mesma tarefa, Santo Agostinho, ambos dedicados a harmonizar os tratamentos existentes (Thomaz, 1994, p. 46). Ref. https://www.revistaplaneta.com.br/martha-gallego-thomaz/ Neide Prado Zühlke ? Médium e autora brasileira. Em sua obra, "O Mestre Louis Pasteur", Zühlke (2002, p. 103-112 ) afirma que a implantação dos trabalhos espirituais aconteceu a partir de 1936, data da Fundação da Federação Espírita do estado de São Paulo (FEESP). Por volta de 1940, o cientista Pasteur agrupou-se à Fraternidade dos Irmãos Humildes. Com os cooperadores encarnados, entre eles Edgard Armond, foram fundados os Trabalhos Especializados Pasteur, para o atendimento de moléstias e curas magnéticas, de obsessão profunda, males físicos, doenças graves (câncer, Aids), tabagistas, toxicômanos, alcoolistas, pessoas com ideação / tentativa de suicídio, crianças e adolescentes, etc. Próximo Grupo

  • Trabalho na ENS | Pasteur Brasil

    Trabalho na ENS Pasteur consegue uma transferência à Paris e uma promoção: em 1857 é nomeado administrador da École Normale Supérieure (ENS) e diretor de estudos científicos, a pedido do diretor da instituição, Désiré Nisard (1806-1888). Instala-se na Rua d’Ulm, localidade onde futuramente funcionará seu laboratório, berço do vindouro Instituto Pasteur. As funções administrativas daquela época demandam diplomacia, o que convém pouco ao temperamento inflexível de Pasteur, que professa um gosto, quase militar, pela ordem e hierarquia. Tomadas de posições autoritárias o privam de simpatias, o que não o preocupa. Os alunos do científico, mais chegados a Pasteur, aceitam melhor o seu caráter, mas os de literatura suportam mal a sua tutela. Em uma das situações em que procura instalar a ordem, Pasteur pronuncia um discurso no refeitório anunciando que quem for surpreendido fumando nas dependências da École, será excluído. “Mas a falta não será por ter fumado, mas por ter desrespeitado a injunção que vocês estão recebendo agora” (Debré, 1995, p. 144). Não obstante esta falta de jeito, a história da École vai guardar o seu nome. O papel de diretor de estudos científicos é certamente mais dotado do que o administrador. Pasteur intervém nos programas, e inova ao incluir a história do processo experimental, recordando os esforços individuais dos principais inventores. Duas ações administrativas importantes são a atribuição de cargos de estagiários agrégés e a criação dos Annales scientifiques de l´École Normale, em que propõe redação gratuita, o que é aceito apesar dos riscos de não receber subvenções nem do Ministério nem da École Normale. “Possam esses Annales tornar-se uma honra e uma força para um estabelecimento cuja prosperidade caminha par a par com a instrução pública do nosso país” (Debré, 1995, p. 147). Pasteur compreendeu que só formaria professores de valor se houvesse a possibilidade de eles exercerem uma função científica. Esta nova medida, ainda atual hoje em dia, liga o ensino acadêmico à prática da pesquisa, sendo L. Pasteur um pioneiro da dupla vinculação. As instalações modestas do laboratório na Rua d´Ulm foram conquistadas a duras penas. No seu retorno à École Normale, a preocupação científica de Pasteur foi poder continuar suas pesquisas sobre as fermentações. Naquela época, fazer pesquisa era feito que o professor de ensino superior consagrava o tempo que podia, com meios bastante escassos. O orçamento das faculdades só concedia mínimos recursos, destinados majoritariamente à preparação das aulas. Não sobrava quase nada para as pesquisas. Mesmo em Paris, as condições de trabalho eram tais que se faziam ironias a respeito dos laboratórios, como se fossem os túmulos dos cientistas. Claude Bernard, por exemplo, efetuava seus trabalhos num laboratório estreito, onde a umidade transudava, o que o levou a adoecer. Pasteur teve que se contentar com os últimos metros quadrados disponíveis na Rua d´Ulm: um recanto sob os escombros, inutilizado por ser julgado incômodo demais, em particular no calor do verão. Além disso, os cômodos eram invadidos por ratos e foi preciso começar por desinfectá-los. Pasteur não tinha nenhuma subvenção para instalar-se. Escreveu a Gustave Rouland, então ministro da Instrução Pública e acabou obtendo alguns subsídios. Mas, para equipar e manter o seu laboratório com estufa, microscópio, produtos químicos e recipientes de vidro, o cientista utilizou o seu próprio salário. Pasteur também não tinha o direito de ser assistido por estagiários, que eram concedidos com parcimônia draconiana. Depois de inúmeras andanças aos chefes de gabinetes do Ministério, com uma tenacidade a toda prova, acabou por obter ganho de causa. Com o primeiro estagiário, Jules Raulin, o cientista dividia um espaço bastante incômodo. A pequenez do local tornava difícil instalar uma estufa. Foi preciso colocá-la em local que só era acessível por meio de uma escada, pondo-se de joelhos. Pasteur, entretanto, passou horas neste local. “Foi deste pequeno pardieiro, de que hoje hesitaríamos fazer uma gaiola de coelhos”, testemunhará Émile Duclaux, o sucessor de Raulin, “que surgiu o movimento que revolucionou, sob todos os aspectos, a ciência da física” (Debré, 1995, p. 163). Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. DUBOS, René J. Louis Pasteur. Barcelona, Espanha: Grijalbo, 1967a. Désiré Nisard (1806-1888). Claude Bernard Gustave Rouland Jules Raulin. Émile Duclaux. Continue lendo a biografia

  • Casamento | Pasteur Brasil

    Casamento e filhos Pasteur escreve ao amigo Chappuis dizendo que quando viu Marie pela primeira vez, sentiu que havia encontrado a sua companheira de vida. “Creio que serei muito feliz com ela. Tem todas as qualidades que eu poderia desejar em uma mulher” (Báez, 1995, p. 463). O casamento ocorre em 1849 na Igreja de Santa Madalena. O casal residirá alguns anos em Estrasburgo, na Rue des Veaux. Marie devota-se ao marido e cria, em torno dele, uma vida familiar tranquila, removendo as preocupações materiais. Desde os primeiros dias, a esposa não somente admitiu, mas aprovou que o laboratório vinha acima de tudo. Madame Pasteur era discreta, comedida, circunspecta e autoritária. Caracterizada como uma mulher de ordem e dever, porém alegre e sólida (Perrot & Schwartz, 2017). À noite, escrevia sob o ditado do cientista e lhe provocava explicações, pois se interessava realmente pelas facetas hemiédricas e demais pesquisas em andamento, às quais colaborou. O casal teve 5 filhos, dos quais somente 2 sobreviveram até a idade adulta: Jean-Baptiste e Marie-Louise. A primogênita, Jeanne, falece aos 9 anos de febre tifoide. Jean-Baptiste (1851-1908) é o segundo filho, cujo nome foi escolhido em homenagem ao amigo cientista Jean-Baptiste Biot, o qual também foi seu padrinho. Aos 18 anos, este filho contrai febre tifoide, mas sobrevive. Torna-se diplomata em Roma, Copenhague, Madrid e Atenas. Cécile falece aos 12 anos, também de febre tifoide, doença infecciosa que levou a morte de incontáveis pessoas no curso da história. Marie-Louise (1858-1934), apelidada Zizi, recebe o nome da junção dos pais. Será grande companheira e colaborará, assim como a mãe, em futuros experimentos e atividades de laboratório de Pasteur. Camille, a última filha, não sobrevive a um tumor de fígado, aos 2 anos de idade. O falecimento de três filhos, em plena infância, abalou Pasteur. Ao longo dos anos, observa-se o quanto o cientista irá se dedicar à identificação dos agentes patogênicos e ao combate às doenças infectocontagiosas. Referências: BÁEZ, Manuel Martínez. Vida y Obra de Pasteur. 2ª ed. México, DF: 1995. DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. DUBOS, René. Pasteur e a Ciência Moderna. São Paulo, SP: Edart, 1967. GAROZZO, Filippo. Louis Pasteur. Rio de Janeiro, RJ: Três, 1974. PASTEUR VALLERY-RADOT, Louis. Images de la Vie et de l´ Œ uvre de Pasteur. Paris, França: Flammarion, 1956. PERROT, Annick; SCHWARTZ, Maxime. Louis Pasteur le Visionnaire. Paris, França: Éditions de la Martinière, 2017. Webgrafia: https://phototheque.pasteur.fr/ Retrato de Marie Pasteur exposto na Maison Pasteur na cidade de Arbois, França. Sinalização em frente à Igreja Santa Madalena, na cidade de Estrasburgo, onde ocorreu o casamento do casal Pasteur em 29/05/1849. Placa sinalizadora da Rue des Veaux, em Estrasburgo, onde o casal residiu naquela cidade. Fachada da moradia do casal, composto por conjunto de apartamentos. Sinalização na fachada residencial. Três dos filhos de Pasteur, em fotografia do ano de 1862. Da esquerda para a direita: Jean-Baptiste, Cécile e Marie-Louise. Cécile Pasteur, em algum ano antes de sua morte, aos 12 anos, devido à febre tifoide. Madame Pasteur e Camille em 1864. A criança faleceu aos 2 anos de idade, devido a um tumor no fígado. Marie-Louise Pasteur, na época do seu casamento com René Vallery-Radot, em 1879. Jean-Baptiste Pasteur, filho do casal, em uniforme militar. Engajou-se voluntariamente em 1870 na guerra Franco-Alemã. Continue lendo a biografia

