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- Cristalografia | Pasteur Brasil
Cristalografia Aos 24 anos, Pasteur é designado professor-estagiário no laboratório do químico Antoine-Jérôme Balard (1802-1876), seu ex-professor, de personalidade simples e bem-humorada, que descobriu o bromo. Balard o apresenta ao experiente Auguste Laurent (1807-1853), que ajudou na fundação da química orgânica e trabalhava com a cristalografia. Pasteur começa suas investigações junto a este pesquisador de temperamento calmo, que o influenciará na formulação de hipóteses e teorias. No início do século XIX, a Mineralogia e a Cristalografia eram inseparáveis das pesquisas óticas que se desenvolviam a passos largos. O polarímetro era um dos principais instrumentos utilizados, permitindo observar as modificações angulares que a luz sofria ao passar pelos materiais. Dentre outras pesquisas, Pasteur vai se dedicar ao mistério do ácido tartárico, posto pelo químico alemão Eilhard Mitscherlich (1794-1863): porque dois produtos químicos aparentemente idênticos têm um efeito diferente na luz polarizada? Após observações meticulosas dos cristais, Pasteur conclui que só os produtos nascidos sob a influência da vida são assimétricos, isto porque o seu desenvolvimento preside forças cósmicas que também são assimétricas. Constata que a dissimetria é a principal linha de demarcação entre o mundo orgânico e o mundo mineral, ou seja, d emonstra que a dissimetria molecular é marca registrada dos seres vivos. Esta descoberta esclarece a característica central dos isômeros, ou seja, moléculas idênticas, porém que desviam a luz de modo contrário. Balard, que captou a importância destas conclusões, comunica-as a Jean-Baptiste Biot (1774-1862), que recebe Pasteur para uma entrevista e demonstração. Ao analisar o experimento, e visivelmente emocionado com o que via, Biot disse a Pasteur “Meu filho querido, em minha vida amei tanto as ciências que isso me faz disparar o coração” (Debré, 1995, p. 74). Desde seus primeiros trabalhos, Pasteur se referia constantemente a Biot, que agora tinha a felicidade de conhecer. Este astrônomo, matemático, físico e químico, com o passar do tempo, irá considerar Pasteur igual a um filho adotivo, tamanha a proximidade científica e afetiva entre os dois. Das críticas científicas aos conselhos mais pessoais, Biot desempenhou um papel ativo em toda a vida de Pasteur. Posteriormente, o filho de Pasteur receberá o nome deste amigo, que será também o padrinho da criança. Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. DUBOS, René. Pasteur e a Ciência Moderna. São Paulo, SP: Edart, 1967. PASTEUR VALLERY-RADOT, Louis. Images de la Vie et de l´ Œ uvre de Pasteur. Paris, França: Flammarion, 1956. PERROT, Annick; SCHWARTZ, Maxime. Louis Pasteur le Visionnaire. Paris, França: Éditions de la Martinière, 2017. Litografia de 1857 de Balard, químico francês. Descobriu o bromo aos 24 anos. Levava uma vida simples e estava sempre de bom humor. Foi professor de Pasteur na École Normale, que o convida a se tornar professor-estagiário em seu laboratório. Foi no laboratório de Balard que Pasteur, trabalhando com o ácido tartárico, descobre as formas dextrógiras e levógiras. Balard apresenta Pasteur a Auguste Laurent. Moeda em homenagem a Balard, químico francês descobridor do bromo. Auguste Laurent, químico. Ajudou na fundação da química orgânica. Seus trabalhos sobre cristalografia valeram-lhe a nomeação de correspondente da Academia de Ciências. De espírito muito original, Laurent reparou em Pasteur, e oferece que ele pesquise junto a ele. Pasteur gosta muito de trabalhar com este pesquisador de temperamento calmo, mas o trabalho dura poucos meses, pois Laurent se torna suplente de Dumas na Sorbonne. Polarímetro usado por Pasteur. Eilhard Mitscherlich, químico e físico alemão. Professor de química na Universidade de Berlim. Construiu o primeiro polarizador. Foi o primeiro a anunciar o mistério do ácido tartárico. Pasteur, na época um jovem químico recém-formado, se debruçou sobre este mistério colocado por Mitscherlich: porque 2 produtos químicos aparentemente idênticos tem um efeito diferente na luz polarizada? Cristalografia e Dessimetria Molecular. Jean-Baptiste Biot, astrônomo, matemático, físico e químico. Membro de 3 Academias (Ciências, Belle-Lettres, Francesa). Em 1804, Gay-Lussac subiu num balão de hidrogênio com Jean-Baptiste Biot para investigar o campo magnético da Terra a elevada altitude e a composição atmosférica. Atingiram uma altitude de 4000 metros. Moldes dos cristais. Carta de Pasteur a Biot sobre o ácido racêmico. Caderno de experiências de Pasteur e amostras de ácidos tartáricos. Continue lendo a biografia
- Beneméritos | Pasteur Brasil
Beneméritos Louis Pasteur teve seu pai como primeiro preceptor. O primeiro dicionário da família “Novo Vocabulário ou Dicionário Portátil da Língua Francesa com Pronúncia” foi publicado por Rolland e Rivoire em 1803. Jean-Joseph Pasteur ansiava pelo conhecimento e encorajava os estudos do filho. O pai de Louis tinha poucos amigos, mas eruditos, a exemplo de professores e o médico de Arbois, Dr. Dumont. Aos 9 anos, L. Pasteur é admitido no Collège d´Arbois (atualmente Lycée Pasteur). Seu primeiro mestre foi o jovem Etienne Renaud, apegado aos alunos e contador de seus atos heroicos durante as campanhas bonapartistas. Mais tarde, ao receber homenagens e prêmios, Pasteur sempre reconhecerá este primevo professor. Emmanuel Bousson de Mairet (1796-1871), literato e filósofo, foi o amigo que ajudou a família Pasteur a se instalar em Arbois. Este erudito local escreveu pelo menos 30 textos, dentre os quais, a história dos habitantes de Arbois, a batalha de Alésia de Júlio César, e uma tragédia sobre Joana d´Arc. Mairet foi professor no Collège d´Arbois, mas, acometido pela surdez, precisou se aposentar prematuramente. Torna-se tutor de Louis, ajudando-o a progredir consideravelmente nos estudos, inclusive em retórica, onde Pasteur amealha vários prêmios. No entanto, quem terá influência decisiva nos futuros estudos de Pasteur será o Sr. Romanet, diretor do Collège d´Arbois. Ele ajuda a desenvolver no jovem aluno a circunspecção e a motivação pelos estudos. Pasteur o admira e, ainda criança, o escuta enaltecer os benefícios da educação, descrevendo a instituição que seria digna às suas capacidades: a École Normale Supérieure em Paris. A proposta prática para viabilizar a ida do jovem a Paris provém do capitão Barbier. Este amigo do pai de Pasteur, proveniente de Arbois, é Oficial da Guarda Municipal de Paris, e é quem fala de uma instituição no Quartier Latin, onde se preparam os alunos para as Écoles, dirigida por uma pessoa também do Franco-Condado, o sr. Barbet. Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. PASTEUR VALLERY-RADOT, Louis. Images de la Vie et de l´ Œ uvre de Pasteur. Paris, França: Flammarion, 1956. Etienne Renaud foi o 1º professor em Arbois (escola primária). É um jovem e ardente professor que se apega aos alunos e sabe como diverti-los. Gostava de contar seus atos heroicos durante as campanhas bonapartistas. Mais tarde, na época das honras e dos discursos, Pasteur sempre citará, com reconhecimento, este professor que lhe deu suas primeiras aulas. Romanet era Diretor do Collège d´Arbois. Teve influência decisiva na carreira de Pasteur. Pasteur o escuta enaltecer os benefícios da educação e descrever o único lugar que lhe parece digno das capacidades que vê na criança Pasteur: a École Normale. O primeiro dicionário da família de Pasteur, “Novo Vocabulário ou Dicionário Portátil da Língua Francesa com Pronúncia”, foi publicado por Rolland e Rivoire em 1803. Jean-Joseph Pasteur ansiava pelo conhecimento e encorajava os estudos do filho, Louis Pasteur. Emmanuel Bousson de Mairet (1796-1871). Homem de letras e filósofo, amigo do pai de Louis. É autor de pelo menos 30 textos: história de Arbois, batalha de Alésia de Júlio César, tragédia sobre Joana d´Arc, dentre outros. Foi devido a ele que a família de Pasteur se instalou em Arbois. Foi professor no Collège d´Arbois, mas, vítima de surdez, teve de se aposentar prematuramente. Torna-se tutor de Louis, ajudando-o a progredir consideravelmente, inclusive em retórica, onde amealha vários prêmios. Barbet, dono do internato em Paris onde Pasteur vai aos 15 anos com Jules Vercel, e aos 17 com Chappuis se preparar para o concurso da École Normale. Barbet cortou pela metade as mensalidades dos jovens. Aconselhou-os e explicou o sistema de estudo. Aos 17 anos, Pasteur é recebido novamente neste internato. Logo, prontificou-se a dar aulas aos rapazes mais atrasados e conseguiu desconto de dois terços no valor da mensalidade. Depois de alguns meses, o Sr. Barbet resolveu isentá-lo de taxas. Lições elementares a Louis Pasteur na infância. Placa Rue du Collège Pasteur em Arbois. Lycée Pasteur. Placa em frente ao Collège Pasteur, onde o cientista estudou de 1831 a 1838. Vista interior do Collège Pasteur. Concours publics em 1832. Livro de Louis Pasteur sobre a história dos imperadores. Busto de Pasteur em praça de Arbois. Continue lendo a biografia
- Doenças do Bicho-da-Seda | Pasteur Brasil
Doenças do Bicho-da-Seda Em 1865, a pedido de Jean-Baptiste Dumas, Pasteur vai se dedicar às pesquisas do bicho-da-seda. Dumas era Ministro da Agricultura e Comércio e precisava redigir um relatório para o Senado sobre o flagelo que dizimava a indústria sericícola na França. Ele solicita, então, a cooperação de Pasteur para salvar a seda (Debré, 1995, p. 203). Pasteur inicialmente hesita. Entende que o objetivo da pesquisa é nobre, mas se sente embaraçado, pois nunca havia antes tocado em um bicho-da-seda. De todo modo, escreve que teria remorsos em recusar a proposta devido a toda bondade que Dumas já havia dispensado a ele, e se dispõe a enfrentar este desafio. Pasteur aceitou o pedido de Dumas, em parte por sua devoção ao mestre. É provável que ele também ansiava pela oportunidade de abordar o campo da patologia experimental, como sugere uma frase de sua carta de aceitação; "Pode ser que o problema ... se enquadre nos meus estudos atuais." Há muito ele previa que seu trabalho com fermentação teria consequências para o estudo dos processos fisiológicos e patológicos do homem e dos animais, mas sua falta de hábito com problemas biológicos foi reconhecida e a insistência de Dumas o ajudou a enfrentar uma experiência que tanto desejava como ele temia (Dubos, 1967a, p. 185). Serão 6 anos dedicados esta pesquisa. Além do sentimento de gratidão ao seu professor, há a possibilidade de salvar uma indústria importante da França, além de pesquisar a possível intervenção do micróbio em seres vivos . As doenças do bicho-da-seda permitirão Pasteur compreender as causas das epidemias. É dito que a lagarta é que o conduzirá ao homem. Pasteur, juntamente com o seu assistente Duclaux vai até a Sorbonne ter aulas com Claude Bernard. Toma notas, como na época da faculdade, mas não tem muito tempo para isso e opta por formar uma ideia pessoal sobre o assunto e segue viagem ao Gard (Debré, 1995, p. 209). Tem contato com Jean Henri Fabre, entomologista, chamado de Homero dos insetos, onde então pela primeira vez vê um casulo e o sacode perto do ouvido. Fabre fica maravilhado com a segurança de Pasteur que, mesmo sem conhecer o bicho-da-seda, chegava para reabilitá-lo (Debré, 1995, p. 210). Pasteur é criticado pelos sericicultores antes mesmo das primeiras verificações práticas e acham lamentável que o governo tenha confiado a um químico o cuidado de esclarecer uma doença tão misteriosa. Ele vai a Paris com algumas mariposas e crisálidas saudáveis e depois retorna a Alès acompanhado de dois ex-alunos que se tornaram seus assistentes, Désiré Gernez e Eugène Maillot. Mais tarde, Émile Duclaux e Jules Raulin vão também se juntar a eles. Eles se engajam durante vários meses neste projeto e se estabelecem em uma casa que servirá de moradia para todos e que também será transformada em laboratório. Eles viviam em comunidade nesta grande casa, mantida sempre limpa. O trabalho era duro. Levantam-se às 4h30 para observar as larvas e no local era preconizada a mais rigorosa higiene. Duclaux afirma que obviamente eles não eram a cabeça pensante, pois Pasteur guardava para si suas ideias e projetos. Porém, relata que eles acreditavam adivinhá-las e que isso era suficiente para que as milhares de observações microscópicas de todo dia se tornassem atraentes e despertassem interesse. Depois da morte da filha de Pasteur, Cécile, aos 12 anos, a esposa Marie e a filha mais nova, Marie-Louise, vão se juntar a Pasteur em Alès, e elas também participam do trabalho, realizando experiências microscópicas, acompanhamento das criações e colheita das folhas. O filho mais velho, Jean-Baptiste, fica em Paris para estudar. Pasteur introduz o microscópio entre os sericicultores de Alès, e afirma que o método é fácil, e até uma criança é capaz de fazer. Diz: “Há em meu laboratório uma menina pequena de 8 anos de idade que aprendeu a usá-lo sem dificuldade” (Dubos, 1967a, p. 188). Existem aqueles que se convencem e também os céticos que se recusam a aplicar o método e continuam a criticá-lo, preferindo usar outros remédios. A maioria dos jornais de agricultura prática divulgam relatórios, pareceres e testemunhos, a maioria favoráveis a Pasteur. Nesta mesma época, Pierre-Jacques-Antoine Béchamp era professor da Faculdade de Montpellier, e também estudou doenças do bicho-da-seda e, em 6 de junho de 1865, o mesmo dia em que Pasteur deixou Paris para Alès, fez uma comunicação à Société d Agricultura em Hérault, onde presumiu que a pebrina era parasita. Propôs uma remediação que, seja por serem de baixa eficácia, seja por serem mal aplicados, não surtiram efeito. Por muito tempo, Pasteur se opôs a Béchamp, considerando que a pebrina era constitucional e não parasitária e só depois de vários anos é que ele finalmente admitiu essa natureza parasitária. Diz-se que Pasteur ocultou a obra de Béchamp (Brunet, 2017, p. 147-148). Depois de alguns anos, a doença (pebrina) é esclarecida, porém, nem tudo estava resolvido. Depois, Pasteur percebe que havia uma segunda doença no bicho-da-seda, chamada