Resultados da Busca
Buscar neste site
66 resultados encontrados com uma busca vazia
- École Normale Supérieure | Pasteur Brasil
École Normale Supérieure Pasteur é reprovado no 1º exame para a conquista do baccalauréat em ciências. Esse fracasso o fará se dedicar de modo mais determinado e menos orgulhoso aos estudos. Louis sente-se inclinado às realizações práticas, e pensa, naquele momento, que seria melhor tornar-se engenheiro em vez de professor. Começa a se preparar concomitantemente para a École Polytechinique e para a École Normale Supérieure (ENS), mas o que o faz desviar da primeira opção é o aspecto militar, pois não está disposto a servir à bandeira. Volta-se para o objetivo inicial das ciências. É admitido para a 2ª fase dos exames, mas insatisfeito com a 15ª colocação dentre 22 candidatos, prefere não fazer as provas e se preparar melhor para a reapresentação no ano seguinte. Decide realizar novo ano preparatório em Paris, e não mais em Besançon. A habituação local junto ao amigo Chappuis o ajudará a superar o antagonismo repulsa-atração pela capital francesa. Em Paris, assiste às aulas no Collège Saint-Louis e também atua como professor particular de matemática elementar a colegas igualmente instalados no Instituto Barbet. Pasteur nem pensa em se distrair com a vida parisiense. Interessa-se por assistir às aulas ministradas na Sorbonne pelo químico Jean-Baptiste Dumas (1800-1884). O curso atrai um público considerável, de até 700 pessoas. A força deste exemplo o fará perceber a importância de ser capaz de cativar um auditório. Este primeiro contato com a química será decisivo na escolha profissional de Pasteur, que seguirá admirando Dumas por toda a vida. Este respeitável químico se tornará seu mentor, peça-chave de diversas pesquisas científicas vindouras e também grande amigo. Em 1843, Pasteur é admitido na E. Normale em 4º lugar. Solicita e obtém permissão para morar nesta École. Diariamente se dedica a 12h de estudos, incluindo conferências e trabalhos práticos. Durante os 3 anos na ENS, Pasteur estuda e trabalha sem parar. O amigo Chappuis o arrasta para passeios forçados no Jardim de Luxemburgo, mas as conversas só dizem respeito às aulas e às experiências em andamento. As primeiras experiências científicas vitoriosas enquanto aluno o motivavam a fazer parte da engrenagem universitária de compartilhamento de saberes. Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. GAROZZO, Filippo. Louis Pasteur. Rio de Janeiro, RJ: Três, 1974. PICHOT, André. Louis Pasteur: écrits scientifiques et médicaux. Paris, França: Flammarion, 2012. ENS situada na Rua d'Ulm em Paris. Louis Pasteur aos 21 anos, época em que ingressou na ENS. Sorbonne Université Sorbonne Université Pasteur se inspira em Jean-Baptiste Dumas, em sua eloquência e capacidade de cativar um auditório. Dumas torna-se um mentor para Pasteur, além também de um grande amigo. Seu afeto por Pasteur é evidente nas correspondências. Ao ingressar futuramente na Academia de Ciências, é Dumas quem apresenta Pasteur a Napoleão III. Busto Jean-Baptiste Dumas. Entrada histórica da École Normale Supérieure. Ingresso na École Normale Suérieure em 1843. Um dos acessos ao Jardim de Luxemburgo. Passeio do Jardim de Luxemburgo Jardim de Luxemburgo Continue lendo a biografia
- Início | Pasteur Brasil
Vida e obra do cientista francês Louis Pasteur (1822-1895) e seus contemporâneos, sob a ótica da Conscienciologia. Louis Pasteur Vida e obra do cientista e seus contemporâneos Biografia resumida Conheça a trajetória de vida do cientista Em 27 de dezembro de 1822 nasce Louis Pasteur. A cidade natal, Dole, no Jura, surgiu no século XI, às margens do rio Doubs, na região de Bourgogne-Franche-Comté, no leste da França. Pasteur nasceu em família modesta. O pai, Jean-Joseph Pasteur, era curtidor e a mãe, Jeanne-Etienette Roqui, provinha de família de jardineiros. Continue lendo Principais Descobertas O cientista em ação Cristalografia Primeiras descobertas Fermentação Início da microbiologia científica Teoria dos Germes Extensão do método experimental Imunologia Estabelecimento da vacinação "No campo da experimentação, o acaso favorece as mentes preparadas". "A grandeza dos atos humanos mede-se pela intenção de que se originam". Louis Pasteur Louis Pasteur Mais Citações Instagram @PasteurBrasil Load More
- Jubileu: 70 Anos | Pasteur Brasil
Jubileu: 70 Anos No início de 1892 a saúde de Pasteur deteriora bruscamente, e ele não sai do quarto. Em maio deste ano é formado na Dinamarca um comitê que anuncia a intenção de festejar os 70 anos do cientista e abre uma subscrição nacional para conseguir fundos para enviar uma medalha comemorativa. O movimento se estende à Noruega, Suécia. Na França, a Academia de Ciências forma um comitê e Joseph Grancher é nomeado secretário. O reitor da Academia de Paris abre as portas do grande anfiteatro da Sorbonne. 4.000 convites são distribuídos. A cerimônia acontece em 27/12, dia do aniversário de Pasteur. Da França, comparecem os Membros do Instituto Pasteur (pasteurianos), professores de faculdades, delegados das academias, representantes de sociedades científicas (francesas e estrangeiras), delegações da École Normale Supérieure, da École Polytechnique, da École Central, da École Vétérinaire, bem como estudantes de Medicina e Farmácia. Pasteur entra pelo braço do Presidente da República, Sadi Carnot. Os dois usam a grã-cruz da Legião de Honra. Discursos e homenagens são feitos de todos os departamentos da França, de todos os países da Europa e vários países do mundo. Falam em nome de presidentes, prefeitos, acadêmicos. Estão presentes representantes da Suécia, Turquia, Alemanha, Itália, Áustria-Hungria, Bélgica, Inglaterra, entre outros. Pasteur se levanta para abraçar Lister. Émille Gallé fabrica uma taça única para “cristalizar o pensamento” de Pasteur. Este vitralista encontrou um meio de incluir micróbios na transparência do cristal. Jean-Baptiste, filho de Pasteur, é quem lê o discurso (assim como na Inauguração do Instituto Pasteur). As palavras são dirigidas aos jovens para não se deixarem dominar pelo “ceticismo difamante e estéril” e para viverem na “paz serena dos laboratórios e bibliotecas”. Prossegue aconselhando “Digam a vocês mesmos: o que fiz pela minha instrução? Depois, à medida que forem avançando: o que fiz pelo meu país? Até o momento em que, talvez, tenham essa imensa felicidade de pensar que contribuíram alguma coisa para o progresso e o bem da humanidade”. Os últimos a falar são os habitantes de Dole (cidade natal de Pasteur). Durante esta homenagem, Pasteur mantém a mão no rosto para disfarçar a emoção. Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. Jubileu de Pasteur na Sorbonne. Jornal da época do Jubileu. O filho de Pasteur, Jean-Baptiste, é quem lê o discurso de Louis Pasteur, assim como o fez na inauguração do Instituto Pasteur, devido às sequelas dos AVCs do pai. Sadi Carnot, presidente da República da França, acompanha Pasteur devido às sequelas dos AVCs. Joseph Lister, cirurgião inglês, saúda Pasteur. Gallé fabrica uma taça única para “cristalizar o pensamento” de Pasteur. Este vitralista encontrou um meio de incluir micróbios na transparência do cristal. Continue lendo a biografia
- Academia de Ciências | Pasteur Brasil
Voltar para os Grupos Academia de Ciências Jean-Baptiste Biot 1774-1862 *Ver a microbiografia de Jean-Baptiste Biot no grupo Primeiras Influências Científicas. Jean-Baptiste-André Dumas 1800-1884 *Ver a microbiografia de Jean-Baptiste-André Dumas no grupo Primeiras Influências Científicas. Antoine-Jérôme Balard 1802-1876 *Ver a microbiografia de Antoine-Jérôme Balard no grupo Primeiras Influências Científicas. Eilhardt Mitscherlich 1794-1863 *Ver a microbiografia de Eilhardt Mitscherlich no grupo Primeiras Influências Científicas. Em 1852, Mitscherlich vai a Paris para ser recebido como correspondente estrangeiro na Academia de Ciências, em companhia do mineralogista Gustav Rose, professor na Faculdade de Berlim. Ambos quiseram se encontrar com Pasteur para ouvir de sua própria boca as circunstâncias detalhadas de suas descobertas sobre o tártaro (Debré, 1995, p. 86). Os três cientistas (Pasteur, Mitscherlich e Rose) passam duas longas horas juntos discutindo as circunstâncias da observação, refletindo sobre as consequências. “Estudamos tanto e tanto esses cristais que estamos persuadidos de que se você não encontrasse, ao observá-los de novo, esse fato tão notável, nossa descoberta ficaria ignorada durante um tempo considerável” (Debré, 1995, p. 87). Gustav Rose 1798-1873 Mineralogista alemão. Presidente da Sociedade Geológica Alemã. A família de Rose tinha uma forte tradição científica. Seu avô, Valentin Rose, o mais velho, inventou a liga de baixo ponto de fusão ainda conhecida como metal de Rose. Klaproth, um amigo próximo da família até sua morte em 1817, havia anteriormente (1771-1780) encarregado da farmácia da família antes que o pai de Gustav, Valentin Rose, o mais jovem, um colaborador original da metodologia de análise química inorgânica, viesse de idade. Quando tinha apenas dezessete anos, Gustav e seus irmãos lutaram na campanha contra Napoleão em 1815. No ano seguinte, seu aprendizado em uma mina na Silésia foi interrompido por uma doença. Ele voltou para Berlim, onde estudou mineralogia com CS Weiss. Sua dissertação, De sphenis atque titanitae systematae crystallino, foi apresentada na Universidade de Kiel em dezembro de 1820. Neste trabalho, a primeira monografia sobre a morfologia do cristal de uma espécie mineral baseada em medições precisas com um goniômetro refletivo, Rose estabeleceu a identidade do esfênio e da titanita. Seguindo seu irmão mais velho Heinrich, mais tarde professor de química em Berlim, e Eilhard Mitscherlich , cuja descoberta do isomorfismo, anunciada em 1819, foi apoiada pelas medições goniométricas precisas de Rose, ele então passou vários anos no laboratório de Berzelius em Estocolmo. Rose voltou a Berlim em 1823 para se tornar um Dozent sob Weiss e professor extraordinário em 1826. Ele se tornou professor ordentlicher em 1839, sucedeu Weiss como diretor do Museu de Mineralogia em 1856 e permaneceu ativo nesses cargos até sua morte. Em 1829, Rose, com CG Ehrenberg, foi escolhido para acompanhar Humboldt em uma viagem científica encomendada pelo czar aos Urais, Altai e Mar Cáspio . Isso o levou até a fronteira da China. A crônica da viagem em dois volumes de Rose inclui extensas observações sobre geologia, mineralogia e recursos minerais das regiões percorridas que foram amplamente citadas e por muito tempo foram a principal fonte de informações sobre esses assuntos. Rose publicou cerca de 125 artigos, abordando quase todos os aspectos da mineralogia conhecidos em sua época. Muito de seu trabalho estava relacionado a minerais ou grupos de minerais específicos. Ele descobriu cerca de quinze novos minerais, todos ainda considerados espécies válidas, sendo o mais importante a anortita; e ele também fez contribuições significativas em muitos outros campos. Através de suas meticulosas medidas goniométricas contribuiu para o desenvolvimento do conceito de isomorfismo, acrescentando alguns exemplos importantes. Com Riess (1843), em seu único artigo com um co-autor, ele introduziu os termos ainda atuais “polo análogo” e “polo antilógico” em conexão com a correlação dos efeitos piroelétricos com a morfologia. Ele distinguiu adequadamente entre romboedros positivos e negativos no quartzo e estabeleceu sua classe de cristal correta. Experimentos de James Hall em mármore. Um de seus últimos artigos (1871) tratou das relações entre termoeletricidade e morfologia na pirita. A obra Elemente der Krystallographie de Rose, na primeira e na segunda edições, representou os últimos avanços da ciência na época. No entanto, o primeiro volume da terceira edição, que foi preparado por Alexander Sadebeck sob a direção de Rose e apareceu logo após a morte de Rose, praticamente não mostra nenhum sinal do progresso da ciência nos trinta e cinco anos após o lançamento da segunda edição. Em contraste, Rose's Mineralsystem (1852) era estritamente moderno e muito influente. Acabou com as “classificações naturais” que haviam impedido o progresso da mineralogia e se tornou um modelo para classificações posteriores. Com uma dezena de outros, entre eles Humboldt e Mitscherlich, Rose fundou a Deutsche Geologische Gesellschaft em julho de 1848, exatamente na época em que foi iniciada a publicação do mapa geológico 1: 100.000 da Silésia, de Rose e Beyrich. Rose era muito ativo na sociedade, servindo como secretário e, posteriormente, repetidamente como presidente. Em 1852, ele apresentou cinquenta seções finas de rochas em uma reunião da sociedade, sete anos antes do aparecimento do clássico artigo de Sorby, que normalmente é considerado o marco do início da petrografia microscópica. Todos os biógrafos de Rose enfatizam que ele era excepcionalmente modesto e gentil e desfrutava da estima duradoura de seus colegas e alunos. Entre os mais distintos destes últimos estavam o explorador Ferdinand von Richthofen, G. vom Rath, Paul von Groth e seu sucessor, CFM Websky. Ref. https://www.encyclopedia.com/people/science-and-technology/metallurgy-and-mining-biographies/gustav-rose Friedrich Christian Fikentscher 1799-1864 Industrial alemão. Foi também vereador, membro saxão do parlamento estadual. Trabalhou cedo na fábrica de produtos químicos de seu pai sob a direção do mesmo. Em 1817, frequentou o famoso instituto de ensino de JB Trommsdorff em Erfurt e lá aperfeiçoou seus conhecimentos de química. As várias viagens que fez pela França e Inglaterra serviram ao mesmo propósito. Ainda jovem, dirigiu uma fábrica de vidro que pertencia a seu pai perto de Marktredwitz, onde foi o primeiro a introduzir o sulfato de sódio mais barato em vez de refrigerante na produção de vidro. Em 1822 ele conheceu Goethe em Marktredwitz. Para isso, ele fez óculos especiais “entópticos” para experimentos em sua teoria das cores. Após a morte de seu pai, ele e seu irmão Matthäus Wilhelm dirigiram a fábrica de produtos químicos. As diferenças de caráter tornavam a colaboração desagradável. Portanto, em 1845 fundou sua própria fábrica em Zwickau, uma vidraria para vidro oco e laminado, um departamento químico no qual eram produzidos ácido sulfúrico, ácido clorídrico, preparações de mercúrio, ácido tartárico, cal clorada, ácido arsênico e outros. Em 1848, ele deixou a empresa Redwitz por completo. Para se tornar independente das importações da Inglaterra, fez tentativas bem-sucedidas na produção de grés à prova de ácido e desenvolveu uma importante produção a partir dela, que mais tarde se tornou o principal ramo da fábrica. Os produtos gozavam de reputação mundial. Ref. https://www.deutsche-biographie.de/sfz39224.html Louis-Jacques Thénard 1777-1857 Químico francês. Professor no Collège de France e na École Polytechnique. Membro da Academia das Ciências. Membro Titular da Academia de Medicina. Barão. Foi professor e autor de um influente texto de quatro volumes sobre teoria e prática química básica (1813- 1816). Filho de um camponês, Thénard suportou dificuldades extremas para obter sua educação científica. Seus vários cargos de professor foram obtidos por influência