  • Academia de Medicina | Pasteur Brasil

    Academia de Medicina Apesar de ser químico, Pasteur foi admitido na Academia Médica de Paris em 25 de março de 1873, onde desde o início defendeu seus pontos de vista sobre os microrganismos e os fenômenos de putrefação que ocorriam no homem. Assim, são poucos os que vêm Pasteur sentar-se na Academia de Medicina de bom grado, mas graças à sua reputação e conexões, o cientista torna-se membro. Sua eleição é disputada por um voto, o que novamente mostra quão grande é a desconfiança do químico. Pasteur foi escolhido para ser ouvido como um especialista. Raros foram os que imaginaram Pasteur intervindo nos debates, ousando aconselhar e até a dar ordens sobre a arte de curar (Debré, 1995, p. 340). Claude Bernard vê em Pasteur um aliado contra médicos que desprezam a fisiologia (Debré, 1995, p. 327). Eles sentam-se lado a lado e conversam familiarmente (Debré, 1995, p. 392). Bernard defende as experiências de Pasteur e reconhece sua originalidade, concedendo-o o prêmio de fisiologia experimental. Bernard é mais cientista do que médico, pois a seus olhos, o trabalho de laboratório é que fundamenta a medicina experimental e permite às antigas terapias se transformarem em ciências (Debré, 1995, p. 395). Durante muito tempo o bisturi ficou separado do microscópio. Só as lições de Pasteur e de Claude Bernard, juntos, na Academia de Medicina conseguirão mudar essa mentalidade. Por chocar com os hábitos de uma casta médica, as contribuições conceituais da microbiologia levarão mais de ¼ de século para penetrar nos costumes e práticas médicas (Debré, 1995, p. 301). Bernard preparou o terreno e foi Pasteur quem redesenhou a paisagem médica onde evoluímos há 1 século (Debré, 1995, p. 550). Bernard fala pouco, não sorri e raramente faz algum comentário. Faz inúmeras experiências com animais, relata as observações feitas e redige comunicações extensas para os padrões das Academias. Nunca faz propaganda de si mesmo e diferentemente de Pasteur, nunca quis sair falando de suas teorias e resultados. Apesar de ser reconhecido em toda a Europa como o primeiro fisiologista de sua época, Bernard só se sente à vontade em seu laboratório (Debré, 1995, p. 395). Uma estima recíproca vai unir estes dois amigos, em laços verdadeiramente pessoais. Bernard, uns 10 anos mais velho, sempre apoiou Pasteur prontamente, sobretudo na época da eleição de Pasteur para a Academia de Ciências. Eles se encontravam regularmente e participaram juntos de um pequeno grupo de peritos encarregado por Napoleão III para fazer um relatório sobre a situação do ensino científico na França (Debré, 1995, p. 397). Na ocasião do adoecimento por enterite de Bernard, Pasteur, para apoiar seu amigo em convalescença e em repouso afastado de Paris, publica o artigo “Claude Bernard, importância de seus trabalhos, seus ensinamentos e de seu método”. Para isso, releu todos os trabalhos do amigo fisiologista. Bernard fica emocionado e agradecido, e lhe escreve “a admiração que o senhor demonstra por mim é recíproca”. Quando, por sua vez, Pasteur é atingido por um AVC, Bernard é um dos primeiros a comparecer à sua cabeceira para lhe trazer, afetuosamente, o seu apoio moral (Debré, 1995, p. 398). Mais adiante, em 1878, Bernard fica gravemente doente. Acamado, é assistido pelo seu aluno Arsène d´Arsonval, a quem revela suas dúvidas sobre as teorias de Pasteur a respeito das fermentações. Ele acha que o fenômeno independe das leveduras, negando o papel da bactéria como organismo vivo, e diz ter anotações de resultados preliminares confirmando suas hipóteses. Neste mesmo ano, Bernard falece e seu aluno encontra seus papéis no quarto, e percebe que não são resultados, mas um esboço de trabalhos a realizar. D´Arsonoval e seus amigos optam pela publicação e enviam os papéis a Marcellin Berthelot, que não acredita no papel do ser vivo na fermentação, e publica as notas de Bernard em revista científica. A curiosidade é grande por esta publicação, pois Bernard não era amigo de Pasteur? (Debré, 1995, p. 399). Pasteur inicialmente não sabe se deve reagir publicamente, pois sabia ser uma atitude inerente de Bernard a de questionar tudo, a fim de não deixar passar nenhum erro de raciocínio. Pasteur consulta então a opinião de colegas na Academia. Alguns aconselham a não se deixar incomodar pelo que seria uma volta ao passado; outros pensam que o respeito à memória de Bernard obriga a responder apenas com fatos, já que Bernard não está presente para sustentar uma discussão. O que mais choca a retidão de Pasteur é polemizar com um morto, no entanto, após ler os documentos por inteiro, decide se posicionar sugerindo que a publicação de Berthelot não é fiel ao pensamento de Bernard e anuncia que está começando uma nova série de experiências sobre fermentação, não para defender sua teoria, mas para dar continuidade aos trabalhos que Bernard não teve tempo de terminar. Naquele ano, as férias de Pasteur são consagradas a estas experiências e consegue resultados taxativos: a levedura é indispensável para a fermentação. Pasteur publica suas conclusões sob a forma de um exame crítico de um escrito póstumo de Claude Bernard sobre a fermentação, onde afirma no final que “a glória do nosso ilustre colega não foi diminuída” (Debré, 1995, p. 401). Michel Peter afirma que um médico não precisa se sobrecarregar com os saberes de um químico, de um físico ou de um fisiologista. Dirigindo-se a Pasteur, fala a respeito da febre tifoide: “O que me importa o seu micróbio?”. Em resposta, Pasteur denuncia o que para ele é uma “blasfêmia médica” e insiste que o médico deve não só curar, mas prevenir a doença, e recomenda a profilaxia e a higiene (Debré, 1995, p. 301). Peter é um dos mais influentes membros da Academia, e afirma que “as descobertas das bactérias são curiosidades da história moderna (...) quase sem nenhum proveito para a Medicina”. "Na Academia, Peter se arvora de promotor e transforma a assembleia em uma audiência de acusação: 'A desculpa do senhor Pasteur é a de ser um químico, que inspirado no desejo de ser útil, quis dar força à medicina, ciência que lhe é totalmente estranha" (Debré, 1995, p. 460). Peter e Pasteur se desprezam, mas são parentes afastados do lado de suas esposas, por meio de um ancestral comum, Joseph Loir, que foi veterinário do exército do Egito. Ele havia se casado sob as ordens de Napoleão Bonaparte. Seu neto é Adrien Loir, sobrinho de Pasteur, que trabalha de manhã com Peter e de tarde com Pasteur. Deste modo, participa da briga dos dois “patrões” (Debré, 1995, p. 459). Gabriel Constant Colin se revela um adversário da teoria de Pasteur. Este veterinário se apoia em 12 anos de trabalho com o carbúnculo para afirmar que Pasteur está errado em acreditar que o bacilo é o responsável pela doença. Colin também se recusa a admitir o fenômeno de incubação de certas doenças. Pasteur se esforça em vão em convencê-lo apesar das explicações. Colin conserva vários adeptos entre os médicos. Diante de vários debates contraditórios na Academia, Pasteur exclama aos jovens que assistem às sessões: “jovens, vocês que se sentam no alto destas arquibancadas provavelmente são a esperança do futuro médico do nosso país. Não venham aqui para procurar a excitação da polêmica; venham se instruir com os métodos” (Debré, 1995, p. 356-358). Henri-Marie Bouley, veterinário, se declara impressionado com a interpretação de Colin e embora partidário de Pasteur, convida-o a examinar de perto as objeções que lhe são feitas, as quais Pasteur replica vigorosamente. Porém, cabe ressaltar que Bouley é um dos grandes apoios de Pasteur (Debré, 1995, p. 355, 448, 460, 495). Na Academia, cada vez que Bouley tenta louvar os méritos de Pasteur, Peter intervém e é aplaudido em nome da medicina tradicional (Debré, 1995, p. 460). Alphonse Guérin cria o laboratório de anatomia e química patológica para observar os benefícios do uso dos curativos acolchoados. Ele associa o abcesso às febres infecciosas (Debré, 1995, p. 327). Pasteur constata que os curativos de Guérin, assim como os de Lister, são os verdadeiros responsáveis pelos sucessos cirúrgicos constatados, graças à filtragem dos germes por essa separação acolchoada e a consequente destruição destes pela solução anti-séptica (Debré, 1995, p. 328). Quando Pasteur faz uma comunicação à Academia de Medicina dizendo que pretende produzir vacinas, mas ainda sem relatar o processo (que ainda iria dar início), os adversários de Pasteur, encabeçados por Jules Guérin o censuram por não comunicar os detalhes de sua técnica e conseguem que a Academia repreenda a conduta de Pasteur. Ele fica furioso e abatido, pois naquele mesmo período sua irmã Virginie acaba de falecer. Pasteur faz diversos rascunhos de uma carta de demissão da Academia, mas volta atrás. Mais adiante, Pasteur estará apto a revelar em detalhes o seu processo experimental de virulência atenuada (vacinação), que marcará o nascimento de uma nova disciplina, a imunologia (Debré, 1995, p. 427-428). As discussões sobre a varíola e a vacina continuam na Academia, o que se torna cansativo para Pasteur. O conflito entre os dois se agrava e Pasteur o responde grosseiramente e recusando-se a responder a Jules Guérin, e acrescenta: “Doravante, seremos dois no combate e veremos qual de nós sairá ferido e machucado desta luta”. A sessão é suspensa por um grande tumulto. Guérin furioso se precipita sobre Pasteur e é impedido pelo barão Larrey, que se interpõe. Na época, Guérin tem quase 80 anos e Pasteur quase 60 anos. Depois de alguns dias, o conflito vai se extinguir e Pasteur aceita se desculpar, cujas palavras ficaram registradas na ata: “Se, no calor do debate, pronunciei alguma palavra ou julgamento que pudesse prejudicar o renome do senhor Jules Guérin, eu as retiro e declaro que nunca desejei ferir nosso sábio colega. Em nossas discussões, só tive uma preocupação, a de defender, energicamente, a exatidão dos meus trabalhos” (Debré, 1995, p. 441-442). Gabriel Colin e Jules Guérin continuam a atacar Pasteur, mesmo após o sucesso do experimento em Poilly-le-Fort. Não raro, Pasteur deixa a sala, com raiva contra os que não compreendem o valor de suas experiências. Finalmente, resigna-se a não mais assistir às sessões da Academia. Sua ausência, no entanto, não impede as controvérsias sobre a teoria microbiana, a teoria do contágio e sobre as terapias propostas (Debré, 1995, p. 459). Charles-Emmanuel Sédillot (não era membro da Academia) era um fervoroso partidário de Pasteur. Com 64 anos, foi um dos primeiros a aceitar e encorajar os trabalhos de Pasteur e suas aplicações cirúrgicas. Ele lê uma nota na Academia resumindo a evolução positiva do tratamento das lesões, com curas mais frequentes e redução de gangrenas e amputações. Se relatório termina com uma apologia à palavra micróbio (em vez de animálculo), dizendo: “a palavra micróbio tem a vantagem de ser mais curta e de possuir um significado mais geral e, tendo meu ilustre amigo Littré, o linguista mais competente da França, aprovado esse nome, nós o adotaremos” (Debré, 1995, p. 408). Maximilien-Paul-Émile Littré era unanimemente respeitável, sendo descrito como uma das grandes mentes do século, e pela sagacidade de sua mente, Ernest Renan disse ser “uma das consciências mais completas do universo”. Foi autor do célebre Dictionnaire, e mesmo deixando de praticar a medicina, torna-se um erudito na área. Deste modo, torna-se a autoridade mais competente para batizar os pequenos organismos que Pasteur detectou em seu microscópio. Em resposta a Sédillot, afirma: “para designar os animálculos, eu daria preferência a ‘micróbio’; primeiro, porque, como você diz, é mais curto, depois porque ele destina ´microbia´, substantivo feminino, para a designação de estudo do micróbio” (Debré, 1995, p. 410). Pasteur e Littré se respeitam, mas existem entre eles diferenças: Littré é republicano, franco-maçon e positivista. Para Pasteur, os positivistas não entenderam o sentido do método científico, e afirma “Para julgar o valor do positivismo, meu primeiro pensamento foi procurar nele a invenção. Não achei. Como não me oferece nenhuma ideia nova, o positivismo me deixa reservado e desconfiado” (Debré, 1995, p. 413). As profundas razões que levam Pasteur a se opor à filosofia positivista são mais específicas, por exemplo, o positivismo rejeita o uso do microscópio, e separa a química da biologia, por exemplo. Entretanto, é a questão da existência de Deus, que Pasteur chama de infinito, que o afasta do positivismo. Pasteur diz: “aquele que proclama a existência do infinito reúne mais sobrenatural nessa afirmação do que o existente em todos os milagres de todas as religiões. (...) Vejo em toda a parte a inevitável expressão da noção do infinito no mundo. A ideia de Deus é uma forma da ideia do infinito” (Debré, 1995, p. 414). "Nos bancos da antiga Casa de Caridade, Pasteur encontra cinco dos maiores positivistas: Claude Bernard, Émile Littré e, é claro, Marcelin Berthelot; também Paul Broca, o célebre neurologista a quem se deve a primeira descrição anatômica do cérebro e Charles Robin, colaborador de Littré, inventor das palavras "hemácias" e "leucócitos" para designar os glóbulos vermelhos e brancos do sangue. Como revelam as atas das sessões, depois da morte de Claude Bernard, esses cientistas deixam Pasteur lutar sozinho. Por ocasião da famosa comunicação de maio de 1880, quando Pasteur descreve o estafilococo do furúnculo como sendo também responsável pela osteomielite, nenhum deles toma a palavra para destacar a importância da descoberta" (Debré, 1995, p. 416). Alfred Vulpian é um dos médicos mais respeitados de sua época. Se torna membro da Comissão Oficial da Raiva, criada pelo governo, a pedido de Pasteur, para controlar e avaliar as pesquisas em curso sobre a doença. Diante do exame do paciente Joseph Meister, diz a Pasteur que acha o caso sério o suficiente para que se justifique esta primeira tentativa de vacinação. Após o sucesso do tratamento e diante da Academia de Ciências, Vulpian pede a palavra dizendo que Pasteur trabalhou durante anos, com uma série de pesquisas feitas sem interrupção até criar um tratamento do qual não duvida do sucesso (Debré, 1995, p. 489, 494). Após a descoberta da vacina da raiva, Jean-Martin Charcot aproveita para posicionar-se perante os inimigos de Pasteur na Academia de Medicina: “o inventor da vacina antirrábica hoje, com mais razão do que nunca, pode andar com a cabeça erguida e prosseguir o cumprimento de seu glorioso labor sem deixar-se desviar dele, no mínimo pelos clamores da contradição sistemática ou pelas insidiosas murmurações da difamação” (Viñas, 1991, p. 156). Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. VIÑAS, David. Louis Pasteur. Barcelona, Espanha: Labor, 1991. https://www.ccih.med.br/wp-content/uploads/2014/07/capitulo7-As-bases-do-hospital-contempor%C3%A2neo-a-enfermagem-os-ca%C3%A7adores-de-micr%C3%B3bios-e-o-controle-de-infec%C3%A7%C3%A3o.pdf https://www.pourlascience.fr/sd/histoire-sciences/la-mort-par-les-microbes-3896.php Fachada da Academia de Medicina. Frente da Academia de Medicina. Detalhe da inscrição da Academia de Medicina em Paris. Biblioteca da Academia de Medicina. Interior da Academia de Medicina. Continue lendo a biografia