flacidez. Duclaux e os outros colaboradores ficam entusiasmados para recomeçar a identificação e a prevenção da nova doença descoberta. Pasteur, de início está desencorajado. Duclaux escreve “éramos jovens e tínhamos confiança, não em nós, mas nele” (Debré, 1995, p. 227). Procurando por meios de prevenção, Pasteur observa a pequena filha Marie-Louise. Quando ela cria as larvas na lareira vazia da sala de jantar, ele nota que as criações estão sempre saudáveis e acha que é devido à saída de ar pelo duto, então aconselha ventilação (Debré, 1995, p. 232). Por outro lado, os comerciantes de sementes difundem notícias enganosas sobre os métodos de Pasteur para a prevenção das doenças do bicho-da-seda. O sogro de Pasteur demonstra preocupação e escreve a Marie: noticiaram por aqui que o pouco sucesso dos procedimentos de Pasteur causou comoção na população a ponto de obrigá-lo a deixar a cidade, agredido pelas pedras que os habitantes jogavam de todos os lados (Debré, 1995, p. 234). Pasteur escreve ao Ministro da Agricultura, Jean-Baptiste Dumas, em 1868: “... É próprio de todas as novas práticas uma dificuldade para se impor às pessoas interessadas e até inspirar, de início, a inveja de uns e a desconfiança de muitos”. Enquanto o debate sobre o método de sementagem prossegue no sul, Pasteur encontra em Paris um aliado especial: o marecham Vaillant, ministro da casa do Imperador e membro do Instituto da Sociedade Imperial e Central de Agricultura. Ele mesmo iniciou uma pequena criação de bicho-da-seda em seus escritórios, inspirada no sistema de Pasteur. Convencido de que se tratava de uma técnica eficaz e desejoso de que uma vez por todas fosse colocado um fim nas discussões, não só por causa de Pasteur, mas pela indústria, Vaillant tem a ideia de aplicar o processo em uma serigaria imperial. Devido às suas funções, dentre as quais a manutenção da produtividade das propriedades imperiais, Vaillant aplica o método no local e propõe a Pasteur a fiscalizar as experiências na Vila Vicentina. Como Pasteur estava em convalescença do 1º AVC, ainda enfraquecido, vai acompanhado da esposa e dos dois filhos. Neste período, reúne publicações, notas e documentos e dita a Marie, página por página, aquilo que se transformará em um grosso livro (Debré, 1995, p. 240-241). A colheita de casulos daquele ano é um sucesso, e Vaillant escreve ao imperador Napoleão III dizendo que ele está maravilhado e pensa recompensá-lo com uma cadeira no Senado, assim como fez com Dumas e Claude Bernard. O nome de Pasteur é indicado “pelos serviços prestados à ciência por meio de seus belos trabalhos”. A estada nesta propriedade imperial coroa, simbolicamente, um estudo empreendido pelo governo de Napoleão III, e por isso, ele dedica a publicação de seu trabalho à imperatriz Eugénia de Montijo, escrevendo “a imperatriz dignou-se a se interessar pelas minhas primeiras observações e convidou-me a continuá-la ao me dizer que a maior grandeza da ciência está em seus esforços para estender o círculo de suas aplicações benéficas. Fiz, então, Vossa Majestade, uma promessa que procurei cumprir durante cinco anos de perseverantes pesquisas” (Debré, 1995, p. 243). Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. DUBOS, René J. Louis Pasteur. Barcelona, Espanha: Grijalbo, 1967a. Banner da Expo Pasteur na fachada do Palais de la Découverte em Paris, França. Expo Pasteur no Palais de la Découverte em Paris, França. Personalidades envolvidas na resolução das doenças do bicho-da-seda. Imagem da Expo Pasteur no Palais de la Découverte em Paris, França. Em 1865, a pedido de Jean-Baptiste Dumas, Pasteur vai se dedicar às pesquisas do bicho-da-seda. Dumas era Ministro da Agricultura e Comércio e precisava redigir um relatório para o Senado sobre o flagelo que dizimava a indústria sericícola na França. Ele solicita, então, a cooperação de Pasteur para salvar a seda. Exposição sobre as doenças do bicho-da-seda no Instituto Pasteur de Lille, na França. Désiré Gernez. Eugène Maillot. Jules Raulin. Exposição sobre as doenças do bicho-da-seda no Instituto Pasteur de Lille, na França. Exposição sobre as doenças do bicho-da-seda no Instituto Pasteur de Lille, na França. Jean-Henri Fabre. Émile Duclaux. Exposição sobre as doenças do bicho-da-seda na Maison natale de Pasteur na cidade de Dole, França. Exposição sobre as doenças do bicho-da-seda na Maison natale de Pasteur na cidade de Dole, França. Marie e Louis Pasteur. Marie-Louise Pasteur. Continue lendo a biografia
- Equipe Extrafísica | Pasteur Brasil
Voltar para os Grupos Equipe Extrafísica Marco Antônio Ferreira de Almeida 1971- Médico pneumologista e conscienciólogo brasileiro, Marco Almeida n asceu no Rio de Janeiro, RJ, Brasil, em 30 de outubro de 1971. Formado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fez residência médica em Pneumologia na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), sendo membro da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Fez e specialização em Educação Médica na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), sendo preceptor da residência de Clínica Médica no Hospital Municipal Padre Germano Lauck. Acessou a Conscienciologia em 1991, no Rio de Janeiro, RJ, por meio de Palestra Pública do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC). Voluntário da Conscienciologia desde 2001, nas Instituições Conscienciocêntricas: IIPC, de 2001 a 2002; Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC) em 2003; Organização Internacional de Consciencioterapia (OIC) desde 2003, sendo coordenador geral de 2015 a 2019. Docente de Conscienciologia desde 2001; consciencioterapeuta desde 2003; tenepessista desde 2004; epicon desde 2017. É radicado em Foz do Iguaçu / PR desde novembro de 2002, sendo voluntário-residente no Campus da Organização Internacional de Consciencioterapia (OIC), no bairro Cognópolis, desde 08 de janeiro de 2011. Coautor de capítulo de livro: SARA / SDRA (Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo) na obra Emergências Respiratórias, organizada por Eduardo Cesar Faria, publicada no Rio de Janeiro, RJ pela Editora de Publicações Biomédicas (EPUB) em 2002. Títulos de artigos conscienciológicos: Síndrome da Banalização dos Autodiagnósticos; Fundamentos da Consciencioterapia Dessomática; Posturas Grupais visando à Desperticidade; Autoconscienciometria e Infogrupalidade; Autoprofilaxia das Irracionalidades Antiassistenciais; Apriorismose; Miniconscienciograma das Patologias Humanas; Para-Afetividade: Proposição de Técnicas Consciencioterápicas; A Evolução Histórica dos Paradigmas de Saúde. Verbetes da Enciclopédia da Conscienciologia: Autorremissibilidade Consciencioterápica (2012); Percepção de Auteficácia Consciencioterápica (2013); Síndrome da Banalização do Autodiagnóstico (2013); Parafetividade Terapêutica (2013); Ação Trafaricida (2013); Inteligência Autoconsciencioterápica (2014); Inquietação Aversiva Autocogniciofóbica (2015); Consciencioterapia Metacognitiva (2016); Atendimento consciencioterápico (2017); Antiofensividade Interconsciencial (2018); Ferida Emocional (2019); Superação da Tanatofobia (2020); Traumastenia Consciencial (2020); Interação Coronavírus-Coronochacra (2020); Negacionismo da Autorrealidade (2020); Cicatriz Evolutiva (2020). Tertúlias Matinais: Fisiologia da Autocognição (2017); Alegria: Tonalidades e Sutilezas (2019); Autexposição Interassistencial (2020); Aspectos Autoconsciencioterápicos da Ortodessomaticidade (2023); Expedição Seriexológica Interassistencial (2024). Epicentrismo em Debate: Biparatranse Heurístico (2021); Diligência Assistencial Parapsíquica (2022); P rofilaxia da Iatrogenia Consciencial (2022); Megadesafios Homeostaticológicos do Epicon (2022); Saúde Somática do Epicon (2023); Saúde Energossomática do Epicon (2023); Saúde Psicossomática do Epicon (2023); Saúde Mentalsomática do Epicon (2023); Autocognição Energoterapeuticológica (2023); Saúde Holossomática do Epicon (2024); Síndrome de Cassandra (2024); Expedição Parapsíquica de Desassédio (2024). Ref. https://www.icge.org.br/?page_id=1417 Ref. https://www.conselhodeepicons.org.br/?page_id=651 Ref. Faria, Eduardo Cesar. Emergências Respiratórias. Rio de Janeiro, RJ: EPUB, 2002, p. 97-106. Ref. Vieira, Waldo (org). 500 Verbetógrafos da Enciclopédia da Conscienciologia. Foz do Iguaçu, PR: Editares, 2016, p. 393. Waldo Vieira 1932-2015 Waldo Vieira nasceu em Monte Carmelo, Minas Gerais, em 12 de abril de 1932, filho do dentista Armante Vieira e da professora Aristina Rocha. Pesquisador independente, escritor e professor, graduou-se em Odontologia (1954) e em Medicina (1960), com pós-graduação em Plástica e Cosmética em Tóquio, Japão. Foi o propositor das neociências Projeciologia e Conscienciologia, sistematizadas nos tratados “Projeciologia: Panorama das Experiências da Consciência Fora do Corpo Humano” (1986) e “700 Experimentos da Conscienciologia” (1994). Sensitivo, ainda na infância iniciou seus estudos sobre as habilidades parapsíquicas (percepção extrassensorial, mediunidade, paranormalidade) e tornou-se, posteriormente, membro das principais instituições internacionais e nacionais de pesquisa do parapsiquismo, a exemplo da SPR – Society for Psychical Research (Londres, Reino Unido), ASPR – American Society for Psychical Research (Nova York, EUA), Associação Brasileira de Parapsicologia (Rio de Janeiro – RJ) e CEAEC – Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (Foz do Iguaçu – PR). O pesquisador escreveu dezenas de livros e centenas de artigos relacionados à pesquisa da consciência, de caráter científico, porém sempre apontando a necessidade de um paradigma que considerasse o fenômeno consciencial (e, portanto, o parapsiquismo humano) para além da matéria ou do cérebro biológico apenas. Antes disso, nas décadas de 1950 e 1960, atuou no Movimento Espírita. A psicografia (escrita mediúnica), manifesta aos 13 anos, foi aperfeiçoada e, já com 23 anos, quando conheceu o famoso médium Chico Xavier, já estava plenamente desenvolvida. Desde o início, o encontro de Vieira e Xavier sinalizava ser promissor: o primeiro livro psicografado em coautoria foi “Evolução em Dois Mundos”, publicado em 1958. No Espiritismo, Vieira psicografou dezenas de obras solo ou em parceria com Chico Xavier, além de várias outras ações assistenciais, como a fundação do centro “Comunhão Espírita Cristã”, na cidade de Uberaba (MG). Em 1966, desliga-se do Movimento Espírita e passa a dedicar-se à pesquisa independente, radicando-se na cidade do Rio de Janeiro. Projetor consciente desde os nove anos, o que equivale a dizer que tinha experiências lúcidas fora do corpo desde o início da década de 1940, tornou-se a referência mundial quando o assunto é Projeciologia, o estudo técnico deste fenômeno, principalmente após a publicação, em 1981, do livro “Projeções da Consciência”, onde propõe publicamente, de maneira inédita, a especialidade. Ainda na década de 80, é um dos fundadores do IIP, atual IIPC – Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia, instituição de educação e pesquisa reconhecida como de utilidade pública federal a partir de 1998 e que completou 27 anos de existência no último mês de janeiro. Em 2000, Vieira muda residência para Foz do Iguaçu e passa a morar no campus do CEAEC. A partir de então, concentrou os esforços pessoais na aglutinação de pesquisadores interessados na expansão dos trabalhos da Conscienciologia na Tríplice Fronteira, visando à instalação do bairro Cognópolis, também conhecido por Bairro do Saber ou Cidade do Conhecimento, de modo semelhante ao que havia feito em Uberaba décadas atrás com o Parque das Américas. O bairro Cognópolis foi oficialmente criado através do Decreto Municipal 18.887, de 20 de maio de 2009. Em 2018, o bairro possui, quatro campus conscienciológicos com laboratórios de autopesquisa e auditórios para cursos e palestras, sete condomínios residenciais, instituições de pesquisa da Conscienciologia (várias delas fundadas pelo próprio Vieira), o Hotel Mabu Interludium Iguassu Convention, além de projetos em construção, a exemplo da Ágora Cognopolita e o Megacentro Cultural Holoteca, projeto arquitetônico assinado por Oscar Niemeyer. Na sustentação destes megaempreendimentos, está o aporte humano de mais de 800 voluntários, que transferiram domicílio para Foz do Iguaçu, afora os iguaçuenses com colaboração diária. Com a vida inteira dedicada à pesquisa, docência, autorado e interassistência, nos últimos meses de vida dedicava-se às minitertúlias conscienciológicas, que aconteciam diariamente no Tertuliarium, no campus do CEAEC, e ao terceiro volume de sua obra “Léxico de Ortopensatas”, que deixou no prelo. Conforme sempre fazia questão de enfatizar, todas as atividades intelectuais que desenvolvia eram inteiramente orientadas pelo Princípio da Descrença, que enuncia que “não se deve acreditar em nada”, pois o mais importante para cada indivíduo é usar o senso crítico, o raciocínio e aprender com as próprias experiências. Waldo Vieira veio a óbito no dia 02 de julho de 2015, em Foz do Iguaçu (PR) depois de sofrer um AVC. Síntese das ponto ações de Waldo Vieira: 23 Livros Conscienciológicos, sendo 7 tratados. 89 Artigos nas Revistas Científicas. 2.220 Verbetes da Enciclopédia da Conscienciologia. 19 Livros Psicografados no Espiritismo, sendo 13 solo ou em parceria com o médium Chico Xavier e 6 obras atribuídas ao espírito André Luiz. 14.100 Temos do Dicionário de Neologismos da Conscienciologia, termos neológicos e orismológicos. 101 Cursos Idealizados. 2.191 Tertúlias Conscienciológicas realizadas. 822 Minitertúlias no Tertuliarium no período de março de 2013 a junho de 2015 (atividade diária – número aproximado). 116 Círculos Mentaissomáticos realizados. Ref. https://www.icge.org.br/?page_id=3940 Ref. https://www.icge.org.br/?page_id=6820 Ref. Vieira, Waldo (org). 