de Nicolas-Louis Vauquelin, que também organizou a sucessão de Thénard para sua própria cadeira de química no Collège de France em 1802. Mais tarde, ele lecionou na École Polytechnique e na Sorbonne e eventualmente se tornou chanceler do Universidade de Paris. Em 1799 ele descobriu o azul de Thénard, pigmento usado na coloração de porcelanas. Ele fez muitas pesquisas notáveis com seu amigo Joseph-Louis Gay-Lussac. Suas realizações independentes incluíram estudos de ésteres (1807), a descoberta do peróxido de hidrogênio (1818) e o trabalho em compostos organofosforados. Tornou-se barão (1825), membro da Câmara dos Deputados (1828-32) e nobre (1832). Sua aldeia natal foi rebatizada de La Louptière-Thénard em sua homenagem (1865). Em 1852, Thénard era o químico mais coberto de honra do momento. Descobriu a água oxigenada, fez uma classificação dos metais. Foi também colaborador de Gay-Lussac. Era um bom-vivant, grande comilão (Debré, 1995, p. 86-87). Neste ano de 1852, o químico ofereceu um jantar em honra ao cientista alemão Eilhard Mitscherlich, que inventou o isomorfismo. Pasteur é convidado. Thénard ouviu a apresentação de Pasteur na Academia e se interessa por este jovem pesquisador, especialmente pelo fato de Pasteur se preocupar com as aplicações industriais de suas pesquisas. Assim como vários outros membros da Academia de Ciências, Thénard encoraja e parabeniza Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/12402277/louis-jacques_thenard/ Ref. https://www.britannica.com/biography/Louis-Jacques-Thenard Henri-Victor Regnault 1810-1878 Professor de química na École Polytechnique e de física no Collège de France. Membro da Academia de Ciências (eleito em 1840). Diretor da Manufacture de Sèvres (1852-1871). Fotógrafo, membro fundador e presidente da Sociedade Francesa de Fotografia. Este químico e físico francês ficou conhecido por seu trabalho sobre as propriedades dos gases. Depois de estudar com Justus von Liebig, em Giessen, Regnault tornou-se professor de química sucessivamente na Universidade de Lyon, na École Polytechnique (1840) e no Collège de France (1841). Seu trabalho em quatro volumes sobre química apareceu em 1847. Enquanto diretor da fábrica de porcelana de Sèvres (desde 1854), ele continuou seu trabalho em ciências . Durante a Guerra Franco-Alemã (1870-71), seu laboratório foi destruído e seu filho Henri, o pintor, foi morto. Regnault projetou aparelhos para um grande número de medições físicas e redeterminou cuidadosamente os calores específicos de muitos sólidos, líquidos e gases. Ele mostrou que dois gases não têm exatamente o mesmo coeficiente de expansão e provou que a lei de Boyle da elasticidade de um “gás perfeito” é apenas aproximadamente verdadeira para gases reais. Ao apresentar seu termômetro de ar, ele determinou a expansão absoluta do mercúrio. Ele também desenvolveu um higrômetro. Em 1853, em jantar oferecido por Thénard, Victor Regnault, assim como vários outros membros da Academia de Ciências, encoraja e parabeniza Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/12537530/victor_regnault/ Ref. https://www.britannica.com/biography/Henri-Victor-Regnault Michel-Eugène Chevreul 1786-1889 Químico francês. Membro da Academia de Ciências (1826). Chevreul elucidou a composição química das gorduras animais e cujas teorias da cor influenciaram as técnicas da pintura francesa. A pesquisa da Chevreul levou a melhorias e maior uniformidade de produto na indústria de sabão e a um novo tipo de vela. Em 1825 ele obteve uma patente para a preparação de velas de ácido esteárico a partir de gordura. As velas de Chevreul, ao contrário das velas de sebo amplamente utilizadas, eram duras, inodoras e emitiam uma luz brilhante. As velas comerciais de estearina surgiram em Paris na década de 1830 e rapidamente se tornaram as velas mais populares da França. O fruto dos seus estudos das cores foi De la loi du contraste simultané des couleurs (1839; The Laws of Contrast of Color ), o seu livro mais influente. Ele forneceu muitos exemplos de como as cores justapostas podem aumentar ou diminuir a intensidade umas das outras e descreveu muitas maneiras de produzir os efeitos de cor desejados, como pontos monocromáticos em massa. Para representar as cores por padrões definidos, ele reuniu todas as cores do espectro visível, relacionando-as entre si em um sistema circular, e também produziu escalas de milhares de tons. Ele aplicou suas descobertas a tapeçarias e tecidos Gobelin, papel de parede, horticultura, cartografia, impressão em cores, mosaicos e pintura. Na verdade, ele “escreveu o livro” para artistas, designers e decoradores. Esta obra, com traduções para o inglês e o alemão, tornou-se o manual de cores mais usado do século XIX. Em 1853, em jantar oferecido por Thénard, Chevreul, assim como vários outros membros da Academia de Ciências, encoraja e parabeniza Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/12109972/eugene_chevreul/ Mais informações: https://www.britannica.com/biography/Michel-Eugene-Chevreul Théophile-Jules Pelouze 1807-1867 Químico francês. Professor no Collège de France e na École Polytechnique. Pelouze era filho de Edmond Pelouze, cujos interesses em tecnologia industrial e invenção se refletiram em muitas publicações. Pelouze decidiu inicialmente seguir a carreira de farmacêutico e depois de servir como aprendiz em farmácias de La Fère e Paris, foi nomeado para estágio de farmácia hospitalar no Salpêtrière de Paris. Um encontro acidental com Joseph-Louis Gay-Lussac, cujo aluno e assistente de laboratório ele mais tarde se tornou, mudou o curso de sua vida. Pelouze, destemido pelas dificuldades financeiras, impressionou tanto Gay-Lussac com seu zelo e talento que Gay-Lussac se tornou patrono e amigo do jovem químico por toda a vida. Em 1830, Pelouze garantiu um cargo de professor de química em Lille e, pouco depois, competiu com sucesso pelo cargo de analisador na casa da moeda de Paris. Mais reconhecimento e sucesso vieram rapidamente: foi eleito para a Academia de Ciências (1837); ele ensinou e foi professor de química na École Polytechnique (1831-1846) e no Collège de France (1831-1850); foi membro do Conselho Municipal da Casa da Moeda de Paris (1848); foi membro do Conselho Municipal de Paris (1849); e ele sucedeu Gay-Lussac como químico consultor na fábrica de vidro da Saint-Gobain (1850). A partir de 1830, Pelouze rapidamente se estabeleceu como um notável químico analítico e experimental. Suas primeiras investigações incluíram estudos da salicina (1830), com Jules Gay-Lussac; beterraba sacarina (1831); fermentação (1831), com Frédéric Kuhlmann; conversão de ácido cianídrico em ácido fórmico; e decomposição do formato de amônio em ácido cianídrico e água (1831). Mais tarde, ele investigou o ácido pirogálico (1833); ácido etil fosfórico(1833); descobriu o cianeto de etilo (1834); e encontraram a fórmula correta para dinitrosulfito de potássio (1835). Em 1836, Pelouze e Liebig, com quem Pelouze havia trabalhado em Giessen, publicaram um longo livro de memórias tratando de várias substâncias orgânicas, incluindo a descoberta do éster enântico e do ácido correspondente. Digno de nota, também, foram a descoberta de nitrocelulose de Pelouze (1838); oxidação de borneol para obtenção de cânfora (1840); síntese de butirina (1843), com Amédée Gélis; produção de ácido glicerofosfórico (1845); trabalho sobre o curare (1850), com Claude Bernard ; e investigação do petróleo americano (1862-1864), com Auguste Cahours. Interessado principalmente em fatos empíricos, Pelouze era, infelizmente, indiferente às teorias químicas seminais de sua época. Em Paris, Pelouze fundou a escola de laboratório particular de química mais importante da França. Ele treinou muitos alunos e disponibilizou suas instalações de laboratório para a pesquisa pessoal de Claude Bernard e de outros químicos franceses e estrangeiros. Pelouze publicou pelo menos 90 artigos, sozinho ou com outros químicos eminentes. Em 1853, em jantar oferecido por Thénard, Chevreul, assim como vários outros membros da Academia de Ciências, encoraja e parabeniza Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/12529341/jules_pelouze/ Mais informações: https://www.encyclopedia.com/science/dictionaries-thesauruses-pictures-and-press-releases/pelouze-theophile-jules Eugène Melchior Péligot 1811-1890 Químico francês. Administrador da Monnaie de Paris. Professor de Química no Instituto Agronômico (Debré, 1995, p. 87). A vida de Péligot vida foi dedicada ao ensino de química. Foi considerado um mestre despretensioso e trabalhador incansável. Como conferencista era conhecido pelo seu método, a clareza de posição, a amplitude de suas opiniões e a simplicidade da dicção. Depois de completar seus estudos no Colégio de Henrique IV ingressou como "elevè ingénieur" na Ecole Centrale des Arts et Manufactures, em 1829. A influência das palestras de Jean-Baptiste Dumas, professor de química daquela escola, foi logo sentida por Péligot, sendo decisiva a partir dessa data. Dedicou-se inteiramente à química e mal havia saído da escola quando Dumas percebeu sua capacidade e o admitiu em seu laboratório. Suas primeiras pesquisas envolveram o estudo do composto cromo. Ele descobriu e descreveu o monóxido deste elemento sulfato, oxalato e cloreto, o dióxido de cromo e dicromato de cloreto de potássio. Em 1841, Peligot produziu urânio puro a partir do óxido de urânio. Naquela época, não se sabia que o urânio era radioativo. Na verdade, a radioatividade não foi descoberta até 1898. Em sua vida, Peligot pesquisou uma ampla gama de assuntos, entre eles açúcares e suas reações, cromo, urânio, ferro e seus sais, a composição e estrutura do vidro, o bicho-da-seda, fertilizantes e água potável. Ele foi o primeiro a preparar o urânio, estudar suas propriedades e determinar sua massa atômica. Juntamente com Dumas, isolou o álcool metílico da aguardente de madeira, estudou suas reações e introduziu o termo metileno na química. Ele descobriu trioxocloro cromato de potássio (sal de Peligot) e suas propriedades especiais. Ele mostrou que o vidro deve ser composto de uma mistura de silicatos em proporções indefinidas para evitar sua cristalização. Ele obteve o vidro dicroico pela adição de óxido de urânio. Em 1853, em jantar oferecido por Thénard, Peligot, assim como vários outros membros da Academia de Ciências, encoraja e parabeniza Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/12544505/eugene_peligot/ Mais informações: https://www.encyclopedia.com/science-and-technology/chemistry/compounds-and-elements/uranium Mais informações: https://pubs.acs.org/doi/pdf/10.1021/ja02125a012 Mais informações: http://www.revistas.unam.mx/index.php/req/article/view/64364 Louis Constant Prévost 1787-1856 Geólogo francês. Professor de Geologia da Faculdade de Ciências (Debré, 1995, p. 87). Depois de se decidir contra a carreira de advogado, a profissão de seu padrasto, Prévost estudou medicina, mas sob a influência de Cuvier e Brongniart se voltou para a geologia. Em 1830, Prévost foi um dos fundadores da Société Géologique de France (servindo como presidente em 1834, 1839 e 1851); e em 1831 foi nomeado, com o apoio de Cuvier, para uma nova cátedra de geologia na Sorbonne. No mesmo ano, ele acompanhou uma expedição oficial para estudar uma nova ilha vulcânica na Sicília. Retornando pela Itália, ele se convenceu, como Lyell, que os vulcões são formados apenas pelo acúmulo de material ejetado e não, como Leopold von Buch e seus seguidores sustentaram, pela elevação de baixo. Suas opiniões sobre sedimentação e vulcanismo o colocaram em uma posição pouco ortodoxa, especialmente dentro da geologia francesa. Em 1853, em jantar oferecido por Thénard, Prévost, assim como vários outros membros da Academia de Ciências, encoraja e parabeniza Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/10644776/louis_constant_prevost/ Mais informações: https://www.encyclopedia.com/science/dictionaries-thesauruses-pictures-and-press-releases/prevost-louis-constant Alexandre Antoine Brutus Bussy 1794-1882 Médico e farmacêutico francês. Membro da Academia de Medicina. Diretor da Escola de Farmácia (Debré, 1995, p. 87). Realizou seus estudos secundários no Lycée de Lyon aos 19 anos. Entrou na École Polytechnique. Junto com seus colegas de classe, participou da defesa de Paris contra os Aliados, após a queda de Napoleão. Ele lutou em Buttes-Chaumont e Vincennes, onde foi ligeiramente ferido pela lança de um cossaco. Desanimado com a mudança de regime político, abandonou a carreira que poderia ter seguido na École Polytechnique e aceitou um cargo em uma farmácia de Lyon, onde permaneceu por três anos. Em 1818 mudou-se para Paris para continuar os seus estudos e ocupou um cargo na farmácia de Félix Henri Boudet (1806-1878) e depois mudou-se para a de Pierre-Jean Robiquet (1780-1840), com quem colaborou em muitas das suas pesquisas, e tornou-se diretor do laboratório que Robiquet tinha em sua fábrica de produtos químicos e farmacêuticos. Em 1821, foi nomeado préparateur de chimie na École de Pharmacie de Paris; em 1823, após graduar-se como farmacêutico, foi nomeado professor adjunto e sete anos depois (1830) promovido a professor titular. Em 1844, assume a direção da escola (1844-1873), substituindo Edme Jean-Baptiste Bouillon-Lagrange (1764-1844). Ele permaneceu nesta posição até sua aposentadoria em 1873, quando foi nomeado directeur honorário da escola. Durante a sua administração foi responsável por uma reorganização fundamental do currículo. Ele adicionou cursos práticos aos teóricos no Departamento de Engenharia Química , uma novidade na França da época, contra muita oposição do meio acadêmico. Ele foi encarregado pela Assembleia da École de apresentar os resultados de uma escola prática. A prova original foi realizada em uma caverna, com turma de 20 alunos, divididos em dois anos, selecionados por concurso. Após sua aposentadoria, Bussy se ocupou dos planos de construção da nova École, sede da Enclos des Chartreux e também fundada no laboratório École para os jovens farmacêuticos que desejassem terminar seus estudos com uma tese, que seria publicada no Journal de Pharmacie. Infelizmente, ele não viveu o suficiente para ver os frutos de seus esforços: Bussy faleceu em Paris em 1º de fevereiro de 1882, com a idade de 88 anos. Sendo um homem muito simples, ele pediu que nenhum discurso fosse feito em seu funeral e nenhuma honra militar fosse paga. Bussy possuía uma capacidade incomum para o trabalho. Enquanto servia na École de Pharmacie, lecionou química no Athénée de Paris e na École de Commerce, e também começou os estudos na Faculté de Médicine de Paris, onde se formou em 1832. Em 1829 publicou um livro importante sobre a pureza das drogas, que foi o precursor das leis modernas de pureza de alimentos e drogas. Em 1853, em jantar oferecido por Thénard, Bussy, assim como vários outros membros da Academia de Ciências, encoraja e parabeniza Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/10673696/alexandre_antoine_brutus_bussy/ Mais informações: https://revista.cnic.cu/index.php/RevQuim/article/view/473/395 Henri-Marie Bouley 1814-1885 Veterinário francês. Professor de patologia cirúrgica, inspetor de escolas veterinárias. Foi um dos principais