  • Amigos de Infância e Adolescência | Pasteur Brasil

    Voltar para os Grupos Amigos de Infância e Adolescência Alexandre Charrière, Guillemin e Ferdinand Coulon ? Junto a estes três amigos franceses de infância em Arbois, Pasteur e os irmãos Vercel (descritos a seguir) pescavam no rio Cuisance, onde banhavam-se no verão. Gostavam de escorregar na neve no inverno em pequenos trenós, além dos jogos da época: bolinhas de gude, jogo da péla (ancestral do tênis) (Debré, 1995, p. 32). Os meninos também participavam da colheita e das festas da uva. Gostavam de matar passarinhos, mas Pasteur se recusava (Garozzo, 1974, p. 31). Louis Pasteur junta-se às propostas de brincadeiras dos amigos, mas afasta-se desgostoso quando se trata de ferir ou apanhar um pássaro (Viñas, 1991, p. 33). Jules Vercel e Altin Vercel 1819-1894 / 1820-1901 Os irmãos Vercel se tornaram amigos de Pasteur desde à infância em Arbois. Eram franceses, filhos de vinhateiros. Pasteur faz o retrato, em pastel, de Altin Vercel. Aos 15 anos Pasteur e Jules vão à Paris para estudar. Alojam-se no Instituto Barbet (senhor do Franco-Condado). Jules era divertido e alegre, de modo que tudo era bom e agradável em Paris. Porém, Pasteur fica sem dormir, não come direito e só fala do Jura. Então, retorna para a casa dos pais logo depois. Jean-Joseph, o pai, vai até Paris buscá-lo (Garozzo, 1974, p. 30, 40-42). Mais tarde, em 1870, em pesquisas sobre os microorganismos, Pasteur visita diferentes localidades, dentre elas Arbois, onde, acompanhado pelo amigo de infância Jules Vercel, carregou vinte frascos e adentrou os campos para a coleta do ar ambiente (Garozzo, 1974, p. 97-98). Em fevereiro de 1894, Pasteur recebe com tristeza a comunicação da morte de seu querido amigo de infância Jules Vercel (Debré, 1995, p. 546). Ao saber do falecimento, Pasteur escreve à esposa de Jules: “Minha esposa e meus filhos esconderam de mim por alguns dias a perda cruel que você acabou de sofrer, sabendo bem a profunda tristeza que eu experimentaria. Durante todo o inverno este querido amigo passou por uma cruel provação. Eu senti muito, do fundo do meu coração. Agora eu choro por ele, o melhor dos homens e o mais fiel dos amigos” (Ref. https://ader.auction.fr/_fr/lot/louis-pasteur-las-paris-27-fevrier-1894-a-mme-jules-vercel-a-arbois-frac34-page-13987739#.YC96I-hKjnY ). Mais informações: https://www.confrerie-royal-vin-jaune.fr/Mystn-rieux-vin-jaune-17.html Charles Chappuis 1822-1897 Filósofo francês. Inspetor Geral Honorário da Educação Primária em 1894. Amigo de Pasteur desde a época dos estudos no Collége Royal de Besançon. “É o único capaz de tirar Pasteur do mutismo e diverti-lo” (Debré, 1995, p. 41). Este grande amigo de Pasteur é filho do tabelião de Saint-Vit. Pasteur sente-se bem com "esse camarada pouco expansivo e aprecia sua tenacidade e autoridade, quando ambos mergulham em seus deveres de filosofia" (Debré, 1995, p. 41). Pasteur e Chappuis têm uma excelente relação afetiva e intelectual. Compartilham leituras e deveres de filosofia. Aos 17 anos, Pasteur vai com Chappuis para Paris estudarem no Liceu Saint-Louis e se prepararem para o concurso da École Normale Superieure. Aloja-se novamente no Instituto Barbet (senhor do Franco-Condado). Gostavam de passar os finais de semana em uma biblioteca, lendo obras filosóficas. Fizeram raros passeios pela cidade. Chappuis torna-se filósofo, doutor em Letras, professor de Filosofia da Faculdade de Letras de Besançon e escritor. “Chappuis vai tornar-se, na vida, o amigo privilegiado e confidente de Pasteur, respeitando suas escolhas e guiando as suas ambições” (Debré, 1995, p. 41). Ref. https://data.bnf.fr/en/10429857/charles_chappuis/ Pierre-Augustin Bertin 1818-1884 Físico francês. Amigo de Pasteur desde o tempo do Collège Royal de Besançon, onde Pasteur vai estudar aos 17 anos, diplomando-se bacharel em Letras. Bertin estudará com Pasteur na École Normale Supérieure em Paris e se tornará professor de Física na Faculdade de Estrasburgo. Bertin foi companheiro jovial e agradável, sempre fiel ao amigo. Foi um dos únicos amigos capazes de divertir o introvertido Louis Pasteur, se tornando companhia inseparável. Torna-se professor de Física na Faculdade de Estrasburgo. Pasteur chega a Estrasburgo em 22/01/1849. "Assim que desembarca, instala-se na casa de Pierre-Augustin Bertin, no cais des Pêcheurs, a alguns passos da faculdade" (Debré, 1995, p. 79). Bertin receberá o cientista na cidade e o apresentará ao reitor da Universidade, Aristide Laurent, o futuro sogro de Pasteur. Em Paris, também ajudará Louis na seleção dos estagiários para o laboratório na Rua Ulm. Jules Marcou 1824-1898 Geólogo francês. Trabalhou vários anos com Louis Agassiz (1807-1873) nos Estados Unidos. Jules Marcou nasceu no Jura, colega de classe em Besançon, amigo por toda vida de Louis Pasteur. Pasteur faz seu desenho em pastel, de uniforme escolar. Como geólogo, Marcou participa da exploração científica das Montanhas Rochosas nos EUA. Ainda jovem, publicou o primeiro Mapa Geológico dos Estados Unidos (1853) e posteriormente o Mapa Geológico da Terra (1861 e 1875), que teve grande sucesso. Torna-se professor na Universidade de Harvard. Em fevereiro de 1893, devido às sequelas do AVC, Marie Pasteur escreve a Jules Marcou: "Caro senhor Marcou, seu amigo Pasteur continua a passar bem, mas precisa se resignar a deixar de lado todo o trabalho cansativo. Ele se interessa pelo trabalho dos outros. É com prazer que ainda comparece às Academias. Solícito, observa seus netos crescerem, e, com os cuidados que deve dispensar à saúde, o tempo passa sem muita dificuldade" (Debré, 1995, p. 546). Próximo Grupo

  • Referências | Pasteur Brasil

    Referências Bibliográficas 137 livros organizados em 3 seções, discriminadas a seguir. Idiomas: 66 em português, 54 em francês, 9 em espanhol e 8 em inglês. I. Biografias e Obras sobre Pasteur (75) ATHIAS, Armand et al. Autour de Louis Pasteur. Dole, França: Cahiers Dolois, 1995. BÁEZ, Manuel Martínez. Vida y Obra de Pasteur. 2ª ed. México, DF: 1995. BARBE, Noël et al. Caricaturer Pasteur. Besançon, França: Sekoya, 2014. BAZIN, Hervé. Mémoire en Images: Louis Pasteur. Tours, França: Alan Sutton, 2009. BESSON, André. Louis Pasteur: um aventurier de la science. França: Éditions du Rocher, 2013. BIRCH, Beverley. Louis Pasteur. São Paulo, SP: Globo, 1993. BIRCH, Beverley. Pasteur: a luta contra os micróbios. Blumenau, SC: Eko, 1994. BLARINGHEM, L. Pasteur et le Transformisme. Paris, França: Masson et Cie Editeurs, 1923. BRUNET, Jean-Pierre. La Rage Envers Pasteur: de la sanctification à la diabolisation? Besançon, França: Éditions Graine d´Auteur, 2017. 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Colheita Intermissiva. Dividendo da Personalidade Consecutiva. Duplocarma. Gatilho Retrocognitivo. Grupocarmograma. Grupocarmograma Retrocognitivo. Inseperabilidade Grupocármica. Intermissão Mudancista. Intermissiometria. Marca Parapsíquica. Materpensene. Nódulo Holomnemônico. Paramicrochip. Personalidade Consecutiva. Olhar Seriexológico. Raiz do Temperamento. Retrossenha Pessoal. Seriéxis Alheia. Seriexograma. Seriexometria. Webgrafia Específica Academie des Sciences. Academie Nationale de Médecine. Academie Française. Bibliothèque Nationale de France (BNF). Google Arts & Culture: Institut Pasteur. Institut Pasteur. Nobel Prize. Palais de la Découverte: Pasteur l'expérimentateur. Phototeque Pasteur. Societé des Amis de Pasteur. Terre de Louis Pasteur. Filmografia Específica Louis Pasteur, Portrait d'un Visionnaire. Pasteur e Koch: Duelo de Gigantes no Mundo dos Micróbios. Que reste-t-il de Pasteur? The Story of Louis Pasteur (A História de Louis Pasteur).

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    Instituto Pasteur Devido ao grande volume de pacientes que procuram Pasteur e sua equipe no laboratório da Rua Ulm, Pasteur decide fazer um centro de cuidados independente da École Normale, e diz: “Minha intenção é fundar em Paris um estabelecimento-modelo sem precisar recorrer ao Estado, com a ajuda de donativos e subscrições internacionais” Diz também que será necessário formar neste estabelecimento em Paris jovens cientistas que levarão o método a países longínquos (Debré, 1995, p. 513 ). Pasteur recusa o dinheiro do estado e da cidade de Paris para ter a certeza de ser independente. O próprio Pasteur doa a quantia considerável de 100.000 francos. Émile Duclaux é quem encontra o terreno ideal: 11 mil metros quadrados. A dúvida paira para o nome deste centro de tratamento anti-rábico. A discussão começa com a mediação de Grancher. Escolhem Instituto (assim como o Instituto da França). Pasteur não quer que seu nome seja usado. No entanto, seus discípulos não pensam assim e acabam vencendo: o nome será Instituto Pasteur (Debré, 1995, p. 517). O primeiro passo do Instituto Pasteur é criado em 1887, por Émile Duclaux em comum acordo com Pasteur: uma revista mensal, os Annales de I´Institute Pasteur, uma revista independente. Ao longo do tempo, este periódico vai modificar a higiene pública e a política de saúde. Três meses depois é a vez de Grancher fundar uma revista especializada, o Bulletin Médical, que vai responder a cada golpe dos ataques insistentes a Pasteur. Os estatutos definitivos do Instituto Pasteur deixam claro se tratar de um estabelecimento científico autônomo, dotado de personalidade civil, com uma tripla missão: tratamento, centro de pesquisas e unidade de ensino superior. É encabeçado por um diretor assistido por um conselho de 12 membros, com uma assembleia de 30 membros, com renovação trienal do conselho (Debré, 1995, p. 518). Por decreto do presidente da França da época, Jules Grévy, o Instituto Pasteur é reconhecido de utilidade pública. A inauguração ocorre em 14 de novembro de 1888. 1.200 convites foram entregues. Muitas personalidades, dentre elas políticos de várias partes do mundo, estão presentes, por exemplo: Conde de Ormesson, Príncipe Roland Bonaparte, Henri Wallon, Victor Duruy, Duque de Broglie, Peyron, Poubelle, Savorgnan de Brazza, embaixadores de Itália, Turquia e Brasil, Sadi Carnot, Charles Floquet, Jules Viette, Édouard Lockroy. Doações e generosidade pública foram a base sobre a qual o Instituto Pasteur foi construído. A demonstração de generosidade na França e em todo o mundo foi sem precedentes. Na cerimónia de inauguração do Instituto Pasteur em 1888, o cientista declarou: “E aqui o vemos terminado, este grande edifício do qual se pode verdadeiramente dizer que não há uma única pedra que não seja o sinal material de um pensamento generoso. Todas as virtudes têm prestado homenagem para a construção desta morada de labuta". O discurso é lido pelo filho de Pasteur, Jean-Baptiste, pois ele havia sofrido o segundo e terceiro AVC, que o deixou coma fala fraca e embaralhada. Modestamente, Pasteur relembra que seu nome está inscrito na porta do Instituto contra sua vontade: "Minhas objeções persistem contra um título que reserva a um homem a homenagem de uma doutrina" (Debré, 1995, p. 523). Na fala por meio do filho, Pasteur defende o ensino e a pesquisa: "Cultivem o espírito crítico, Se deixado de lado, ele não desperta ideias, nem estimula a grandes coisas, Sem ele, nada tem valor. Ele tem sempre a última palavra. Isso que lhes peço é o que, por sua vez, vocês devem pedir aos discípulos que vão formar, é o que há de mais difícil para o inventor. Acreditar que se encontrou um fato científico importante, sentir um desejo ardente de anunciá-lo, e ser obrigado durante dias, sema nas e até mesmo durante anos a combater a si próprio, esforçando-se para desmentir suas próprias experiências e só proclamar sua descoberta quando se esgotaram todas as hipóteses contrárias, sim, é uma tarefa árdua. Porém, quando depois de tantos esforços chega-se, finalmente, à certeza, sentimos uma das maiores alegrias que a alma humana pode experimentar... (Debré, 1995, p. 523). Fora da França, o 1º Instituto Pasteur foi estabelecido por Albert Calmette em Saigon (1891) para administrar vacinas contra a raiva e a varíola. Vários outros foram estabelecidos na Ásia, como o fundado por Alexandre Yersin em 1895 em Nha Trang – Vietnã (na época, Indochina) e em Hanói em 1925. Muitos também foram estabelecidos na África. Primeiramente no Norte da África com um instituto inicial estabelecido em Tunis em 1893 (Tunísia), seguido por outro em Argel em 1894 (na Argélia), e então em Tânger em 1910 e Casablanca em 1929 (em Marrocos). As populações doentes da África e Ásia foram as primeiras a se beneficiarem com os Institutos Pasteur ultramarinos (Debré, p. 537, 540, 543). Atualmente (ano base: 2018) o Instituto Pasteur tem 33 institutos-membro localizados em 26 países nos cinco continentes, com mais de 23.000 pesquisadores envolvidos. Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. DUBOS, René J. Louis Pasteur. Barcelona, Espanha: Grijalbo, 1967a. Ref. https://www.pasteur.fr/en/institut-pasteur/institut-pasteur-throughout-world/institut-pasteur-international-network Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/daniel-iffla-osiris-great-19th-century-philanthropist-and-institut-pasteur-s-most-generous-donor Foto da inauguração do Instituto Pasteur em Paris em 14 de novembro de 1888. Jornal da época com a manchete da inauguração. Inauguração em 1888. Louis Pasteur e seus colaboradores na Biblioteca do Instituto Pasteur. Discurso de Joseph Grancher na inauguração. Biblioteca do Instituto Pasteur em 1960. Galeria de bustos e quadros. Professores e alunos do curso técnico de microbiologia em 1895. Momento de vacinação. Fachada do Instituto Pasteur. Detalhe da fachada. Busto de Pasteur. Sinalização nas proximidades do Instituto Pasteur. Instituto Pasteur no mundo. 130 anos do Instituto Pasteur em 2018. Continue lendo a biografia