500 Verbetógrafos da Enciclopédia da Conscienciologia. Foz do Iguaçu, PR: Editares, 2016, p. 25-74. Zéfiro Desde a Antiguidade A consciência Zéfiro é o epíteto que identifica, nas dimensões extrafísicas desde a Antiguidade, a paraidentidade intermissiva de Waldo Vieira (1932-2015). Detalhes acerca da trajetória evolutiva de Zéfiro, considerando retrovidas (vidas pretéritas) e períodos intermissivos (entre vidas), podem ser obtidos no livro "Zéfiro: a paraidentidade intermissiva de Waldo Vieira" (Teles, 2014). De acordo com registros de Minitertúlias Conscienciológicas realizadas no Tertuliarium do CEAEC, "A equipex do Zéfiro atuava dando inspiração e segurando a barra no caso do Pasteur: segurança de melhoria do holopensene de onde ele pensava mais, onde a pessoa desenvolvia os melhores pensamentos dela. É o que eles fazem com o Waldo hoje. A melhor coisa que os amparadores podem fazer é melhorar o holopensene de quando a pessoa está fazendo um bom pensamento, isso é o resumo da assistência. Este era o trabalho básico do Zéfiro: dando inspiração e segurando a barra, para não haver excesso, as besteiras da pessoa (ex. pensatas erradas, excessivas, bobeiras, aquelas que mais tarde pode se arrepender). Porque, às vezes, a pessoa pode se entusiasmar com a ideia e aparecer no manuscrito distorcida. O processo dele (Pasteur) não foi só de holopensene, mas também para sossegar o temperamento, ver o neurovegetativo. Ele (Pasteur) levou isso (germes) a sério e conseguiu comprovar. Os castelos não tinham banheiro, era sujeira demais. Muita gente não queria saber disso, pois dá trabalho demais limpar tudo. Ele (Pasteur) começou a raciocinar nisso com clareza, bem claro. Quando se está mexendo com uma coisa nova, se quer saber de tudo" (anotações de Minitertúlia Conscienciológica em 25/09/2013). Nesta mesma Minitertúlia de 25/09/2013, ao ser questionado sobre a holobiografia de Pasteur, Waldo Vieira responde: “Ele é ligado aos nossos processos, é ligado ao Transmentor, é de casa. Tudo é da mesma equipe, ele (Pasteur) e o Littré. É preciso saber onde estão estes foragidos. Semmelweis morreu louco no hospício, porque possivelmente os germes entraram na cabeça dele. É um monte de gente deste jeito. Ampliação da longevidade na Terra, isso está na ficha dele (Pasteur). Naquela época tudo era uma favela, um lixão”. Ref. Teles, Mabel. Zéfiro: a Paraidentidade Intermissiva de Waldo Vieira. Foz do Iguaçu, PR: Editares, 2014. Mais informações: https://www.shopcons.com.br/produto/zefiro-a-paraidentidade-intermissiva-de-waldo-vieira-5874 Mais informações: https://editares.org.br/livro/zefiro-a-paraidentidade-intermissiva-de-waldo-vieira/ Sandro Botticelli, O Nascimento de Vênus (1485). Recorte da parte superior esquerda do quadro, com a representação de Zéfiro (vento oeste). Transmentor De acordo com Teles (2014, p. 154-155), Transmentor "é o evoluciólogo mais atuante no grupo dos intermissivistas da Conscienciologia. É holobiógrafo e especialista em Paragenética, conhecendo profundamente a retrogenética de cada integrante do grupo que orienta. Apresenta mentalidade enciclopédica, multicultural e universalista. Costuma apresentar-se extrafisicamente com paravisual de homem, tipo inglês, dolicocéfalo, de pele clara e cabelos castanhos, quase louro. Usa roupas ocidentais, estilo casual. É sério, austero, com grande força presencial e capacidade de aglutinação interconsciencial, estado geral- mente acompanhado por chusma de consciexes. Na atual existência, apresentou-se a Vieira ainda na infância, em Monte Carmelo, tendo sido trazido pela Serenona Monja. Desde então, tem assistido o pesquisador em distintas conjunturas de vida, sempre visando a maxiproéxis grupal. Quando o pesquisador decidiu mudar residência para Foz do Iguaçu, o Transmentor se prontificou em estar mais presente nos arre dores extrafísicos da Cognópolis, de modo a auxiliar o encaminhamen to do grupo de intermissivistas. Na juventude de Vieira, em Uberaba, auxiliou o então rapaz a posicionar-se perante os colegas de colégio contra os idiotismos culturais e as automimeses dispensáveis da juventude, através da seguinte inspiração extrafísica: isso não é para você. A partir deste dia, Vieira passa a adotar enquanto princípio evolutivo o bordão isso não é para mim, principalmente nos momentos de decisões críticas de destino, onde se faz necessário aplicar a omissão superavitária. No passado, o Transmentor conviveu com Zéfiro ressomado em várias retrovidas, tendo sido inclusive integrante da mesma família nuclear, na posição de irmão. Vieira o considera seu melhor amigo (Amizade Raríssima)". Em registro de Minitertúlia Conscienciológica no dia 25/09/2013, ao ser questionado sobre a holobiografia de Louis Pasteur, Waldo Vieira responde: “Ele é ligado aos nossos processos, é ligado ao Transmentor, é de casa. Tudo é da mesma equipe, ele (Pasteur) e o Littré. É preciso saber onde estão estes foragidos. Semmelweis morreu louco no hospício, porque possivelmente os germes entraram na cabeça dele. É um monte de gente deste jeito. Ampliação da longevidade na Terra, isso está na ficha dele (Pasteur). Naquela época tudo era uma favela, um lixão”. Ref. Teles, Mabel. Zéfiro: a paraidentidade intermissiva de Waldo Vieira. Foz do Iguaçu. PR: Editares, 2014. Mais informações: https://www.icge.org.br/?page_id=1677 Everton Souza dos Santos 1961- Everton Santos nasceu em Porto Alegre, RS, Brasil. Atualmente está radicado na Cognópolis Foz do Iguaçu, PR. Graduado em Arquitetura e Urbanismo. Especialização em Projeto de Arquitetura Habitacional, Expressão Gráfica, Gestão de Recursos Humanos e Dinâmica de Grupos. Arquiteto, Urbanista e Professor Universitário. Acessou a Conscienciologia em 1991, em Porto Alegre, RS, por meio de Palestra Pública do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC). Voluntário da Conscienciologia desde 1994, nas Instituições Conscienciocêntricas: IIPC, de 1994 a 1996; Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC) desde 1996. Docente de Conscienciologia desde 2000; tenepessista desde 1996; epicon desde 2011; assumiu a Desperticidade na 2ª turma do PROAD. Coautor do livro Manual de Verbetografia da Enciclopédia da Conscienciologia (2012). Títulos de artigos conscienciológicos: Criatividade Evolutiva; Inversão Mesológica. Verbetes da Enciclopédia da Conscienciologia: Criatividade Evolutiva; Edificação Conscienciocêntrica; Assertividade Cosmoética. De acordo com registros de Minitertúlias Conscienciológicas realizadas no Tertuliarium do CEAEC, "A equipex do Zéfiro variou de acordo com o período e o objetivo da assistência que era feita. As modalidades de assistência variam de elemento para elemento. Às vezes vai ter equipex com 10 que atuam na mesma linha de assistencialidade, mas nem sempre é assim. A temporada que teve mais gente foi da época do Everton” (anotações de Minitertúlia Conscienciológica em 16/10/2014). Ainda de acordo com registros da fala de Waldo Vieira em Minitertúlia, “Everton auxiliou a personalidade de Littré e Pasteur. O ponto principal de ajuda é no paracérebro, o processo de interlocução, de comunicação, de transmissão do pensamento” (anotações de Minitertúlia Conscienciológica em 24/09/2013). Ref. https://www.conselhodeepicons.org.br/?page_id=556 Ref. Vieira, Waldo (org). 500 Verbetógrafos da Enciclopédia da Conscienciologia. Foz do Iguaçu, PR: Editares, 2016, p. 221. Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier) 1910-2002 Médium brasileiro nascido em Pedro Leopoldo / MG no dia 02 de abril de 1910. Chico Xavier era filho do operário João Cândido Xavier e da lavadeira Maria João de Deus, que morreu quando ele tinha apenas cinco anos. Chico e seus oito irmãos tiveram que ser distribuídos por vários familiares e amigos. Quando estava com nove anos, seu pai casou-se novamente, com dona Cidália, que fez questão de reunir todos os filhos do primeiro casamento do esposo e ainda lhe deu mais cinco filhos. Chico frequentava a escola primária pública pela manhã e depois trabalhava numa indústria de fiação e tecelagem, mal tendo aprendido a ler e a escrever. Depois foi empregado como caixeiro numa loja e, mais tarde, como ajudante de cozinha. Em 1933 o dr. Rômulo Joviano, administrador da Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura em Pedro Leopoldo, ofereceu a Chico um emprego modesto. A carreira de funcionário público foi até a década de 1950, quando Chico Xavier se aposentou por invalidez, na função de escrevente datilógrafo, devido a uma doença nos olhos. Mudou-se então para Uberaba, a conselho médico, onde permaneceu até a sua morte. A mediunidade de Chico Xavier manifestou-se aos quatro anos de idade, pela clarividência e clariaudiência. Incompreendido pelo pai, ao se queixar das vozes que o atormentavam, foi repreendido e levado aos cuidados de um padre. Aos 17 anos, no grupo espírita Luiz Gonzaga, desenvolveu a psicografia. Foi nessa época que se desligou da Igreja Católica (onde não encontrava explicação para os fenômenos que se manifestavam nele) e procurou seguir os preceitos do espiritismo. Psicografou poemas de famosos escritores falecidos: Artur Azevedo, Olavo Bilac, Castro Alves, António Nobre, João de Deus e outros. A nove de julho de 1932, publicou "Parnaso De Além-Túmulo", uma coletânea de 259 poesias, ditadas por 56 poetas mortos. Durante a vida, Chico recebeu mais de mil entidades espirituais, entre eles Emmanuel, que foi o seu protetor espiritual e manifestou-se pela primeira vez em 1931, acompanhado-o desde então. Entre as muitas dezenas de obras mediúnicas de Emmanuel, destacam-se "Há 2 mil Anos", "50 Anos Depois", "Ave, Cristo", "Renúncia" e "Paulo e Estevão". Em 1943, uma nova entidade espiritual assinaria algumas de suas mensagens, com o nome André Luiz. Esses relatos começam com o livro "Nosso Lar". Chico Xavier se considerava humildemente apenas uma ponte entre o mundo material e o espiritual. Todos os seus direitos autorais foram cedidos a instituições espíritas e de solidariedade social. O médium atendeu, no seu centro em Uberaba, multidões de pessoas que chegavam de todas as partes do Brasil e do exterior para ouvir conselhos, receber tratamentos e conforto espiritual. Em 1981, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz. Morreu em 2002 aos 92 anos. Especificamente no livro "Libertação" psicografado por Chico Xavier, pelo espírito André Luiz, pode-se ler: "Pasteur, o cientista, defende a saúde do corpo humano, devotando-se, abnegado, ao combate silencioso contra a selva microbiana: todavia, não pode evitar que seus contemporâneos se destruam reciprocamente em disputas incompreensíveis e cruéis" ( Xavier, 2010, p. 15-16). Ref. https://educacao.uol.com.br/biografias/chico-xavier.htm Ref. Xavier, Francisco Cândido. Libertação. Rio de Janeiro, RJ: Federação Espírita Brasileira, 2010, p. 15-16. Ref. Campetti Sobrinho, Geraldo. A Vida no Mundo Espiritual: estudo da obra de André Luiz. Brasília, DF: FEB, 2018, p. 18, 181, 478. Mais informações: Hirsch, Daniela. 12 Grandes Médiuns Brasileiros: conheça a história de personalidades que viveram com a missão de fazer o bem e de divulgar a doutrina espírita. Rio de Janeiro, RJ: HarperCollins Brasil, 2016, p. 69-85. André Luiz André Luiz é o nome atribuído por Francisco Cândido Xavier à consciência extrafísica que ditou diversos textos psicografados. Segundo Chico Xavier, André Luiz se apresentou informando que escreveriam alguns livros juntos. "Desde o início, o encontro de Vieira e Xavier sinalizava ser promissor, principalmente quando descobriram que ambos recebiam mensagens de espírito em comum: a consciex Carlos Chagas, acostumada a assinar os textos psicografados com o nome André Luiz" ( Teles, 2014, p. 76). Na obra "Libertação", ditada por André Luiz e psicografada por Francisco Cândido Xavier, há menção à Pasteur: "Pasteur, o cientista, defende a saúde do corpo humano, devotando-se, abnegado, ao combate silencioso contra a selva microbiana: todavia, não pode evitar que seus contemporâneos se destruam reciprocamente em disputas incompreensíveis e cruéis" (Xavier, 2010, p. 15-16). Ref. Teles, Mabel. Zéfiro: a paraidentidade intermissiva de Waldo Vieira. Foz do Iguaçu. PR: Editares, 2014. Ref. Xavier, Francisco Cândido. Libertação. Rio de Janeiro, RJ: Federação Espírita Brasileira, 2010. Mais informações: https://super.abril.com.br/historia/quem-foi-o-espirito-andre-luiz/ Análise dos Grupos
- Absorção reflexiva | Pasteur Brasil
Absorção Reflexiva Durante muitos anos Pasteur trabalhou sozinho. Mais tarde, jovens colaboradores se uniram a ele, sendo informados apenas da parte essencial do trabalho diário. “O silêncio olímpico que ele gostava de se ver rodeado ia até o dia em que seu trabalho lhe parecia maduro para dar publicidade”, disse Émile Duclaux. Adrien Loir, sobrinho de Pasteur e seu assistente técnico, confirmou essa característica: “ele queria ficar sozinho em seu laboratório e nunca falava do objetivo que tinha em mente”. Mesmo durante períodos de maior movimento, ele tinha poucos ajudantes, cada um em sua sala, onde trabalhavam em silêncio para não incomodar o cientista, exceto quando era chamado para participar de alguma discussão. Enquanto formulava as fases seguintes dos experimentos, Pasteur se absorvia em si mesmo e no estudo de suas notas, permanecendo isolado de todo o mundo e sem levantar a cabeça por muitas horas. Daí emergiam fragmentos ideativos que, como em um campo magnético pela força de seu pensamento, se organizariam em novas e inesperadas formas. Essas meditações solitárias duravam vários dias. Nestes períodos, ele ficava tão absorto em seus pensamentos que não notava as pessoas a seu redor. Quando Duclaux levou um assunto urgente a discutir, Pasteur reagiu como se despertasse de um sonho, mas não demonstrava impaciência. Depois que suas ideias tomavam forma, Pasteur se reconectava com seus colaboradores, falando o essencial para a elaboração dos detalhes técnicos dos experimentos, que eram realizados com cuidado para determinar se a hipótese inicial tinha uma base verdadeira. Se os resultados fossem negativos, as ideias eram imediatamente rejeitadas de sua mente. Do contrário, se resultados positivos sugeriam que a hipótese fosse válida, os experimentos eram multiplicados incansavelmente para explorar e desenvolver suas possibilidades. Pasteur não se desanimava com obstáculos, qualidade que ele se referia como seu maior dom. “Deixe-me contar-lhe o segredo que me fez chegar a meu objetivo. Minha única força reside em minha tenacidade". Este juízo foi confirmado por Émile Roux, que mais tarde dirá “Quantas vezes, na presença de dificuldades imprevistas, quando nós não imaginávamos como sairíamos delas, ouvi Pasteur nos dizer: ‘Façamos o mesmo experimento outra vez; o essencial é não abandonar o caso!´” (Dubos, 1967a, p. 55-59). Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. DUBOS, René J. Louis Pasteur. Barcelona, Espanha: Grijalbo, 1967a. Émile Duclaux. Émile Roux. Adrien Loir. Continue lendo a biografia