autores da legislação sobre saúde animal. Membro da Academia de Medicina (em 1855) e da Academia de Ciências (em 1868). Nasceu em Paris em 17 de maio de 1814. Eleito correspondente estrangeiro em 8 de maio de 1852 (seção sexta). Sócio honorário estrangeiro em 26 de outubro de 1867 (seção sexta). Professor da Escola de Veterinária de Alfort, Inspetor Geral das Escolas de Veterinária. Especialidades: patologia cirúrgica e medicina operatória. Henri Bouley foi laureado da École d'Alfort em 1836, chefe do serviço hospitalar em 1837, professor assistente em 1839, professor catedrático em 1845 e nomeado inspetor geral das escolas veterinárias imperiais em 1866. Foi professor de teoria da cirurgia de patologia, manual de operação, acessórios e terapia. Ele também ensinou clínica médica e cirúrgica. É membro titular da Academia Imperial de Medicina, honorário da Sociedade de Biologia, honorário da Sociedade Imperial de Cirurgia, titular da Sociedade Antropológica, da Comissão de Higiene Equestre estabelecida no Ministério da Guerra, comitê de higiene e saneamento no Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. Ele estava encarregado de várias missões científicas e foi o autor de inúmeras publicações. Cirurgião veterinário, inicialmente muito crítico da tese da origem microbiana das doenças contagiosas, ele rapidamente se tornou um defensor vigoroso de Pasteur antes mesmo da experiência de Pouilly-le-Fort. As medidas sanitárias prescritas por sua iniciativa permitem, ao travar o avanço das mais terríveis epizootias, proteger os agricultores franceses das calamidades que afligem ao mesmo tempo a maior parte das outras nações da Europa. Foi um dos mais fiéis apoios de Pasteur na Academia de Ciências. Bouley falece no mesmo dia que Louise Pelletier, terceira paciente tratada por Pasteur devido à hidrofobia (Debré, 1995, p. 495). Ref. https://data.bnf.fr/en/12159571/henri_bouley/ Ref. http://www.armb.be/index.php?id=1813 Mais informações: http://cths.fr/an/savant.php?id=651# Mais informações: http://www.armb.be/index.php?id=1813 Henri Hureau de Sénarmont 1808-1862 Mineralogista e físico francês. Professor de mineralogia na École des mines e de física na École polytechnique. Membro da Academia de Ciências (eleito em 1852). Sénarmont foi um renomado mineralogista francês do século XIX que se tornou o engenheiro-chefe das minas. Foi professor de mineralogia e diretor de estudos na École des Mines de Paris, destacando-se especialmente por suas pesquisas sobre polarização e estudos sobre a formação artificial de minerais. Ele também contribuiu para o Geological Survey of France, preparando mapas e ensaios geológicos. Talvez a contribuição mais significativa feita por de Sénarmont para a óptica foi o compensador de retardamento de luz polarizada que leva seu nome. A pedido de Sénarmont, nenhum obituário apareceu após sua morte; portanto, pouco se sabe de sua vida privada. Ele era filho de Amèdeè Hureau Sènarmont, um proprietário de terras em Badonville, na comuna de Brouè, e de Amèlie Rey. Depois de frequentar o Collège Rollin e o Collège Charlemangne em Paris, ele ingressou na École Polytechnique em 1826. Três anos depois, ingressou na administração estatal de mineração como eleve-ingenieur. Nesta posição, ele visitou (1831) o arsenal em Toulouse e foi designado para as siderúrgicas em Rive-de-Gier e LeCreusot. Em 1833 trabalhou temporariamente com o engenheiro Conte, que desempenhava funções especiais na bacia de Autun. Em 1835 tornou-se engenheiro de minas. O trabalho de Sénarmont o trouxe para Nantes e Angers em 1835-1836. No verão do último ano, ele foi designado para preparar mapas geológicos de Aube e Seine-et-Oise. (Seine-et-Marne foi adicionado em 1837, e o mapa de Aube foi cancelado em 1839.) Em 1843 ele publicou Sur la geologie des departements de Seine-et-Oise et Seine-et-Marne , que apareceu em duas seções do ano seguinte. De 1840 a 1847, Sénarmont se dedicou à inspeção de motores a vapor no departamento de Sena. Foi promovido a engenheiro de minas de primeira classe em 1841 e depois, em 1848, a engenheiro-chefe adjunto. Em 1847 foi nomeado examinador na École Polytechnique; mas no mesmo ano ele foi transferido para a École des Mines, onde recebeu a cadeira de mineralogia. Em 1849, Sénarmont juntou-se à redação dos Annales des mines. Mais tarde, ele foi nomeado reitor de estudantes, bibliotecário e secretário do conselho na École des Mines. Em 1852, após a morte de Beudant, Sénarmont tornou-se membro da seção de mineralogia como vice-presidente em 1858 e como presidente em 1859. Em 1854 ele se tornou editor dos Annales de chimie et de Physiquee manteve este cargo até sua morte. Ele também recebeu a cadeira de física na École Polytechnique (1856-1862). Ref. https://data.bnf.fr/en/12109887/henri_de_senarmont/ Mais informações: https://www.encyclopedia.com/science/dictionaries-thesauruses-pictures-and-press-releases/senarmont-henri-hureau-de Mais informações: https://www.cambridge.org/core/journals/microscopy-today/article/pioneers-in-optics-henri-hureau-de-senarmont/3A15C8B879A1F0E542CA5A957F2855FF Próximo Grupo
- Instituto Pasteur | Pasteur Brasil
Voltar para os Grupos Instituto Pasteur Edmond Jurien de la Gravière 1812-1892 Natural de Brest, França, Edmond Gravière exerceu grandes comandos marítimos, foi vice-almirante em 1862 e ajudante-de-ordens de Napoleão III em 1864; em 1871, diretor de mapas e plantas do Ministério da Marinha; nomeado Grã-Cruz da Legião de Honra em 1876. Colaborador da Revue des Deux Mondes, publicou trabalhos na marinha e foi nomeado membro da Académie des Sciences em 1866 e da Academia Francesa (eleito em 1888). Gravière exerceu grandes comandos marítimos, foi vice-almirante em 1862 e ajudante-de-ordens de Napoleão III em 1864; em 1871, diretor de mapas e plantas do Ministério da Marinha; nomeado Grã-Cruz da Legião de Honra em 1876. Colaborador da Revue des Deux Mondes, publicou trabalhos na marinha e foi nomeado membro da Académie des Sciences em 1866. Eleito para a Académie Française em 26 de janeiro de 1888 para substituir o Barão Charles de Viel-Castel, foi recebido por Charles de Mazade em 24 de janeiro de 1889. Pasteur recusa o dinheiro do estado e da cidade de Paris para ter a certeza de o Instituto Pasteur ser independente. Para financiar este projeto, uma subscrição é aberta e um comitê é criado, dirigido por Edmond Jurien de La Gravière. "O almirante Jurien de la Gravière, que preside a sessão, levanta-se e felicita o cientista, não mais em nome da Academia, ele diz, mas em nome da humanidade inteira" (Debré, 1995, p. 513-514). Ref. https://data.bnf.fr/fr/12137851/edmond_jurien_de_la_graviere/ Ref. http://www.academie-francaise.fr/les-immortels/edmond-jurien-de-la-graviere Léonel-Antoine Mouchet de Battefort Laubespin 1810-1896 O Conde Léonel de Laubespin era natural da mesma região da França que Pasteur. Foi Senador de Nièvre (1888-1896), Cavaleiro da Legião de Honra. Laubespin, político e filantropo do Jura, destina espontaneamente 40.000 francos ao Instituto Pasteur. Ele havia perdido seu único filho na infância. Queria mostrar seu apoio a Pasteur, quem ele admirou, nos últimos anos de sua vida ( Lima; Marchand, 2005, p. 41; Debré, 1995, p. 513 ). A cerimônia de inauguração foi realizada na biblioteca do Instituto Pasteur, que havia sido transformada em sala de recepção para a ocasião, completa com um pódio cercado por bustos de mármore dos principais doadores. Na sala dos principais doadores, lado a lado, estão Dom Pedro do Brasil e a senhora Boucicaut, o barão Rothschild e o czar da Rússia, sem esquecer aquele que foi o primeiro benfeitor do Instituto, o conde de Laubespin (Debré, 1995, p. 520). Ref. https://data.bnf.fr/de/17050670/leonel_de_laubespin/ Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/130-years-ago-institut-pasteur-opened-its-doors-first-time Ref. Marchand, Marie-Hélène. The Story of the Pasteur Institute and Its Contributions to Global Health. 2018, p. 16-18. Dom Pedro II 1825-1891 *Ver a microbiografia de Dom Pedro II no grupo Políticos. O imperador brasileiro ajudou na fundação do Instituto Pasteur. Anos antes, em uma reunião da Académie des Sciences, Dom Pedro II manifestou preocupação com a febre amarela no Brasil. Em busca de entender as causas da doença, iniciou contato com Louis Pasteur. Do interesse científico nasceu uma admiração, que o levou a subscrever e financiar a inauguração da entidade, que foi pioneira no mundo na pesquisa de doenças infecciosas. O Imperador Dom Pedro II doa 1.000 francos (Debré, 1995, p. 514; ; Lima; Marchand, 2005, p. 41-42 ). A cerimônia de inauguração foi realizada na biblioteca do Instituto Pasteur, que havia sido transformada em sala de recepção para a ocasião, completa com um pódio cercado por bustos de mármore dos principais doadores. Na sala dos principais doadores, lado a lado, estão Dom Pedro do Brasil e a senhora Boucicaut, o barão Rothschild e o czar da Rússia, sem esquecer aquele que foi o primeiro benfeitor do Instituto, o conde de Laubespin (Debré, 1995, p. 520). Ref. https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Historia/noticia/2020/09/como-dom-pedro-ii-ajudou-desenvolver-ciencia-no-brasil-e-no-mundo.html Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/130-years-ago-institut-pasteur-opened-its-doors-first-time Alexander III 1845-1894 Imperador da Rússia de 1881 a 1894. Alexander III foi oponente do governo representativo e defensor do nacionalismo russo. Ele adotou programas, baseados nos conceitos de ortodoxia, autocracia e narodnost (uma crença no povo russo), que incluíam a russificação das minorias nacionais no Império Russo, bem como a perseguição aos grupos religiosos não ortodoxos. Alexander III, czar da Rússia, natural de São Petersburgo, doa quase 98.000 francos para a criação do Instituto (Debré, 1995, p. 514; Lima; Marchand, 2005, p. 41-42). A cerimônia de inauguração foi realizada na biblioteca do Instituto Pasteur, que havia sido transformada em sala de recepção para a ocasião, completa com um pódio cercado por bustos de mármore dos principais doadores. Na sala dos principais doadores, lado a lado, estão Dom Pedro do Brasil e a senhora Boucicaut, o barão Rothschild e o czar da Rússia, sem esquecer aquele que foi o primeiro benfeitor do Instituto, o conde de Laubespin (Debré, 1995, p. 520). Ref. https://www.britannica.com/biography/Alexander-III-emperor-of-Russia Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/130-years-ago-institut-pasteur-opened-its-doors-first-time Mais informações: https://www.alexanderpalace.org/palace/alexbio.php Mais informações: https://www.newworldencyclopedia.org/entry/Alexander_III_of_Russia Marguerite Boucicaut 1816-1887 Empresária e benfeitora francesa. Proprietária do Bon Marché. Madame Boucicaut participou da criação e prosperidade da primeira loja de departamentos, Au Bon Marché , em Paris. Ela se tornou uma filantropa mais tarde na vida. Para juntar a quantia necessária, muitas vezes Pasteur vai pessoalmente de porta em porta. Uma delas é a da Madame Boucicaut. Pasteur se surpreende com a doação da quantia de 250.000 de francos (Lima; Marchand, 2005, p. 41-42). A cerimônia de inauguração foi realizada na biblioteca do Instituto Pasteur, que havia sido transformada em sala de recepção para a ocasião, completa com um pódio cercado por bustos de mármore dos principais doadores. Na sala dos principais doadores, lado a lado, estão Dom Pedro do Brasil e a senhora Boucicaut, o barão Rothschild e o czar da Rússia, sem esquecer aquele que foi o primeiro benfeitor do Instituto, o conde de Laubespin (Debré, 1995, p. 520). Ref. https://data.bnf.fr/fr/12459891/marguerite_boucicaut/ Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/130-years-ago-institut-pasteur-opened-its-doors-first-time Alphonse James de Rothschild 1827-1905 Alphonse James Rothschild foi um financista francês, filantropo, membro da família de banqueiros Rothschild da França. Rothschild contribui para o Instituto Pasteur. A cerimônia de inauguração foi realizada na biblioteca do Instituto Pasteur, que havia sido transformada em sala de recepção para a ocasião, completa com um pódio cercado por bustos de mármore dos principais doadores. Na sala dos principais doadores, lado a lado, estão Dom Pedro do Brasil e a senhora Boucicaut, o barão Rothschild e o czar da Rússia, sem esquecer aquele que foi o primeiro benfeitor do Instituto, o conde de Laubespin (Debré, 1995, p. 520). Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/130-years-ago-institut-pasteur-opened-its-doors-first-time Mais informações: https://family.rothschildarchive.org/people/47-mayer-alphonse-alphonse-de-rothschild-1827-1905 Cécile Furtado-Heine 1821-1896 Filantropa francesa. Mlle Cécile Charlotte Furtado era filha de Elie Furtado, o rabino-chefe de Bayonne, e Rose Fould, filha de Beer Léon Fould, banqueiro e prefeito de Rocquencourt. Casou-se em 1838 com Charles Heine (1810-1865), descendente de uma rica dinastia de banqueiros e primo-irmão do poeta Heinrich (Henri) Heine (1797-1856). Mme Furtado-Heine era conhecida principalmente por sua filantropia nas áreas da medicina, educação e religião. Durante a guerra franco-prussiana de 1870-71, ela apoiou a Cruz Vermelha e os serviços de ambulância; e em 1895 ela deixou sua villa em Nice como um hospital e sanatório para soldados feridos e convalescentes. Em 1884, ela fundou e doou um orfanato no 14º Arrondissement na rua, que foi renomeado Rue Furtado-Heine em sua homenagem após sua morte, bem como estabelecimentos infantis semelhantes em Bayone e Montrouge. Ela foi uma doadora generosa para o Instituto Pasteur, e seu busto comemorativo ainda adorna os corredores do Instituto. Mme Furtado-Heine também contribuiu generosamente para numerosas instituições de caridade judaicas e organizações benevolentes; e apoiou financeiramente a construção de novas sinagogas na França e na Bélgica. Seus esforços de caridade e filantropia foram reconhecidos pelo Governo da França e, em 1896, ela se tornou a oficial da Legião de Honra, uma distinção muito rara para uma mulher no século XIX. A cerimônia de inauguração foi realizada na biblioteca do Instituto Pasteur, que havia sido transformada em sala de recepção para a ocasião, completa com um pódio cercado por bustos de mármore dos principais doadores. Ref. https://franzxaverwinterhalter.wordpress.com/2013/04/06/cecile-furtado-heine-biographical-note/ Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/130-years-ago-institut-pasteur-opened-its-doors-first-time Jules Lebaudy 1826-1892 Francesa. Proprietária de grande número de edifícios. A família Lebaudy inclui um grupo de personalidades francesas que construíram uma grande fortuna no refino de açúcar no século XIX, o que teve repercussões no mundo das finanças e da política entre 1860 e 1950. A sociedade civil "Groupe des maisons ouvrières" foi fundada em 31 de outubro de 1899 e reconhecida como fundação de utilidade pública em 22 de março de 1906. Objetivo: fornecer moradias populares em Paris e nos subúrbios. 