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    Voltar para os Grupos Instituto Pasteur Edmond Jurien de la Gravière 1812-1892 Natural de Brest, França, Edmond Gravière exerceu grandes comandos marítimos, foi vice-almirante em 1862 e ajudante-de-ordens de Napoleão III em 1864; em 1871, diretor de mapas e plantas do Ministério da Marinha; nomeado Grã-Cruz da Legião de Honra em 1876. Colaborador da Revue des Deux Mondes, publicou trabalhos na marinha e foi nomeado membro da Académie des Sciences em 1866 e da Academia Francesa (eleito em 1888). Gravière exerceu grandes comandos marítimos, foi vice-almirante em 1862 e ajudante-de-ordens de Napoleão III em 1864; em 1871, diretor de mapas e plantas do Ministério da Marinha; nomeado Grã-Cruz da Legião de Honra em 1876. Colaborador da Revue des Deux Mondes, publicou trabalhos na marinha e foi nomeado membro da Académie des Sciences em 1866. Eleito para a Académie Française em 26 de janeiro de 1888 para substituir o Barão Charles de Viel-Castel, foi recebido por Charles de Mazade em 24 de janeiro de 1889. Pasteur recusa o dinheiro do estado e da cidade de Paris para ter a certeza de o Instituto Pasteur ser independente. Para financiar este projeto, uma subscrição é aberta e um comitê é criado, dirigido por Edmond Jurien de La Gravière. "O almirante Jurien de la Gravière, que preside a sessão, levanta-se e felicita o cientista, não mais em nome da Academia, ele diz, mas em nome da humanidade inteira" (Debré, 1995, p. 513-514). Ref. https://data.bnf.fr/fr/12137851/edmond_jurien_de_la_graviere/ Ref. http://www.academie-francaise.fr/les-immortels/edmond-jurien-de-la-graviere Léonel-Antoine Mouchet de Battefort Laubespin 1810-1896 O Conde Léonel de Laubespin era natural da mesma região da França que Pasteur. Foi Senador de Nièvre (1888-1896), Cavaleiro da Legião de Honra. Laubespin, político e filantropo do Jura, destina espontaneamente 40.000 francos ao Instituto Pasteur. Ele havia perdido seu único filho na infância. Queria mostrar seu apoio a Pasteur, quem ele admirou, nos últimos anos de sua vida ( Lima; Marchand, 2005, p. 41; Debré, 1995, p. 513 ). A cerimônia de inauguração foi realizada na biblioteca do Instituto Pasteur, que havia sido transformada em sala de recepção para a ocasião, completa com um pódio cercado por bustos de mármore dos principais doadores. Na sala dos principais doadores, lado a lado, estão Dom Pedro do Brasil e a senhora Boucicaut, o barão Rothschild e o czar da Rússia, sem esquecer aquele que foi o primeiro benfeitor do Instituto, o conde de Laubespin (Debré, 1995, p. 520). Ref. https://data.bnf.fr/de/17050670/leonel_de_laubespin/ Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/130-years-ago-institut-pasteur-opened-its-doors-first-time Ref. Marchand, Marie-Hélène. The Story of the Pasteur Institute and Its Contributions to Global Health. 2018, p. 16-18. Dom Pedro II 1825-1891 *Ver a microbiografia de Dom Pedro II no grupo Políticos. O imperador brasileiro ajudou na fundação do Instituto Pasteur. Anos antes, em uma reunião da Académie des Sciences, Dom Pedro II manifestou preocupação com a febre amarela no Brasil. Em busca de entender as causas da doença, iniciou contato com Louis Pasteur. Do interesse científico nasceu uma admiração, que o levou a subscrever e financiar a inauguração da entidade, que foi pioneira no mundo na pesquisa de doenças infecciosas. O Imperador Dom Pedro II doa 1.000 francos (Debré, 1995, p. 514; ; Lima; Marchand, 2005, p. 41-42 ). A cerimônia de inauguração foi realizada na biblioteca do Instituto Pasteur, que havia sido transformada em sala de recepção para a ocasião, completa com um pódio cercado por bustos de mármore dos principais doadores. Na sala dos principais doadores, lado a lado, estão Dom Pedro do Brasil e a senhora Boucicaut, o barão Rothschild e o czar da Rússia, sem esquecer aquele que foi o primeiro benfeitor do Instituto, o conde de Laubespin (Debré, 1995, p. 520). Ref. https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Historia/noticia/2020/09/como-dom-pedro-ii-ajudou-desenvolver-ciencia-no-brasil-e-no-mundo.html Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/130-years-ago-institut-pasteur-opened-its-doors-first-time Alexander III 1845-1894 Imperador da Rússia de 1881 a 1894. Alexander III foi oponente do governo representativo e defensor do nacionalismo russo. Ele adotou programas, baseados nos conceitos de ortodoxia, autocracia e narodnost (uma crença no povo russo), que incluíam a russificação das minorias nacionais no Império Russo, bem como a perseguição aos grupos religiosos não ortodoxos. Alexander III, czar da Rússia, natural de São Petersburgo, doa quase 98.000 francos para a criação do Instituto (Debré, 1995, p. 514; Lima; Marchand, 2005, p. 41-42). A cerimônia de inauguração foi realizada na biblioteca do Instituto Pasteur, que havia sido transformada em sala de recepção para a ocasião, completa com um pódio cercado por bustos de mármore dos principais doadores. Na sala dos principais doadores, lado a lado, estão Dom Pedro do Brasil e a senhora Boucicaut, o barão Rothschild e o czar da Rússia, sem esquecer aquele que foi o primeiro benfeitor do Instituto, o conde de Laubespin (Debré, 1995, p. 520). Ref. https://www.britannica.com/biography/Alexander-III-emperor-of-Russia Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/130-years-ago-institut-pasteur-opened-its-doors-first-time Mais informações: https://www.alexanderpalace.org/palace/alexbio.php Mais informações: https://www.newworldencyclopedia.org/entry/Alexander_III_of_Russia Marguerite Boucicaut 1816-1887 Empresária e benfeitora francesa. Proprietária do Bon Marché. Madame Boucicaut participou da criação e prosperidade da primeira loja de departamentos, Au Bon Marché , em Paris. Ela se tornou uma filantropa mais tarde na vida. Para juntar a quantia necessária, muitas vezes Pasteur vai pessoalmente de porta em porta. Uma delas é a da Madame Boucicaut. Pasteur se surpreende com a doação da quantia de 250.000 de francos (Lima; Marchand, 2005, p. 41-42). A cerimônia de inauguração foi realizada na biblioteca do Instituto Pasteur, que havia sido transformada em sala de recepção para a ocasião, completa com um pódio cercado por bustos de mármore dos principais doadores. Na sala dos principais doadores, lado a lado, estão Dom Pedro do Brasil e a senhora Boucicaut, o barão Rothschild e o czar da Rússia, sem esquecer aquele que foi o primeiro benfeitor do Instituto, o conde de Laubespin (Debré, 1995, p. 520). Ref. https://data.bnf.fr/fr/12459891/marguerite_boucicaut/ Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/130-years-ago-institut-pasteur-opened-its-doors-first-time Alphonse James de Rothschild 1827-1905 Alphonse James Rothschild foi um financista francês, filantropo, membro da família de banqueiros Rothschild da França. Rothschild contribui para o Instituto Pasteur. A cerimônia de inauguração foi realizada na biblioteca do Instituto Pasteur, que havia sido transformada em sala de recepção para a ocasião, completa com um pódio cercado por bustos de mármore dos principais doadores. Na sala dos principais doadores, lado a lado, estão Dom Pedro do Brasil e a senhora Boucicaut, o barão Rothschild e o czar da Rússia, sem esquecer aquele que foi o primeiro benfeitor do Instituto, o conde de Laubespin (Debré, 1995, p. 520). Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/130-years-ago-institut-pasteur-opened-its-doors-first-time Mais informações: https://family.rothschildarchive.org/people/47-mayer-alphonse-alphonse-de-rothschild-1827-1905 Cécile Furtado-Heine 1821-1896 Filantropa francesa. Mlle Cécile Charlotte Furtado era filha de Elie Furtado, o rabino-chefe de Bayonne, e Rose Fould, filha de Beer Léon Fould, banqueiro e prefeito de Rocquencourt. Casou-se em 1838 com Charles Heine (1810-1865), descendente de uma rica dinastia de banqueiros e primo-irmão do poeta Heinrich (Henri) Heine (1797-1856). Mme Furtado-Heine era conhecida principalmente por sua filantropia nas áreas da medicina, educação e religião. Durante a guerra franco-prussiana de 1870-71, ela apoiou a Cruz Vermelha e os serviços de ambulância; e em 1895 ela deixou sua villa em Nice como um hospital e sanatório para soldados feridos e convalescentes. Em 1884, ela fundou e doou um orfanato no 14º Arrondissement na rua, que foi renomeado Rue Furtado-Heine em sua homenagem após sua morte, bem como estabelecimentos infantis semelhantes em Bayone e Montrouge. Ela foi uma doadora generosa para o Instituto Pasteur, e seu busto comemorativo ainda adorna os corredores do Instituto. Mme Furtado-Heine também contribuiu generosamente para numerosas instituições de caridade judaicas e organizações benevolentes; e apoiou financeiramente a construção de novas sinagogas na França e na Bélgica. Seus esforços de caridade e filantropia foram reconhecidos pelo Governo da França e, em 1896, ela se tornou a oficial da Legião de Honra, uma distinção muito rara para uma mulher no século XIX. A cerimônia de inauguração foi realizada na biblioteca do Instituto Pasteur, que havia sido transformada em sala de recepção para a ocasião, completa com um pódio cercado por bustos de mármore dos principais doadores. Ref. https://franzxaverwinterhalter.wordpress.com/2013/04/06/cecile-furtado-heine-biographical-note/ Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/130-years-ago-institut-pasteur-opened-its-doors-first-time Jules Lebaudy 1826-1892 Francesa. Proprietária de grande número de edifícios. A família Lebaudy inclui um grupo de personalidades francesas que construíram uma grande fortuna no refino de açúcar no século XIX, o que teve repercussões no mundo das finanças e da política entre 1860 e 1950. A sociedade civil "Groupe des maisons ouvrières" foi fundada em 31 de outubro de 1899 e reconhecida como fundação de utilidade pública em 22 de março de 1906. Objetivo: fornecer moradias populares em Paris e nos subúrbios. 1170 unidades habitacionais foram construídas até 1913, tornando o Groupe des Maisons Ouvrières (GMO) o principal construtor de habitação social antes da guerra. Alguns anos depois, pouco antes da morte de Pasteur, a senhora Jules Lebaudy se oferece para comprar as propriedades de frente ao Instituto Pasteur para criar um hospital, onde Albert Calmette organizará uma unidade para tuberculose (Debré, 1995, p. 520). Ref. https://data.bnf.fr/fr/12323022/fondation_de_madame_jules_lebaudy/ Ref. https://phototheque.pasteur.fr/birt_viewer/run?__format=pdf&__report=reports/orphea/f_getmetadata.rptdesign&__resourceFolder=https://phototheque.pasteur.fr/birt_viewer/ressources/orphea/&Title=Madame+Lebaudy&__locale=fr_FR&gw_url=https://phototheque.pasteur.fr/dotgateway/index.pgi&callfrom=frontoffice&function=f_getmetadata&cache_ref=28109b750afb71c95a252b4951b1ca38&function1=f_getassetsurl&cache_ref1=9d79eed5a812a5715f835f9076265316&logo_file=https://phototheque.pasteur.fr/images/header-logo.png Mais informações: https://www.fondationlebaudy.fr/ Clara de Hirsh 1833-1899 Baronesa belga. Quando jovem, a Baronesa Clara de Hirsch (nascida Bischoffsheim, nascida na Antuérpia, 13 de junho de 1833; faleceu em Paris em 1 de abril de 1899) auxiliou seu pai em seu trabalho, tornando-se conhecedora de negócios, legislativos e assuntos filantrópicos. Após seu casamento com o Barão Maurice de Hirsch em 1855, ela guiou seus interesses para a filantropia e, especificamente, para ajudar os pobres, perseguidos e oprimidos de seus correligionários. Designada como sua única administradora, ela distribuiu quinze milhões de dólares em caridade para organizações ao redor do mundo após sua morte. A Baronesa Clara de Hirsh também doou quantias para a construção de um prédio destinado aos laboratórios de química (Lima; Marchand, 2005, p. 43). Quando Duclaux sucede a Pasteur no Instituto Pasteur, empreende a construção de um prédio destinado aos laboratórios de química, graças aos donativos da baronesa Hirsh (Debré, 1995, p. 520). Ref. https://jwa.org/encyclopedia/article/clara-de-hirsch-home-for-working-girls Bessie Wallis Warfield 1896-1986 Socialite americana que se tornou a esposa do Príncipe Edward, duque de Windsor (Eduardo VIII), após este último ter abdicado do trono britânico para se casar com ela. Em 1986, a Duquesa de Windsor, casada com o rei Eduardo VIII (Inglaterra – que renunciou ao trono), designou o Instituto Pasteur como seu herdeiro universal, reservando numerosas doações para seus empregados e diversas associações (Lima; Marchand, 2005, p. 43-44). Ref. https://www.britannica.com/biography/Wallis-Simpson Mais informações: https://www.biography.com/personality/wallis-simpson Daniel Iffla "Osiris" 1825-1907 Financista e filantropo francês. Pseudônimo de Daniel Iffla, alterado para Iffla-Osiris por decreto de 1861. Conhecido apenas pelo nome de Osíris. Daniel Iffla-Osiris nasceu em Bordeaux em 1825 em uma família judia local; seu avô se ofereceu para as forças