- Relações Políticas | Pasteur Brasil
Relações Políticas No final de 1859, Pasteur não tinha a mínima subvenção para instalar-se na Rua Ulm. Escreveu a Gustave Rouland, então ministro da Instrução Pública a fim de chamar a atenção para os benefícios que poderiam ser extraídos de um estudo completo sobre a doença dos vinhos, solicitando fundos necessários para a instalação e experimentos no laboratório na rua Ulm em Paris: "Acho que obedeço, senhor ministro, a uma parte de suas instruções, consagrando todo o tempo de que disponho aos progressos da ciência." Era uma maneira indireta de pedir os fundos necessários destinados à instalação de um rico material. Responderam-lhe que os créditos deveriam ser "inteiramente consagrados à conservação dos edifícios e não à execução dos trabalhos que a conveniência das pessoas alojadas nesse edifícios reclama". De tanto insistir, Pasteur acabou, entretanto, obtendo alguns subsídios. Mas só podia tratar-se de uma instalação provisória. Todavia, o equipamento de que Pasteur precisava na época era modesto. Suas pesquisas sobre a fermentação só exigiam uma estufa, um microscópio, produtos químicos, recipientes de vidro. Mas, se o Ministério quisesse dar algum dinheiro para a reparação da água-furtada, claro estava que era impensável assegurar os respectivos equipamentos ou o funcionamento: "Não há orçamento ad hoc que nos permita subvencionar cinquenta cêntimos para os seus gastos com experiências." Foi, portanto, com seu próprio salário que Pasteur teve de equipar e manter seu laboratório. Tal instalação lhe custou cerca de dois mil francos, soma considerável para a época (Debré, 1995, p. 161, 551). Em 1863, ano seguinte à sua eleição para a Academia de Ciências, Pasteur é apresentado a Napoleão III, por Jean-Baptiste Dumas, segundo o costume da época ao ingressar na Academia. Naquele mesmo ano, Ildephonse Favé, oficial da ordem de Napoleão III, sugere que o imperador proponha a Pasteur um estudo sobre as doenças do vinho. Pasteur aceita o pedido, mas recusa qualquer ajuda financeira (Debré, 1995, 245-246, 254). Dois anos depois, Napoleão III disse ter muito interesse em se manter informado do andamento das pesquisas e o convida para passar 1 semana no castelo de Compiègne (Debré, p. 246). É realizada uma demonstração aos imperadores ao microscópio, com amostras de vinho (Debré, 1995, p. 251). Em 1863, Pasteur escreve a Napoleão III dizendo que “é chegado o tempo de libertar as ciências experimentais das misérias que as entravam” (Debré, 1995, p. 166). No dia seguinte, o imperador pede a Victor Duruy, Ministro da Instrução Pública, que empreenda a construção de um novo laboratório na Rua Ulm. Contudo surgem obstáculos para a continuidade da obra, pois os créditos suplementares que a construção exige são recusados pela administração. Encontra-se dinheiro para levantar a Ópera Garnier, mas não para a pesquisa científica. Pasteur fica indignado e, em 1868, prepara um artigo denominado “O orçamento da ciência” para o jornal Le Moniteur a fim de mobilizar a opinião pública. Em um dos trechos ele diz: “suprimam os laboratórios, e as ciências físicas se tornarão a imagem da esterilidade da morte”. Algumas semanas depois, o imperador reúne todos os membros do governo e um conjunto de cientistas, inclusive Pasteur. Napoleão III convida cada um a se exprimir. Pasteur recorda a criação da função de estagiário e fala em seguirem o exemplo da Alemanha, onde inclusive eles moram nas proximidades do seu laboratório (Debré, 1995, p. 166-168). Victor Duruy foi um interlocutor muito próximo de Pasteur, construindo uma verdadeira relação de amizade. Inclusive, a filha de Duruy, Hélène, era colega de Cécile, filha de Pasteur que faleceu ainda criança. A passagem de Duruy no Ministério da Instrução Pública ficará marcada pela atenção e ajuda concedida aos cientistas, não só a Pasteur. Ele é responsável por criar o decreto generalizando a criação de laboratórios de pesquisa nas faculdades, devido à forte influência de Pasteur. Ambos tinham a convicção de que a ciência constitui uma parte essencial do patrimônio nacional, e Duruy ajuda a vencer obstáculos administrativos para desbloquear o crédito para a finalização do laboratório de química fisiológica (Debré, 1995, p. 168-170). Duruy vela pelo ingresso de Pasteur na Legião de Honra e faz com que seja atribuído um prêmio pelos seus trabalhos sobre a fermentação do vinho, por ocasião da Exposição Universal de 1867. Nesta ocasião, Pasteur divide as honras com 63 outras pessoas, dentre as quais Ferdinand de Lesseps, que recebe uma imensa ovação pelo seu projeto de um canal ligando o Mar vermelho ao Mediterrâneo. Pasteur naquela época, ainda não era conhecido (Debré, 1995, p. 170-171). Por volta de 1863, Pasteur vai ao salão da princesa Mathilde. Lá fala da necessidade de uma reforma na produção do vinho ou do vinagre e queixa-se da pouca consideração de que dispõem os laboratórios e da inércia dos poderes públicos. No fundo esta é a intenção de Pasteur ao comparecer nestas ocasiões. O resultado obtido é a criação de uma cátedra de física e química aplicadas na École de Belas Artes, onde leciona para estudantes de arquitetura, onde fala bastante de higiene e do mal emprego da ventilação (Debré, 1995, p. 152-153). Pasteur é nomeado senador em 1870, mas o decreto não pôde ser oficialmente promulgado (devido à guerra), e portanto, o nome de Pasteur não figura na lista de senadores do Império (Debré, 1995, p. 271, 336-337). No início de 1876, após sua aposentadoria, Pasteur vai concorrer ao Senado Republicano. Ele está com 53 anos. Ele não adere a nenhum partido e diz que enquanto a ciência e a política estiverem separadas, o progresso será impossível. É atacado tanto pela esquerda quanto pela direita e fica em último lugar. Escreve a esposa dizendo-se muito feliz por ter sido derrotado, pois o sucesso o teria atrapalhado. Mesmo não tomando parte diretamente dos debates sobre a reforma do ensino superior, seu recado foi entendido e 3 meses depois toma conhecimento de que o Ministro da Instrução Pública vai conceder novos laboratórios ao Collége de France, aumentar e modernizar a Sorbonne (Debré, 1995, p. 335 a 338). D. Pedro II acompanhava com grande interesse os trabalhos de Pasteur, e desejava que o Brasil seguisse os passos do cientista. Durante os anos 1880 eles trocam algumas cartas. Pedro II preocupa-se particularmente com a febre amarela e em uma carta de 1882 escreve “espero que não se esqueça das pesquisas de micróbios da febre amarela, descobrindo-lhe uma vacina”. O imperador brasileiro desejava muito a vinda de Pasteur para o Brasil, o que não ocorreu devido à idade avançada de Pasteur e as sequelas do AVC. Em 1886, Pedro II confere a Pasteur a “Ordem da Rosa” pelo serviço prestado à humanidade (Lima; Marchand, 2005, p. 17, 25). Em 1884, em carta a Dom Pedro II, Pasteur participa ao imperador do Brasil que até aquele momento ainda não havia efetuado nenhuma experiência com humanos. Verifica a possibilidade de no dia da execução da sentença de morte dos condenados (que ele pensava existir), ser oferecida a escolha de ter uma morte iminente ou a possibilidade de participar de um experimento científico que consistiria em inoculações preventivas da raiva, de modo a tornar-se refratário à doença. Disse: “No caso de ser salvo, e estou persuadido de que isso aconteceria, como garantia para a sociedade que condenou o criminoso, eu o submeteria a uma vigilância para o resto da vida” (Debré, 1995, p. 484). Frederick Hamilton-Temple-Blackwood, conhecido por Lord Dufferin, enquanto embaixador britânico em Paris, escreveu às autoridades britânicas na Índia sugerindo que fossem oferecidas instalações a Waldemar Haffkine, bacteriologista ucraniano do império da Rússia, que iniciou os seus experimentos sobre a cólera no Instituto Pasteur, para continuar seus estudos de cólera naquele local. Lord Dufferin se destacou como diplomata, especialmente como embaixador britânico em São Petersburgo e como governador-geral do Canadá, o que levou à sua nomeação como vice-rei da Índia. Após, foi embaixador britânico em Paris (1891 – 1896). Sadi Carnot, presidente da França, comparece à cerimônia de inauguração do Instituto Pasteur (1888) e ao Jubileu de 70 anos de Pasteur (1892). Carnot disse “não faltarei, vosso Instituto é uma honra para a França” (Masi, 1999, p. 111). Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. MASI, Domenico de (org.). A Emoção e a Regra: os grupos criativos na Europa de 1850 a 1950. Rio de Janeiro, RJ: José Olympio, 1999. https://www.encyclopedia.com/international/encyclopedias-almanacs-transcripts-and-maps/dufferin-lord Gustave Rouland. Jean-Baptiste Dumas. Napoleão III e Eugénia de Montijo. Victor Duruy. Dom Pedro II. Lord Dufferin Sadi Carnot. Continue lendo a biografia
- Arbois | Pasteur Brasil
Arbois Arbois é a cidade onde Louis Pasteur passa a infância e juventude. Igualmente a Dole, a casa da família abre-se diretamente para o rio, onde no subsolo há fossas redondas para o curtimento de peles, ofício de seu pai. Anos antes, seu pai, Jean-Joseph Pasteur (1791-1865) havia sido convocado para a Guerra da Espanha (1812-1813), na qual foi nomeado sargento-mor e recebeu a cruz de Cavalheiro da Legião de Honra pelo imperador Napoleão Bonaparte (1769-1821). De personalidade reservada, o pai de Louis zelava pela educação do filho, tornando-se seu professor particular. Sua presença foi marcante durante toda a vida do cientista, fornecendo-lhe conselhos, ensinando sobre honra, justiça e dever. Jeanne-Etienette Roqui (1793-1848), mãe de L. Pasteur, tinha características contrastantes e complementares ao marido, mostrando-se entusiasta e imaginativa. Na pequena cidade de Arbois, às margens do Rio Cuisance, Louis Pasteur passou os primeiros anos de sua vida, sem nada chamar a atenção, exceto seus desenhos e pastéis que revelavam um poderoso dom da observação e uma rara preocupação com a precisão ( Pasteur Vallery-Radot, 1956, p. 8). Pinturas de ambos os pais foram realizadas por Louis Pasteur na juventude. Aos 13 anos, retratou sua mãe, em sua primeira obra em pastel. Aos 19 anos, sua última pintura é de seu pai. O irmão mais velho de L. Pasteur, Jean-Denis, faleceu nos primeiros meses de vida. A irmã mais velha, Jeanne-Antoine (apelidada de Virginie), casa-se com o primo Gustave Vichot. Futuramente, o casal sucede a Jean-Joseph no curtume em Arbois. As duas irmãs mais novas do cientista, Joséphine e Émilie, falecem jovens, aos 25 e 26 anos. A primeira, de doença pulmonar, e a segunda, após sequelas de uma encefalite adquirida aos 3 anos de idade, que progrediu para uma deficiência mental. Bastante jovem, L. Pasteur tomou consciência de ser o único “macho da ninhada”. Em suas cartas, pode-se ler todos os tipos de conselhos e atenções às irmãs. Da casa em Arbois, Louis partiu com o coração pesado, numa manhã de outubro de 1838, com seu amigo Jules Vercel, para ir à Paris para se preparar para o concurso para a École Normale. Poucas semanas depois, ele pega o caminho para Arbois, com saudades de casa. Porém, nos meses seguintes, ele dobra sua alma sensível sob a disciplina de sua vontade. Saiu de novo da casa do pai para ir ao colégio de Besançon, onde passou no bacharelado em ciências, com nota medíocre em química (Pasteur Vallery-Radot, 1956, p. 8). Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. PASTEUR VALLERY-RADOT, Louis. Images de la Vie et de l´ Œ uvre de Pasteur. Paris, França: Flammarion, 1956. Busto de Louis Pasteur e panfletos na entrada da Maison Pasteur. Fachada atual da Maison de Louis Pasteur. Pintura em pastel de Jean-Joseph, realizada por Louis Pasteur aos 19 anos. Cruz de Cavalheiro da Legião de Honra recebida pelo pai de Pasteur pelo imperador Napoleão Bonaparte. Junto, a Medalha de Santa Helena. Jeanne-Etienette Roqui, mãe do cientista, em pastel realizado por Louis Pasteur aos 13 anos de idade. Sinalização na entrada da Maison Pasteur, indicando estar aberta à visitação. Sinalização nas ruas de Arbois indicando o caminho da Maison Pasteur. Folder ilustrado da Maison de Louis Pasteur. Uma das muitas placas informativas na cidade de Arbois, com dados históricos. Continue lendo a biografia
- Cristalografia | Pasteur Brasil