1170 unidades habitacionais foram construídas até 1913, tornando o Groupe des Maisons Ouvrières (GMO) o principal construtor de habitação social antes da guerra. Alguns anos depois, pouco antes da morte de Pasteur, a senhora Jules Lebaudy se oferece para comprar as propriedades de frente ao Instituto Pasteur para criar um hospital, onde Albert Calmette organizará uma unidade para tuberculose (Debré, 1995, p. 520). Ref. https://data.bnf.fr/fr/12323022/fondation_de_madame_jules_lebaudy/ Ref. https://phototheque.pasteur.fr/birt_viewer/run?__format=pdf&__report=reports/orphea/f_getmetadata.rptdesign&__resourceFolder=https://phototheque.pasteur.fr/birt_viewer/ressources/orphea/&Title=Madame+Lebaudy&__locale=fr_FR&gw_url=https://phototheque.pasteur.fr/dotgateway/index.pgi&callfrom=frontoffice&function=f_getmetadata&cache_ref=28109b750afb71c95a252b4951b1ca38&function1=f_getassetsurl&cache_ref1=9d79eed5a812a5715f835f9076265316&logo_file=https://phototheque.pasteur.fr/images/header-logo.png Mais informações: https://www.fondationlebaudy.fr/ Clara de Hirsh 1833-1899 Baronesa belga. Quando jovem, a Baronesa Clara de Hirsch (nascida Bischoffsheim, nascida na Antuérpia, 13 de junho de 1833; faleceu em Paris em 1 de abril de 1899) auxiliou seu pai em seu trabalho, tornando-se conhecedora de negócios, legislativos e assuntos filantrópicos. Após seu casamento com o Barão Maurice de Hirsch em 1855, ela guiou seus interesses para a filantropia e, especificamente, para ajudar os pobres, perseguidos e oprimidos de seus correligionários. Designada como sua única administradora, ela distribuiu quinze milhões de dólares em caridade para organizações ao redor do mundo após sua morte. A Baronesa Clara de Hirsh também doou quantias para a construção de um prédio destinado aos laboratórios de química (Lima; Marchand, 2005, p. 43). Quando Duclaux sucede a Pasteur no Instituto Pasteur, empreende a construção de um prédio destinado aos laboratórios de química, graças aos donativos da baronesa Hirsh (Debré, 1995, p. 520). Ref. https://jwa.org/encyclopedia/article/clara-de-hirsch-home-for-working-girls Bessie Wallis Warfield 1896-1986 Socialite americana que se tornou a esposa do Príncipe Edward, duque de Windsor (Eduardo VIII), após este último ter abdicado do trono britânico para se casar com ela. Em 1986, a Duquesa de Windsor, casada com o rei Eduardo VIII (Inglaterra – que renunciou ao trono), designou o Instituto Pasteur como seu herdeiro universal, reservando numerosas doações para seus empregados e diversas associações (Lima; Marchand, 2005, p. 43-44). Ref. https://www.britannica.com/biography/Wallis-Simpson Mais informações: https://www.biography.com/personality/wallis-simpson Daniel Iffla "Osiris" 1825-1907 Financista e filantropo francês. Pseudônimo de Daniel Iffla, alterado para Iffla-Osiris por decreto de 1861. Conhecido apenas pelo nome de Osíris. Daniel Iffla-Osiris nasceu em Bordeaux em 1825 em uma família judia local; seu avô se ofereceu para as forças armadas em 1791 e, depois de ter lutado como segundo-tenente nos Alpes e no cerco de Toulon, serviu com distinção nos Pireneus orientais durante a Batalha de Boulou. Osris era grande admirador de Pasteur, e doou todos os seus bens ao Instituto Pasteur, aproximadamente 80 milhões de euros. Esta doação permitiu ao Instituto Pasteur funcionar durante várias décadas e ampliar a área de seu terreno ( Lima; Marchand, 2005, p. 43-44 ). Foi um dos maiores filantropos do século XIX. Ao morrer em 1907, ele deixou para trás o maior legado já recebido pelo Instituto Pasteur. O pagamento do legado, o maior da história do Instituto Pasteur, representando um total de 36 milhões de francos ouro, foi supervisionado pelos executores, entre eles o ex-presidente francês Émile Loubet. Converter o valor na moeda moderna é um exercício hipotético, mas podemos estimar que equivale a aproximadamente € 130 milhões. Ele explicou em seu testamento: "Sempre tive um grande desejo de promover descobertas científicas que pudessem ajudar a aliviar o sofrimento dos outros, e por meio deste lego meu legado universal e responsabilidade por sua execução à memória do grande Pasteur, um dos mais maravilhosos e dignos representantes de meu país". A praça conhecida como "Place Daniel Iffla-Osiris", na junção do boulevard Haussmann com o boulevard des Italiens em Paris, foi inaugurada oficialmente em 27 de junho de 2018 em Paris. Ref. https://data.bnf.fr/fr/12558050/osiris/ Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/daniel-iffla-osiris-great-19th-century-philanthropist-and-institut-pasteur-s-most-generous-donor Mais informações: https://www.bordeaux.fr/p131210/daniel-iffla-dit-osiris Paola Marchetti ? A utora italiana de peças de teatro de sucesso para a televisão italiana. "Por gostar muito da França, onde se tratou, fez do Instituto Pasteur seu herdeiro universal e legou-lhe toda sua fortuna, de 50 milhões de francos, composta essencialmente de apartamentos em Roma. Como reconhecimento, e em sua homenagem, várias peças escritas por Paola Marchetti foram representadas por ocasião do Ano Pasteur (em 1995) em Roma e em Nápoles, mas também em Praga, Nova York, Buenos Aires e Sydney, cidades onde vivem importantes colônias italianas" ((Lima; Marchand, 2005, p. 45). Mais informações: http://www1.adnkronos.com/Archivio/AdnAgenzia/1994/12/16/Spettacolo/TEATRO-OMAGGIO-A-PAOLA-MARCHETTI_163000.php Félicien Brébant 1843-1907 Arquiteto francês. Félicien Brébant foi o arquiteto do Instituto Pasteur e recusou qualquer remuneração pelo seu trabalho (Debré, 1995, p. 523). Endereço aproximado de coordenadas GPS (latitude e longitude): 25 Rue du Docteur Roux 75015 Paris. Elementos protegidos: Os 1900 edifícios compreendendo nomeadamente o edifício da Direcção e os do hospital com estufa (cad. 15:02 CI 6): registo por decreto de 13 de Novembro de 1981 - O edifício de 1888, na sua totalidade, incluindo a cripta, a biblioteca e o museu (cad. 15:02 CJ 1): classificação por decreto de 13 de novembro de 1981. História: Estabelecimento de saúde construído em 1888 pelo arquiteto Félicien Brébant, financiado por uma assinatura pública inaugurada em 1886 após a descoberta da vacina por Louis Pasteur. O estudioso, falecido em 1895, está sepultado na cripta de uma capela funerária construída em 1895 pelo arquiteto Charles Girault e decorada com mosaicos de Luc-Olivier Merson. Em 1900, graças às doações da Baronesa Hirsch e Madame Lebaudy, novos edifícios foram erguidos: os escritórios da administração, uma estufa e um hospital, devido ao arquiteto M. -F. Martin, com leitos para 90 pacientes. Desde 1936, o apartamento de Pasteur e seu laboratório abrigam um museu. Períodos de construção: Século XIX, século XX. Arquiteto ou gerente de projeto: Brebant Félicien (arquiteto), Girault Charles (arquiteto), Merson Luc-Olivier (mosaicista), Martin M. -F. (arquiteto). Ref. https://monumentum.fr/institut-pasteur-pa00086655.html Ref. https://www.pop.culture.gouv.fr/notice/merimee/PA00086655 Ref. http://www.calames.abes.fr/pub/#details?id=Calames-2019181615482912 Marie Corelli (Mary Mackay) 1855-1924 Escritora inglesa de best-sellers. Corelli foi uma das mais bem sucedidas escritoras de sua geração, tendo vendido mais livros do que alguns de seus contemporâneos, como Arthur Conan Doyle, H. G. Wells e Rudyard Kipling. Seu primeiro livro, A Romance of Two Worlds (1886), tratou da experiência psíquica - um tema em muitos de seus romances posteriores. Seu primeiro grande sucesso foi Barrabás: Um Sonho da Tragédia do Mundo (1893), em que seu tratamento da Crucificação foi projetado para apelar ao gosto popular. The Sorrows of Satan (1895), também baseado em um tratamento melodramático de um tema religioso, teve uma voga ainda mais ampla. Ao longo de sua carreira de imenso sucesso, ela foi acusada de sentimentalismo e mau gosto. Mais tarde na vida, ela desempenhou um papel às vezes controverso nos esforços para preservar edifícios históricos em Stratford-upon-Avon. Marie Corelli, pseudônimo de Mary Mackay, em seu romance The Treasure of Heaven , refere: "Há um professor culto no Instituto Pasteur que declara que todos devemos viver até os cento e quarenta anos. Se ele estiver certo, você ainda é bastante jovem (p. 14)". Ref. https://www.gutenberg.org/files/18449/18449-h/18449-h.htm#CHAPTER_II) Ref. https://www.britannica.com/biography/Marie-Corelli Florence Nightingale 1820-1910 Florence Nightingale, conhecida como Lady with the Lamp, nasceu em Florença, Itália. Foi uma destacada enfermeira britânica, fundadora da enfermagem moderna. Criou a primeira Escola de Enfermagem da Inglaterra no Hospital Saint Thomas, em Londres. Recebeu a Ordem do Mérito, em 1901, durante a Era Vitoriana. Muitas vezes foi dito que Florence Nightingale se recusou a aceitar a "teoria dos germes", muito depois da descoberta de que as doenças são disseminadas por microorganismos, ou que alternativamente ela era "inconsistente" em sua atitude para com os germes. Após examinar objetivamente as evidências, o autor Hugh Small em seu livro Florence Nightingale, Avenging Angel mostra pela primeira vez que essas acusações contra Florence Nightingale não têm base em fatos. Repetidamente, em suas cartas e escritos, Nightingale estabelece a lei sobre esterilização de equipamentos usados em hospitais para matar germes. Uma versão comum do mito afirma que Nightingale "nunca" aceitou a teoria dos germes até sua morte em 1910. O suporte mais explícito e de alto nível que Nightingale deu à teoria dos germes foi em um capítulo escrito no final da década de 1870 para o Quain's Medical Dictionary, publicado pela primeira vez em 1882. Nightingale recomenda especificamente o uso de precauções anti-sépticas (o uso de produtos químicos contra os germes) . “Ter sempre refrigerante clorado para o enfermeiro lavar as mãos, principalmente depois de curar ou cuidar de um caso suspeito. Pode destruir os germes à custa da cutícula, mas se tirar a cutícula, deve fazer mal para os germes”. Quando ela começou a ouvir sobre os métodos assépticos (excluindo germes em vez de matá-los com produtos químicos), que estavam tornando os métodos anti-sépticos obsoletos, ela se tornou uma grande entusiasta da assepsia. Ellen Ekblom, Irmã Cirúrgica Chefe do Hospital Cirúrgico Helsingfors, na Finlândia, contou a Nightingale em 1896 sobre os métodos assépticos usados naquele hospital, incluindo a fervura de cotonetes em papel absorvente que a enfermeira abriu sem tocar no cotonete, aquecendo cateteres a 120 graus, etc. Nightingale disse "Eu gostaria de ter sabido disso quando escrevemos para Quain". Em Quain, ela recomendou desinfetar cateteres com anti-séptico, usando ácido carbólico. Ref. http://www.florence-nightingale-avenging-angel.co.uk/Germs.htm Alguns dos críticos de Lister argumentaram que boa higiene e limpeza eram tudo o que era necessário para controlar a infecção, e que o elaborado sistema anti-sepsia de Lister era simplesmente outra forma de saneamento. Lister respondeu produzindo evidências estatísticas de suas enfermarias na enfermaria de Glasgow para demonstrar a eficácia do sistema de antissepsia, mas seus dados eram limitados e não conseguiram convencer muitos de seus críticos. A maioria dos cirurgiões preferia esperar até que houvesse evidências mais fortes para a teoria do germe e a antissepsia antes de se comprometer. Mas uma pessoa que convenceu os administradores do hospital sobre a importância da prevenção de infecções hospitalares foi Florence Nightingale. Ela usou evidências estatísticas com base nos dados que reuniu em hospitais de hospitais militares durante a Guerra da Crimeia para demonstrar que as infecções, e não os ferimentos de guerra, eram as maiores causas de morte de soldados em hospitais do exército. Quando Nightingale retornou à Grã-Bretanha, ela colaborou com o epidemiologista William Farr na preparação de estatísticas hospitalares para seu livro Notes on Hospitals (1859). Como muitos médicos da época, Nightingale acreditava na visão tradicional de que os miasmas (ar ruim), e não os germes, propagam a infecção. Sua campanha foi baseada em evidências empíricas ao invés de provas científicas. No entanto, sua campanha para limpar hospitais melhorou os padrões de cuidado e higiene e resultou em menos mortes por infecção. Ela também montou uma escola de treinamento em Londres, onde enfermeiras eram instruídas sobre os princípios da boa higiene. Ref. https://www.sciencemuseum.org.uk/objects-and-stories/medicine/hospital-infection) Ref. Florence Nightingale - Royal Statistical Society - https://rss.onlinelibrary.wiley.com Nightingale de fato mudou para a teoria dos germes em 1884 ou 1885, embora continuasse a enfatizar a prevenção por meio de medidas rigorosas de limpeza e 'assepsia' em vez de 'antissepsia'. O que a convenceu foi a demonstração de Robert Koch em 1883 do bacilo da cólera como a causa da cólera. Mais informações: https://www.britannica.com/biography/Florence-Nightingale Ref. https://cwfn.uoguelph.ca/short-papers-excerpts/nightingale-100-years-on Mary Fairfax Grieg Somerville 1780-1872 Escritora e divulgadora científica, matemática e astrônoma inglesa. Mary Somerville foi estudante voraz e autodidata, defensora da educação das mulheres e do sufrágio feminino, contrariando os valores da família e da época. Em 1816, mudou-se para Londres, onde manteve contato com importantes cientistas e matemáticos. Em 1827, apresentou o paper “As propriedades magnéticas dos raios violetas do espectro solar para a Royal Society. Traduziu para o inglês a obra Traité Mécanique Céleste (Tratado de Mecânica Celeste) de Pierre Simon Laplace (1749–1827) e popularizou a sua edição (1831) sob o título The Mechanism of the Heavens (O Mecanismo dos Céus). Em 1834, publicou The Connection of the Physical Sciences (A Conexão das Ciências Físicas). Em 1835, foi eleita, junto com Caroline Herschel, membro honorário da Sociedade Real Astronômica, sendo as primeiras mulheres a receberem tal distinção. Em 1848, publicou Physical Geography (Geografia Física - 1848), utilizado como livro didático nas escolas e universidades até início do século XX. Em 1869, publicou Molecular and Microscopic Science (Ciência Molecular e Microscópica) aos 89 anos de idade. Nesse mesmo ano, completou a autobiografia, da qual partes foram publicadas postumamente por sua filha Martha (Lavor, 2015, p. 252). Em sua obra "On Molecular and Microscope Science", Mary Somerville se refere às pesquisas de Pasteur, cujos trechos são indicados a seguir, em tradução livre: "Os fermentos podem ser formados no mosto da cerveja, nas soluções de uva e cana-de-açúcar, no suco de groselhas, groselhas, etc., por meio dos esporos submersos do Uredines segetum e Rosæ, de Ascophora elegans, Mucor Mucedo, Periconia hyalina e outros. Há trocas ativas acontecendo continuamente entre o conteúdo do glóbulos de fermentos e do líquido exterior, portanto, uma ação química contínua. Os experimentos de M. Pasteur sobre a nutrição dos Mucedines coincidem com o observações de outros em mostrar que essas plantas são a origem de toda fermentação apropriadamente assim chamado" (Somerville, Mary. On Molecular and Microscope Science, volume the fist, p. 150). "M. Pasteur, Diretor da Escola Normal de Paris, em uma série de palestras publicadas em o ‘Comptes Rendus’, não só provou que a atmosfera é abundante em esporos de fungos e bolores criptogâmicos, mas com infusórios na forma de mônadas globulares, o Bactérias e vibrios, que são como pequenos bastonetes redondos em suas extremidades e extremamente ativo. As Bacteria mona e especialmente as Bacteria terma são excessivamente numerosas. Esses seres minúsculos são os principais agentes na decomposição da matéria orgânica" (Somerville, Mary. On Molecular and Microscope Science, volume the second, p. 45). Ref. http://www.gutenberg.org/files/55886/55886-h/55886-h.htm Ref. http://www.gutenberg.org/files/57566/57566-h/57566-h.htm Próximo Grupo