armadas em 1791 e, depois de ter lutado como segundo-tenente nos Alpes e no cerco de Toulon, serviu com distinção nos Pireneus orientais durante a Batalha de Boulou. Osris era grande admirador de Pasteur, e doou todos os seus bens ao Instituto Pasteur, aproximadamente 80 milhões de euros. Esta doação permitiu ao Instituto Pasteur funcionar durante várias décadas e ampliar a área de seu terreno ( Lima; Marchand, 2005, p. 43-44 ). Foi um dos maiores filantropos do século XIX. Ao morrer em 1907, ele deixou para trás o maior legado já recebido pelo Instituto Pasteur. O pagamento do legado, o maior da história do Instituto Pasteur, representando um total de 36 milhões de francos ouro, foi supervisionado pelos executores, entre eles o ex-presidente francês Émile Loubet. Converter o valor na moeda moderna é um exercício hipotético, mas podemos estimar que equivale a aproximadamente € 130 milhões. Ele explicou em seu testamento: "Sempre tive um grande desejo de promover descobertas científicas que pudessem ajudar a aliviar o sofrimento dos outros, e por meio deste lego meu legado universal e responsabilidade por sua execução à memória do grande Pasteur, um dos mais maravilhosos e dignos representantes de meu país". A praça conhecida como "Place Daniel Iffla-Osiris", na junção do boulevard Haussmann com o boulevard des Italiens em Paris, foi inaugurada oficialmente em 27 de junho de 2018 em Paris. Ref. https://data.bnf.fr/fr/12558050/osiris/ Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/daniel-iffla-osiris-great-19th-century-philanthropist-and-institut-pasteur-s-most-generous-donor Mais informações: https://www.bordeaux.fr/p131210/daniel-iffla-dit-osiris Paola Marchetti ? A utora italiana de peças de teatro de sucesso para a televisão italiana. "Por gostar muito da França, onde se tratou, fez do Instituto Pasteur seu herdeiro universal e legou-lhe toda sua fortuna, de 50 milhões de francos, composta essencialmente de apartamentos em Roma. Como reconhecimento, e em sua homenagem, várias peças escritas por Paola Marchetti foram representadas por ocasião do Ano Pasteur (em 1995) em Roma e em Nápoles, mas também em Praga, Nova York, Buenos Aires e Sydney, cidades onde vivem importantes colônias italianas" ((Lima; Marchand, 2005, p. 45). Mais informações: http://www1.adnkronos.com/Archivio/AdnAgenzia/1994/12/16/Spettacolo/TEATRO-OMAGGIO-A-PAOLA-MARCHETTI_163000.php Félicien Brébant 1843-1907 Arquiteto francês. Félicien Brébant foi o arquiteto do Instituto Pasteur e recusou qualquer remuneração pelo seu trabalho (Debré, 1995, p. 523). Endereço aproximado de coordenadas GPS (latitude e longitude): 25 Rue du Docteur Roux 75015 Paris. Elementos protegidos: Os 1900 edifícios compreendendo nomeadamente o edifício da Direcção e os do hospital com estufa (cad. 15:02 CI 6): registo por decreto de 13 de Novembro de 1981 - O edifício de 1888, na sua totalidade, incluindo a cripta, a biblioteca e o museu (cad. 15:02 CJ 1): classificação por decreto de 13 de novembro de 1981. História: Estabelecimento de saúde construído em 1888 pelo arquiteto Félicien Brébant, financiado por uma assinatura pública inaugurada em 1886 após a descoberta da vacina por Louis Pasteur. O estudioso, falecido em 1895, está sepultado na cripta de uma capela funerária construída em 1895 pelo arquiteto Charles Girault e decorada com mosaicos de Luc-Olivier Merson. Em 1900, graças às doações da Baronesa Hirsch e Madame Lebaudy, novos edifícios foram erguidos: os escritórios da administração, uma estufa e um hospital, devido ao arquiteto M. -F. Martin, com leitos para 90 pacientes. Desde 1936, o apartamento de Pasteur e seu laboratório abrigam um museu. Períodos de construção: Século XIX, século XX. Arquiteto ou gerente de projeto: Brebant Félicien (arquiteto), Girault Charles (arquiteto), Merson Luc-Olivier (mosaicista), Martin M. -F. (arquiteto). Ref. https://monumentum.fr/institut-pasteur-pa00086655.html Ref. https://www.pop.culture.gouv.fr/notice/merimee/PA00086655 Ref. http://www.calames.abes.fr/pub/#details?id=Calames-2019181615482912 Marie Corelli (Mary Mackay) 1855-1924 Escritora inglesa de best-sellers. Corelli foi uma das mais bem sucedidas escritoras de sua geração, tendo vendido mais livros do que alguns de seus contemporâneos, como Arthur Conan Doyle, H. G. Wells e Rudyard Kipling. Seu primeiro livro, A Romance of Two Worlds (1886), tratou da experiência psíquica - um tema em muitos de seus romances posteriores. Seu primeiro grande sucesso foi Barrabás: Um Sonho da Tragédia do Mundo (1893), em que seu tratamento da Crucificação foi projetado para apelar ao gosto popular. The Sorrows of Satan (1895), também baseado em um tratamento melodramático de um tema religioso, teve uma voga ainda mais ampla. Ao longo de sua carreira de imenso sucesso, ela foi acusada de sentimentalismo e mau gosto. Mais tarde na vida, ela desempenhou um papel às vezes controverso nos esforços para preservar edifícios históricos em Stratford-upon-Avon. Marie Corelli, pseudônimo de Mary Mackay, em seu romance The Treasure of Heaven , refere: "Há um professor culto no Instituto Pasteur que declara que todos devemos viver até os cento e quarenta anos. Se ele estiver certo, você ainda é bastante jovem (p. 14)". Ref. https://www.gutenberg.org/files/18449/18449-h/18449-h.htm#CHAPTER_II) Ref. https://www.britannica.com/biography/Marie-Corelli Florence Nightingale 1820-1910 Florence Nightingale, conhecida como Lady with the Lamp, nasceu em Florença, Itália. Foi uma destacada enfermeira britânica, fundadora da enfermagem moderna. Criou a primeira Escola de Enfermagem da Inglaterra no Hospital Saint Thomas, em Londres. Recebeu a Ordem do Mérito, em 1901, durante a Era Vitoriana. Muitas vezes foi dito que Florence Nightingale se recusou a aceitar a "teoria dos germes", muito depois da descoberta de que as doenças são disseminadas por microorganismos, ou que alternativamente ela era "inconsistente" em sua atitude para com os germes. Após examinar objetivamente as evidências, o autor Hugh Small em seu livro Florence Nightingale, Avenging Angel mostra pela primeira vez que essas acusações contra Florence Nightingale não têm base em fatos. Repetidamente, em suas cartas e escritos, Nightingale estabelece a lei sobre esterilização de equipamentos usados em hospitais para matar germes. Uma versão comum do mito afirma que Nightingale "nunca" aceitou a teoria dos germes até sua morte em 1910. O suporte mais explícito e de alto nível que Nightingale deu à teoria dos germes foi em um capítulo escrito no final da década de 1870 para o Quain's Medical Dictionary, publicado pela primeira vez em 1882. Nightingale recomenda especificamente o uso de precauções anti-sépticas (o uso de produtos químicos contra os germes) . “Ter sempre refrigerante clorado para o enfermeiro lavar as mãos, principalmente depois de curar ou cuidar de um caso suspeito. Pode destruir os germes à custa da cutícula, mas se tirar a cutícula, deve fazer mal para os germes”. Quando ela começou a ouvir sobre os métodos assépticos (excluindo germes em vez de matá-los com produtos químicos), que estavam tornando os métodos anti-sépticos obsoletos, ela se tornou uma grande entusiasta da assepsia. Ellen Ekblom, Irmã Cirúrgica Chefe do Hospital Cirúrgico Helsingfors, na Finlândia, contou a Nightingale em 1896 sobre os métodos assépticos usados naquele hospital, incluindo a fervura de cotonetes em papel absorvente que a enfermeira abriu sem tocar no cotonete, aquecendo cateteres a 120 graus, etc. Nightingale disse "Eu gostaria de ter sabido disso quando escrevemos para Quain". Em Quain, ela recomendou desinfetar cateteres com anti-séptico, usando ácido carbólico. Ref. http://www.florence-nightingale-avenging-angel.co.uk/Germs.htm Alguns dos críticos de Lister argumentaram que boa higiene e limpeza eram tudo o que era necessário para controlar a infecção, e que o elaborado sistema anti-sepsia de Lister era simplesmente outra forma de saneamento. Lister respondeu produzindo evidências estatísticas de suas enfermarias na enfermaria de Glasgow para demonstrar a eficácia do sistema de antissepsia, mas seus dados eram limitados e não conseguiram convencer muitos de seus críticos. A maioria dos cirurgiões preferia esperar até que houvesse evidências mais fortes para a teoria do germe e a antissepsia antes de se comprometer. Mas uma pessoa que convenceu os administradores do hospital sobre a importância da prevenção de infecções hospitalares foi Florence Nightingale. Ela usou evidências estatísticas com base nos dados que reuniu em hospitais de hospitais militares durante a Guerra da Crimeia para demonstrar que as infecções, e não os ferimentos de guerra, eram as maiores causas de morte de soldados em hospitais do exército. Quando Nightingale retornou à Grã-Bretanha, ela colaborou com o epidemiologista William Farr na preparação de estatísticas hospitalares para seu livro Notes on Hospitals (1859). Como muitos médicos da época, Nightingale acreditava na visão tradicional de que os miasmas (ar ruim), e não os germes, propagam a infecção. Sua campanha foi baseada em evidências empíricas ao invés de provas científicas. No entanto, sua campanha para limpar hospitais melhorou os padrões de cuidado e higiene e resultou em menos mortes por infecção. Ela também montou uma escola de treinamento em Londres, onde enfermeiras eram instruídas sobre os princípios da boa higiene. Ref. https://www.sciencemuseum.org.uk/objects-and-stories/medicine/hospital-infection) Ref. Florence Nightingale - Royal Statistical Society - https://rss.onlinelibrary.wiley.com Nightingale de fato mudou para a teoria dos germes em 1884 ou 1885, embora continuasse a enfatizar a prevenção por meio de medidas rigorosas de limpeza e 'assepsia' em vez de 'antissepsia'. O que a convenceu foi a demonstração de Robert Koch em 1883 do bacilo da cólera como a causa da cólera. Mais informações: https://www.britannica.com/biography/Florence-Nightingale Ref. https://cwfn.uoguelph.ca/short-papers-excerpts/nightingale-100-years-on Mary Fairfax Grieg Somerville 1780-1872 Escritora e divulgadora científica, matemática e astrônoma inglesa. Mary Somerville foi estudante voraz e autodidata, defensora da educação das mulheres e do sufrágio feminino, contrariando os valores da família e da época. Em 1816, mudou-se para Londres, onde manteve contato com importantes cientistas e matemáticos. Em 1827, apresentou o paper “As propriedades magnéticas dos raios violetas do espectro solar para a Royal Society. Traduziu para o inglês a obra Traité Mécanique Céleste (Tratado de Mecânica Celeste) de Pierre Simon Laplace (1749–1827) e popularizou a sua edição (1831) sob o título The Mechanism of the Heavens (O Mecanismo dos Céus). Em 1834, publicou The Connection of the Physical Sciences (A Conexão das Ciências Físicas). Em 1835, foi eleita, junto com Caroline Herschel, membro honorário da Sociedade Real Astronômica, sendo as primeiras mulheres a receberem tal distinção. Em 1848, publicou Physical Geography (Geografia Física - 1848), utilizado como livro didático nas escolas e universidades até início do século XX. Em 1869, publicou Molecular and Microscopic Science (Ciência Molecular e Microscópica) aos 89 anos de idade. Nesse mesmo ano, completou a autobiografia, da qual partes foram publicadas postumamente por sua filha Martha (Lavor, 2015, p. 252). Em sua obra "On Molecular and Microscope Science", Mary Somerville se refere às pesquisas de Pasteur, cujos trechos são indicados a seguir, em tradução livre: "Os fermentos podem ser formados no mosto da cerveja, nas soluções de uva e cana-de-açúcar, no suco de groselhas, groselhas, etc., por meio dos esporos submersos do Uredines segetum e Rosæ, de Ascophora elegans, Mucor Mucedo, Periconia hyalina e outros. Há trocas ativas acontecendo continuamente entre o conteúdo do glóbulos de fermentos e do líquido exterior, portanto, uma ação química contínua. Os experimentos de M. Pasteur sobre a nutrição dos Mucedines coincidem com o observações de outros em mostrar que essas plantas são a origem de toda fermentação apropriadamente assim chamado" (Somerville, Mary. On Molecular and Microscope Science, volume the fist, p. 150). "M. Pasteur, Diretor da Escola Normal de Paris, em uma série de palestras publicadas em o ‘Comptes Rendus’, não só provou que a atmosfera é abundante em esporos de fungos e bolores criptogâmicos, mas com infusórios na forma de mônadas globulares, o Bactérias e vibrios, que são como pequenos bastonetes redondos em suas extremidades e extremamente ativo. As Bacteria mona e especialmente as Bacteria terma são excessivamente numerosas. Esses seres minúsculos são os principais agentes na decomposição da matéria orgânica" (Somerville, Mary. On Molecular and Microscope Science, volume the second, p. 45). Ref. http://www.gutenberg.org/files/55886/55886-h/55886-h.htm Ref. http://www.gutenberg.org/files/57566/57566-h/57566-h.htm Próximo Grupo