Voltar para os Grupos Cristalografia Jean-Baptiste Biot 1774-1862 *Ver a microbiografia de Jean-Baptiste Biot no grupo Primeiras Influências Científicas. Após observações meticulosas dos cristais, Pasteur conclui que só os produtos nascidos sob a influência da vida são assimétricos, isto porque o seu desenvolvimento preside forças cósmicas que também são assimétricas. Constata que a dissimetria é a principal linha de demarcação entre o mundo orgânico e o mundo mineral, ou seja, demonstra que a dissimetria molecular é marca registrada dos seres vivos. Esta descoberta esclarece a característica central dos isômeros, ou seja, moléculas idênticas, porém que desviam a luz de modo contrário. Balard, que captou a importância destas conclusões, comunica-as a Jean-Baptiste Biot, que recebe Pasteur para uma entrevista e demonstração. Ao analisar o experimento, e visivelmente emocionado com o que via, Biot disse a Pasteur “Meu filho querido, em minha vida amei tanto as ciências que isso me faz disparar o coração” (Debré, 1995, p. 74). Em 1852 Pasteur decide viajar em busca do ácido paratártaro, sabendo que procura a “pedra filosofal – se remetendo aos alquimistas” –, mas não possui dinheiro para financiá-la. Prepara uma carta endereçada ao presidente da república. Biot no entanto, garante que vai dar os passos para conseguir a subvenção e segura Pasteur antes do envio da carta. Propõe até mesmo adiantar a quantia se a subvenção demorar vir (Debré, 1995, p. 88). Jean-Baptiste-André Dumas 1800-1884 *Ver a microbiografia de Jean-Baptiste-André Dumas no grupo Primeiras Influências Científicas. Dumas consegue a subvenção à viagem de Pasteur em 1852, que foi considerada uma missão oficial aos laboratórios alemães. Na volta, Pasteur escreve agradecendo ao amigo, pois a viagem teria sido impossível sem esse apoio financeiro. Afirma que para agradecer-lhe a confiança, vai trabalhar “tanto quanto lhe for humanamente possível” (Debré, 1995, p. 88, 93). Eilhardt Mitscherlich 1794-1863 *Ver a microbiografia de Eilhardt Mitscherlich no grupo Primeiras Influências Científicas. Em 1852, Pasteur começa sua viagem encontrando o sr. Fikentscher, o industrial que Mitscherlich havia lhe falado (Debré, 1995, p. 89). Gustav Rose 1798-1873 *Ver a microbiografia de Gustav Rose no grupo Academia de Ciências. Mineralogista alemão. Presidente da Sociedade Geológica Alemã. Charles Kestner 1803-1870 Industrial e político francês. Cavaleiro da Legião de Honra na sequência da Exposição Nacional de 1847, recebeu uma medalha de honra na Exposição Universal de 1855 pela descoberta e exploração do ácido paratartárico. Kestner produziu acidentalmente o ácido paratartárico. Esta segunda forma de ácido tartárico foi descoberta em 1819 no vinho por esse industrial da Alsácia. Gay-Lussac visitou a sua fábrica em 1826 e recolheu amostra e depois deu o nome de ácido racêmico (Debré, 1995, p. 87). Kestner foi também representante parlamentar em 1848 e em 1850. Rico fabricante de produtos químicos na cidade alsaciana de Thann (Haut-Rhin), conquistou junto aos trabalhadores da região uma popularidade que o fez ele elegeu, em 23 de abril de 1848, representante de Haut-Rhin na Assembleia Constituinte, o 6º de 12, por 50.873 votos (94.408 eleitores). Ele ocupou seu lugar à esquerda, foi vice-presidente do comitê de comércio e votou com o partido Cavaignac: - contra o restabelecimento da coação pelo corpo, - pela abolição da pena de morte, - contra a emenda Grévy, - contra o direito ao trabalho, - pela ordem do dia em homenagem a Cavaignac, - pela abolição do imposto sobre o sal, - contra a proposta Rateau, - contra os créditos da expedição a Roma, - pela anistia, etc. Não reeleito primeiro para o Legislativo, ele ingressou, na eleição parcial de 10 de março de 1850, motivado pela perda de três representantes do Haut-Rhin condenados por causa do caso de 13 de junho; O Sr. Charles Kestner, inscrito na lista republicana, foi eleito, em 1º de 3, por 44.582 votos (89.791 eleitores, 121.053 registrados). Ele se juntou às votações e manifestações da minoria democrática, protestou contra o golpe de Estado de 2 de dezembro de 1851, foi preso por um tempo. Em 29 de fevereiro de 1852, ele se reuniu novamente como candidato da oposição ao Corpo Legislativo, no 3º distrito de Haut-Rhin, 1.019 votos contra 25.846 do eleito, Sr. Migeon. Ele então voltou à vida privada. Em 1849, Louis Pasteur envia uma carta ao industrial Charles Kestner para solicitar a gentileza de ceder alguns quilos de ácido racêmico para continuar suas pesquisas sobre a cristalografia. Este industrial fornecerá apoio fundamental para o aprofundamento das pesquisas de Pasteur. Ref. https://www2.assemblee-nationale.fr/sycomore/fiche/%28num_dept%29/10879 Louis-Joseph Gay-Lussac 1778-1850 *Ver a microbiografia de Louis-Joseph Gay-Lussac no grupo Primeiras Influências Científicas. Friedrich Christian Fikentscher 1799-1864 *Ver a microbiografia de Fikentscher no grupo Academia de Ciências. Na viagem de 1852, Pasteur passa 10 dias em Leipzig para examinar as amostras de tártaros que Fikentscher, industrial alemão, lhe oferece. É ajudado, em suas pesquisas, pelos colegas alemães; um deles Erdmann, põe muito gentilmente o próprio laboratório à disposição (Debré, 1995, p. 90). Otto Linné Erdmann 1804-1869 Químico e médico alemão. Erdmann era filho do médico e botânico Carl Gottfried Erdmann, o qual introduziu a vacinação contra a varíola no estado alemão da Saxônia. Em 1820, depois de ser aprendiz de farmacêutico, Otto Erdmann estudou medicina na Academia Médico-Cirúrgica de Dresden; em 1822 ingressou na Universidade de Leipzig, onde seu interesse pela química foi estimulado por LW Gilbert, professor de física. Depois de se formar em medicina em 1824 e se qualificar como professor universitário em 1825, Erdmann dedicou o resto de sua vida à química. Em 1827, após um ano dirigindo uma mina de níquel e fundição em Hasserode, foi nomeado professor extraordinário e, em 1830, professor de química técnica em Leipzig, onde estabeleceu sua reputação como professor e pesquisador. Erdmann foi Rektor Magnificus de Leipzig de 1848 a 1849 e, a partir de 1835, foi diretor e, eventualmente, presidente da Companhia Ferroviária Leipzig-Dresden. Maçom de destaque, ele dedicou muito tempo à melhoria das instalações culturais e à prosperidade tecnológica da cidade de Leipzig. Casou-se com Clara Jungnickel, com quem teve três filhos e uma filha. O governo saxão foi persuadido por Erdmann a construir laboratórios químicos na universidade; e depois que eles foram abertos em 1842. Erdmann era capaz de competir com Liebig em Giessen e atrair um grande número de estudantes, muitos dos quais alcançaram eminência, por exemplo, CF Gerhardt. Ele viajou pela Alemanha e França em 1836 para encontrar outros químicos, incluindo seu futuro colaborador, RF Marchand. Erdmann visitou a Inglaterra em 1842 e foi um porta-voz volúvel da não interferência com o direito do químico individual à liberdade de escolha entre os pesos atômicos e equivalentes na importante Conferência de Karlsruhe em 1860. 3 Ele enriqueceu muito as comunicações químicas com a criação em 1834 do Journal für praktische Chemie. Seus livros didáticos, e especialmente sua enciclopédia de química industrial, ajudaram a educar a geração revolucionária de Kolbe e Kekulé. Para essa geração alemã mais jovem, no entanto, ele veio a tipificar a química estereotipada e sem imaginação contra a qual eles se rebelaram de forma tão apaixonada e frutífera. As pesquisas de Erdmann, que abrangeram a química mineralógica, industrial, inorgânica e orgânica , foram principalmente descritivas e analíticas. Na química orgânica , entre 1840 e 1841 (simultaneamente com Laurent, que o corrigiu), ele investigou a natureza da indigotina e preparou uma série de derivados que foram importantes mais tarde, incluindo a isatina e a tetracloro- p -benzoquinona. Ele subsequentemente investigou e isolou hematoxilina de logwood e ácido euxântico de amarelo indiano. A confusão de Erdmann sobre a fórmula empírica da isatina levou-o com ceticismo a redeterminar o peso atômico do carbono em 1841. Em colaboração com Marchand, ele apoiou Dumas e Stas na redução de seu peso atômico do valor de Berzelius de 76,43 (O = 100) para 75,08. Posteriormente, até a morte de Marchand em 1850, eles fizeram uma série de redeterminações precisas. Na maioria dos casos, eles obtiveram valores significativamente diferentes daqueles estabelecidos por Berzelius e suficientemente próximos dos números inteiros para persuadi-los de que pode haver alguma verdade na hipótese de Prout de que os pesos atômicos eram múltiplos de uma unidade comum. Seguiu-se uma disputa com Berzelius, que odiava o Multiplenfieber, em que Erdmann manteve uma posição empírica de que os químicos deveriam ser guiados apenas por experimentos acurados. Em 1852, Pasteur passa 10 dias em Leipzig para examinar as amostras de tártaros que Fikentscher lhe oferece. É ajudado, em suas pesquisas, pelos colegas alemães; um deles Erdmann, põe muito gentilmente o próprio laboratório à disposição (Debré, 1995, p. 90). Ref. https://www.encyclopedia.com/science/dictionaries-thesauruses-pictures-and-press-releases/erdmann-otto-linne Mais informações: https://www.chemistryviews.org/details/ezine/11187802/150th_Anniversary_Death_of_Otto_Linne_Erdmann.html Wilhelm Gottlieb Hankel 1814-1899 Físico alemão. Hankel pertence aos físicos mais velhos do século XIX, que normalmente representavam o cientista clássico. Filho de um maestro e professor de coro, ele se interessava muito por questões práticas desde criança, e era muito visto nas oficinas de artesãos. Aos 10 anos ele foi para o colégio Quedlinburg. O professor de matemática era o futuro Reitor Schumann, a quem Hankel era particularmente ligado e que presumivelmente teve uma influência em seu curso posterior de estudos. Hankel perdeu seus pais muito jovem e como membro mais velho de seus irmãos e sem outros parentes, tinha que ganhar a vida para si e sua família dando aulas particulares. Depois de se formar no ensino médio, Hankel mudou-se para a Universidade de Halle; deixou-se inscrever como teólogo e também cursou a faculdade de teologia no primeiro semestre. Mas logo ele se voltou para os estudos científicos. Em particular, seguiu o seu professor Prof. Schweigger, de quem se tornou assistente, e em cujo gabinete físico trabalhou muito. Depois de se formar no Gymnasium de Quedlinburg, ele estudou na Universidade de Halle com Johann Schweigger. Em 1835 foi assistente no laboratório de física e, em 1836, professor na recém-fundada Realschule da Frankische Stiftung em Halle. Em 1838 ele se casou com a filha de um fazendeiro de perto de Halberstadt; em 1839, eles tiveram um filho, Hermann, que se tornou famoso como matemático. Também em 1839, Hankel obteve seu doutorado com um a dissertação sobre a eletricidade dos cristais e, em 1840, qualificou-se para lecionar química na Universidade de Halle. Em 1842-1843, um caso grave de pleurisia forçou Hankel a desistir de seu trabalho no laboratório de química, e ele voltou sua atenção completamente para a física, uma decisão que não havia feito anteriormente por respeito a seu professor Schweigger. Em 1847 obteve o cargo de professor de física na Universidade de Halle e, em 1849, cargo semelhante na Universidade de Leipzig, que ocupou até 1887. Como um experimentador, Hankel investigou principalmente fenômenos piezoelétricos e termoelétricos em cristais e se tornou um pioneiro neste campo especializado. Suas observações e medições minuciosas basearam-se no uso de instrumentos de medição novos e mais confiáveis, que ele mesmo construiu ou aprimorou. Em 1850, ele desenvolveu um novo eletrômetro de alta sensibilidade e baixa capacidade própria, que foi utilizado em conjunto com um microscópio. Em suas pesquisas, Hankel descobriu a relação nos cristais entre as propriedades piroelétricas e a rotação do plano de polarização da luz . Ele chamou a atenção para a estrutura cristalina e para cristais com e sem centros de inversão, esclarecendo as peculiaridades de suas propriedades elétricas. Além disso, ele investigou as correntes termoelétricas entre metais e minerais, bem como a fotoeletricidade da fluorita e a actinoeletricidade do quartzo. Além disso, Hankel realizou determinações mais precisas da série eletromotriz galvânica. Ele também estudou eletricidade em chamas e formação de gás. Ele reduziu suas observações sobre a eletricidade atmosférica, através do uso de uma balança de torção , a valores do sistema de medida absoluta por um método experimental (comparação de um campo eletrostático conhecido com o campo elétrico atmosférico) que era complicado, mas bastante exato para o período (1858). Em 1856, ele escreveu uma crítica completa dos instrumentos usados até então no estudo da eletricidade atmosférica. Hankel propôs uma nova teoria da eletricidade que postulava, em vez da ação à distância, a existência de movimentos rotacionais orientados variadamente em um único fluido: o éter. A teoria despertou pouco entusiasmo quando foi anunciada e agora merece apenas interesse histórico como parte de uma série de esforços infrutíferos para reduzir a eletrodinâmica à mecânica. Em 1852, enquanto estudava os cristais em Leipzig, Pasteur recebe o prof. Hankel, professor alemão titular de física na Universidade de Leipzig . Hankel traduziu todas as suas dissertações para uma revista alemã. Deste modo, o trabalho de Pasteur cruzava fronteiras e os cientistas alemães tinham a mesma informação que os franceses (Debré, 1995, p. 90). Ref. https://www.encyclopedia.com/science/dictionaries-thesauruses-pictures-and-press-releases/hankel-wilhelm-gottlieb Mais informações: https://www.deutsche-biographie.de/sfz70001.html Josef Redtenbacher 1810-1870 Químico austríaco. Professor de química na Universidade de Viena. Era irmão do entomologista Ludwig Redtenbacher (1814-1876). Josef e studou medicina e botânica na Universidade de Viena e foi influenciado pelo trabalho do mineralogista Friedrich Mohs. Após a formatura, ele permaneceu em Viena como assistente do químico Joseph Franz von Jacquin. Mais tarde, ele viajou para a Alemanha, onde estudou mineralogia com Heinrich Rose em Berlim e química orgânica com Justus von Liebig na Universidade de Giessen. Posteriormente, tornou-se professor de química na Universidade de Praga e, em 1849, voltou a Viena como sucessor de Adolf Martin Pleischl. Pouco antes de sua morte, ele planejava, junto com o arquiteto Heinrich von Ferstel, a construção de um novo laboratório universitário em Viena. A ele são creditadas as descobertas da acroleína e do ácido acrílico. Ele também realizou pesquisas importantes envolvendo a composição da taurina. Na viagem de 1852, Pasteur sai de Leipzig a caminho de Veneza e consegue o endereço deste professor de química, Josef Redtenbacher, que atuou como seu guia e levou-o a visitar a fábrica do industrial Seybel. Esta fábrica usava o ácido tartárico austríaco para produzir o que julgava ser o sulfato de magnésio. Porém, tratava-se do ácido racêmico (paratártaro) e a questão essencial de Pasteur estava resolvida (Debré, 1995, p. 91). Antes de retornar para casa, em Estrasburgo, Pasteur decide fazer um desvio por Praga, pois corre um boato de que um industrial tcheco consegue maciçamente transformar o ácido tartárico em racêmico. Uma vez em Praga, Pasteur vai à casa do professor de química Rasmann, mas depois Pasteur percebe que ele estava equivocado, e que não havia descoberto o meio de produzir o ácido racêmico, mas sim a somente isolá-lo dos tártaros brutos. Deste modo, Pasteur retorna à França (Debré, 1995, p. 92). Mais informações: https://pubs.acs.org/doi/pdf/10.1021/ed024p366 Mais informações: https://wellcomecollection.org/works/dh946byh Próximo Grupo