- Instituto Pasteur | Pasteur Brasil
Instituto Pasteur Devido ao grande volume de pacientes que procuram Pasteur e sua equipe no laboratório da Rua Ulm, Pasteur decide fazer um centro de cuidados independente da École Normale, e diz: “Minha intenção é fundar em Paris um estabelecimento-modelo sem precisar recorrer ao Estado, com a ajuda de donativos e subscrições internacionais” Diz também que será necessário formar neste estabelecimento em Paris jovens cientistas que levarão o método a países longínquos (Debré, 1995, p. 513 ). Pasteur recusa o dinheiro do estado e da cidade de Paris para ter a certeza de ser independente. O próprio Pasteur doa a quantia considerável de 100.000 francos. Émile Duclaux é quem encontra o terreno ideal: 11 mil metros quadrados. A dúvida paira para o nome deste centro de tratamento anti-rábico. A discussão começa com a mediação de Grancher. Escolhem Instituto (assim como o Instituto da França). Pasteur não quer que seu nome seja usado. No entanto, seus discípulos não pensam assim e acabam vencendo: o nome será Instituto Pasteur (Debré, 1995, p. 517). O primeiro passo do Instituto Pasteur é criado em 1887, por Émile Duclaux em comum acordo com Pasteur: uma revista mensal, os Annales de I´Institute Pasteur, uma revista independente. Ao longo do tempo, este periódico vai modificar a higiene pública e a política de saúde. Três meses depois é a vez de Grancher fundar uma revista especializada, o Bulletin Médical, que vai responder a cada golpe dos ataques insistentes a Pasteur. Os estatutos definitivos do Instituto Pasteur deixam claro se tratar de um estabelecimento científico autônomo, dotado de personalidade civil, com uma tripla missão: tratamento, centro de pesquisas e unidade de ensino superior. É encabeçado por um diretor assistido por um conselho de 12 membros, com uma assembleia de 30 membros, com renovação trienal do conselho (Debré, 1995, p. 518). Por decreto do presidente da França da época, Jules Grévy, o Instituto Pasteur é reconhecido de utilidade pública. A inauguração ocorre em 14 de novembro de 1888. 1.200 convites foram entregues. Muitas personalidades, dentre elas políticos de várias partes do mundo, estão presentes, por exemplo: Conde de Ormesson, Príncipe Roland Bonaparte, Henri Wallon, Victor Duruy, Duque de Broglie, Peyron, Poubelle, Savorgnan de Brazza, embaixadores de Itália, Turquia e Brasil, Sadi Carnot, Charles Floquet, Jules Viette, Édouard Lockroy. Doações e generosidade pública foram a base sobre a qual o Instituto Pasteur foi construído. A demonstração de generosidade na França e em todo o mundo foi sem precedentes. Na cerimónia de inauguração do Instituto Pasteur em 1888, o cientista declarou: “E aqui o vemos terminado, este grande edifício do qual se pode verdadeiramente dizer que não há uma única pedra que não seja o sinal material de um pensamento generoso. Todas as virtudes têm prestado homenagem para a construção desta morada de labuta". O discurso é lido pelo filho de Pasteur, Jean-Baptiste, pois ele havia sofrido o segundo e terceiro AVC, que o deixou coma fala fraca e embaralhada. Modestamente, Pasteur relembra que seu nome está inscrito na porta do Instituto contra sua vontade: "Minhas objeções persistem contra um título que reserva a um homem a homenagem de uma doutrina" (Debré, 1995, p. 523). Na fala por meio do filho, Pasteur defende o ensino e a pesquisa: "Cultivem o espírito crítico, Se deixado de lado, ele não desperta ideias, nem estimula a grandes coisas, Sem ele, nada tem valor. Ele tem sempre a última palavra. Isso que lhes peço é o que, por sua vez, vocês devem pedir aos discípulos que vão formar, é o que há de mais difícil para o inventor. Acreditar que se encontrou um fato científico importante, sentir um desejo ardente de anunciá-lo, e ser obrigado durante dias, sema nas e até mesmo durante anos a combater a si próprio, esforçando-se para desmentir suas próprias experiências e só proclamar sua descoberta quando se esgotaram todas as hipóteses contrárias, sim, é uma tarefa árdua. Porém, quando depois de tantos esforços chega-se, finalmente, à certeza, sentimos uma das maiores alegrias que a alma humana pode experimentar... (Debré, 1995, p. 523). Fora da França, o 1º Instituto Pasteur foi estabelecido por Albert Calmette em Saigon (1891) para administrar vacinas contra a raiva e a varíola. Vários outros foram estabelecidos na Ásia, como o fundado por Alexandre Yersin em 1895 em Nha Trang – Vietnã (na época, Indochina) e em Hanói em 1925. Muitos também foram estabelecidos na África. Primeiramente no Norte da África com um instituto inicial estabelecido em Tunis em 1893 (Tunísia), seguido por outro em Argel em 1894 (na Argélia), e então em Tânger em 1910 e Casablanca em 1929 (em Marrocos). As populações doentes da África e Ásia foram as primeiras a se beneficiarem com os Institutos Pasteur ultramarinos (Debré, p. 537, 540, 543). Atualmente (ano base: 2018) o Instituto Pasteur tem 33 institutos-membro localizados em 26 países nos cinco continentes, com mais de 23.000 pesquisadores envolvidos. Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. DUBOS, René J. Louis Pasteur. Barcelona, Espanha: Grijalbo, 1967a. Ref. https://www.pasteur.fr/en/institut-pasteur/institut-pasteur-throughout-world/institut-pasteur-international-network Ref. https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/daniel-iffla-osiris-great-19th-century-philanthropist-and-institut-pasteur-s-most-generous-donor Foto da inauguração do Instituto Pasteur em Paris em 14 de novembro de 1888. Jornal da época com a manchete da inauguração. Inauguração em 1888. Louis Pasteur e seus colaboradores na Biblioteca do Instituto Pasteur. Discurso de Joseph Grancher na inauguração. Biblioteca do Instituto Pasteur em 1960. Galeria de bustos e quadros. Professores e alunos do curso técnico de microbiologia em 1895. Momento de vacinação. Fachada do Instituto Pasteur. Detalhe da fachada. Busto de Pasteur. Sinalização nas proximidades do Instituto Pasteur. Instituto Pasteur no mundo. 130 anos do Instituto Pasteur em 2018. Continue lendo a biografia
- Cristalografia | Pasteur Brasil
Cristalografia Aos 24 anos, Pasteur é designado professor-estagiário no laboratório do químico Antoine-Jérôme Balard (1802-1876), seu ex-professor, de personalidade simples e bem-humorada, que descobriu o bromo. Balard o apresenta ao experiente Auguste Laurent (1807-1853), que ajudou na fundação da química orgânica e trabalhava com a cristalografia. Pasteur começa suas investigações junto a este pesquisador de temperamento calmo, que o influenciará na formulação de hipóteses e teorias. No início do século XIX, a Mineralogia e a Cristalografia eram inseparáveis das pesquisas óticas que se desenvolviam a passos largos. O polarímetro era um dos principais instrumentos utilizados, permitindo observar as modificações angulares que a luz sofria ao passar pelos materiais. Dentre outras pesquisas, Pasteur vai se dedicar ao mistério do ácido tartárico, posto pelo químico alemão Eilhard Mitscherlich (1794-1863): porque dois produtos químicos aparentemente idênticos têm um efeito diferente na luz polarizada? Após observações meticulosas dos cristais, Pasteur conclui que só os produtos nascidos sob a influência da vida são assimétricos, isto porque o seu desenvolvimento preside forças cósmicas que também são assimétricas. Constata que a dissimetria é a principal linha de demarcação entre o mundo orgânico e o mundo mineral, ou seja, d emonstra que a dissimetria molecular é marca registrada dos seres vivos. Esta descoberta esclarece a característica central dos isômeros, ou seja, moléculas idênticas, porém que desviam a luz de modo contrário. Balard, que captou a importância destas conclusões, comunica-as a Jean-Baptiste Biot (1774-1862), que recebe Pasteur para uma entrevista e demonstração. Ao analisar o experimento, e visivelmente emocionado com o que via, Biot disse a Pasteur “Meu filho querido, em minha vida amei tanto as ciências que isso me faz disparar o coração” (Debré, 1995, p. 74). Desde seus primeiros trabalhos, Pasteur se referia constantemente a Biot, que agora tinha a felicidade de conhecer. Este astrônomo, matemático, físico e químico, com o passar do tempo, irá considerar Pasteur igual a um filho adotivo, tamanha a proximidade científica e afetiva entre os dois. Das críticas científicas aos conselhos mais pessoais, Biot desempenhou um papel ativo em toda a vida de Pasteur. Posteriormente, o filho de Pasteur receberá o nome deste amigo, que será também o padrinho da criança. Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. DUBOS, René. Pasteur e a Ciência Moderna. São Paulo, SP: Edart, 1967. PASTEUR VALLERY-RADOT, Louis. Images de la Vie et de l´ Œ uvre de Pasteur. Paris, França: Flammarion, 1956. PERROT, Annick; SCHWARTZ, Maxime. Louis Pasteur le Visionnaire. Paris, França: Éditions de la Martinière, 2017. Litografia de 1857 de Balard, químico francês. Descobriu o bromo aos 24 anos. Levava uma vida simples e estava sempre de bom humor. Foi professor de Pasteur na École Normale, que o convida a se tornar professor-estagiário em seu laboratório. Foi no laboratório de Balard que Pasteur, trabalhando com o ácido tartárico, descobre as formas dextrógiras e levógiras. Balard apresenta Pasteur a Auguste Laurent. Moeda em homenagem a Balard, químico francês descobridor do bromo. Auguste Laurent, químico. Ajudou na fundação da química orgânica. Seus trabalhos sobre cristalografia valeram-lhe a nomeação de correspondente da Academia de Ciências. De espírito muito original, Laurent reparou em Pasteur, e oferece que ele pesquise junto a ele. Pasteur gosta muito de trabalhar com este pesquisador de temperamento calmo, mas o trabalho dura poucos meses, pois Laurent se torna suplente de Dumas na Sorbonne. Polarímetro usado por Pasteur. Eilhard Mitscherlich, químico e físico alemão. Professor de química na Universidade de Berlim. Construiu o primeiro polarizador. Foi o primeiro a anunciar o mistério do ácido tartárico. Pasteur, na época um jovem químico recém-formado, se debruçou sobre este mistério colocado por Mitscherlich: porque 2 produtos químicos aparentemente idênticos tem um efeito diferente na luz polarizada? Cristalografia e Dessimetria Molecular. Jean-Baptiste Biot, astrônomo, matemático, físico e químico. Membro de 3 Academias (Ciências, Belle-Lettres, Francesa). Em 1804, Gay-Lussac subiu num balão de hidrogênio com Jean-Baptiste Biot para investigar o campo magnético da Terra a elevada altitude e a composição atmosférica. Atingiram uma altitude de 4000 metros. Moldes dos cristais. Carta de Pasteur a Biot sobre o ácido racêmico. Caderno de experiências de Pasteur e amostras de ácidos tartáricos. Continue lendo a biografia
- Beneméritos | Pasteur Brasil
Beneméritos Louis Pasteur teve seu pai como primeiro preceptor. O primeiro dicionário da família “Novo Vocabulário ou Dicionário Portátil da Língua Francesa com Pronúncia” foi publicado por Rolland e Rivoire em 1803. Jean-Joseph Pasteur ansiava pelo conhecimento e encorajava os estudos do filho. O pai de Louis tinha poucos amigos, mas eruditos, a exemplo de professores e o médico de Arbois, Dr. Dumont. Aos 9 anos, L. Pasteur é admitido no Collège d´Arbois (atualmente Lycée Pasteur). Seu primeiro mestre foi o jovem Etienne Renaud, apegado aos alunos e contador de seus atos heroicos durante as campanhas bonapartistas. Mais tarde, ao receber homenagens e prêmios, Pasteur sempre reconhecerá este primevo professor. Emmanuel Bousson de Mairet (1796-1871), literato e filósofo, foi o amigo que ajudou a família Pasteur a se instalar em Arbois. Este erudito local escreveu pelo menos 30 textos, dentre os quais, a história dos habitantes de Arbois, a batalha de Alésia de Júlio César, e uma tragédia sobre Joana d´Arc. Mairet foi professor no Collège d´Arbois, mas, acometido pela surdez, precisou se aposentar prematuramente. Torna-se tutor de Louis, ajudando-o a progredir consideravelmente nos estudos, inclusive em retórica, onde Pasteur amealha vários prêmios. No entanto, quem terá influência decisiva nos futuros estudos de Pasteur será o Sr. Romanet, diretor do Collège d´Arbois. Ele ajuda a desenvolver no jovem aluno a circunspecção e a motivação pelos estudos. Pasteur o admira e, ainda criança, o escuta enaltecer os benefícios da educação, descrevendo a instituição que seria digna às suas capacidades: a École Normale Supérieure em Paris. A proposta prática para viabilizar a ida do jovem a Paris provém do capitão Barbier. Este amigo do pai de Pasteur, proveniente de Arbois, é Oficial da Guarda Municipal de Paris, e é quem fala de uma instituição no Quartier Latin, onde se preparam os alunos para as Écoles, dirigida por uma pessoa também do Franco-Condado, o sr. Barbet. Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. PASTEUR VALLERY-RADOT, Louis. Images de la Vie et de l´ Œ uvre de Pasteur. Paris, França: Flammarion, 1956. Etienne Renaud foi o 1º professor em Arbois (escola primária). É um jovem e ardente professor que se apega aos alunos e sabe como diverti-los. Gostava de contar seus atos heroicos durante as campanhas bonapartistas. Mais tarde, na época das honras e dos discursos, Pasteur sempre citará, com reconhecimento, este professor que lhe deu suas primeiras aulas. Romanet era Diretor do Collège d´Arbois. Teve influência decisiva na carreira de Pasteur. Pasteur o escuta enaltecer os benefícios da educação e descrever o único lugar que lhe parece digno das capacidades que vê na criança Pasteur: a École Normale. O primeiro dicionário da família de Pasteur, “Novo Vocabulário ou Dicionário Portátil da Língua Francesa com Pronúncia”, foi publicado por Rolland e Rivoire em 1803. Jean-Joseph Pasteur ansiava pelo conhecimento e encorajava os estudos do filho, Louis Pasteur. Emmanuel Bousson de Mairet (1796-1871). Homem de letras e filósofo, amigo do pai de Louis. É autor de pelo menos 30 textos: história de Arbois, batalha de Alésia de Júlio César, tragédia sobre Joana d´Arc, dentre outros. Foi devido a ele que a família de Pasteur se instalou em Arbois. Foi professor no Collège d´Arbois, mas, vítima de surdez, teve de se aposentar prematuramente. Torna-se tutor de Louis, ajudando-o a progredir consideravelmente, inclusive em retórica, onde amealha vários prêmios. Barbet, dono do internato em Paris onde Pasteur vai aos 15 anos com Jules Vercel, e aos 17 com Chappuis se preparar para o concurso da École Normale. Barbet cortou pela metade as mensalidades dos jovens. Aconselhou-os e explicou o sistema de estudo. Aos 17 anos, Pasteur é recebido novamente neste internato. Logo, prontificou-se a dar aulas aos rapazes mais atrasados e conseguiu desconto de dois terços no valor da mensalidade. Depois de alguns meses, o Sr. Barbet resolveu isentá-lo de taxas. Lições elementares a Louis Pasteur na infância. Placa Rue du Collège Pasteur em Arbois. Lycée Pasteur. Placa em frente ao Collège Pasteur, onde o cientista estudou de 1831 a 1838. Vista interior do Collège Pasteur. Concours publics em 1832. Livro de Louis Pasteur sobre a história dos imperadores. Busto de Pasteur em praça de Arbois. Continue lendo a biografia