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    Voltar para os Grupos Academia de Ciências Jean-Baptiste Biot 1774-1862 *Ver a microbiografia de Jean-Baptiste Biot no grupo Primeiras Influências Científicas. Jean-Baptiste-André Dumas 1800-1884 *Ver a microbiografia de Jean-Baptiste-André Dumas no grupo Primeiras Influências Científicas. Antoine-Jérôme Balard 1802-1876 *Ver a microbiografia de Antoine-Jérôme Balard no grupo Primeiras Influências Científicas. Eilhardt Mitscherlich 1794-1863 *Ver a microbiografia de Eilhardt Mitscherlich no grupo Primeiras Influências Científicas. Em 1852, Mitscherlich vai a Paris para ser recebido como correspondente estrangeiro na Academia de Ciências, em companhia do mineralogista Gustav Rose, professor na Faculdade de Berlim. Ambos quiseram se encontrar com Pasteur para ouvir de sua própria boca as circunstâncias detalhadas de suas descobertas sobre o tártaro (Debré, 1995, p. 86). Os três cientistas (Pasteur, Mitscherlich e Rose) passam duas longas horas juntos discutindo as circunstâncias da observação, refletindo sobre as consequências. “Estudamos tanto e tanto esses cristais que estamos persuadidos de que se você não encontrasse, ao observá-los de novo, esse fato tão notável, nossa descoberta ficaria ignorada durante um tempo considerável” (Debré, 1995, p. 87). Gustav Rose 1798-1873 Mineralogista alemão. Presidente da Sociedade Geológica Alemã. A família de Rose tinha uma forte tradição científica. Seu avô, Valentin Rose, o mais velho, inventou a liga de baixo ponto de fusão ainda conhecida como metal de Rose. Klaproth, um amigo próximo da família até sua morte em 1817, havia anteriormente (1771-1780) encarregado da farmácia da família antes que o pai de Gustav, Valentin Rose, o mais jovem, um colaborador original da metodologia de análise química inorgânica, viesse de idade. Quando tinha apenas dezessete anos, Gustav e seus irmãos lutaram na campanha contra Napoleão em 1815. No ano seguinte, seu aprendizado em uma mina na Silésia foi interrompido por uma doença. Ele voltou para Berlim, onde estudou mineralogia com CS Weiss. Sua dissertação, De sphenis atque titanitae systematae crystallino, foi apresentada na Universidade de Kiel em dezembro de 1820. Neste trabalho, a primeira monografia sobre a morfologia do cristal de uma espécie mineral baseada em medições precisas com um goniômetro refletivo, Rose estabeleceu a identidade do esfênio e da titanita. Seguindo seu irmão mais velho Heinrich, mais tarde professor de química em Berlim, e Eilhard Mitscherlich , cuja descoberta do isomorfismo, anunciada em 1819, foi apoiada pelas medições goniométricas precisas de Rose, ele então passou vários anos no laboratório de Berzelius em Estocolmo. Rose voltou a Berlim em 1823 para se tornar um Dozent sob Weiss e professor extraordinário em 1826. Ele se tornou professor ordentlicher em 1839, sucedeu Weiss como diretor do Museu de Mineralogia em 1856 e permaneceu ativo nesses cargos até sua morte. Em 1829, Rose, com CG Ehrenberg, foi escolhido para acompanhar Humboldt em uma viagem científica encomendada pelo czar aos Urais, Altai e Mar Cáspio . Isso o levou até a fronteira da China. A crônica da viagem em dois volumes de Rose inclui extensas observações sobre geologia, mineralogia e recursos minerais das regiões percorridas que foram amplamente citadas e por muito tempo foram a principal fonte de informações sobre esses assuntos. Rose publicou cerca de 125 artigos, abordando quase todos os aspectos da mineralogia conhecidos em sua época. Muito de seu trabalho estava relacionado a minerais ou grupos de minerais específicos. Ele descobriu cerca de quinze novos minerais, todos ainda considerados espécies válidas, sendo o mais importante a anortita; e ele também fez contribuições significativas em muitos outros campos. Através de suas meticulosas medidas goniométricas contribuiu para o desenvolvimento do conceito de isomorfismo, acrescentando alguns exemplos importantes. Com Riess (1843), em seu único artigo com um co-autor, ele introduziu os termos ainda atuais “polo análogo” e “polo antilógico” em conexão com a correlação dos efeitos piroelétricos com a morfologia. Ele distinguiu adequadamente entre romboedros positivos e negativos no quartzo e estabeleceu sua classe de cristal correta. Experimentos de James Hall em mármore. Um de seus últimos artigos (1871) tratou das relações entre termoeletricidade e morfologia na pirita. A obra Elemente der Krystallographie de Rose, na primeira e na segunda edições, representou os últimos avanços da ciência na época. No entanto, o primeiro volume da terceira edição, que foi preparado por Alexander Sadebeck sob a direção de Rose e apareceu logo após a morte de Rose, praticamente não mostra nenhum sinal do progresso da ciência nos trinta e cinco anos após o lançamento da segunda edição. Em contraste, Rose's Mineralsystem (1852) era estritamente moderno e muito influente. Acabou com as “classificações naturais” que haviam impedido o progresso da mineralogia e se tornou um modelo para classificações posteriores. Com uma dezena de outros, entre eles Humboldt e Mitscherlich, Rose fundou a Deutsche Geologische Gesellschaft em julho de 1848, exatamente na época em que foi iniciada a publicação do mapa geológico 1: 100.000 da Silésia, de Rose e Beyrich. Rose era muito ativo na sociedade, servindo como secretário e, posteriormente, repetidamente como presidente. Em 1852, ele apresentou cinquenta seções finas de rochas em uma reunião da sociedade, sete anos antes do aparecimento do clássico artigo de Sorby, que normalmente é considerado o marco do início da petrografia microscópica. Todos os biógrafos de Rose enfatizam que ele era excepcionalmente modesto e gentil e desfrutava da estima duradoura de seus colegas e alunos. Entre os mais distintos destes últimos estavam o explorador Ferdinand von Richthofen, G. vom Rath, Paul von Groth e seu sucessor, CFM Websky. Ref. https://www.encyclopedia.com/people/science-and-technology/metallurgy-and-mining-biographies/gustav-rose Friedrich Christian Fikentscher 1799-1864 Industrial alemão. Foi também vereador, membro saxão do parlamento estadual. Trabalhou cedo na fábrica de produtos químicos de seu pai sob a direção do mesmo. Em 1817, frequentou o famoso instituto de ensino de JB Trommsdorff em Erfurt e lá aperfeiçoou seus conhecimentos de química. As várias viagens que fez pela França e Inglaterra serviram ao mesmo propósito. Ainda jovem, dirigiu uma fábrica de vidro que pertencia a seu pai perto de Marktredwitz, onde foi o primeiro a introduzir o sulfato de sódio mais barato em vez de refrigerante na produção de vidro. Em 1822 ele conheceu Goethe em Marktredwitz. Para isso, ele fez óculos especiais “entópticos” para experimentos em sua teoria das cores. Após a morte de seu pai, ele e seu irmão Matthäus Wilhelm dirigiram a fábrica de produtos químicos. As diferenças de caráter tornavam a colaboração desagradável. Portanto, em 1845 fundou sua própria fábrica em Zwickau, uma vidraria para vidro oco e laminado, um departamento químico no qual eram produzidos ácido sulfúrico, ácido clorídrico, preparações de mercúrio, ácido tartárico, cal clorada, ácido arsênico e outros. Em 1848, ele deixou a empresa Redwitz por completo. Para se tornar independente das importações da Inglaterra, fez tentativas bem-sucedidas na produção de grés à prova de ácido e desenvolveu uma importante produção a partir dela, que mais tarde se tornou o principal ramo da fábrica. Os produtos gozavam de reputação mundial. Ref. https://www.deutsche-biographie.de/sfz39224.html Louis-Jacques Thénard 1777-1857 Químico francês. Professor no Collège de France e na École Polytechnique. Membro da Academia das Ciências. Membro Titular da Academia de Medicina. Barão. Foi professor e autor de um influente texto de quatro volumes sobre teoria e prática química básica (1813- 1816). Filho de um camponês, Thénard suportou dificuldades extremas para obter sua educação científica. Seus vários cargos de professor foram obtidos por influência de Nicolas-Louis Vauquelin, que também organizou a sucessão de Thénard para sua própria cadeira de química no Collège de France em 1802. Mais tarde, ele lecionou na École Polytechnique e na Sorbonne e eventualmente se tornou chanceler do Universidade de Paris. Em 1799 ele descobriu o azul de Thénard, pigmento usado na coloração de porcelanas. Ele fez muitas pesquisas notáveis com seu amigo Joseph-Louis Gay-Lussac. Suas realizações independentes incluíram estudos de ésteres (1807), a descoberta do peróxido de hidrogênio (1818) e o trabalho em compostos organofosforados. Tornou-se barão (1825), membro da Câmara dos Deputados (1828-32) e nobre (1832). Sua aldeia natal foi rebatizada de La Louptière-Thénard em sua homenagem (1865). Em 1852, Thénard era o químico mais coberto de honra do momento. Descobriu a água oxigenada, fez uma classificação dos metais. Foi também colaborador de Gay-Lussac. Era um bom-vivant, grande comilão (Debré, 1995, p. 86-87). Neste ano de 1852, o químico ofereceu um jantar em honra ao cientista alemão Eilhard Mitscherlich, que inventou o isomorfismo. Pasteur é convidado. Thénard ouviu a apresentação de Pasteur na Academia e se interessa por este jovem pesquisador, especialmente pelo fato de Pasteur se preocupar com as aplicações industriais de suas pesquisas. Assim como vários outros membros da Academia de Ciências, Thénard encoraja e parabeniza Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/12402277/louis-jacques_thenard/ Ref. https://www.britannica.com/biography/Louis-Jacques-Thenard Henri-Victor Regnault 1810-1878 Professor de química na École Polytechnique e de física no Collège de France. Membro da Academia de Ciências (eleito em 1840). Diretor da Manufacture de Sèvres (1852-1871). Fotógrafo, membro fundador e presidente da Sociedade Francesa de Fotografia. Este químico e físico francês ficou conhecido por seu trabalho sobre as propriedades dos gases. Depois de estudar com Justus von Liebig, em Giessen, Regnault tornou-se professor de química sucessivamente na Universidade de Lyon, na École Polytechnique (1840) e no Collège de France (1841). Seu trabalho em quatro volumes sobre química apareceu em 1847. Enquanto diretor da fábrica de porcelana de Sèvres (desde 1854), ele continuou seu trabalho em ciências . Durante a Guerra Franco-Alemã (1870-71), seu laboratório foi destruído e seu filho Henri, o pintor, foi morto. Regnault projetou aparelhos para um grande número de medições físicas e redeterminou cuidadosamente os calores específicos de muitos sólidos, líquidos e gases. Ele mostrou que dois gases não têm exatamente o mesmo coeficiente de expansão e provou que a lei de Boyle da elasticidade de um “gás perfeito” é apenas aproximadamente verdadeira para gases reais. Ao apresentar seu termômetro de ar, ele determinou a expansão absoluta do mercúrio. Ele também desenvolveu um higrômetro. Em 1853, em jantar oferecido por Thénard, Victor Regnault, assim como vários outros membros da Academia de Ciências, encoraja e parabeniza Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/12537530/victor_regnault/ Ref. https://www.britannica.com/biography/Henri-Victor-Regnault Michel-Eugène Chevreul 1786-1889 Químico francês. Membro da Academia de Ciências (1826). Chevreul elucidou a composição química das gorduras animais e cujas teorias da cor influenciaram as técnicas da pintura francesa. A pesquisa da Chevreul levou a melhorias e maior uniformidade de produto na indústria de sabão e a um novo tipo de vela. Em 1825 ele obteve uma patente para a preparação de velas de ácido esteárico a partir de gordura. As velas de Chevreul, ao contrário das velas de sebo amplamente utilizadas, eram duras, inodoras e emitiam uma luz brilhante. As velas comerciais de estearina surgiram em Paris na década de 1830 e rapidamente se tornaram as velas mais populares da França. O fruto dos seus estudos das cores foi De la loi du contraste simultané des couleurs (1839; The Laws of Contrast of Color ), o seu livro mais influente. Ele forneceu muitos exemplos de como as cores justapostas podem aumentar ou diminuir a intensidade umas das outras e descreveu muitas maneiras de produzir os efeitos de cor desejados, como pontos monocromáticos em massa. Para representar as cores por padrões definidos, ele reuniu todas as cores do espectro visível, relacionando-as entre si em um sistema circular, e também produziu escalas de milhares de tons. Ele aplicou suas descobertas a tapeçarias e tecidos Gobelin, papel de parede, horticultura, cartografia, impressão em cores, mosaicos e pintura. Na verdade, ele “escreveu o livro” para artistas, designers e decoradores. Esta obra, com traduções para o inglês e o alemão, tornou-se o manual de cores mais usado do século XIX. Em 1853, em jantar oferecido por Thénard, Chevreul, assim como vários outros membros da Academia de Ciências, encoraja e parabeniza Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/12109972/eugene_chevreul/ Mais informações: https://www.britannica.com/biography/Michel-Eugene-Chevreul Théophile-Jules Pelouze 1807-1867 Químico francês. Professor no Collège de France e na École Polytechnique. Pelouze era filho de Edmond Pelouze, cujos interesses em tecnologia industrial e invenção se refletiram em muitas publicações. Pelouze decidiu inicialmente seguir a carreira de farmacêutico e depois de servir como aprendiz em farmácias de La Fère e Paris, foi nomeado para estágio de farmácia hospitalar no Salpêtrière de Paris. Um encontro acidental com Joseph-Louis Gay-Lussac, cujo aluno e assistente de laboratório ele mais tarde se tornou, mudou o curso de sua vida. Pelouze, destemido pelas dificuldades financeiras, impressionou tanto Gay-Lussac com seu zelo e talento que Gay-Lussac se tornou patrono e amigo do jovem químico por toda a vida. Em 1830, Pelouze garantiu um cargo de professor de química em Lille e, pouco depois, competiu com sucesso pelo cargo de analisador na casa da moeda de Paris. Mais reconhecimento e sucesso vieram rapidamente: foi eleito para a Academia de Ciências (1837); ele ensinou e foi professor de química na École Polytechnique (1831-1846) e no Collège de France (1831-1850); foi membro do