- Início da Vacinação | Pasteur Brasil
Início da Vacinação Pasteur sabia que certos indivíduos, uma vez atingidos pela doença, tornam-se refratários a uma nova contaminação. Ele refletiu muito sobre a vacina de Edward Jenner e ficou surpreso com o uso limitado que os médicos faziam deste método. Ao empregar a palavra “vacinar” para designar a inoculação de germes com virulência atenuada, Pasteur mostra tudo o que deve a seus predecessores, Jenner em primeiro lugar, como ele reconhece em um discurso em Londres em 1881: “Dei à expressão vacinação uma extensão que a ciência, assim o espero, consagrará como uma homenagem aos méritos e imensos serviços prestados por um dos maiores homens da Inglaterra, Edward Jenner” (Debré, 1995, p. 428). A prática da vacinação é antiquíssima. No século X os chineses realizaram inoculações que protegiam da varíola. Ao que parece, esta técnica vinha da Índia. A pústula foi usada como arma bacteriológica para arrasar, por exemplo, aldeias indígenas. Lady Montagu lançou na corte inglesa a moda da vacina, que se propagou por todo o continente europeu (Debré, 1995, p. 428-429). Em 1805, Napoleão Bonaparte submeteu seu exército à vacinação para a varíola e promulgou um decreto a favor do novo método. Em 1811 mandou vacinar seu filho. Na época, o médico Jean-Nicolas Corvisart disse que o exemplo imperial fez mais pela vacina que qualquer lei. Por volta de 1820, graças a ação da Academia de Medicina, a vacinação se torna uma prática usual. No entanto, são muitos os que escapam a este método, e a Academia decide voltar à vacinação animal e organiza missões para isso (Debré, 1995, p. 431-432, 248). Ernest Chambon foi o “apóstolo e divulgador da vacina animal”. Montou o primeiro centro de vacinação para a varíola em Paris (Debré, 1995, p. 432). Neste campo dos precursores, um dos mais importantes é Joseph Alexandre Auzias Turenne. Depois de sua morte, seus amigos reuniram suas pesquisas, conferências e publicações num grande volume, no qual Pasteur teve acesso por meio de seu sobrinho Adrien Loir, que diz que Pasteur leu o livro regularmente durante vários anos e que algumas das suas ideias eram sugeridas a ele através desta leitura (Debré, 1995, p. 432-433, 530). Jean-Joseph Henri Toussaint, veterinário francês, anuncia que conseguiu vacinar contra o carbúnculo. Mais jovem, ele fica bastante atento aos trabalhos de Pasteur, pois quer ultrapassá-lo. É incentivado por Henri Bouley que o encarrega de uma missão a respeito do carbúnculo. Pasteur comunica ao jovem colega algumas conclusões resultantes da necropsia de vacas, apesar da pesquisa concorrente. Porém, logo que verifica que o jovem Toussaint se apressou em cantar vitória na Academia de Ciências e na Academia de Medicina. Pasteur então fica incomodado e diz que não se deveria agitar o mundo científico quando não se está seguro dos resultados, e que o senhor Toussaint não foi prudente. Apesar da reprimenda, Pasteur não se esquecerá de tudo o que deve às intuições de Toussaint. Em vez de procurar deixá-lo no esquecimento, como alguns insinuaram, ele o apoiará e fará com que receba, em 1883, o prêmio Vaillant da Academia de Ciências por seus trabalhos sobre o carbúnculo (Debré, 1995, p. 436 – 437, 444). Os resultados das pesquisas sobre a vacinação do carbúnculo se tornam conhecidos. Rossignol, veterinário na cidade de Mélun, membro considerado da Sociedade de Agricultura local e redator da Revue Vétérinaire, quando toma conhecimento da comunicação de Pasteur, clama por testes decisivos, a serem colocados em prática em uma fazenda, e toma a iniciativa de organizar uma demonstração pública, cuidando de sua própria publicidade. Se a experiência fracassar, ele será conhecido como aquele que conseguiu pegar Pasteur no erro. Se for bem-sucedida, ele terá sua parte no sucesso (Debré, 1995, p. 443). Neste experimento de Pouilly-le-Fort, 60 carneiros são utilizados. 25 serão vacinados e os outros 25 ficarão sem vacina. 10 carneiros servirão de grupo de controle. Pasteur chama Chamberland e Roux, que estão em férias, referindo ser este um “empreendimento grave e considerável”. Thuillier também é acionado (Debré, 1995, p. 446). Uma multidão de pessoas chega de diversas localidades. São agricultores, conselheiros gerais, médicos, redatores-chefes de revistas veterinárias, pessoas da imprensa francesa e do exterior. Foi considerado um espetáculo, por ser muito raro ver um cientista fora de seu laboratório. O ambiente parecia mais uma feira (Debré, 1995, p. 445). Após as inoculações, Pasteur, na grande sala da fazenda, fala ao público e expõe seu método. Serão realizados mais dois encontros, para a segunda e terceira inoculações. O último encontro é marcado para a constatação dos resultados. Neste período, Chamberland e Roux acompanham os animais. Um está febril, outro tem um edema, outro está mancando. Pasteur escuta o relato e fica preocupado, tomado por dúvidas. Pasteur acusa Roux de ser o responsável pelo fracasso da experiência, e Marie intervém para acalmá-lo. Na manhã seguinte chega o telegrama de Rossignol anunciando o que chamou de “sucesso assombroso”. Os animais não vacinados estão mortos e todos os vacinados estão bem. Chegando à fazenda, todos são acolhidos por uma multidão que festeja o sucesso do experimento. A imprensa especializada multiplica os artigos e comenta-se o experimento até no Times, que enviou um correspondente para cobrir o caso (Debré, 1995, p. 447-448). Com o sucesso evidente, Pasteur faz relatórios para a Academia de Ciências e para a Academia de Medicina. O governo quer prestar uma homenagem a Pasteur, mas ele diz só aceitar uma condecoração se puder dividi-la com Roux e Chamberland (Debré, 1995, p. 449). Algumas semanas depois, o governo pede que Pasteur represente a França no Congresso Médico Internacional de Londres. Esse congresso foi organizado por Joseph Lister. Na imensa sala do palácio Saint-James, Pasteur é ovacionado. O Congresso tem mais de 3.000 participantes, um número sem precedentes na história médica. Pasteur apresenta seu trabalho sobre as vacinações contra a cólera das galinhas e contra o carbúnculo. Foi considerado um turning point na importância da bacteriologia na medicina, cirurgia e saúde pública. A título de exemplo, estão presentes James Paget, Rudolf Virchow, Robert Koch, Jean-Martin Charcot, William Osler, Friedrich Trendelemburg, Mortis Kaposi, dentre outros. Dentre os monarcas estão, a rainha Vitória (patrocinadora do evento), o príncipe de Gales e futuro rei Edward VII, Frederico III (príncipe da Prússia). Em um jantar, Pasteur é apresentado ao príncipe de Gales e ao príncipe da Prússia (Debré, 1995, p. 450). Enquanto na Inglaterra Pasteur é aclamado, na França se constata que nem todos estão convencidos, a exemplo de Colin (Debré, 1995, p. 451). Durante todo o ano de 1882, Pasteur será confrontado por Robert Koch e por membros da escola berlinense, a exemplo de Friedrich Löffler (aluno de Koch). Eles criticam as culturas do caldo, a descoberta do vibrião séptico, as experiências com as galinhas carbunculosas, e a existência e eficácia da vacina. É realizada uma contra-experiência, e Thuillier é enviado a esta missão, que é um sucesso. No entanto, Koch não fica inteiramente convencido, e os alemães não confessam publicamente a derrota. Neste mesmo período, Koch acaba descobrindo o agente da tuberculose, batizado de bacilo de Koch. No entanto, ele deixa para outros a descoberta das soluções terapêuticas, pois não acredita na vacinação (Debré, 1995, p. 454-455). Pasteur tenta conseguir um ganho de causa definitivo naquele mesmo ano por ocasião do Congresso Internacional de Higiene em Genebra. Ele está desejoso de uma resposta oficial de Koch diante dos representantes de todos os países reunidos. Ao subir na tribuna, Pasteur fala dos resultados das experiências e acrescenta “Porém, por mais brilhante que seja a verdade demonstrada, ela não tem o privilégio de ser aceita facilmente. Na Franca e no exterior, encontrei opositores obstinados”. Em seguida, dirige-se diretamente a Koch e a seus discípulos, sentados na primeira fila, pois estes insinuam que seus trabalhos não podem ser considerados rigorosos. Pasteur continua falando detalhando a experiência e Koch escuta em silêncio, não aceitando um debate contraditório em público. Subindo no estrado, afirma que prefere responder por escrito, o que ocorre 3 meses depois, afirmando que a atenuação do vírus é uma fábula. Pasteur retoma, uma a uma, as acusações de Koch e para explicar, relembra suas primeiras descobertas e até volta às antigas altercações com Liebig (Debré, 1995, p. 456). Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. Pasteur e Koch: Duelo de Gigantes no Mundo dos Micróbios. Edward Jenner. O início da vacinação: varíola. Mary Wortley Montagu (Lady Montagu) lançou na corte inglesa a moda da vacina, que se propagou por todo o continente europeu. Em 1805, Napoleão Bonaparte submeteu seu exército à vacinação para a varíola e promulgou um decreto a favor do novo método. Joseph-Alexandre Auzias-Turenne (precursor). Jean-Joseph Henri Toussaint. Atenuação dos vírus em galinhas. Hippolyte Rossignol, veterinário francês na cidade de Mélun, membro considerado da Sociedade de Agricultura local e redator da Revue Vétérinaire. Experimento de Pouilly-le-Fort. Charles Chamberland. Émile Roux. Doenças da época que eram os principais focos de estudo e pesquisa. Robert Koch. Quatrième Congrès International d´Hygiene et de Démographie a Genève (du 4 au 9 septembre, 1882). Continue lendo a biografia
- Leituras Iniciais | Pasteur Brasil
Voltar para os Grupos Leituras Iniciais François-Xavier-Joseph Droz 1773-1850 Filósofo e historiador francês. Membro da Academia Francesa (eleito em 1824). Professor na Escola Central de Besançon (1797). Droz era escritor moralista do Franco-Condado, mais especificamente da cidade de Besançon, na França. Quando jovem, Pasteur leu a obra “Ensaio sobre a Arte de ser Feliz”. A vaidade, segundo ele, era o sentimento mais temível, o pai de todos os pecados. “Nunca li nada mais sábio, mais moral e mais virtuoso. Experimenta-se, lendo, um encanto irresistível que penetra na alma e a inflama com os mais sublimes e generosos sentimentos” (Debré, 1995, p. 26; Viñas, 1991, p. 40; Garozzo, 1974, p. 48). Ref. https://data.bnf.fr/en/12510964/joseph_droz/ Silvio Pellico 1789-1854 Pellico foi escritor e dramaturgo italiano, que também viveu em Lyon, cidade na França. Pasteur leu, na juventude, a obra “Minhas prisões”, a qual retrata as experiências do autor como prisioneiro, momento em que se converteu ao catolicismo, a fim de demonstrar como a religião é conforto em momentos de desgraça. Pasteur recomenda esta leitura também às suas irmãs. “Gostaria que elas lessem essa obra interessante em que se respira, a cada página, um perfume religioso que eleva e enobrece a alma” (Debré, 1995, p. 26; Viñas, 1991, p. 40; Garozzo, 1974, p. 48 ). Ref. https://data.bnf.fr/en/12059660/silvio_pellico/ Xavier Boniface de Saintine 1798-1864 Romancista, dramaturgo e poeta francês. Suas peças de teatro são assinadas "Xavier". Foi também fotógrafo amador. Sua o bra "Picciola" foi recomendada pela Academia Francesa, sendo considerada um clássico da literatura. Neste livro, o autor aborda um prisioneiro (por conspirar contra Napoleão) que descobre uma planta crescendo entre duas pedras no pavimento de sua cela. A planta é a imagem da força da natureza e da persistência, e se tornará símbolo de vida e amor. Ao lê-la o jovem Pasteur afirma: “Livro muito bonito, muito útil e muito interessante” (Debré, 1995, p. 40). Ref. https://data.bnf.fr/fr/12139654/x_-b__saintine/ Alphonse Marie Louis de Prat de Lamartine 1790-1869 Literato, orador e político francês. Membro da Académie Française (eleito em 1829). Suas obras influenciaram o Romantismo na França. No livro “Meditações”, lida por Pasteur, o autor escreveu inspirado num breve amor cuja a amada morreu prematuramente (Debré, 1995, p. 40). Ref. https://data.bnf.fr/en/11910800/alphonse_de_lamartine/ Próximo Grupo
- Referências | Pasteur Brasil
Referências Bibliográficas 137 livros organizados em 3 seções, discriminadas a seguir. Idiomas: 66 em português, 54 em francês, 9 em espanhol e 8 em inglês. I. Biografias e Obras sobre Pasteur (75) ATHIAS, Armand et al. Autour de Louis Pasteur. Dole, França: Cahiers Dolois, 1995. BÁEZ, Manuel Martínez. Vida y Obra de Pasteur. 2ª ed. México, DF: 1995. BARBE, Noël et al. Caricaturer Pasteur. Besançon, França: Sekoya, 2014. BAZIN, Hervé. Mémoire en Images: Louis Pasteur. Tours, França: Alan Sutton, 2009. BESSON, André. Louis Pasteur: um aventurier de la science. França: Éditions du Rocher, 2013. BIRCH, Beverley. Louis Pasteur. São Paulo, SP: Globo, 1993. BIRCH, Beverley. Pasteur: a luta contra os micróbios. Blumenau, SC: Eko, 1994. BLARINGHEM, L. Pasteur et le Transformisme. Paris, França: Masson et Cie Editeurs, 1923. BRUNET, Jean-Pierre. La Rage Envers Pasteur: de la sanctification à la diabolisation? Besançon, França: Éditions Graine d´Auteur, 2017. 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Colheita Intermissiva. Dividendo da Personalidade Consecutiva. Duplocarma. Gatilho Retrocognitivo. Grupocarmograma. Grupocarmograma Retrocognitivo. Inseperabilidade Grupocármica. Intermissão Mudancista. Intermissiometria. Marca Parapsíquica. Materpensene. Nódulo Holomnemônico. Paramicrochip. Personalidade Consecutiva. Olhar Seriexológico. Raiz do Temperamento. Retrossenha Pessoal. Seriéxis Alheia. Seriexograma. Seriexometria. Webgrafia Específica Academie des Sciences. Academie Nationale de Médecine. Academie Française. Bibliothèque Nationale de France (BNF). Google Arts & Culture: Institut Pasteur. Institut Pasteur. Nobel Prize. Palais de la Découverte: Pasteur l'expérimentateur. Phototeque Pasteur. Societé des Amis de Pasteur. Terre de Louis Pasteur. Filmografia Específica Louis Pasteur, Portrait d'un Visionnaire. Pasteur e Koch: Duelo de Gigantes no Mundo dos Micróbios. Que reste-t-il de Pasteur? The Story of Louis Pasteur (A História de Louis Pasteur).