- Doenças do Bicho-da-Seda | Pasteur Brasil
Doenças do Bicho-da-Seda Em 1865, a pedido de Jean-Baptiste Dumas, Pasteur vai se dedicar às pesquisas do bicho-da-seda. Dumas era Ministro da Agricultura e Comércio e precisava redigir um relatório para o Senado sobre o flagelo que dizimava a indústria sericícola na França. Ele solicita, então, a cooperação de Pasteur para salvar a seda (Debré, 1995, p. 203). Pasteur inicialmente hesita. Entende que o objetivo da pesquisa é nobre, mas se sente embaraçado, pois nunca havia antes tocado em um bicho-da-seda. De todo modo, escreve que teria remorsos em recusar a proposta devido a toda bondade que Dumas já havia dispensado a ele, e se dispõe a enfrentar este desafio. Pasteur aceitou o pedido de Dumas, em parte por sua devoção ao mestre. É provável que ele também ansiava pela oportunidade de abordar o campo da patologia experimental, como sugere uma frase de sua carta de aceitação; "Pode ser que o problema ... se enquadre nos meus estudos atuais." Há muito ele previa que seu trabalho com fermentação teria consequências para o estudo dos processos fisiológicos e patológicos do homem e dos animais, mas sua falta de hábito com problemas biológicos foi reconhecida e a insistência de Dumas o ajudou a enfrentar uma experiência que tanto desejava como ele temia (Dubos, 1967a, p. 185). Serão 6 anos dedicados esta pesquisa. Além do sentimento de gratidão ao seu professor, há a possibilidade de salvar uma indústria importante da França, além de pesquisar a possível intervenção do micróbio em seres vivos . As doenças do bicho-da-seda permitirão Pasteur compreender as causas das epidemias. É dito que a lagarta é que o conduzirá ao homem. Pasteur, juntamente com o seu assistente Duclaux vai até a Sorbonne ter aulas com Claude Bernard. Toma notas, como na época da faculdade, mas não tem muito tempo para isso e opta por formar uma ideia pessoal sobre o assunto e segue viagem ao Gard (Debré, 1995, p. 209). Tem contato com Jean Henri Fabre, entomologista, chamado de Homero dos insetos, onde então pela primeira vez vê um casulo e o sacode perto do ouvido. Fabre fica maravilhado com a segurança de Pasteur que, mesmo sem conhecer o bicho-da-seda, chegava para reabilitá-lo (Debré, 1995, p. 210). Pasteur é criticado pelos sericicultores antes mesmo das primeiras verificações práticas e acham lamentável que o governo tenha confiado a um químico o cuidado de esclarecer uma doença tão misteriosa. Ele vai a Paris com algumas mariposas e crisálidas saudáveis e depois retorna a Alès acompanhado de dois ex-alunos que se tornaram seus assistentes, Désiré Gernez e Eugène Maillot. Mais tarde, Émile Duclaux e Jules Raulin vão também se juntar a eles. Eles se engajam durante vários meses neste projeto e se estabelecem em uma casa que servirá de moradia para todos e que também será transformada em laboratório. Eles viviam em comunidade nesta grande casa, mantida sempre limpa. O trabalho era duro. Levantam-se às 4h30 para observar as larvas e no local era preconizada a mais rigorosa higiene. Duclaux afirma que obviamente eles não eram a cabeça pensante, pois Pasteur guardava para si suas ideias e projetos. Porém, relata que eles acreditavam adivinhá-las e que isso era suficiente para que as milhares de observações microscópicas de todo dia se tornassem atraentes e despertassem interesse. Depois da morte da filha de Pasteur, Cécile, aos 12 anos, a esposa Marie e a filha mais nova, Marie-Louise, vão se juntar a Pasteur em Alès, e elas também participam do trabalho, realizando experiências microscópicas, acompanhamento das criações e colheita das folhas. O filho mais velho, Jean-Baptiste, fica em Paris para estudar. Pasteur introduz o microscópio entre os sericicultores de Alès, e afirma que o método é fácil, e até uma criança é capaz de fazer. Diz: “Há em meu laboratório uma menina pequena de 8 anos de idade que aprendeu a usá-lo sem dificuldade” (Dubos, 1967a, p. 188). Existem aqueles que se convencem e também os céticos que se recusam a aplicar o método e continuam a criticá-lo, preferindo usar outros remédios. A maioria dos jornais de agricultura prática divulgam relatórios, pareceres e testemunhos, a maioria favoráveis a Pasteur. Nesta mesma época, Pierre-Jacques-Antoine Béchamp era professor da Faculdade de Montpellier, e também estudou doenças do bicho-da-seda e, em 6 de junho de 1865, o mesmo dia em que Pasteur deixou Paris para Alès, fez uma comunicação à Société d Agricultura em Hérault, onde presumiu que a pebrina era parasita. Propôs uma remediação que, seja por serem de baixa eficácia, seja por serem mal aplicados, não surtiram efeito. Por muito tempo, Pasteur se opôs a Béchamp, considerando que a pebrina era constitucional e não parasitária e só depois de vários anos é que ele finalmente admitiu essa natureza parasitária. Diz-se que Pasteur ocultou a obra de Béchamp (Brunet, 2017, p. 147-148). Depois de alguns anos, a doença (pebrina) é esclarecida, porém, nem tudo estava resolvido. Depois, Pasteur percebe que havia uma segunda doença no bicho-da-seda, chamada flacidez. Duclaux e os outros colaboradores ficam entusiasmados para recomeçar a identificação e a prevenção da nova doença descoberta. Pasteur, de início está desencorajado. Duclaux escreve “éramos jovens e tínhamos confiança, não em nós, mas nele” (Debré, 1995, p. 227). Procurando por meios de prevenção, Pasteur observa a pequena filha Marie-Louise. Quando ela cria as larvas na lareira vazia da sala de jantar, ele nota que as criações estão sempre saudáveis e acha que é devido à saída de ar pelo duto, então aconselha ventilação (Debré, 1995, p. 232). Por outro lado, os comerciantes de sementes difundem notícias enganosas sobre os métodos de Pasteur para a prevenção das doenças do bicho-da-seda. O sogro de Pasteur demonstra preocupação e escreve a Marie: noticiaram por aqui que o pouco sucesso dos procedimentos de Pasteur causou comoção na população a ponto de obrigá-lo a deixar a cidade, agredido pelas pedras que os habitantes jogavam de todos os lados (Debré, 1995, p. 234). Pasteur escreve ao Ministro da Agricultura, Jean-Baptiste Dumas, em 1868: “... É próprio de todas as novas práticas uma dificuldade para se impor às pessoas interessadas e até inspirar, de início, a inveja de uns e a desconfiança de muitos”. Enquanto o debate sobre o método de sementagem prossegue no sul, Pasteur encontra em Paris um aliado especial: o marecham Vaillant, ministro da casa do Imperador e membro do Instituto da Sociedade Imperial e Central de Agricultura. Ele mesmo iniciou uma pequena criação de bicho-da-seda em seus escritórios, inspirada no sistema de Pasteur. Convencido de que se tratava de uma técnica eficaz e desejoso de que uma vez por todas fosse colocado um fim nas discussões, não só por causa de Pasteur, mas pela indústria, Vaillant tem a ideia de aplicar o processo em uma serigaria imperial. Devido às suas funções, dentre as quais a manutenção da produtividade das propriedades imperiais, Vaillant aplica o método no local e propõe a Pasteur a fiscalizar as experiências na Vila Vicentina. Como Pasteur estava em convalescença do 1º AVC, ainda enfraquecido, vai acompanhado da esposa e dos dois filhos. Neste período, reúne publicações, notas e documentos e dita a Marie, página por página, aquilo que se transformará em um grosso livro (Debré, 1995, p. 240-241). A colheita de casulos daquele ano é um sucesso, e Vaillant escreve ao imperador Napoleão III dizendo que ele está maravilhado e pensa recompensá-lo com uma cadeira no Senado, assim como fez com Dumas e Claude Bernard. O nome de Pasteur é indicado “pelos serviços prestados à ciência por meio de seus belos trabalhos”. A estada nesta propriedade imperial coroa, simbolicamente, um estudo empreendido pelo governo de Napoleão III, e por isso, ele dedica a publicação de seu trabalho à imperatriz Eugénia de Montijo, escrevendo “a imperatriz dignou-se a se interessar pelas minhas primeiras observações e convidou-me a continuá-la ao me dizer que a maior grandeza da ciência está em seus esforços para estender o círculo de suas aplicações benéficas. Fiz, então, Vossa Majestade, uma promessa que procurei cumprir durante cinco anos de perseverantes pesquisas” (Debré, 1995, p. 243). Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. DUBOS, René J. Louis Pasteur. Barcelona, Espanha: Grijalbo, 1967a. Banner da Expo Pasteur na fachada do Palais de la Découverte em Paris, França. Expo Pasteur no Palais de la Découverte em Paris, França. Personalidades envolvidas na resolução das doenças do bicho-da-seda. Imagem da Expo Pasteur no Palais de la Découverte em Paris, França. Em 1865, a pedido de Jean-Baptiste Dumas, Pasteur vai se dedicar às pesquisas do bicho-da-seda. Dumas era Ministro da Agricultura e Comércio e precisava redigir um relatório para o Senado sobre o flagelo que dizimava a indústria sericícola na França. Ele solicita, então, a cooperação de Pasteur para salvar a seda. Exposição sobre as doenças do bicho-da-seda no Instituto Pasteur de Lille, na França. Désiré Gernez. Eugène Maillot. Jules Raulin. Exposição sobre as doenças do bicho-da-seda no Instituto Pasteur de Lille, na França. Exposição sobre as doenças do bicho-da-seda no Instituto Pasteur de Lille, na França. Jean-Henri Fabre. Émile Duclaux. Exposição sobre as doenças do bicho-da-seda na Maison natale de Pasteur na cidade de Dole, França. Exposição sobre as doenças do bicho-da-seda na Maison natale de Pasteur na cidade de Dole, França. Marie e Louis Pasteur. Marie-Louise Pasteur. Continue lendo a biografia
- Equipe Extrafísica | Pasteur Brasil
Voltar para os Grupos Equipe Extrafísica Marco Antônio Ferreira de Almeida 1971- Médico pneumologista e conscienciólogo brasileiro, Marco Almeida n asceu no Rio de Janeiro, RJ, Brasil, em 30 de outubro de 1971. Formado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fez residência médica em Pneumologia na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), sendo membro da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Fez e specialização em Educação Médica na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), sendo preceptor da residência de Clínica Médica no Hospital Municipal Padre Germano Lauck. Acessou a Conscienciologia em 1991, no Rio de Janeiro, RJ, por meio de Palestra Pública do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC). Voluntário da Conscienciologia desde 2001, nas Instituições Conscienciocêntricas: IIPC, de 2001 a 2002; Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC) em 2003; Organização Internacional de Consciencioterapia (OIC) desde 2003, sendo coordenador geral de 2015 a 2019. Docente de Conscienciologia desde 2001; consciencioterapeuta desde 2003; tenepessista desde 2004; epicon desde 2017. É radicado em Foz do Iguaçu / PR desde novembro de 2002, sendo voluntário-residente no Campus da Organização Internacional de Consciencioterapia (OIC), no bairro Cognópolis, desde 08 de janeiro de 2011. Coautor de capítulo de livro: SARA / SDRA (Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo) na obra Emergências Respiratórias, organizada por Eduardo Cesar Faria, publicada no Rio de Janeiro, RJ pela Editora de Publicações Biomédicas (EPUB) em 2002. Títulos de artigos conscienciológicos: Síndrome da Banalização dos Autodiagnósticos; Fundamentos da Consciencioterapia Dessomática; Posturas Grupais visando à Desperticidade; Autoconscienciometria e Infogrupalidade; Autoprofilaxia das Irracionalidades Antiassistenciais; Apriorismose; Miniconscienciograma das Patologias Humanas; Para-Afetividade: Proposição de Técnicas Consciencioterápicas; A Evolução Histórica dos Paradigmas de Saúde. Verbetes da Enciclopédia da Conscienciologia: Autorremissibilidade Consciencioterápica (2012); Percepção de Auteficácia Consciencioterápica (2013); Síndrome da Banalização do Autodiagnóstico (2013); Parafetividade Terapêutica (2013); Ação Trafaricida (2013); Inteligência Autoconsciencioterápica (2014); Inquietação Aversiva Autocogniciofóbica (2015); Consciencioterapia Metacognitiva (2016); Atendimento consciencioterápico (2017); Antiofensividade Interconsciencial (2018); Ferida Emocional (2019); Superação da Tanatofobia (2020); Traumastenia Consciencial (2020); Interação Coronavírus-Coronochacra (2020); Negacionismo da Autorrealidade (2020); Cicatriz Evolutiva (2020). Tertúlias Matinais: Fisiologia da Autocognição (2017); Alegria: Tonalidades e Sutilezas (2019); Autexposição Interassistencial (2020); Aspectos Autoconsciencioterápicos da Ortodessomaticidade (2023); Expedição Seriexológica Interassistencial (2024). Epicentrismo em Debate: Biparatranse Heurístico (2021); Diligência Assistencial Parapsíquica (2022); P rofilaxia da Iatrogenia Consciencial (2022); Megadesafios Homeostaticológicos do Epicon (2022); Saúde Somática do Epicon (2023); Saúde Energossomática do Epicon (2023); Saúde Psicossomática do Epicon (2023); Saúde Mentalsomática do Epicon (2023); Autocognição Energoterapeuticológica (2023); Saúde Holossomática do Epicon (2024); Síndrome de Cassandra (2024); Expedição Parapsíquica de Desassédio (2024). Ref. https://www.icge.org.br/?page_id=1417 Ref. https://www.conselhodeepicons.org.br/?page_id=651 Ref. Faria, Eduardo Cesar. Emergências Respiratórias. Rio de Janeiro, RJ: EPUB, 2002, p. 97-106. Ref. Vieira, Waldo (org). 