Conselho Municipal da Casa da Moeda de Paris (1848); foi membro do Conselho Municipal de Paris (1849); e ele sucedeu Gay-Lussac como químico consultor na fábrica de vidro da Saint-Gobain (1850). A partir de 1830, Pelouze rapidamente se estabeleceu como um notável químico analítico e experimental. Suas primeiras investigações incluíram estudos da salicina (1830), com Jules Gay-Lussac; beterraba sacarina (1831); fermentação (1831), com Frédéric Kuhlmann; conversão de ácido cianídrico em ácido fórmico; e decomposição do formato de amônio em ácido cianídrico e água (1831). Mais tarde, ele investigou o ácido pirogálico (1833); ácido etil fosfórico(1833); descobriu o cianeto de etilo (1834); e encontraram a fórmula correta para dinitrosulfito de potássio (1835). Em 1836, Pelouze e Liebig, com quem Pelouze havia trabalhado em Giessen, publicaram um longo livro de memórias tratando de várias substâncias orgânicas, incluindo a descoberta do éster enântico e do ácido correspondente. Digno de nota, também, foram a descoberta de nitrocelulose de Pelouze (1838); oxidação de borneol para obtenção de cânfora (1840); síntese de butirina (1843), com Amédée Gélis; produção de ácido glicerofosfórico (1845); trabalho sobre o curare (1850), com Claude Bernard ; e investigação do petróleo americano (1862-1864), com Auguste Cahours. Interessado principalmente em fatos empíricos, Pelouze era, infelizmente, indiferente às teorias químicas seminais de sua época. Em Paris, Pelouze fundou a escola de laboratório particular de química mais importante da França. Ele treinou muitos alunos e disponibilizou suas instalações de laboratório para a pesquisa pessoal de Claude Bernard e de outros químicos franceses e estrangeiros. Pelouze publicou pelo menos 90 artigos, sozinho ou com outros químicos eminentes. Em 1853, em jantar oferecido por Thénard, Chevreul, assim como vários outros membros da Academia de Ciências, encoraja e parabeniza Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/12529341/jules_pelouze/ Mais informações: https://www.encyclopedia.com/science/dictionaries-thesauruses-pictures-and-press-releases/pelouze-theophile-jules Eugène Melchior Péligot 1811-1890 Químico francês. Administrador da Monnaie de Paris. Professor de Química no Instituto Agronômico (Debré, 1995, p. 87). A vida de Péligot vida foi dedicada ao ensino de química. Foi considerado um mestre despretensioso e trabalhador incansável. Como conferencista era conhecido pelo seu método, a clareza de posição, a amplitude de suas opiniões e a simplicidade da dicção. Depois de completar seus estudos no Colégio de Henrique IV ingressou como "elevè ingénieur" na Ecole Centrale des Arts et Manufactures, em 1829. A influência das palestras de Jean-Baptiste Dumas, professor de química daquela escola, foi logo sentida por Péligot, sendo decisiva a partir dessa data. Dedicou-se inteiramente à química e mal havia saído da escola quando Dumas percebeu sua capacidade e o admitiu em seu laboratório. Suas primeiras pesquisas envolveram o estudo do composto cromo. Ele descobriu e descreveu o monóxido deste elemento sulfato, oxalato e cloreto, o dióxido de cromo e dicromato de cloreto de potássio. Em 1841, Peligot produziu urânio puro a partir do óxido de urânio. Naquela época, não se sabia que o urânio era radioativo. Na verdade, a radioatividade não foi descoberta até 1898. Em sua vida, Peligot pesquisou uma ampla gama de assuntos, entre eles açúcares e suas reações, cromo, urânio, ferro e seus sais, a composição e estrutura do vidro, o bicho-da-seda, fertilizantes e água potável. Ele foi o primeiro a preparar o urânio, estudar suas propriedades e determinar sua massa atômica. Juntamente com Dumas, isolou o álcool metílico da aguardente de madeira, estudou suas reações e introduziu o termo metileno na química. Ele descobriu trioxocloro cromato de potássio (sal de Peligot) e suas propriedades especiais. Ele mostrou que o vidro deve ser composto de uma mistura de silicatos em proporções indefinidas para evitar sua cristalização. Ele obteve o vidro dicroico pela adição de óxido de urânio. Em 1853, em jantar oferecido por Thénard, Peligot, assim como vários outros membros da Academia de Ciências, encoraja e parabeniza Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/12544505/eugene_peligot/ Mais informações: https://www.encyclopedia.com/science-and-technology/chemistry/compounds-and-elements/uranium Mais informações: https://pubs.acs.org/doi/pdf/10.1021/ja02125a012 Mais informações: http://www.revistas.unam.mx/index.php/req/article/view/64364 Louis Constant Prévost 1787-1856 Geólogo francês. Professor de Geologia da Faculdade de Ciências (Debré, 1995, p. 87). Depois de se decidir contra a carreira de advogado, a profissão de seu padrasto, Prévost estudou medicina, mas sob a influência de Cuvier e Brongniart se voltou para a geologia. Em 1830, Prévost foi um dos fundadores da Société Géologique de France (servindo como presidente em 1834, 1839 e 1851); e em 1831 foi nomeado, com o apoio de Cuvier, para uma nova cátedra de geologia na Sorbonne. No mesmo ano, ele acompanhou uma expedição oficial para estudar uma nova ilha vulcânica na Sicília. Retornando pela Itália, ele se convenceu, como Lyell, que os vulcões são formados apenas pelo acúmulo de material ejetado e não, como Leopold von Buch e seus seguidores sustentaram, pela elevação de baixo. Suas opiniões sobre sedimentação e vulcanismo o colocaram em uma posição pouco ortodoxa, especialmente dentro da geologia francesa. Em 1853, em jantar oferecido por Thénard, Prévost, assim como vários outros membros da Academia de Ciências, encoraja e parabeniza Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/10644776/louis_constant_prevost/ Mais informações: https://www.encyclopedia.com/science/dictionaries-thesauruses-pictures-and-press-releases/prevost-louis-constant Alexandre Antoine Brutus Bussy 1794-1882 Médico e farmacêutico francês. Membro da Academia de Medicina. Diretor da Escola de Farmácia (Debré, 1995, p. 87). Realizou seus estudos secundários no Lycée de Lyon aos 19 anos. Entrou na École Polytechnique. Junto com seus colegas de classe, participou da defesa de Paris contra os Aliados, após a queda de Napoleão. Ele lutou em Buttes-Chaumont e Vincennes, onde foi ligeiramente ferido pela lança de um cossaco. Desanimado com a mudança de regime político, abandonou a carreira que poderia ter seguido na École Polytechnique e aceitou um cargo em uma farmácia de Lyon, onde permaneceu por três anos. Em 1818 mudou-se para Paris para continuar os seus estudos e ocupou um cargo na farmácia de Félix Henri Boudet (1806-1878) e depois mudou-se para a de Pierre-Jean Robiquet (1780-1840), com quem colaborou em muitas das suas pesquisas, e tornou-se diretor do laboratório que Robiquet tinha em sua fábrica de produtos químicos e farmacêuticos. Em 1821, foi nomeado préparateur de chimie na École de Pharmacie de Paris; em 1823, após graduar-se como farmacêutico, foi nomeado professor adjunto e sete anos depois (1830) promovido a professor titular. Em 1844, assume a direção da escola (1844-1873), substituindo Edme Jean-Baptiste Bouillon-Lagrange (1764-1844). Ele permaneceu nesta posição até sua aposentadoria em 1873, quando foi nomeado directeur honorário da escola. Durante a sua administração foi responsável por uma reorganização fundamental do currículo. Ele adicionou cursos práticos aos teóricos no Departamento de Engenharia Química , uma novidade na França da época, contra muita oposição do meio acadêmico. Ele foi encarregado pela Assembleia da École de apresentar os resultados de uma escola prática. A prova original foi realizada em uma caverna, com turma de 20 alunos, divididos em dois anos, selecionados por concurso. Após sua aposentadoria, Bussy se ocupou dos planos de construção da nova École, sede da Enclos des Chartreux e também fundada no laboratório École para os jovens farmacêuticos que desejassem terminar seus estudos com uma tese, que seria publicada no Journal de Pharmacie. Infelizmente, ele não viveu o suficiente para ver os frutos de seus esforços: Bussy faleceu em Paris em 1º de fevereiro de 1882, com a idade de 88 anos. Sendo um homem muito simples, ele pediu que nenhum discurso fosse feito em seu funeral e nenhuma honra militar fosse paga. Bussy possuía uma capacidade incomum para o trabalho. Enquanto servia na École de Pharmacie, lecionou química no Athénée de Paris e na École de Commerce, e também começou os estudos na Faculté de Médicine de Paris, onde se formou em 1832. Em 1829 publicou um livro importante sobre a pureza das drogas, que foi o precursor das leis modernas de pureza de alimentos e drogas. Em 1853, em jantar oferecido por Thénard, Bussy, assim como vários outros membros da Academia de Ciências, encoraja e parabeniza Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/10673696/alexandre_antoine_brutus_bussy/ Mais informações: https://revista.cnic.cu/index.php/RevQuim/article/view/473/395 Henri-Marie Bouley 1814-1885 Veterinário francês. Professor de patologia cirúrgica, inspetor de escolas veterinárias. Foi um dos principais autores da legislação sobre saúde animal. Membro da Academia de Medicina (em 1855) e da Academia de Ciências (em 1868). Nasceu em Paris em 17 de maio de 1814. Eleito correspondente estrangeiro em 8 de maio de 1852 (seção sexta). Sócio honorário estrangeiro em 26 de outubro de 1867 (seção sexta). Professor da Escola de Veterinária de Alfort, Inspetor Geral das Escolas de Veterinária. Especialidades: patologia cirúrgica e medicina operatória. Henri Bouley foi laureado da École d'Alfort em 1836, chefe do serviço hospitalar em 1837, professor assistente em 1839, professor catedrático em 1845 e nomeado inspetor geral das escolas veterinárias imperiais em 1866. Foi professor de teoria da cirurgia de patologia, manual de operação, acessórios e terapia. Ele também ensinou clínica médica e cirúrgica. É membro titular da Academia Imperial de Medicina, honorário da Sociedade de Biologia, honorário da Sociedade Imperial de Cirurgia, titular da Sociedade Antropológica, da Comissão de Higiene Equestre estabelecida no Ministério da Guerra, comitê de higiene e saneamento no Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. Ele estava encarregado de várias missões científicas e foi o autor de inúmeras publicações. Cirurgião veterinário, inicialmente muito crítico da tese da origem microbiana das doenças contagiosas, ele rapidamente se tornou um defensor vigoroso de Pasteur antes mesmo da experiência de Pouilly-le-Fort. As medidas sanitárias prescritas por sua iniciativa permitem, ao travar o avanço das mais terríveis epizootias, proteger os agricultores franceses das calamidades que afligem ao mesmo tempo a maior parte das outras nações da Europa. Foi um dos mais fiéis apoios de Pasteur na Academia de Ciências. Bouley falece no mesmo dia que Louise Pelletier, terceira paciente tratada por Pasteur devido à hidrofobia (Debré, 1995, p. 495). Ref. https://data.bnf.fr/en/12159571/henri_bouley/ Ref. http://www.armb.be/index.php?id=1813 Mais informações: http://cths.fr/an/savant.php?id=651# Mais informações: http://www.armb.be/index.php?id=1813 Henri Hureau de Sénarmont 1808-1862 Mineralogista e físico francês. Professor de mineralogia na École des mines e de física na École polytechnique. Membro da Academia de Ciências (eleito em 1852). Sénarmont foi um renomado mineralogista francês do século XIX que se tornou o engenheiro-chefe das minas. Foi professor de mineralogia e diretor de estudos na École des Mines de Paris, destacando-se especialmente por suas pesquisas sobre polarização e estudos sobre a formação artificial de minerais. Ele também contribuiu para o Geological Survey of France, preparando mapas e ensaios geológicos. Talvez a contribuição mais significativa feita por de Sénarmont para a óptica foi o compensador de retardamento de luz polarizada que leva seu nome. A pedido de Sénarmont, nenhum obituário apareceu após sua morte; portanto, pouco se sabe de sua vida privada. Ele era filho de Amèdeè Hureau Sènarmont, um proprietário de terras em Badonville, na comuna de Brouè, e de Amèlie Rey. Depois de frequentar o Collège Rollin e o Collège Charlemangne em Paris, ele ingressou na École Polytechnique em 1826. Três anos depois, ingressou na administração estatal de mineração como eleve-ingenieur. Nesta posição, ele visitou (1831) o arsenal em Toulouse e foi designado para as siderúrgicas em Rive-de-Gier e LeCreusot. Em 1833 trabalhou temporariamente com o engenheiro Conte, que desempenhava funções especiais na bacia de Autun. Em 1835 tornou-se engenheiro de minas. O trabalho de Sénarmont o trouxe para Nantes e Angers em 1835-1836. No verão do último ano, ele foi designado para preparar mapas geológicos de Aube e Seine-et-Oise. (Seine-et-Marne foi adicionado em 1837, e o mapa de Aube foi cancelado em 1839.) Em 1843 ele publicou Sur la geologie des departements de Seine-et-Oise et Seine-et-Marne , que apareceu em duas seções do ano seguinte. De 1840 a 1847, Sénarmont se dedicou à inspeção de motores a vapor no departamento de Sena. Foi promovido a engenheiro de minas de primeira classe em 1841 e depois, em 1848, a engenheiro-chefe adjunto. Em 1847 foi nomeado examinador na École Polytechnique; mas no mesmo ano ele foi transferido para a École des Mines, onde recebeu a cadeira de mineralogia. Em 1849, Sénarmont juntou-se à redação dos Annales des mines. Mais tarde, ele foi nomeado reitor de estudantes, bibliotecário e secretário do conselho na École des Mines. Em 1852, após a morte de Beudant, Sénarmont tornou-se membro da seção de mineralogia como vice-presidente em 1858 e como presidente em 1859. Em 1854 ele se tornou editor dos Annales de chimie et de Physiquee manteve este cargo até sua morte. Ele também recebeu a cadeira de física na École Polytechnique (1856-1862). Ref. https://data.bnf.fr/en/12109887/henri_de_senarmont/ Mais informações: https://www.encyclopedia.com/science/dictionaries-thesauruses-pictures-and-press-releases/senarmont-henri-hureau-de Mais informações: https://www.cambridge.org/core/journals/microscopy-today/article/pioneers-in-optics-henri-hureau-de-senarmont/3A15C8B879A1F0E542CA5A957F2855FF Próximo Grupo