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Voltar para os Grupos Academia Francesa Ernest Legouvé 1807-1903 Dramaturgo, romancista, poeta e ensaísta francês. Membro da Académie française (eleito em 1855). Era filho do Acadêmico Gabriel-Marie Legouvé, falecido em 1812; ele obteve o prêmio de poesia na Academia em 1827 com a descoberta da impressão. Em 1847, ele foi encarregado de um curso gratuito no College de France, deu inúmeras palestras, escreveu poemas, brochuras sobre as mulheres, a família, leitura, esgrima, teatro. Como dramaturgo, seus melhores trabalhos são aqueles que fez em colaboração com Scribe: Adrienne Lecouvreur e Bataille de Dames. Em 1881, foi nomeado diretor de estudos da École normale de Sèvres e inspetor geral da educação pública. Quando se trata de recolher a sucessão de Jacques-François Ancelot, Emile Augier desapareceu antes Ernest Legouvé que foi eleito em 1 de março de 1855 contra François Ponsard: a Revue des Deux Mondes criticou a eleição. Foi recebido em 28 de fevereiro de 1856 por Jean-Pierre Flourens e em seu discurso de recepção elogiou a colaboração. Ernest Legouvé havia estabelecido, em 1869, o costume de discutir em reunião especial os títulos acadêmicos dos candidatos a poltrona; em 1896, requereu, sem o obter, o restabelecimento deste uso, que fora extinto em 1880 por proposta de Alexandre Dumas e Nisard. Ele era diretor e reitor da Academia quando o czar Nicolau II a visitou em 1896. A candidatura de Pasteur na Academia Francesa é apresentada por Ernest Legouvé, dramaturgo de sucesso, e tio avô de René Vallery-Radot, seu genro. Legouvé prepara o terreno e se encarrega de desencorajar os adversários (Debré, 1995, p. 419). Ref. https://data.bnf.fr/en/12505094/ernest_legouve/ Ref. http://www.academie-francaise.fr/les-immortels/ernest-legouve Camille Doucet 1812-1895 Autor e poeta dramático francês. Advogado e escriturário. Secretário do Barão Fain no gabinete do Rei Louis-Philippe. Diretor Geral da Administração Teatral (em 1866). Membro da Académie Française (eleito em 1865), então secretário perpétuo (nomeado em 1876). Grande oficial da Legião de Honra (1891). Escritor e poeta dramático, foi assíduo do salão da princesa Mathilde e diretor de administração teatral do Ministério da Casa do Imperador, quando foi um dos doze candidatos à sucessão de Escriba; foi Octave Feuillet quem foi eleito; em 14 de abril de 1864, concorreu com Joseph Autran para suceder Alfred de Vigny; onze votações ocorreram sem resultado, a eleição foi adiada para o ano seguinte. Desta vez, Camille Doucet tinha Jules Janin como competidor; a aliança de governos e clérigos que queriam descartar este último garantiu a eleição de Camille Doucet, eleito em 6 de abril de 1865 para substituir Alfred de Vigny, e recebido por Jules Sandeau em 22 de fevereiro de 1866. Com a morte de Patin, em 1876, ele foi nomeado secretário perpétuo. Ele era um Grande Oficial da Legião de Honra. Ele fazia parte da Comissão de Dicionário. Pasteur envia ao secretário vitalício da Academia Francesa, Camille Doucet, sua candidatura oficial (Debré, 1995, p. 419). Ref. https://data.bnf.fr/en/12466429/camille_doucet/ Ref. http://www.academie-francaise.fr/les-immortels/camille-doucet?fauteuil=32&election=06-04-1865 Jean-Baptiste-André Dumas 1800-1884 *Ver microbiografia de Jean-Baptiste Dumas no grupo Primeiras Influências Científicas. Depois da morte de Claude Bernard, só resta o amigo Jean-Baptiste Dumas para representar os cientistas nesta Academia (Debré, 1995, p. 420). Pasteur consulta Jean-Baptiste Dumas e Désiré Nisard, que revisam os manuscritos do discurso. Eles foram escolhidos por Pasteur para serem seus padrinhos acadêmicos no dia da sessão solene na Academia Francesa (Vallery-Radot, 1951, p. 316). Claude Bernard 1813-1878 *Ver microbiografia de Claude Bernard no grupo Fermentação. Depois da morte de Claude Bernard, só resta o amigo Jean-Baptiste Dumas para representar os cientistas nesta Academia (Debré, 1995, p. 420). Charles-Augustin Sainte-Beuve 1804-1869 Romancista francês. Poeta. Crítico. Membro da Académie Française (eleito em 1844). Curador da Biblioteca Mazarina (1840-1848). Professor na Escola Normal (1858-1861). Senador (em 1865). Frequentou o salão de Charles Nodier no Arsenal, fez parte do primeiro "Cenáculo" de Victor Hugo com quem mais tarde brigou, foi amigo de saint-simonianos e místicos, de Pierre Leroux, de Lamennais e de Lacordaire. Seus poemas apareceram sob o pseudônimo de Joseph Delorme em 1829; seu primeiro trabalho, o Tableau historique et critique de la Poésie française au XVIe siècle, publicado no ano anterior, ainda está sendo consultado com frutas, assim como sua Histoire de Port-Royal; sua Crítica Literária e Retratos, 5 volumes publicados de 1832 a 1839, seu Lundi Causeries e seu Nouveaux Lundis, formam um monumento mais notável da crítica literária; nestas duas últimas obras, muitas vezes lida com o presente e também com o passado da Academia, julgando os autores e as obras com grande autoridade, mas sem dúvida trazendo um pouco de parcialidade nas escolhas contemporâneas; pode-se, no entanto, considerá-lo um dos melhores historiadores da Academia, se agruparmos em uma obra especial tudo o que publicou nela ou na ocasião. Sainte-Beuve escreveu um romance, Volupté, e contribuiu para o Globe, Revue de Paris, Revue des Deux-Mondes, Constitutionnel, Moniteur; foi, durante quatro anos, professor da Escola Normal, professor de poesia latina no College de France, curador da Biblioteca Mazarina, membro do Senado Imperial. Candidato à Academia, seu concorrente foi Jean Vatout, e, após 7 votações, nenhuma delas tendo obtido a maioria, a eleição foi adiada para outra data. Ele foi eleito em 14 de março de 1844 para substituir Casimir Delavigne; Victor Hugo que, ao que consta, votou onze vezes contra ele, o recebeu em 27 de fevereiro de 1845 e, em sua resposta, esqueceu-se de elogiar o agraciado. A inimizade do grande poeta foi atribuída a motivos pessoais que, apesar da publicidade que lhes foi dada por Alphonse Karr e pelas polémicas recentes, preferimos ignorar. Ele fazia parte da Comissão de Dicionário. No Segundo Império, Sainte-Beuve, que conhecia o salão da princesa Mathilde, era na Academia o líder do partido governamental e anticlerical; desempenhou um papel importante, mas geralmente malsucedido, nas eleições; ele lutou ardentemente o bispo Dupanloup, Victor de Laprade, o padre Lacordaire, que foram eleitos, e não conseguiu nomear nem Théophile Gautier nem Charles Baudelaire; ele conseguiu, no entanto, nas eleições de Émile Augier, de Champagny e Camille Doucet, aprovar candidatos que eram agradáveis ou menos hostis ao imperador. Certas escolhas feitas pela Academia irritavam-no a tal ponto que em 1856 retomou a ideia anteriormente avançada pelo Evento de Victor Hugo de uma Academia de sufrágio universal (cf. nota 376), e em 1862 solicitou no Constitutionnel que a Academia foi dividido em oito seções, cada uma representando um gênero de literatura. Essa proposta, aprovada pelo Século e pelo Parecer Nacional, e contestada pela Time, não foi aceita. O centenário de Sainte-Beuve foi celebrado em 23 de dezembro de 1904. Ele mesmo escreveu sua biografia (Nouveaux Lundis, XIII). Charles-Augustin Sainte-Beuve solicita a Pasteur sua candidatura na Academia Francesa. Conquanto suas opiniões, em política e religião, sejam opostas às de Pasteur, ele admira o cientista. E a recíproca é verdadeira (Debré, 1995, p. 143, 152, 154-159). Ref. https://data.bnf.fr/en/11923412/charles-augustin_sainte-beuve/ Ref. http://www.academie-francaise.fr/les-immortels/charles-augustin-sainte-beuve?fauteuil=28&election=14-03-1844 Alexandre Dumas (filho) 1824-1895 Romancista e dramaturgo francês. Membro da Academia Francesa (eleito em 1874). Escritor e romancista dramático, publicou seu primeiro romance, La Dame aux Camélias , em 1848, e teve sua primeira peça, Diane de Lys, encenada em 1851. Seus principais sucessos teatrais são: La Dame aux Camélias , 1852; Le Demi-Monde , 1855, Le Fils naturel, 1858, Les Idées de Madame Aubray , 1867, Princess Georges , 1871, L'Etrangère , 1876; ele também publicou uma série de brochuras sobre divórcio, a busca pela paternidade, etc. Foi eleito em 29 de janeiro de 1874 para substituir Pierre-Antoine Lebrun, por 22 votos contra 11 votos atribuídos a vários concorrentes: Victor Hugo, ausente da Academia desde 1851, voltou a votar em Alexandre Dumas fils; ele foi recebido em 11 de fevereiro de 1875 pelo conde d'Haussonville, cuja resposta foi imbuída de cortês ironia. Alexandre Dumas fils fez um discurso notável em 1877 sobre os prêmios à virtude. Alexandre Dumas (filho) agradece a Pasteur por “querer ser um dos nossos” (Vallery-Radot, 1951, p. 313). Em 1º de janeiro de 1895 (ano da morte de ambos), Pasteur recebe todos os seus alunos e colaboradores para exprimir-lhes seus votos de fim de ano. Neste dia, também aparece Alexandre Dumas (filho), colega da Academia Francesa, para cumprimentá-lo (Debré, 1995, p. 546). Ref. https://data.bnf.fr/en/11901062/alexandre_dumas/ Ref. http://www.academie-francaise.fr/les-immortels/alexandre-dumas-fils?fauteuil=2&election=29-01-1874 Jean-Marie-Napoléon-Désiré Nisard 1806-1888 Crítico acadêmico e literato francês. Membro da Académie Française (eleito em 1850). Deputado (em 1842) e depois senador (em 1867). - Publicou a "Coleção de autores latinos com tradução francesa" com muitos colaboradores, incluindo seus irmãos: Nisard, Auguste (1809-1892) e Nisard, Charles (1808-1889). Crítico, contribuiu para o Journal des Débats, o National, a Revue de Paris e a Revue des Deux Mondes; ele foi professor de eloqüência latina no College de France em 1833, depois de eloqüência francesa. Seu curso deu origem a distúrbios seguidos de um julgamento sensacional na polícia correcional. Deputado em 1842, foi senador em 1867; foi diretor da Escola Normal e membro da Académie des Inscriptions. Oponente apaixonado dos românticos, ataca Victor Hugo em 1836, também quando foi eleito para a Academia a 28 de novembro de 1850 para substituir o Abade de Féletz, a sua eleição foi ainda mais fortemente criticada pela imprensa literária e romântica. tinha sido preferido a Alfred de Musset. O jornal de Victor Hugo, L'Événement, gritou escândalo e propôs que os acadêmicos fossem eleitos pela Société des Gens de Lettres e pela Société des Auteurs dramatiques. Ele foi recebido por Saint-Marc-Girardin em 22 de maio de 1851; Pertenceu ao partido imperialista, recebeu Alfred de Musset, Victor de Broglie, Ponsard e Cuvillier Fleury e fez parte da Comissão de Dicionário. Pasteur consulta Jean-Baptiste Dumas e Désiré Nisard, que revisam os manuscritos do discurso . Eles foram escolhidos por Pasteur para serem seus padrinhos acadêmicos no dia da sessão solene na Academia Francesa (Vallery-Radot, 1951, p. 316). Ref. https://data.bnf.fr/en/12052360/desire_nisard/ Ref. http://www.academie-francaise.fr/les-immortels/desire-nisard?fauteuil=39&election=28-11-1850 Maximilien-Paul-Émile Littré 1801-1881 *Ver microbiografia de Émile Littré no grupo Academia de Medicina. Pasteur é admitido na Academia Francesa em 08/12/1881, pouco antes de completar 60 anos, sucedendo Émile Littré (Debré, 1995, p. 392). Quando Littré era vivo, Pasteur o presenteou com a obra escrita por ele em 1879 “Exame crítico de um escrito póstumo de Claude Bernard sobre a fermentação”. O livro contém uma dedicatória de Pasteur a Émile Littré: “ao senhor Littré, da Academia Francesa, homenagem de profundo respeito. L. Pasteur”. Pasteur e Littré se respeitam, mas existem entre eles diferenças: Littré é republicano, franco-maçon e positivista. Para Pasteur, os positivistas não entenderam o sentido do método científico, e afirma “Para julgar o valor do positivismo, meu primeiro pensamento foi procurar nele a invenção. Não achei. Como não me oferece nenhuma ideia nova, o positivismo me deixa reservado e desconfiado” (Debré, 1995, p. 413). As profundas razões que levam Pasteur a se opor à filosofia positivista são mais específicas, por exemplo, o positivismo rejeita o uso do microscópio, e separa a química da biologia, por exemplo. Entretanto, é a questão da existência de Deus, que Pasteur chama de infinito, que o afasta do positivismo. Pasteur diz: “aquele que proclama a existência do infinito reúne mais sobrenatural nessa afirmação do que o existente em todos os milagres de todas as religiões. (...) Vejo em toda a parte a inevitável expressão da noção do infinito no mundo. A ideia de Deus é uma forma da ideia do infinito” (Debré, 1995, p. 414). Ao ingressar na Academia, a preocupação de Pasteur passa a ser o discurso tradicional de sucessão, no qual deve elogiar o seu predecessor. Além do desacordo quanto ao positivismo, a antipatia de Pasteur deve-se a um desacordo político, pois Littré foi um dos primeiros a pedir a perda do trono de Napoleão III. Um longo espaço de tempo vai separar a eleição da recepção: mais de 4 meses. Pasteur passa todo o inverno a trabalhar nisso. À noite, se isola e tenta polir as frases. Contudo, não quer deixar de ser justo (em sua visão): o positivismo lhe parece um erro perigoso que é preciso combater, mas nada o impede de reconhecer as qualidades pessoais de Littré e o valor de seus trabalhos. Então, vai até a casa de campo onde vive a viúva e a filha de Littré. Lá Pasteur se sente comovido pela simplicidade com a qual Littré vivia, cujo trabalho, na intimidade da vida em família era sua verdadeira felicidade (Vallery-Radot, 1951, p. 313). Percorrendo a casa e o pequeno jardim onde Littré cultivava seus legumes e colhia frutas, Pasteur tenta compreendê-lo, mas considera um erro que o positivismo não tinha em conta a noção do infinito (Vallery-Radot, 1951, p. 315). Pasteur consulta Jean-Baptiste Dumas e Désiré Nisard, que revisam seus manuscritos. Eles foram escolhidos por Pasteur para serem seus padrinhos acadêmicos no dia da sessão solene na Academia Francesa (Vallery-Radot, 1951, p. 316). Em 27 de abril de 1882 Pasteur entra na Academia Francesa acompanhado dos dois padrinhos (Dumas e Nisard), com um estilo enérgico e físico robusto (como descreve um jornalista). Além dos vários membros da Academia e de toda a família de Pasteur, está presente também a princesa Matilde, que veio aplaudi-lo. Na época, alguns jornalistas destacam que neste mesmo dia, Charles Darwin, que havia falecido em 19 de abril, é enterrado com grande pompa na abadia de Westminster. Cabe lembrar que foi Littré quem popularizou na França as teorias sobre a evolução das espécies. Pasteur discursa com uma homenagem a Littré, mas também com a confissão quase imediata de um distanciamento filosófico. Pasteur mostra, em sua visão, o erro do positivismo ao querer suprimir a ideia de infinito (Vallery-Radot, 1951, p. 319). Também critica a pretensão positivista de encontrar um fundamento científico na política e sociologia devido ao grande número de fatores que concorrem para a solução de questões que elas levantam, e diz “nesse lugar onde as paixões humanas intervêm, o campo do imprevisto é imenso” (Debré, 1995, p. 423). Ref. https://www.abebooks.com/signed-first-edition/DEDICATED-PASTEUR-VICTOR-HUGO-Examen-critique/19603200427/bd Joseph Ernest Renan 1823-1892 Filólogo, filósofo, escritor e historiador francês. Professor de hebraico no Collège de France (de 1862, depois 1870-1883), depois administrador (de 1883). Membro da Académie des Inscriptions et belles-lettres (eleito em 1856), e da Académie française (eleito em 1879). Ernest Renan era filólogo bem versado nas línguas semíticas, depois de ter abandonado o estado eclesiástico, foi duas vezes laureado pelo Instituto; Professor de hebraico no College de France em 1862, publicou em 1863 a Vida de Jesus , que é sua obra principal e que suscitou controvérsias extraordinárias; incríveis quantidades de ataques ou defesas dessa obra apareceram na França e no exterior; o papa o chamou de blasfemador europeu, manifestações hostis ocorreram no Collège de France, o que levou à suspensão de seu curso. O governo imperial ofereceu-lhe como compensação a administração da Biblioteca Nacional, que ele recusou. Seu nome foi pronunciado para uma poltrona na Academia, mas o bispo Dupanloup associou o nome de Ernest Renan e Taine ao de Littré, por quem ele lutou com paixão. Após a guerra de 1870, as ideias do mundo governamental mudaram, Ernest Renan foi reintegrado em sua cadeira em 1870 e nomeado pelo administrador eleitoral do Colégio da França em 1883, onde foi reeleito a cada três anos. Membro da Académie des Inscriptions desde 1856, foi eleito para a Académie Française em 13 de junho de 1878 para substituir Claude Bernard, e recebido em 3 de abril de 1879 por Alfred Mézières. Seu discurso de recepção produziu uma forte emoção na Alemanha que Ernest Renan teve que acalmar ao publicar uma carta supostamente endereçada a um amigo na Alemanha. O ódio do partido religioso contra Renan nunca se desarmou; O marechal Mac-Mahon recusou-se a nomeá-lo oficial da Legião de Honra; Renan obteve esta patente apenas em 1880, ele morreu Grande Oficial da Legião de Honra no College de France em 2 de outubro de 1892; seu funeral aconteceu às custas do estado. Onze anos após sua morte, uma estátua foi erguida para ele em Tréguier, seu país natal; a inauguração deu origem a tais manifestações que o governo que as havia planejado teve que tomar medidas policiais importantes para evitar tumultos (13 de setembro de 1903). Ernest Renan deixou a História das origens do Cristianismo , 8 volumes, a História do povo de Israel , 5 volumes, Estudos de História Religiosa , Dramas Filosóficos , traduções e várias outras obras. A história comparada das línguas semíticas . Recebeu Claretie e fez parte da Comissão de Dicionário. Três novas segundas-feiras, incluindo uma pela vida de Jesus. O diretor da Academia Francesa em exercício, Ernest Renan (autor de Vida de Jesus), recebe Pasteur na Academia Francesa e profere um discurso após o cientista A obra e a personalidade de Renan foi descrita como situada na junção do espiritualismo com o positivismo. Convertido ao positivismo, torna-se o porta voz do ceticismo, embora continue a se dizer “católico fervoroso”. Em seu discurso, Renan diz que “na ordem intelectual também existem sentidos diversos, oposições aparentes que não excluem um fundo de similitude” (Debré, 1995, p. 424). Segue parte da resposta de Renan ao discurso de Pasteur: "Sua vida austera, inteiramente devotada à pesquisa altruísta, é a melhor resposta àqueles que consideram nosso século privado dos grandes dons da alma. Sua diligência meticulosa não queria conhecer distrações nem descanso. Recebam a recompensa pelo respeito que vos rodeia, por esta simpatia cujas marcas hoje tão numerosas se produzem ao vosso redor e, sobretudo, pela alegria de ter cumprido bem a vossa tarefa, de teres lugar na primeira fila". Ref. https://data.bnf.fr/en/11921486/ernest_renan/ Ref. http://www.academie-francaise.fr/les-immortels/ernest-renan?fauteuil=29&election=13-06-1878 Ref. http://www.academie-francaise.fr/reponse-au-discours-de-reception-de-louis-pasteur Victor-Marie Hugo 1823-1892 Escritor francês. Membro da Académie française (eleito em 1841). Poeta precoce, concorreu ao Prêmio de Poesia da Academia aos 15 anos; a Academia acreditava que o jovem poeta ria dela ao dar essa idade e lhe deu apenas uma menção; Prémio dos Jogos Florais de Toulouse em 1819 e 1820, foi nomeado Mestre dos Jogos Florais. Ele publicou o primeiro volume de Odes et Ballades em 1822 e o segundo em 1826; entre esses dois volumes apareceram os dois primeiros romances, Han d'Islande em 1823 e Bug Jargal em 1825, e o Cenáculo foi fundado. O Prefácio de Cromwell em 1827 fez de Victor Hugo o líder da nova escola romântica; Les Orientales apareceu em 1828. Luís XVIII havia aposentado o jovem poeta, e a censura tendo banido Marion Delorme, o primeiro drama escrito para o palco, Carlos X queria compensá-lo dobrando o valor de sua pensão, mas Victor Hugo recusou. Em seguida, escreveu Hernani, cuja primeira apresentação no Théâtre-Français, em 26 de fevereiro de 1830, foi uma batalha entre as duas partes literárias e um triunfo dos românticos. Le Roi Amuse, tocado em 22 de novembro de 1832, foi banido no dia seguinte; um julgamento foi realizado no Tribunal de Comércio e o autor apresentou um magnífico apelo pela liberdade do teatro. Um após o outro, Victor Hugo publicou poemas, um romance admirável e encenou dramas: Notre-Dame de Paris, sua obra-prima em prosa, em 1831, o Feuilles d'automne, mesmo ano, Lucrèce Borgia e Marie Tudor, 1833, Angelo et les Chants du Crépuscule, 1835, les Voix interiors, 1837, Ruy Blas, 1838, les Rayons et les Ombres, 1840, le Rhin, 1842, les Burgraves, 1843. A trágica morte de sua filha Léopoldine, afogada em Villequier com Charles Vacquerie, a quem ela acabara de se casar, mergulhou o poeta em dores profundas e o deixou mudo por vários anos. Nomeado par da França em 15 de abril de 1845, foi capturado pela política: deputado à Assembleia Constituinte em 4 de junho de 1848, e reeleito à Assembleia Legislativa, votou com a direita na primeira assembleia e com a extrema esquerda na segunda, lutou com ardor apaixonado o príncipe-presidente e organizou a resistência contra o golpe de estado de 2 de dezembro. Durante esses cinco anos, ele fez muitos discursos que foram reunidos no primeiro volume de Atos e Palavras, Antes do Exílio; durante os últimos dois anos desse período, ele fundou e dirigiu The Event, que, após processo e condenação, se tornou The Event; ele defendeu suas idéias políticas e literárias lá e muitas vezes lidou com os atos da Academia. Proscrito em 1851, refugiou-se em Jersey, de onde teve de partir em 1855 para Guernsey, onde permaneceu quinze anos. Ele publicou em Bruxelas Napoléon le Petit em 1852 e os Châtiments em 1853, em Paris as Contemplações em 1856, o Légende des Siècles em 1859, que foi concluído mais tarde, Les Misérables em 1862 que teve um grande impacto, os Chansons des Rues e des Bois em 1865, Les Travailleurs de la Mer em 1866, L'Homme qui rit em 1869. Nesse mesmo ano, ele contribuiu para o novo jornal que seus filhos fundaram com Auguste Vacquerie e Paul Meurice, Le Recall. Os desastres da guerra de 1870 e a queda do Império trouxeram Victor Hugo de volta a Paris, onde encontrou uma popularidade que continuou a crescer até sua morte. Deputado à Assembleia Nacional, então senador pelo Sena, interveio frequentemente por meio de cartas e discursos nas lutas políticas dos primeiros anos da Terceira República. Ao mesmo tempo, ele continuou a publicar suas obras-primas: O Ano Terrível apareceu em 1872, Noventa e três em 1874, A História de um Crime e a Arte de Ser Avô em 1877, então a nova série da Lenda dos Séculos e os Quatro Ventos do Espírito; a morte não interrompeu este desabrochar extraordinário: bastariam as suas obras póstumas para imortalizar um poeta. Victor Hugo fez campanha pela candidatura acadêmica de Lamartine em 1825; frequentou o salão de Charles Nodier e criou o Cenáculo. Candidato à Academia desde 1836, foi espancado por Dupaty, Mignet e Flourens. Toda a energia e toda a fúria dos clássicos concentraram-se no nome de Victor Hugo, reconhecido por todos como o verdadeiro líder da escola romântica; ele foi finalmente eleito em 7 de janeiro de 1841 por 17 votos de 32 eleitores, substituindo Népomucène Lemercier e recebido em 3 de junho pelo conde de Salvandy. Esta vitória, dolorosamente obtida, consagra, no entanto, o triunfo do romantismo. Victor Hugo apoiou a candidatura de Alfred de Vigny, Balzac, Alexandre Dumas, Alfred de Musset, de Béranger; recebeu Saint-Marc-Girardin e Sainte-Beuve. Alfred de Vigny, tendo feito inimigos na Academia, foi quase colocado em quarentena; Victor Hugo deu-lhe provas de simpatia e estima ao recusar-se a ser diretor, enquanto durou esse ostracismo. Insatisfeito com algumas das escolhas feitas pela Academia, o jornal de Victor Hugo, L'Événement, frequentemente atacava a Companhia e, após a eleição de Nisard em 1850, ele exigiu que as eleições para acadêmicos fossem feitas pela Society. Des Gens de Lettres e o Sociedade de Autores Dramáticos. A primeira visita à Academia após o regresso do exílio foi para dar voz a Alexandre Dumas fils, “não tendo podido votar no pai”, disse. Ele votou em Jules Simon, que foi eleito, e em Leconte de Lisle, que foi nomeado apenas para substituí-lo. Nos últimos anos de sua vida e após sua morte, grandes homenagens foram prestadas a ele, tanto pelo povo como pelo mundo literário e pelo poder público. O quinquagésimo aniversário de Hernani foi festejado com esplendor na Comédie Française; uma grande manifestação foi organizada por ocasião da entrada do poeta em seus oitenta anos, em 26 de fevereiro de 1881. Por ocasião de sua morte, a igreja de Sainte-Geneviève (Panthéon) foi abandonada e devolvida ao túmulo de grande homens; seu funeral nacional aconteceu em meio a uma imensa multidão de pessoas, com todas as honras civis e militares que o governo poderia lhe render; seu corpo descansou por três dias sob o Arco do Triunfo, guardado à noite por couraceiros carregando tochas. O centenário de seu nascimento foi celebrado brilhantemente; incluiu entre outras cerimônias a inauguração do monumento elevado à sua glória e a inauguração do Museu Victor-Hugo instalado na casa da Place des Vosges onde o poeta havia escrito obras-primas imortais, enquanto ela era chamada de Place Royale. Ele legou seus manuscritos e desenhos à Biblioteca Nacional. Pasteur, na época da candidatura à Academia Francesa, parece não duvidar da própria eleição, quaisquer que sejam os outros candidatos. Vários nomes são citados para ocupar a vaga, a exemplo de Ferdinand de Lesseps (canal de Suez), o poeta Sully Prudhomme (que será em 1901 o primeiro laureado do prêmio Nobel de Literatura), Paul de Saint-Victor (jornalista brilhante patrocinado / apoiado por Victor Hugo) e Victor Cherbuliez (romancista) (Debré, 1995, p. 419-420). Em 27 de abril de 1882, Pasteur vai à cúpula. Nem todos os 40 membros estão presentes. Victor Hugo, doente, manda se desculpar pela ausência. No entanto, há relato de que “Louis Pasteur era sem dúvida um grande admirador de Victor Hugo. Em um manuscrito datado de 07/02/1885, pouco antes da morte do grande poeta, Pasteur escreve ´O menino sublime como Chateaubriand o chamou, merece ser chamado de velho sublime. Diante desta longevidade gloriosa, a França dá um espetáculo lindo. Sua aclamação é um grito de patriotismo”. Antes da eleição, Pasteur havia se apresentado a Victor Hugo, e este respondeu resmungando “O que o senhor diria se eu pretendesse ser eleito para a Academia de Ciências?” (Debré, 1995, p. 420). Ref. https://data.bnf.fr/en/11907966/victor_hugo/ Ref. http://www.academie-francaise.fr/les-immortels/victor-hugo?fauteuil=14&election=07-01-1841 Ref. https://www.abebooks.com/signed-first-edition/DEDICATED-PASTEUR-VICTOR-HUGO-Examen-critique/19603200427/bd Próximo Grupo Em construção