500 Verbetógrafos da Enciclopédia da Conscienciologia. Foz do Iguaçu, PR: Editares, 2016, p. 393. Waldo Vieira 1932-2015 Waldo Vieira nasceu em Monte Carmelo, Minas Gerais, em 12 de abril de 1932, filho do dentista Armante Vieira e da professora Aristina Rocha. Pesquisador independente, escritor e professor, graduou-se em Odontologia (1954) e em Medicina (1960), com pós-graduação em Plástica e Cosmética em Tóquio, Japão. Foi o propositor das neociências Projeciologia e Conscienciologia, sistematizadas nos tratados “Projeciologia: Panorama das Experiências da Consciência Fora do Corpo Humano” (1986) e “700 Experimentos da Conscienciologia” (1994). Sensitivo, ainda na infância iniciou seus estudos sobre as habilidades parapsíquicas (percepção extrassensorial, mediunidade, paranormalidade) e tornou-se, posteriormente, membro das principais instituições internacionais e nacionais de pesquisa do parapsiquismo, a exemplo da SPR – Society for Psychical Research (Londres, Reino Unido), ASPR – American Society for Psychical Research (Nova York, EUA), Associação Brasileira de Parapsicologia (Rio de Janeiro – RJ) e CEAEC – Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (Foz do Iguaçu – PR). O pesquisador escreveu dezenas de livros e centenas de artigos relacionados à pesquisa da consciência, de caráter científico, porém sempre apontando a necessidade de um paradigma que considerasse o fenômeno consciencial (e, portanto, o parapsiquismo humano) para além da matéria ou do cérebro biológico apenas. Antes disso, nas décadas de 1950 e 1960, atuou no Movimento Espírita. A psicografia (escrita mediúnica), manifesta aos 13 anos, foi aperfeiçoada e, já com 23 anos, quando conheceu o famoso médium Chico Xavier, já estava plenamente desenvolvida. Desde o início, o encontro de Vieira e Xavier sinalizava ser promissor: o primeiro livro psicografado em coautoria foi “Evolução em Dois Mundos”, publicado em 1958. No Espiritismo, Vieira psicografou dezenas de obras solo ou em parceria com Chico Xavier, além de várias outras ações assistenciais, como a fundação do centro “Comunhão Espírita Cristã”, na cidade de Uberaba (MG). Em 1966, desliga-se do Movimento Espírita e passa a dedicar-se à pesquisa independente, radicando-se na cidade do Rio de Janeiro. Projetor consciente desde os nove anos, o que equivale a dizer que tinha experiências lúcidas fora do corpo desde o início da década de 1940, tornou-se a referência mundial quando o assunto é Projeciologia, o estudo técnico deste fenômeno, principalmente após a publicação, em 1981, do livro “Projeções da Consciência”, onde propõe publicamente, de maneira inédita, a especialidade. Ainda na década de 80, é um dos fundadores do IIP, atual IIPC – Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia, instituição de educação e pesquisa reconhecida como de utilidade pública federal a partir de 1998 e que completou 27 anos de existência no último mês de janeiro. Em 2000, Vieira muda residência para Foz do Iguaçu e passa a morar no campus do CEAEC. A partir de então, concentrou os esforços pessoais na aglutinação de pesquisadores interessados na expansão dos trabalhos da Conscienciologia na Tríplice Fronteira, visando à instalação do bairro Cognópolis, também conhecido por Bairro do Saber ou Cidade do Conhecimento, de modo semelhante ao que havia feito em Uberaba décadas atrás com o Parque das Américas. O bairro Cognópolis foi oficialmente criado através do Decreto Municipal 18.887, de 20 de maio de 2009. Em 2018, o bairro possui, quatro campus conscienciológicos com laboratórios de autopesquisa e auditórios para cursos e palestras, sete condomínios residenciais, instituições de pesquisa da Conscienciologia (várias delas fundadas pelo próprio Vieira), o Hotel Mabu Interludium Iguassu Convention, além de projetos em construção, a exemplo da Ágora Cognopolita e o Megacentro Cultural Holoteca, projeto arquitetônico assinado por Oscar Niemeyer. Na sustentação destes megaempreendimentos, está o aporte humano de mais de 800 voluntários, que transferiram domicílio para Foz do Iguaçu, afora os iguaçuenses com colaboração diária. Com a vida inteira dedicada à pesquisa, docência, autorado e interassistência, nos últimos meses de vida dedicava-se às minitertúlias conscienciológicas, que aconteciam diariamente no Tertuliarium, no campus do CEAEC, e ao terceiro volume de sua obra “Léxico de Ortopensatas”, que deixou no prelo. Conforme sempre fazia questão de enfatizar, todas as atividades intelectuais que desenvolvia eram inteiramente orientadas pelo Princípio da Descrença, que enuncia que “não se deve acreditar em nada”, pois o mais importante para cada indivíduo é usar o senso crítico, o raciocínio e aprender com as próprias experiências. Waldo Vieira veio a óbito no dia 02 de julho de 2015, em Foz do Iguaçu (PR) depois de sofrer um AVC. Síntese das ponto ações de Waldo Vieira: 23 Livros Conscienciológicos, sendo 7 tratados. 89 Artigos nas Revistas Científicas. 2.220 Verbetes da Enciclopédia da Conscienciologia. 19 Livros Psicografados no Espiritismo, sendo 13 solo ou em parceria com o médium Chico Xavier e 6 obras atribuídas ao espírito André Luiz. 14.100 Temos do Dicionário de Neologismos da Conscienciologia, termos neológicos e orismológicos. 101 Cursos Idealizados. 2.191 Tertúlias Conscienciológicas realizadas. 822 Minitertúlias no Tertuliarium no período de março de 2013 a junho de 2015 (atividade diária – número aproximado). 116 Círculos Mentaissomáticos realizados. Ref. https://www.icge.org.br/?page_id=3940 Ref. https://www.icge.org.br/?page_id=6820 Ref. Vieira, Waldo (org). 500 Verbetógrafos da Enciclopédia da Conscienciologia. Foz do Iguaçu, PR: Editares, 2016, p. 25-74. Zéfiro Desde a Antiguidade A consciência Zéfiro é o epíteto que identifica, nas dimensões extrafísicas desde a Antiguidade, a paraidentidade intermissiva de Waldo Vieira (1932-2015). Detalhes acerca da trajetória evolutiva de Zéfiro, considerando retrovidas (vidas pretéritas) e períodos intermissivos (entre vidas), podem ser obtidos no livro "Zéfiro: a paraidentidade intermissiva de Waldo Vieira" (Teles, 2014). De acordo com registros de Minitertúlias Conscienciológicas realizadas no Tertuliarium do CEAEC, "A equipex do Zéfiro atuava dando inspiração e segurando a barra no caso do Pasteur: segurança de melhoria do holopensene de onde ele pensava mais, onde a pessoa desenvolvia os melhores pensamentos dela. É o que eles fazem com o Waldo hoje. A melhor coisa que os amparadores podem fazer é melhorar o holopensene de quando a pessoa está fazendo um bom pensamento, isso é o resumo da assistência. Este era o trabalho básico do Zéfiro: dando inspiração e segurando a barra, para não haver excesso, as besteiras da pessoa (ex. pensatas erradas, excessivas, bobeiras, aquelas que mais tarde pode se arrepender). Porque, às vezes, a pessoa pode se entusiasmar com a ideia e aparecer no manuscrito distorcida. O processo dele (Pasteur) não foi só de holopensene, mas também para sossegar o temperamento, ver o neurovegetativo. Ele (Pasteur) levou isso (germes) a sério e conseguiu comprovar. Os castelos não tinham banheiro, era sujeira demais. Muita gente não queria saber disso, pois dá trabalho demais limpar tudo. Ele (Pasteur) começou a raciocinar nisso com clareza, bem claro. Quando se está mexendo com uma coisa nova, se quer saber de tudo" (anotações de Minitertúlia Conscienciológica em 25/09/2013). Nesta mesma Minitertúlia de 25/09/2013, ao ser questionado sobre a holobiografia de Pasteur, Waldo Vieira responde: “Ele é ligado aos nossos processos, é ligado ao Transmentor, é de casa. Tudo é da mesma equipe, ele (Pasteur) e o Littré. É preciso saber onde estão estes foragidos. Semmelweis morreu louco no hospício, porque possivelmente os germes entraram na cabeça dele. É um monte de gente deste jeito. Ampliação da longevidade na Terra, isso está na ficha dele (Pasteur). Naquela época tudo era uma favela, um lixão”. Ref. Teles, Mabel. Zéfiro: a Paraidentidade Intermissiva de Waldo Vieira. Foz do Iguaçu, PR: Editares, 2014. Mais informações: https://www.shopcons.com.br/produto/zefiro-a-paraidentidade-intermissiva-de-waldo-vieira-5874 Mais informações: https://editares.org.br/livro/zefiro-a-paraidentidade-intermissiva-de-waldo-vieira/ Sandro Botticelli, O Nascimento de Vênus (1485). Recorte da parte superior esquerda do quadro, com a representação de Zéfiro (vento oeste). Transmentor De acordo com Teles (2014, p. 154-155), Transmentor "é o evoluciólogo mais atuante no grupo dos intermissivistas da Conscienciologia. É holobiógrafo e especialista em Paragenética, conhecendo profundamente a retrogenética de cada integrante do grupo que orienta. Apresenta mentalidade enciclopédica, multicultural e universalista. Costuma apresentar-se extrafisicamente com paravisual de homem, tipo inglês, dolicocéfalo, de pele clara e cabelos castanhos, quase louro. Usa roupas ocidentais, estilo casual. É sério, austero, com grande força presencial e capacidade de aglutinação interconsciencial, estado geral- mente acompanhado por chusma de consciexes. Na atual existência, apresentou-se a Vieira ainda na infância, em Monte Carmelo, tendo sido trazido pela Serenona Monja. Desde então, tem assistido o pesquisador em distintas conjunturas de vida, sempre visando a maxiproéxis grupal. Quando o pesquisador decidiu mudar residência para Foz do Iguaçu, o Transmentor se prontificou em estar mais presente nos arre dores extrafísicos da Cognópolis, de modo a auxiliar o encaminhamen to do grupo de intermissivistas. Na juventude de Vieira, em Uberaba, auxiliou o então rapaz a posicionar-se perante os colegas de colégio contra os idiotismos culturais e as automimeses dispensáveis da juventude, através da seguinte inspiração extrafísica: isso não é para você. A partir deste dia, Vieira passa a adotar enquanto princípio evolutivo o bordão isso não é para mim, principalmente nos momentos de decisões críticas de destino, onde se faz necessário aplicar a omissão superavitária. No passado, o Transmentor conviveu com Zéfiro ressomado em várias retrovidas, tendo sido inclusive integrante da mesma família nuclear, na posição de irmão. Vieira o considera seu melhor amigo (Amizade Raríssima)". Em registro de Minitertúlia Conscienciológica no dia 25/09/2013, ao ser questionado sobre a holobiografia de Louis Pasteur, Waldo Vieira responde: “Ele é ligado aos nossos processos, é ligado ao Transmentor, é de casa. Tudo é da mesma equipe, ele (Pasteur) e o Littré. É preciso saber onde estão estes foragidos. Semmelweis morreu louco no hospício, porque possivelmente os germes entraram na cabeça dele. É um monte de gente deste jeito. Ampliação da longevidade na Terra, isso está na ficha dele (Pasteur). Naquela época tudo era uma favela, um lixão”. Ref. Teles, Mabel. Zéfiro: a paraidentidade intermissiva de Waldo Vieira. Foz do Iguaçu. PR: Editares, 2014. Mais informações: https://www.icge.org.br/?page_id=1677 Everton Souza dos Santos 1961- Everton Santos nasceu em Porto Alegre, RS, Brasil. Atualmente está radicado na Cognópolis Foz do Iguaçu, PR. Graduado em Arquitetura e Urbanismo. Especialização em Projeto de Arquitetura Habitacional, Expressão Gráfica, Gestão de Recursos Humanos e Dinâmica de Grupos. Arquiteto, Urbanista e Professor Universitário. Acessou a Conscienciologia em 1991, em Porto Alegre, RS, por meio de Palestra Pública do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC). Voluntário da Conscienciologia desde 1994, nas Instituições Conscienciocêntricas: IIPC, de 1994 a 1996; Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC) desde 1996. Docente de Conscienciologia desde 2000; tenepessista desde 1996; epicon desde 2011; assumiu a Desperticidade na 2ª turma do PROAD. Coautor do livro Manual de Verbetografia da Enciclopédia da Conscienciologia (2012). Títulos de artigos conscienciológicos: Criatividade Evolutiva; Inversão Mesológica. Verbetes da Enciclopédia da Conscienciologia: Criatividade Evolutiva; Edificação Conscienciocêntrica; Assertividade Cosmoética. De acordo com registros de Minitertúlias Conscienciológicas realizadas no Tertuliarium do CEAEC, "A equipex do Zéfiro variou de acordo com o período e o objetivo da assistência que era feita. As modalidades de assistência variam de elemento para elemento. Às vezes vai ter equipex com 10 que atuam na mesma linha de assistencialidade, mas nem sempre é assim. A temporada que teve mais gente foi da época do Everton” (anotações de Minitertúlia Conscienciológica em 16/10/2014). Ainda de acordo com registros da fala de Waldo Vieira em Minitertúlia, “Everton auxiliou a personalidade de Littré e Pasteur. O ponto principal de ajuda é no paracérebro, o processo de interlocução, de comunicação, de transmissão do pensamento” (anotações de Minitertúlia Conscienciológica em 24/09/2013). Ref. https://www.conselhodeepicons.org.br/?page_id=556 Ref. Vieira, Waldo (org). 500 Verbetógrafos da Enciclopédia da Conscienciologia. Foz do Iguaçu, PR: Editares, 2016, p. 221. Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier) 1910-2002 Médium brasileiro nascido em Pedro Leopoldo / MG no dia 02 de abril de 1910. Chico Xavier era filho do operário João Cândido Xavier e da lavadeira Maria João de Deus, que morreu quando ele tinha apenas cinco anos. Chico e seus oito irmãos tiveram que ser distribuídos por vários familiares e amigos. Quando estava com nove anos, seu pai casou-se novamente, com dona Cidália, que fez questão de reunir todos os filhos do primeiro casamento do esposo e ainda lhe deu mais cinco filhos. Chico frequentava a escola primária pública pela manhã e depois trabalhava numa indústria de fiação e tecelagem, mal tendo aprendido a ler e a escrever. Depois foi empregado como caixeiro numa loja e, mais tarde, como ajudante de cozinha. Em 1933 o dr. Rômulo Joviano, administrador da Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura em Pedro Leopoldo, ofereceu a Chico um emprego modesto. A carreira de funcionário público foi até a década de 1950, quando Chico Xavier se aposentou por invalidez, na função de escrevente datilógrafo, devido a uma doença nos olhos. Mudou-se então para Uberaba, a conselho médico, onde permaneceu até a sua morte. A mediunidade de Chico Xavier manifestou-se aos quatro anos de idade, pela clarividência e clariaudiência. Incompreendido pelo pai, ao se queixar das vozes que o atormentavam, foi repreendido e levado aos cuidados de um padre. Aos 17 anos, no grupo espírita Luiz Gonzaga, desenvolveu a psicografia. Foi nessa época que se desligou da Igreja Católica (onde não encontrava explicação para os fenômenos que se manifestavam nele) e procurou seguir os preceitos do espiritismo. Psicografou poemas de famosos escritores falecidos: Artur Azevedo, Olavo Bilac, Castro Alves, António Nobre, João de Deus e outros. A nove de julho de 1932, publicou "Parnaso De Além-Túmulo", uma coletânea de 259 poesias, ditadas por 56 poetas mortos. Durante a vida, Chico recebeu mais de mil entidades espirituais, entre eles Emmanuel, que foi o seu protetor espiritual e manifestou-se pela primeira vez em 1931, acompanhado-o desde então. Entre as muitas dezenas de obras mediúnicas de Emmanuel, destacam-se "Há 2 mil Anos", "50 Anos Depois", "Ave, Cristo", "Renúncia" e "Paulo e Estevão". Em 1943, uma nova entidade espiritual assinaria algumas de suas mensagens, com o nome André Luiz. Esses relatos começam com o livro "Nosso Lar". Chico Xavier se considerava humildemente apenas uma ponte entre o mundo material e o espiritual. Todos os seus direitos autorais foram cedidos a instituições espíritas e de solidariedade social. O médium atendeu, no seu centro em Uberaba, multidões de pessoas que chegavam de todas as partes do Brasil e do exterior para ouvir conselhos, receber tratamentos e conforto espiritual. Em 1981, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz. Morreu em 2002 aos 92 anos. Especificamente no livro "Libertação" psicografado por Chico Xavier, pelo espírito André Luiz, pode-se ler: "Pasteur, o cientista, defende a saúde do corpo humano, devotando-se, abnegado, ao combate silencioso contra a selva microbiana: todavia, não pode evitar que seus contemporâneos se destruam reciprocamente em disputas incompreensíveis e cruéis" ( Xavier, 2010, p. 15-16). Ref. https://educacao.uol.com.br/biografias/chico-xavier.htm Ref. Xavier, Francisco Cândido. Libertação. Rio de Janeiro, RJ: Federação Espírita Brasileira, 2010, p. 15-16. Ref. Campetti Sobrinho, Geraldo. A Vida no Mundo Espiritual: estudo da obra de André Luiz. Brasília, DF: FEB, 2018, p. 18, 181, 478. Mais informações: Hirsch, Daniela. 12 Grandes Médiuns Brasileiros: conheça a história de personalidades que viveram com a missão de fazer o bem e de divulgar a doutrina espírita. Rio de Janeiro, RJ: HarperCollins Brasil, 2016, p. 69-85. André Luiz André Luiz é o nome atribuído por Francisco Cândido Xavier à consciência extrafísica que ditou diversos textos psicografados. Segundo Chico Xavier, André Luiz se apresentou informando que escreveriam alguns livros juntos. "Desde o início, o encontro de Vieira e Xavier sinalizava ser promissor, principalmente quando descobriram que ambos recebiam mensagens de espírito em comum: a consciex Carlos Chagas, acostumada a assinar os textos psicografados com o nome André Luiz" ( Teles, 2014, p. 76). Na obra "Libertação", ditada por André Luiz e psicografada por Francisco Cândido Xavier, há menção à Pasteur: "Pasteur, o cientista, defende a saúde do corpo humano, devotando-se, abnegado, ao combate silencioso contra a selva microbiana: todavia, não pode evitar que seus contemporâneos se destruam reciprocamente em disputas incompreensíveis e cruéis" (Xavier, 2010, p. 15-16). Ref. Teles, Mabel. Zéfiro: a paraidentidade intermissiva de Waldo Vieira. Foz do Iguaçu. PR: Editares, 2014. Ref. Xavier, Francisco Cândido. Libertação. Rio de Janeiro, RJ: Federação Espírita Brasileira, 2010. Mais informações: https://super.abril.com.br/historia/quem-foi-o-espirito-andre-luiz/ Análise dos Grupos