  • Cronologia | Pasteur Brasil

    Cronologia Louis Pasteur nasceu em 27 de dezembro de 1822 em Dole, cidade na região do Jura, França, em uma família de curtidores. Ele estudou em Arbois, depois em Besançon, onde recebeu o baccalauréat em letras. Em 1842 foi admitido na École Normale Supérieure em Paris, mas em 15º lugar, o que não lhe pareceu suficiente. Preferiu fazer um novo ano de preparação e refazer o concurso no ano seguinte, em 1843, sendo aprovado em 4º lugar. Em 1846 obteve a agrégation em física. Em 1847 defendeu suas teses em química e física na Faculdade de Paris e, em 1848, realiza sua primeira comunicação na Academia de Ciências. Demonstra que a dissimetria molecular é marca registrada dos seres vivos. Em 1849 foi nomeado professor adjunto de química da Universidade de Estrasburgo. Neste ano, casou-se com a filha do reitor desta universidade, Marie Laurent. Continuou a trabalhar na assimetria molecular. Em 1852 viaja para a Alemanha e Áustria. Visita diversas fábricas e contata cientistas. Em 1853 redige nota à Academia de Ciências sobre a origem do ácido racêmico. É nomeado Cavaleiro da Ordem Imperial da Legião de Honra. Recebe prêmio da Sociedade de Farmácia. Em 1854, foi nomeado reitor da nova Faculdade de Ciências de Lille. Começa seu trabalho com a fermentação. Em 1856 recebe a medalha Rumford da Royal Society de Londres por seus estudos sobre a cristalografia. Em 1857 é nomeado coordenador e diretor dos estudos científicos na École Normale Supérieure em Paris. Manteve este cargo até 1867. Neste mesmo ano, publica uma dissertação sobre a fermentação lática, sendo esta considerada a certidão de nascimento da Microbiologia. Em 1858 instala um laboratório no sótão da École Normale. Começa seu trabalho sobre geração espontânea, enquanto segue estudando a fermentação. Em 1859 recebe o prêmio da Academia de Ciências em fisiologia experimental, depois de um relatório de Claude Bernard. Em 1861 descobre a vida sem oxigênio (anaeróbia). Recebe o prêmio Jecker da Academia de Ciências por seus trabalhos sobre geração espontânea. Em 1862 foi eleito para a Academia de Ciências na seção de Mineralogia. Em 1863, solicitado por Napoleão III, Pasteur estuda doenças do vinho. É nomeado professor de geologia, física e química na Escola de Belas Artes de Paris, ministrando aulas a estudantes de arquitetura (ficará neste posto até 1867). Em 1864 instala, na cidade de Arbois, um laboratório para as pesquisas sobre o vinho. Em 1865 comunica à Academia de Ciências o processo de conservação e melhora dos vinhos. Início da pasteurização. Neste ano vai a Alès estudar as doenças do bicho-da-seda. Com o início da epidemia de cólera em Paris, é nomeado membro da comissão encarregada de investigar a doença. Em 1866 emite comunicações sobre as doenças dos bichos-da-seda. Em 1867, deixando o cargo de administrador, cria um laboratório de química fisiológica na École Normale S upérieure na Rua Ulm. Em 1868 recebe o título de doutor honoris causa em medicina, pela Universidade de Bonn. Sofre um ataque de apoplexia (AVC) que o deixa hemiplégico. Em 1869 continuou suas pesquisas sobre as doenças do bicho-da-seda e, em 1870, seus estudos sobre a cerveja. Neste ano é nomeado senador do Império, mas o decreto nunca será promulgado devido à guerra. Em 1871 ao tomar conhecimento do bombardeiro no Museu de História Natural, pelos prussianos, devolve seu diploma de doutor honoris causa da Universidade de Bonn. Neste ano, vai a Londres para continuar seus estudos sobre a cerveja e entrevista Tyndall, que lhe fala de Joseph Lister. Em 1872 usa seus direitos para a aposentadoria como professor da Sorbonne. Em 1873 é eleito para a Academia de Medicina. Recebe o título de comendador da Ordem da Rosa do Brasil. Em 1874 troca as primeiras cartas com o cirurgião inglês Joseph Lister. A Royal Society de Londres entrega a medalha Copley por seus trabalhos sobre a fermentação. Em 1875 instala em Arbois um laboratório para pesquisas sobre a fermentação. Em 1876 concorreu às eleições senatoriais no Jura, mas não é eleito. Neste ano, representa a França no Congresso Internacional Sericícola de Milão. Em 1877 realiza comunicações à Academia de Ciências sobre o carbúnculo e a septicemia. Em 1878 emite nota sobre o carbúnculo das galinhas. É promovido a grande oficial da Legião de Honra. Em 1879 faz comunicação sobre a septicemia puerperal. Em 1880 é nomeado membro da Sociedade Central de Medicina Veterinária. Realiza comunicação sobre as doenças virulentas, no qual expõe, pela primeira vez o princípio vírus-vacina. Ameaça pedir demissão da Academia de Medicina. Jules Guérin desafia Pasteur em um duelo, que não se realiza. Início das pesquisas sobre a raiva. Em 1881 realiza o experimento Pouilly-le-Fort, onde vacina um rebanho de ovelhas contra o carbúnculo. Declara sua candidatura à cadeira de Émile Littré na Academia Francesa, na qual é eleito. Recebe a grã-cruz da Legião de Honra. Em 1882 é recebido na Academia Francesa. Comparece ao Congresso de Higiene em Genebra. Controvérsia com Robert Koch. Em 1883 controvérsias com Michel Peter. Discurso na cidade natal, Dole, por ocasião da colocação de uma placa na casa onde nasceu. Envia Émile Roux, Isidore Straus, Edmond Nocard e Louis Thuillier ao Egito, para estudarem a cólera. Este último falece da doença. Em 1884 é publicada a primeira biografia de Pasteur: Histoire d´un savant par un ignorant, escrita (mas não assinada) pelo seu genro, René Vallery-Radot. Experiências com cães raivosos. Comunicação no Congresso Internacional de Medicina em Copenhague sobre o princípio geral das vacinações e os métodos preventivos contra a raiva humana. Carta de Pasteur ao imperador D. Pedro II do Brasil sobre a experimentação humana da vacina anti-rábica. Em 1885 vacinou Joseph Meister, que havia sido mordido por um cachorro raivoso. Prosseguiu com a vacinação em pessoas de diversos países. Em 1886 decidiu criar um instituto de combate à raiva (hidrofobia) e são recebidos os primeiros donativos. Nikolay Gamaleya e Élie Metchnikov criam um laboratório anti-rábico em Odessa. Alexandre Yersin torna-se assistente de Roux. Em 1887 Pasteur é vítima de um segundo AVC, e teve que diminuir sua atividade. É lançado o primeiro número dos Annales de l´Institut Pasteur, revista criada por Émile Duclaux. Em 1888 é inaugurado o Instituto Pasteur. Em 1891 é criado o Instituto Pasteur em Saigon (cidade no atual Vietnã), dirigido por Albert Calmette. Em 1892 uma cidade da Argélia recebe o nome de Pasteur. É celebrado o jubileu de Louis Pasteur na Sorbonne. Em 1894 sofre outro AVC que o deixa bastante enfraquecido. Em 1895 os alunos da École Normale são recebidos no Instituto Pasteur, por ocasião do centenário da École. Pasteur recusa a condecoração de Ordem ao Mérito da Prússia, e deixa Paris para ir à Villeneuve-l´Etang, onde falece aos 72 anos, em 28 de setembro. Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. PERROT, Annick; SCHWARTZ, Maxime. Louis Pasteur le Visionnaire. Paris, França: Éditions de la Martinière, 2017. PICHOT, André. Louis Pasteur: écrits scientifiques et médicaux. Paris, França: Flammarion, 2012. RICHET, Charles. L´Œuvre de Pasteur. Paris, França: Félix Alcan, 1923. Biografia resumida

  • Fermentação | Pasteur Brasil

    Fermentação Durante séculos a fermentação vem sendo utilizada na produção de vinho, vinagre, pães, cerveja e outras substâncias, e muitas questões foram levantadas acerca de sua origem. No século XVIII se identificam vários modos de fermentação (alcoólica, acética, pútridra), mas esse conhecimento não era suficiente para a prática do setor agroalimentício que enfrentava problemas de irregularidade na qualidade da produção. Em 1854, aos 32 anos, Louis Pasteur foi nomeado reitor da faculdade de ciências da Universidade de Lille, no norte da França, perto da fronteira com a Bélgica. Entre as tarefas de ensino e gestão universitária havia o contexto específico da indústria agroalimentícia da região, e Pasteur vai abrir mais os olhos para as questões práticas. Lille é uma cidade industrial e Pasteur leva os alunos para conhecer as fábricas dos arredores. Nesta região, onde há muitas destilarias, Pasteur é solicitado pelo industrial Louis Bigo (1787-1876) a estudar as desigualdades na produção de álcool de beterraba. Ele observa que a fermentação alcoólica é devida a um organismo vivo (fermento), o que o levou a afirmar o papel e a especificidade da ação dos microrganismos neste processo, até então uma proposta inédita. Desse modo, ele começa a se voltar para a biologia. Antes de Pasteur, Antoine-Laurent Lavoisier (1743-1794) e Justus von Liebig (1803-1873) já haviam enfrentado a questão da fermentação. Pasteur estava convencido de que a simplificação de Lavoisier, ao ignorar a levedura era falsa e que, muito pelo contrário, a produção de álcool é um fenômeno tão complexo quanto um ato de natureza biológica. Liebig não admitia que a fermentação era um fenômeno biológico. Afirmava que o fermento agia por decomposição da matéria morta. Pasteur rejeita esta teoria, pois aborda a fermentação pensando na vida. Após alguns anos de pesquisas, Pasteur estabelece com precisão que o ácido lático das cubas de beterrabas do Sr. Bigo provém de uma contaminação de leveduras e propõe o seguinte procedimento: o aquecimento para destruir a levedura lática e o repique para produzir a levedura alcoólica. Assim surgiram os princípios da “pasteurização”. As reflexões advindas da introdução da biologia na compreensão da fermentação vão inicialmente mais surpreender do que convencer os contemporâneos de Pasteur. Ao afirmar que a fermentação é um fenômeno complexo, correlato à vida, Pasteur vai ao encontro de grandes interrogações filosóficas e científicas do século XIX sobre o papel da vida. Pasteur tinha a reputação de um cientista sério e um excelente professor, mas agora teria que adotar o papel de um tribuno. Para ousar opor-se à sombra sagrada de Lavoisier e à autoridade de Liebig no auge de sua glória, era preciso não somente ser dono de si, mas também saber argumentar e convencer. Pasteur submete constantemente suas experiências às leis, cujos resultados e interpretações são frutos de uma experimentação rigorosa, enunciando detalhadamente os fatos estabelecidos. Ele escreve a revistas científicas e dirige-se a industriais. Em 1860 publica uma dissertação sobre fermentação alcoólica. O tom é decisivo, por vezes, irônico. É de um cientista, mas também semelhante a um advogado. Até aquele momento, Pasteur era conhecido pelos estudos cristalográficos, e eis que surge como teórico dos fermentos. As áreas têm pouco em comum. Pasteur observa os microorganismos no microscópio e observa variações na concentração de oxigênio. Com esta ideia em mente, imagina que a quantidade de oxigênio influi no desenvolvimento dos germes. Realiza experimentos e observa que o oxigênio contraria a vida dos chamados animálculos, quando se pensava que era indispensável à sua sobrevivência. Ao mesmo tempo em que os observa, Pasteur os nomeia, chamando estes organismos de “anaeróbios” em oposição aos seres microscópicos que precisam de ar para sobreviver, os “aeróbios”. Nota, ainda, que alguns germes podem ter dupla capacidade, de viver com e sem oxigênio. Estas conclusões serão de grande importância para futuros progressos da Medicina. Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. DUBOS, René J. Louis Pasteur. Barcelona, Espanha: Grijalbo, 1967a. 1854 Louis Bigo, industrial. A ação se passa na Faculdade de Ciências de Lille, na fábrica de vinagre de Orleans, na casa da família de Pasteur em Arbois, nas vinhas e laboratórios efêmeros instalados em vários pontos da vila, na cervejaria dos irmãos Tourtel em Tantonville, na do Sr. Kuhn em Chamalières, na cervejaria Carlsberg em Copenhagen, no laboratório de Duclaux em Clermont-Ferrand durante a Comuna de Paris. A cada fermentação um microorganismo. Antoine Laurent Lavoisier Justus von Liebig. Fermentações e gerações ditas espontâneas. A fermentação se mostra correlata à vida, e não à morte ou putrefação (Louis Pasteur, 1859). Memoire sur la fermentation alcoolique, publicada em 1860. Vida sem oxigênio. A vida sem oxigênio. 1861 Continue lendo a biografia

  • Academia de Ciências | Pasteur Brasil

    Academia de Ciências Mais tarde, Pasteur dirá sobre a época que viveu em Estrasburgo como “o tempo em que floresceu o espírito da invenção”. De fato, o desabrochar de experiências cristalográficas audaciosas datam deste período, cujos resultados são comunicados por Biot à Academia de Ciências, despertando interesse pelos trabalhos de Pasteur. Em 1852, Pasteur vai a Paris apresentar seus trabalhos à Academia de Ciências. Em geral, o clima é favorável, mas há também críticas, pois alguns começam a achar que o jovem cientista começa a dar muito o que falar de si próprio. Louis Jaques Thénard (1777-1857), um dos membros desta Academia, é barão e o químico mais coberto de honra do momento. Descobriu a água oxigenada, fez uma classificação dos metais e foi colaborador de Gay-Lussac (1778-1850). Thénard é descrito como bom-vivant e um grande comilão. Oferece um jantar em honra ao cientista alemão Eilhard Mitscherlich (1794-1863) para eminentes cientistas da Academia. Pasteur é convidado. O interesse de Thénard pelo jovem Pasteur reside especialmente pelo fato de Louis se preocupar com as aplicações industriais de suas pesquisas. O químico alemão Mitscherlich vai a Paris como correspondente estrangeiro na Academia de Ciências, em companhia do mineralogista Gustav Rose (1798-1873), professor na Faculdade de Berlim. Ambos quiseram se encontrar com Pasteur para ouvir de sua própria boca as circunstâncias detalhadas de suas descobertas sobre o tártaro. Pasteur, Mitscherlich e Rose passam duas horas juntos discutindo as circunstâncias da observação e refletindo sobre as consequências. Durante o jantar, Mitscherlich levanta o copo e brinda o jovem cientista Louis dizendo: “Estudamos tanto e tanto esses cristais que estamos persuadidos de que se você não encontrasse, ao observá-los de novo, esse fato tão notável, nossa descoberta ficaria ignorada durante um tempo considerável” (Debré, 1995, p. 87). Portas se abrirão para Pasteur. Mitscherlich conhece um produtor de ácido paratartárico na Alemanha, o industrial Friedrich Fikentscher (1799-1864), e o cientista decide viajar à Alemanha para encontrar a tal molécula, sabendo que procura a “pedra filosofal”, remetendo-se aos seus antecessores alquimistas. Pasteur escreve ao pai sobre a busca que estava prestes a empreender: “Sabes muito bem que eu procuro a pedra filosofal e já leste todas as alegrias, depois todas as decepções dos alquimistas que me precederam. Eles acreditavam que estavam às vésperas de encontrá-la. Estou a ponto de achá-la. Eles morreram na busca. Espero muito que o meu zelo não falhe antes da hora final. Meu venerável mentor dá-me o exemplo, e eu acho, assim como ele, que só há uma coisa que me entretém: o trabalho” (Debré,1995, p. 89). Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. DUBOS, René. Pasteur e a Ciência Moderna. São Paulo, SP: Edart, 1967. GAROZZO, Filippo. Louis Pasteur. Rio de Janeiro, RJ: Três, 1974. PASTEUR VALLERY-RADOT, Louis. Images de la Vie et de l´ Œ uvre de Pasteur. Paris, França: Flammarion, 1956. PERROT, Annick; SCHWARTZ, Maxime. Louis Pasteur le Visionnaire. Paris, França: Éditions de la Martinière, 2017. Academia de Ciências. Jean-Baptiste Biot. Louis-Jacques Thénard, barão e químico. Joseph-Louis Gay-Lussac. Eilhard Mitscherlich. Gustav Rose. Alquimista aquecendo um pote com fole. Continue lendo a biografia

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