- Absorção reflexiva | Pasteur Brasil
Absorção Reflexiva Durante muitos anos Pasteur trabalhou sozinho. Mais tarde, jovens colaboradores se uniram a ele, sendo informados apenas da parte essencial do trabalho diário. “O silêncio olímpico que ele gostava de se ver rodeado ia até o dia em que seu trabalho lhe parecia maduro para dar publicidade”, disse Émile Duclaux. Adrien Loir, sobrinho de Pasteur e seu assistente técnico, confirmou essa característica: “ele queria ficar sozinho em seu laboratório e nunca falava do objetivo que tinha em mente”. Mesmo durante períodos de maior movimento, ele tinha poucos ajudantes, cada um em sua sala, onde trabalhavam em silêncio para não incomodar o cientista, exceto quando era chamado para participar de alguma discussão. Enquanto formulava as fases seguintes dos experimentos, Pasteur se absorvia em si mesmo e no estudo de suas notas, permanecendo isolado de todo o mundo e sem levantar a cabeça por muitas horas. Daí emergiam fragmentos ideativos que, como em um campo magnético pela força de seu pensamento, se organizariam em novas e inesperadas formas. Essas meditações solitárias duravam vários dias. Nestes períodos, ele ficava tão absorto em seus pensamentos que não notava as pessoas a seu redor. Quando Duclaux levou um assunto urgente a discutir, Pasteur reagiu como se despertasse de um sonho, mas não demonstrava impaciência. Depois que suas ideias tomavam forma, Pasteur se reconectava com seus colaboradores, falando o essencial para a elaboração dos detalhes técnicos dos experimentos, que eram realizados com cuidado para determinar se a hipótese inicial tinha uma base verdadeira. Se os resultados fossem negativos, as ideias eram imediatamente rejeitadas de sua mente. Do contrário, se resultados positivos sugeriam que a hipótese fosse válida, os experimentos eram multiplicados incansavelmente para explorar e desenvolver suas possibilidades. Pasteur não se desanimava com obstáculos, qualidade que ele se referia como seu maior dom. “Deixe-me contar-lhe o segredo que me fez chegar a meu objetivo. Minha única força reside em minha tenacidade". Este juízo foi confirmado por Émile Roux, que mais tarde dirá “Quantas vezes, na presença de dificuldades imprevistas, quando nós não imaginávamos como sairíamos delas, ouvi Pasteur nos dizer: ‘Façamos o mesmo experimento outra vez; o essencial é não abandonar o caso!´” (Dubos, 1967a, p. 55-59). Referências: DEBRÉ, Patrice. Pasteur. São Paulo, SP: Scritta, 1995. DUBOS, René J. Louis Pasteur. Barcelona, Espanha: Grijalbo, 1967a. Émile Duclaux. Émile Roux. Adrien Loir. Continue lendo a biografia
- Família Laurent | Pasteur Brasil
Voltar para os Grupos Família Laurent Claude Henri Aristide Laurent 1795-1869 O sogro de Louis Pasteur era francês e tinha formação em Letras. Na época em que se conheceram, ele era reitor da Universidade de Estrasburgo. Aristide Laurent ocupou os cargos de professor, diretor, chefe de colégio e inspetor em pelo menos 13 cidades: Paris, Riom, Guéret, Saintes, Sens, Amiens, Orléans, Clermond-Ferrand, Angoulême, Douai, Toulouse, Cahors até chegar a Estrasburgo, como reitor da Universidade. Por onde passou, ajudou a reerguer colégios em vias de desaparecer, colocou ordem onde havia desordem (Vallery-Radot, 1945, p. 39). “Um homem que se destacou por uma especial capacidade para o ensino, pela sua lealdade aos alunos e seus dotes organizacionais aplicados ao sistema escolar” (Viñas, 1991, p. 68). Pierre-Augustin Bertin, amigo de Pasteur, é quem o apresenta ao Sr. Laurent. Pasteur não era um jovem professor desconhecido, pois seus estudos cristalográficos já haviam rendido reconhecimentos por parte da Academia de Ciências e apoio de Biot, Dumas e Balard (Viñas, 1991, p. 74-75). Nos domingos à tarde, o Sr. Laurent realizava reuniões familiares em casa, recebendo professores universitários (Vallery-Radot, 1945, p. 58). Ao visitar a sua casa, Pasteur conhece Marie, por quem se sente cativado imediatamente. Em uma decisão relâmpago, dirige uma carta ao reitor com um pedido de casamento à sua filha (Viñas, 1991, p. 75). Casa-se com Amélie Huet em 1819 (Vallery-Radot, 1945, p. 40). Obs. Em várias biografias, o sogro de Pasteur é nomeado erroneamente de Charles Laurent (V. Debré, 1995, p. 79). Ref. https://phototheque.pasteur.fr/fr/asset/fullTextSearch/search/aristide%20laurent/page/1 Amélie Hélène Huet (Madame Laurent) 1797-1867 A sogra de Pasteur, madame Laurent, era francesa, filha de livreiros e impressores de Orleans. A livraria da família dos pais de Amélie recebia diversos intelectuais, inclusive o general Beauharnais, que se tornaria posteriormente Napoleão Bonaparte (1769-1821), e Josefina de Beauharnais (1763-1814), que seria a futura imperatriz. Amélie e Aristide Laurent conheceram-se nesta livraria, e casaram-se em 1819 (Vallery-Radot, 1945, p. 40). Em 1849, ao conhecer Louis Pasteur, Amélie capturou logo algumas de suas características: lealdade, dedicação profissional, inteligência (Viñas, 1991, p. 76). Pasteur compreendeu que Madame Laurent era sua aliada ao pedido de casamento, e em uma carta confiou as inquietudes que sentia, por temer que as primeiras impressões tenham sido desfavoráveis, e agrega a seguinte observação à Marie: “Minha experiência ensina que aqueles que me conhecem muito bem me amaram muito” (Vallery-Radot, 1945, p. 62; Birch, 1993, p. 24). Marie Anne Laurent (Marie Pasteur / Madame Pasteur) 1826-1910 Criada em ambiente intelectual, a esposa de Pasteur, Marie, era francesa e tinha 3 irmãs e 1 irmão, sendo que este último faleceu aos 23 anos de febre tifoide. Quando Pasteur a viu pela primeira vez, sentiu que havia encontrado a sua companheira de vida, e escreveu ao amigo Chappuis: “Creio que serei muito feliz com ela. Tem todas as qualidades que eu poderia desejar em uma mulher” (Báez, 1995, p. 463). Marie foi descrita como: discreta, comedida, autoritária, circunspecta. Uma mulher de ordem e dever, porém positiva, alegre e sólida. “Passou pela glória procurando ser despercebida” (Vallery-Radot, 1945, p. 31, 33; Perrot & Schwartz, 2017, p. 107). Devota-se a Pasteur e cria, em torno dele, uma vida familiar tranquila, removendo as preocupações materiais. “Soube, desde os primeiros dias, não somente a admitir, mas a aprovar que o laboratório vinha acima de tudo” (Debré, 1995, p. 82). Madame Pasteur lia as atas da Academia de Ciências em vez de ler novelas (Vallery-Radot, 1945, p. 66, 68). “Marie recopia as cartas e os relatórios enviados ao Ministério ou Academia. Nunca um manuscrito vai para impressão antes de ter sido meticulosamente relido, anotado, verificado” (Debré, 1995, p. 147). "Ela se tornou, de modo informal, secretária, contadora e o que hoje chamaríamos de assessora de comunicação e assessora de imprensa" (Perrot & Schwartz, 2017, p. 107). Marie dispensava participar de círculos sociais prestigiosos que ela teria a oportunidade de frequentar (Perrot & Schwartz, 2017, p. 107). Segundo Émile Roux, colaborador de Louis Pasteur: “A senhora Pasteur era não apenas uma companheira incomparável para Pasteur, mas também seu melhor colaborador” (Debré, 1995, p. 82). Nas cartas do casal, observa-se afeto, confidências e companheirismo (Viñas, 1991, p. 89), ainda que por vezes Pasteur manifeste-se de modo autoritário. Marie se torna figura tutelar do Instituto Pasteur após a morte do marido. Falece em 23 de setembro de 1910, aos 84 anos na cidade de Arbois. Seu corpo foi sepultado no Instituto Pasteur em Paris, junto ao marido. O epitáfio latino, inscrito na cripta de estilo neo-bizantino, diz: "Socia rei humanae atque divinae", ou seja, "companheira da vida humana e das coisas divinas". O casal teve 5 filhos, dos quais somente 2 sobreviveram até a idade adulta. Em carta ao sogro (Jean-Joseph Pasteur) em 1851 , Marie escreve sobre Louis Pasteur. “É um pai de família modelo que, apesar de seu trabalho, encontra tempo para consagrar todos os dias um bom tempo ao recém-nascido e para cuidar da menina, se estou ocupada” (Vallery-Radot, 1945, p. 70). "Realmente parece", escreveu o colaborador de Pasteur, Émile Roux, que essa união predestinada foi feita em vista das grandes coisas que Pasteur teve que produzir (Pasteur Vallery-Radot, 1956, p. 11; Baéz, 1995, p. 467). Albert Calmette, um dos pasteurianos, fala sobre Pasteur em seus últimos anos de vida, e também menciona Marie Pasteur: "Nós o mantínhamos a par das pesquisas. Ele sugeria ou discutia as experiências a serem feitas e a senhora Pasteur que, como mulher de cientista, se interessava por tudo, adivinhava os pensamentos e os sentimentos de cada um de nós antes que fossem exprimidos, velava com uma tocante solicitude para que nenhuma inquietação, nenhuma preocupação perturbasse as meditações ou os sonhos sobre o futuro, aos quais os trabalhadores do instituto se abandonavam com entusiasmo e confiança. (...) Todo esse passado de miséria e de grandeza foi uma era heroica, foi o tempo da epopeia pasteuriana. (...) Durante os sete anos que viveu no instituto, entre os colaboradores e os alunos Pasteur teve a suprema satisfação de presenciar algumas das mais preciosas conquistas dessa ciência experimental que ele levou ao ponto mais alto" (Debré, 1995, p. 535-536). Amélie Laurent (Amélie Loir) 1830-1925 A irmã mais nova de Marie, Amélie, era francesa e casou-se com Adrien Joseph Jean Loir. O casal tem um filho, Adrien Loir, que será estagiário e assistente pessoal de pesquisa de Louis Pasteur. Adrien Joseph Jean Loir 1816-1899 Professor francês associado da Escola de Farmácia de Paris (1847-1849). Professor de química na Faculdade de Ciências de Besançon (1855), depois em Lyon (1861). Doutor em ciências físicas (1851). Adrien Joseph Loir foi sucessor de Louis Pasteur na Faculdade de Farmácia e trabalhou no laboratório na companhia de Pasteur. Foi o primeiro discípulo de Pasteur. Casa-se com a irmã mais nova de Marie, Amélie. O filho do casal, Adrien Loir, trabalhará diretamente com Pasteur. Ref. https://data.bnf.fr/en/10604888/adrien_loir/ Adrien Charles Marie Loir 1862-1941 Bacteriologista francês. Estagiário e assistente pessoal de pesquisa de Pasteur. Doutor em medicina (Paris, 1892). Bioquímico. Diretor do Instituto Pasteur na Austrália. Fundador do primeiro instituto anti-rábico em São Petersburgo. Filho de Amélie Laurent (irmã mais nova de Marie Pasteur) e de Adrien Joseph Loir, professor de química e diretor da Faculdade de Lyon (Debré, p. 83). Adrien Loir descreve o dia a dia com o tio: “Pasteur ficava completamente absorvido pelo assunto que estudava e que escolhera. Ele o dissecava, o experimentava de todas as maneiras, em silêncio, sem a intervenção de ninguém. Pasteur não se alterava nunca, e quando algo não ocorria como desejava, ele dizia: ‘Ai meu Deus, e andava como um leão enjaulado. Era tudo” (Debré, 1995, p. 164). O governo de Sidney na Austrália entra em contato com Pasteur. Adrien Loir é enviado em missão. Demorará muitos meses para chegar à Austrália e ficará lá por 5 anos. Funda em Road Island, perto de Sidney, o primeiro Instituto Pasteur além-mar. Regularmente, Loir informava ao tio sobre seus trabalhos e prosseguia, sob a orientação dele, nas pesquisas sobre a transmissão do carbúnculo e sobre a peripneumonia do gado (Debré, 1995, p. 527-528). Loir auxiliou bastante, desde o laboratório na Rua Ulm (antes do Instituto Pasteur), especialmente devido ao comprometimento de movimentos de Pasteur a partir do AVC aos 45 anos. Pasteur dá diretrizes e traça planos dos ensinamentos ao jovem: aprender a soprar vidro, assimilar as bases da cristalografia, faça curso de caligrafia e também direcionou sua formação em Medicina (Debré, 1995, p. 380-381). Loir escreveu a obra "A l'ombre de Pasteur: souvenirs personnels" (Na sombra de Pasteur: memórias pessoais) pela editora Le Mouvement Sanitaire,1938. Adrien Loir desempenhou um papel importante ao lado de Pasteur, ele mesmo, como seu assistente pessoal e, em seguida, como um agente para a difusão da ciência pasteuriana em todo o mundo. No entanto, Loir permaneceu nas sombras. "Algo aconteceu em sua vida: quando ele havia sido mais ou menos casado por sua família com uma filha de um amigo da família, ele se divorciou dessa mulher e saiu com a babá das crianças, depois se casou novamente com essa outra mulher. E isso foi extremamente desaprovado. Na época, ele foi rejeitado pelos pasteurianos, por sua família, etc. Foi por isso que ele foi completamente esquecido" [Maxime Schwartz, em trecho traduzido livremente da obra Le Neveu de Pasteur ou la Vie aventureuse d'Adrien Loir, acadêmico e globetrotter (1862-1941) , publicado por Odile Jacob, em março de 2020]. Ref. https://data.bnf.fr/en/13012138/adrien_loir/ Mais informações: https://en.odilejacob.fr/catalogue/documents/biographies-memoirs/pasteurs-nephew_9782738151353.php Mais informações: https://www.pasteur.fr/en/research-journal/news/pasteur-s-nephew-adventurous-life-adrien-loir-scholar-and-globe-trotter Mais informações: https://www.franceculture.fr/emissions/le-cours-de-lhistoire/un-destin-pour-le-soin-quatre-figures-de-lhistoire-du-soin-et-de-la-medecine-14-adrien-loir-etre-le Mais informações: https://atlantico.fr/article/decryptage/adrien-loir--une-vie-a-l-ombre-de-louis-pasteur-histoire-science-decouverte-medecine-biologie-virus-epidemie-cholera-rage-annick-perrot-maxime-schwartz Célie Laurent (Célie Zévort) 1820-1859 Célie, a irmã mais velha de Marie Pasteur, era francesa e casou-se com Charles Zévort. Charles Zévort 1816-1887 Agrégé em filosofia (1840). Doutor em Letras (1884). Inspetor Geral da Instrução Pública do Ensino Superior (nomeado em 1879). Professor de latim. Traduziu várias obras gregas, inclusive Metafísica de Aristóteles (2 vol., 1840-1841), A Vida de Filósofos da Antiguidade, de Diógenes Laërce (2 vols., 1848). Era francês, casado com a irmã mais velha de Marie, Célie Laurent. Tiveram Edgar Zévort como filho. Ref. https://data.bnf.fr/en/12436431/charles_zevort/ Edgar Zévort 1842-1908 Professor do ensino médio e historiador francês. Doutor em Letras (1880). Reitor da Académie de Caen (nomeado em 1884). Ref. https://data.bnf.fr/en/12569035/edgar_zevort/ Próximo Grupo

